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Economia

De panicat a consultora financeira: patrimônio de Carol Dias já está em R$ 3 mi

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Bonita e talentosa, Carol Dias ganhou notoriedade por integrar o time de modelos do “Pânico na Band”. Hoje, com um patrimônio de R$ 3 milhões – caminhando para R$ 4 milhões -, ela se destaca pelo trunfo no mercado financeiro. 

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Reprodução / Instagram

Carol Dias

Há algum tempo, ela começou a compartilhar seus conhecimentos sobre investimentos no Youtube com intuito de ajudar as pessoas.

Agora, galgando outro degrau como produtora de conteúdo, Carol Dias está prestes a lançar um livro digital que pode ajudar investidores iniciantes e experientes. Em paralelo, ela trabalha na elaboração de um curso sobre finanças. 

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Questionada pelo Brasil Econômico sobre o objetivo principal de seu livro, o “Invista Bem Seu Dinheiro, de Uma Vez Por Todas”, ela não pestaneja. “Em primeiro lugar, nossa missão é fazer com que o brasileiro leia mais , apenas uma pequena parcela da população lê bastante”, disse.

Ela também cita o fato de o Brasil não ter educação financeira na grade das escolas e atribui a “gafe” ao crescente número de endividados no País. “Eu lido com meu dinheiro há 10 anos, hoje eu tenho um perfil mais arrojado para investir, mais do que muitos brasileiros e acho que está na hora de ter isso nas escolas… ensinar as pessoas a cuidarem seu dinheiro”.

Apesar de sempre carregar um tom otimista na voz, a produtora de conteúdo reconhece que o ramo das finanças possui termos de difícil compreensão para iniciantes ou até mesmo para investidores mais experientes. Pensando nisso, ela garante que a obra terá uma leitura “objetiva, gostosa e simples”.

Ao falar sobre o conteúdo que poderá ser encontrado na obra, ela cita alguns tópicos. “[o livro] fala sobre bolsa de valores , fundos imobiliários, bancos digitais e renda variável que, sim, já é para pessoas que apostam mais na bolsa”, explica. 

Após citar a bolsa de valores, Carol aproveita para falar que a mesma está tendo um “boom” graças a gestão de Paulo Guedes , atual ministro da Economia do governo Bolsonaro. 

“A bolsa tá batendo pontos altíssimos, então nosso livro digital traz todo um conceito, mas de maneira objetiva e simples… a ponto da pessoa ler e falar: ‘li e entendi o que foi falado’”. 

Educação, economia e Paulo Guedes

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Reprodução Instagram / Isac Nóbrega/ PR

Carol Dias e Paulo Guedes

Defensora da educação financeira em escolas e ciente que 62 milhões de pessoas encontram-se endividadas – segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC)  -, Carol reflete sobre os motivos da situação ter chegado a esse nível.

“Acredito em algumas opções. Uma é que o rombo [nas finanças] anos atrás foi muito grande. As pessoas se viram desempregadas porque nosso mercado parou de trabalhar, a economia estava parada, a taxa de inflação e os juros estavam muito altos, estava difícil achar emprego e estava difícil de você comprar as coisas”, declara.

Com opinião formada, ela vê a chegada do novo ministro da Economia como uma luz no fim do túnel. “Agora a gente entra em uma nova gestão, a do Paulo Guedes como ministro, onde estamos com uma inflação historicamente controlada, onde os juros começam a cair… isso estimula o consumo e a economia volta a trabalhar, estimulando os empregos”, continua.

“A economia está melhorando, estamos tendo uma gestão muito boa com Guedes, então agora as empresas estão conseguindo se recuperar, fazendo com que o consumo aumente, isso a gente não via no outro governo”, defende Carol, que acrescenta: “Tanto que em 2020 a expectativa [para a economia] é maior do que em 2019 e 2018”.  

Veja também: Brasil foi o quarto país que mais recebeu investimentos estrangeiros em 2019

 A ex-Panicat ainda endossa. “O Brasil é um país que está sofrendo ainda, está se recuperando, não é de um dia para o outro, mas eu acho fantástico que a gente tenha a obrigatoriedade desta matéria [educação financeira] nas escolas”. 

Todo mundo erra

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Reprodução / Instagram

Carol Dias

Mudando de assunto, ao falar sobre como resolveu entrar no ramo financeiro , Dias relata erros que cometeu com seu dinheiro no passado. “Anos atrás, quando comecei a juntar meu primeiro milhão , eu coloquei tudo em um lugar. Coloquei em previdência privada”, relembra.

