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Política Nacional

Debatedores pedem medidas para ampliar a vacinação contra o HPV

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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Comissão de Direitos da Mulher debateu medidas para reverter a baixa procura pela vacina

Em audiência pública promovida nesta quarta-feira (30) na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, debatedores defenderam a implementação de medidas para ampliar a vacinação contra o HPV no País.

Cinco anos após ser incluída no Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, em 2014, a vacinação contra o HPV ainda está longe de alcançar a eficácia pretendida.

Seja por pequena disseminação de informações sobre as doenças que a vacina pode evitar, por tabus de pais contra campanhas de vacinação ou contra uma possível relação entre a vacina do HPV e a sexualidade precoce de adolescentes, ou ainda pelo envolvimento insuficiente de entidades estaduais e municipais em uma política nacional de prevenção.

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente em 36 mil postos de saúde do País, para um público de meninas de 9 a 14 anos, e meninos com idades entre 11 e 14 anos, em duas doses aplicadas com intervalo de seis meses. Mas está longe de atingir o público a que se destina para a prevenção de doenças futuras, principalmente o câncer de colo de útero nas mulheres.

A representante do Ministério da Saúde na audiência, Ana Goretti Maranhão, lamentou que ainda haja baixa procura pela vacina. “A segunda dose deixa muito a desejar. Temos 52% de meninas vacinadas, e meninos, não chega a 25%. Tem todo um trabalho a ser feito não só pelo Ministério da Saúde, pelas secretarias estaduais e municipais, mas por toda a sociedade. No sentido de informar sobre o que é o problema de saúde pública e a importância de estar vacinando nossos adolescentes. É uma vacina muito segura”, afirmou.

Campanhas de prevenção Para a deputada Flávia Morais (PDT-GO), que pediu a realização da audiência, é preciso enfrentar tabus e cobrar responsabilidades de familiares e entidades públicas para ampliar a prevenção do HPV.

Já a deputada Erika Kokay (PT-DF) sugeriu que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher prepare uma publicação para que as pessoas conheçam melhor o que representa a vacina. Ela lembrou de tabus que enfrentou em um trabalho com meninas em escolas do Distrito Federal em gestão governamental do passado.

“Sofremos muita resistência, à época, de segmentos fundamentalistas que achavam que aquilo significava incitar a uma sexualidade precoce. Muitas famílias se organizando para impedir que suas filhas pudessem ser vacinadas. O que se apresentou como um desafio para enfrentar essa discussão”, disse a deputada.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Mauro Romero Passos, as campanhas sobre vacinação contra o HPV devem vir acompanhadas por debates sobre sexualidade.

Incidência Segundo dados da Sociedade Brasileira de Oncologia, o câncer do colo do útero é a terceira causa de câncer da mulher atualmente no País. São 16 mil novos casos por ano. No mundo, são 300 mil mulheres mortas anualmente, um problema de saúde pública mundial.

A vacina contra o HPV protege contra quatro tipos do vírus HPV, sendo que, no exterior, já existe uma mais sofisticada que protege contra nove tipos. A vacina é a principal forma de prevenção contra o aparecimento do câncer do colo de útero. Nos homens, a vacina protege contra os cânceres de pênis, orofaringe e ânus. Além disso, previne mais de 98% das verrugas genitais, doença que estigmatiza e é de difícil tratamento.

A infecção pelo HPV é contraída principalmente pela via sexual, mas também pelo contato direto com a pele, e o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal.

Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

Para a representante da Sociedade Brasileira de Oncologia, Angélica Nogueira, o câncer de colo do útero é um problema de saúde pública que não deveria existir mais, dada a eficiência da vacina.

De acordo com Angélica, a incidência de câncer provocado por HPV é estável no País. Mas há variações regionais. Na região Norte do País, ainda é maior na mulher, superando o câncer de mama.

Reportagem – Eduardo Tramarim
Edição – Pierre Triboli

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Política Nacional

Gabinete de Bolsonaro tinha vaivem suspeito de dinheiro e cargos, revela jornal

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Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR

Movimentações analisadas são do tempo em que o presidente era deputado federal

Uma intensa e incomum rotatividade salarial de assessores e exonerações “de fachada”. Assim pode ser explicada a análise realizada em documentos relativos aos anos em que o  presidente Jair Bolsonaro era deputado federal e tinha grande movimentação, tanto de pessoal quanto de dinheiro, dentro de seu gabinete.

Segundo denúncia da Folha de S.Paulo, as movimentações atingem cerca de um terço das mais de 100 pessoas que passaram pelo gabinete de Bolsonaro entre os anos de 1991 e 2018. Tal modelo de gestão incluiu ainda a exoneração de auxiliares que eram recontratados no mesmo dia, prática que acabou proibida pela Câmara dos Deputados sob o argumento de ser lesiva aos cofres públicos.

Entre os exemplos de movimentações, estão inclusive alguns assessores que deixaram o gabinete do pai Jair para assumir função ao lado de Flávio Bolsonaro , atualmente senador pelo Republicanos-RJ, quando ele ocupava cargo na Alerj e que hoje são investigados pelo s uposto esquema de rachadinha .

A reportagem aponta ainda que a filha de Fabrício Queiroz , ex-assessor do Flávio que foi preso no último mês em uma casa na cidade de Atibaia, Nathália Queiroz , também consta na lista de movimentações suspeitas, tendo diversas “oscilações salariais” até ser demitida em 2018, mesmo dia em que o pai foi exonerado.

Sobre as “demissões de fachada”, o levantamento mostra que o gabinete de Bolsonaro registrou nada menos do que 18 exonerações de assessores nos 12 meses anteriores ao ato da Câmara que proibiu tal ação, sendo que todos foram recontratados sempre no mesmo dia da demissão.

Vale ressaltar que a Câmara dos Deputados tem uma grande verba para gastos dos parlamentares. Atualmente, cada um dos deputados recebe uma conta de mais de R$ 111 mil para contratações, que devem ser de um mínimo de 5 e um máximo de 25. As remunerações também variam, indo de R$ 1.025 para as funções mais simples até R$ 15.698 para os chefes de gabinete.

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Política Nacional

Maia diz que plataformas querem evitar lei das fake news

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Rodrigo Maia
Reprodução

Rodrigo Maia disse ainda que votação do projeto de lei é uma de suas prioridades.

O presidente da Câmara dos Deputados,  Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse neste sábado (4) que as plataformas digitais não querem debater a  lei das fake news por dependerem do “radicalismo”. Maia defendeu ainda que o projeto seja votado na Casa.

Maia disse que todos devem ser responsabilizados por seus atos. “As plataformas digitais não querem esse debate. Elas vivem exatamente desse radicalismo. Um telejornal bota a notícia que quiser e vai responder por ela, qualquer um de nós responde por nossos atos”, afirmou o presidente da Câmara, que completou:

“As plataformas, por onde passam milhões de informações que viralizam, ninguém quer ter responsabilidade”.

Maia disse ainda que o Legislativo precisa aprovar um texto que torne possível a identificação e a punição de financiadores e organizadores de estruturas de disseminação de fake news. O senado aprovou a PL das fake news na última terça-feira (30). Agora, a Câmara irá debater o tema, que, segundo o presidente da casa, está entre as suas prioridades.

Em contra partida, aliados do presidente Jair Bolsonaro estão lançando uma ofensiva contra o texto do projeto de lei.

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