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Política Nacional

Debatedores defendem manutenção do Fundo Amazônia

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Os países doadores do Fundo Amazônia têm outras opções para aplicar seus recursos, e o Brasil não pode se dar ao luxo de perdê-los, principalmente num cenário de crise econômica como o atual. O alerta foi feito pelo ex-secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente Francisco Gaetani, que participou de uma audiência pública, nesta quinta-feira (11), na Comissão de Meio Ambiente do Senado (CMA).

— Nenhum país emergente renuncia a suas possibilidades de crescimento e nenhum país rasga dinheiro por questões ideológicas. Temos que separar o jogo político do mundo real. O fundo é uma oportunidade extraordinária. Alemanha e Noruega têm tido paciência e respeito. Têm seus interesses? Claro, como todos temos. Mas, se não formos capazes de aproveitar essa oportunidade, será um atestado de incompetência imenso. O desafio está dado. É questão de dialogar […] Rasgar dinheiro não é opção para o país neste momento — afirmou Gaetani.

Criado em 2008 para receber doações para conservação ambiental e promoção de atividades sustentáveis, o Fundo Amazônia é formado por dinheiro doado principalmente pela Noruega e pela Alemanha (99%) e administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao longo de 11 anos, já foram doados cerca de R$ 3,4 bilhões.

O assunto ganhou destaque na imprensa depois que o Ministério do Meio Ambiente anunciou que o governo estuda formas de mudar a utilização dos recursos, o que provocou críticas de ambientalistas e desagradou aos países doadores, que cogitaram suspender a ajuda.

Críticas

A coordenadora do Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos, fez críticas à atuação do governo Bolsonaro no setor ambiental. Segundo ela, há em curso uma espécie de cruzada contra as políticas de combate ao desmatamento no país.

— Essa estratégia é quase uma cruzada, porque vai no sentido de questionar as instituições, como Inpe, BNDES e até o TCU. A desconsideração dessas instituições faz parte de uma estratégia de tentar desmontar as ações de combate ao desmatamento […] Até ontem não tinha um diretor de Florestas e Desenvolvimento Sustentável no Ministério do Meio Ambiente. Não existe política posta para que a gente olhe para o Fundo e possa dizer, por exemplo, que ele não serve. Começar a discussão pelo instrumento financeiro é enviesado. Primeiro deveríamos discutir qual a politica e aí sim avaliar se o instrumento financeiro é adequado ou não para onde se quer chegar — avaliou.

Dualismo

Para o senador Jaques Wagner (PT-BA), abrir mão do dinheiro seria a pior das opções. Ele defendeu mais diálogo para melhorar a destinação dos recursos, se for esse o caso. Já os senadores Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Plínio Valério (PSDB-AM) questionaram os números de beneficiados pelas ações do fundo.

— Aqui ninguém defende desmatamento, mas o direito de o caboclo subsistir. A realidade do ribeirinho é totalmente diferente, é de dar dó. E eu aqui em Brasília sou obrigado a ouvir todos os dias que a Amazônia está sendo devastada, que a Coca-Cola está ajudando, que o príncipe está ajudando, que o Forbes está ajudando. E esse dinheiro não chega na ponta — lamentou Plínio Valério.

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), por sua vez, reconheceu que o governo atual herdou coisas boas de governos anteriores e defendeu o caminho do desenvolvimento sustentável, visto que os estados no Norte precisam prosperar.

— Eu presido a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária e digo que precisamos parar com esse dualismo. Agro é meio ambiente e meio ambiente é agro. E precisamos produzir de forma sustentável — opinou.

Fonte: Agência Senado
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Política Nacional

Bolsonaro diz que não há constrangimento em visitar a Bahia

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O presidente Jair Bolsonaro disse, hoje (21), que não existe constrangimento em sua visita à Bahia, marcada para esta semana, após criticar alguns governadores do Nordeste. Em conversa com os jornalistas, na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que o Nordeste é “sua terra”.

“Bahia é Brasil, não tem problema”, disse. Está programada uma visita à cidade baiana de Vitória da Conquista, na próxima terça-feira (23), para inaugurar o Aeroporto Glauber Rocha.  “Nordeste é Brasil, é minha terra. Eu ando em qualquer lugar do território brasileiro”, completou.

Questionado se deixaria de ir ao Maranhão, Bolsonaro disse que não deixaria de ir se tivesse algum evento marcado no estado. “Se tiver um evento [no Maranhão] eu vou, por que não?”.

Ancine

O presidente voltou a reforçar suas críticas ao financiamento de filmes classificado por ele como “pornográficos”. “O poder publico não tem que ficar se metendo em tudo. E outra coisa, dinheiro público para fazer filme pornô não. Não existe censura da minha parte. O que eu falei foi o seguinte: com dinheiro público não pode fazer esse tipo de filme.”

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O presidente se referiu especificamente ao filme Bruna Surfistinha, lançado em 2011, e que conta a história de uma prostituta. Ele também disse que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) irá para Brasília ou será privatizada.

 
Edição: Fernando Fraga e Narjara Carvalho

Fonte: EBC Política
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Política Nacional

Bolsonaro: divulgar dados de desmatamento deixa Brasil em “situação complicada”

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Presidente Bolsonaro falou sobre desmatamento arrow-options
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Jair Bolsonaro quer indicar ministro “terrivelmente evangélico” para o STF

Em conversa com a imprensa na tarde deste domingo (21), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que a divulgação de dados sobre desmatamento no Brasil pode deixar o país em uma situação complicada. “Um dado desse aí, da maneira de divulgar, prejudica a gente”, afirmou.

Bolsonaro minimizou a fala anterior e apontou gravidade na forma como os dados foram divulgados pelo Inpe, alegando que os dados deveriam passar por algum representante de pasta antes de serem divulgados à imprensa.

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Ele disse, ainda, que algum ministro deve conversar com o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre a forma como os dados sobre desmatamento foram divulgados. “Quem vai falar com ele é o Marcos Pontes e, talvez, o Ricardo Salles. O que nós não queremos é uma propaganda negativa para o Brasil. Não queremos fugir da verdade”, afirmou. 

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A polêmica foi iniciada ainda na sexta-feira (19), quando ele disse suspeitar os dados sobre desmatamento no país divulgados pelo Inpe. “Parece até que está a serviço de alguma ONG ”, afirmou Bolsonaro sobre o presidente do instituto. 

Em entrevista à Rede Globo, o diretor do Inpe , Ricardo Magnus Osório Galvão, disse que tem a maior série histórica de dados de desmatamento da Amazônia, que é respeitado mundialmente e não vai desistir do cargo. 

Fonte: IG Política
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