“É errado aplicar em previdência privada? Não, mas o que acontece, chega no banco, eles querem bater meta. Então eles indicam títulos de capitalização que têm taxas de juros altíssimos”, recorda a modelo, que alerta: “ Diversifique seu dinheiro, você não pode colocar todo seu dinheiro em um lugar só, pois se o investimento for mal, você vai mal”.

Preconceito de investir e machismo

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Reprodução / Instagram

Carol Dias

Ainda falando sobre investir, o tópico preconceito é citado, Carol então reflete sobre os dois lados da moeda, falando da discriminação com o tema (finanças) e sobre ser uma mulher no universo dos números

“São crenças que a gente tem que quebrar todo dia. Tem gente que acha que (investimento) é coisa de rico . Tem mulher que fala que têm medo. Tem gente que fala: ‘o dia de amanhã a gente não sabe’. Eu sei que a gente não sabe, mas não é por isso que a gente não vai se preparar, para ter um dia melhor”, disserta. 

Mudando para o preconceito contra mulheres no universo das finanças, ela adere um tom mais sério.

“Já, já sofri sim. As pessoas diziam: ‘ah, ele é modelo , ela não sabe investir, ela é burra’ ou ‘Como você que é modelo quer ensinar alguém? Você é mulher e mulher não entende de finanças ’. E assim, sinceramente, eu não absorvo isso, mas todo dia eu sofro preconceito. E se não é na sua cara, é escondido”. 

Confira: Crianças de 3 anos já podem aprender em casa como cuidar do dinheiro

 Aproveitando que citou sua luta diária, ela faz um adendo para destacar que o cenário de investidores têm ganhado mais rostos femininos a cada dia que passa. “As mulheres estão crescendo [nesse ramo]. As mulheres estão estudando, buscando o espaço delas ”.

Carol Dias voando alto

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Reprodução / Instagram

Carol Dias

Sem formação em economia, Carol não atribui seu sucesso à sorte, muito pelo contrário. “Eu dedico cinco horas por dia para meus estudos. Além disso, leio muitos livros, pelo menos quatro por mês sobre finanças… faço cursos da FGV e Bolsa de Valores para estar sempre atualizada”, revela ela.

Cheia de projetos para 2020, além do livro, a ex-Panicat adianta que está preparando um curso sobre investimentos para o meio do ano. “estamos trabalhando muito para fazer acontecer”. 

Leia também: Bolsa de valores de São Paulo bate recorde e fecha acima de 110 mil pontos

Ao falar sobre sonhos, Carol Dias não dispensa um retorno à TV: “Eu adoraria apresentar um programa sobre finanças , mas não só sobre isso, mas sobre como fazer o brasileiro empreender mais. Eu reuniria pessoas para falar sobre isso, levaria pessoas de fora, o público… ia ser fantástico!”, conclui. 

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Economia

Líder do MBL criou estratégia para não pagar impostos, diz Receita

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protesto fora dilma paulista
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Protestos na Avenida Paulista foram puxados pelo MBL e outros movimentos populares

Ao determinar a prisão de dois empresários supostamente envolvidos com o Movimento Brasil Livre (MBL) , o juiz Marco Antonio Vargas disse que a família de Renan Santos, líder do movimento, comprou empresas perto de falência para fugir do pagamento de impostos e lucrar às custas dos consumidores.

O juiz, no entanto, impediu a suspensão das atividades econômicas de ambos os ligados ao MBL , que havia sido solicitada pelo Ministério Público, porque a pandemia “exige a preservação de empregos e a viabilização de exercício de atividades laborativas lícitas”.

A Receita Federal afirmou, no pedido de prisão dos empresários, que a família de Renan Santos , um dos principais nomes do MBL, adotou um esquema para lucrar às custas dos consumidores ao evitar pagar impostos .

renan santos mbl
Reprodução/YouTube

Renan Santos, líder do MBL, criou estratégia para comprar empresas perto de falência para não pagar impostos

“Eles não declaram nem pagam os tributos, e com isso enriquecem com a apropriação indevida dos tributos pagos pelos consumidores finais”, diz o pedido de prisão. Segundo a Receita, esse é o “segredo do sucesso” dos empresários ligados ao MBL.

A operação que prendeu os empresários, batizada de “Júnior Moneta”, investiga fraudes e desvios de até R$ 400 milhões . Apesar da ligação entre os presos e o MBL, o MP afirmou que os desvios até o momento não são da alçada política, e sim envolvendo empresas ligadas aos presos.

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Economia

Em meio à pandemia do coronavírus, MT cria 21 mil empregos; municípios pequenos têm melhor saldo

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Secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda [Foto – Mayke Toscano]

Mato Grosso obteve o quarto melhor desempenho do país na geração de empregos do mês de maio, atrás apenas de Acre, Amapá e Roraima. Foram 21.231 contratações, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, mesmo com setores afetados pela crise econômica e pela pandemia, Mato Grosso está conseguindo manter empregos por causa de uma economia estável.

Dos 141 municípios, 50 deles (mais de um terço) tiveram saldo positivo na geração de empregos no Estado – a maioria bem pequena. No entanto, pode-se destacar os municípios de Nova Xavantina (378), Mirassol d’Oeste (350), Lambari d’Oeste (338) e Barra do Bugres (266).

Por outro lado, municípios importantes e estratégicos tiveram saldo negativo na geração de empregos, como Cuiabá (644), Campo Verde (301), Sinop (269), Nova Olímpia (207), Alta Floresta (130), Cáceres (123) e Rondonópolis (114). Em todo o Estado, o número de demissões foi de 22.123.

Quatro agrupamentos econômicos, entre eles agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, tiveram saldo positivo em maio, segundo o Caged.

Nesta entrevista, César Miranda faz uma análise dos dados referentes a maio do Caged para Mato Grosso:

Pergunta: Segundo o Caged, Mato Grosso teve um saldo negativo de 892 vagas de trabalho em maio. No acumulado do ano, o déficit alcança 1.978 empregos. Qual sua avaliação sobre esses dados?

Cesar Miranda – O Caged é importante para orientação, porque mostra dados dos empregados formais, dos contratados com carteira assinada, especialmente nesse momento que estamos vivendo. Junto com a pandemia, veio uma crise econômica gigantesca, em nível mundial. Brasil e Mato Grosso não têm como ficar fora.

Mato Grosso está conseguindo manter empregos formais, porque temos uma economia estável, especialmente em relação ao agronegócio. O que se produz no Estado acaba gerando a industrialização e uma série de outros serviços, como manutenção de máquinas e equipamentos e compra de insumos. Ações que contribuem para movimentar a economia estadual.

Mesmo com números negativos, Mato Grosso obteve o quarto melhor desempenho do país. A que atribui isso?

César Miranda – Mesmo tendo havido setores muito mais afetados (pela crise econômica e pela pandemia), como turismo, serviços e comércio em geral, em alguns locais no Estado a dificuldade é menor. Os municípios mais fortes no agronegócio conseguem manter sua atividade econômica. Infelizmente, a pandemia está chegando ao interior.

Podemos observar que nos estados com melhor desempenho (Acre, Amapá e Roraima) a expansão da pandemia foi mais tardia, depois da região Sudeste e Nordeste. Estes estados puderam manter sua economia estável, por ainda não terem um grande número da população contaminado.

Apenas alguns setores da economia conseguiram saldo positivo no Caged de maio: Saúde Humana e Serviços Sociais, Eletricidade e gás, Administração Pública e Agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. Como avalia?

Cesar Miranda – Por causa da pandemia, setores como saúde e serviços sociais tiveram incrementos com a contratação de profissionais como médicos e enfermeiros, por exemplo, movimentou a indústria ligada ao segmento e todos os serviços que envolvem o combate ao coronavírus.

Estes setores contrataram mais, demandando serviços da administração pública, de eletricidade. Uma consequência natural do momento em que estamos vivendo.

Importante dizer que as ações do Governo de Mato Grosso na área de saúde para combater a pandemia também tem propiciado a contratação de pessoas. Com todas as dificuldades, o Governo do Estado também deu continuidade às obras de infraestrutura. Além disso, a atividade econômica tem sido apoiada, através da Seder, da Seder e da Sefaz.

Tudo que pode ser feito, enquanto política pública ou apoio do Governo do Estado tem sido feito. Por isso, tivemos um saldo não tão negativo na diminuição de empregos.

Dos 141 municípios mato-grossenses, 50 registaram saldo positivo na geração de empregos.

César Miranda – São municípios onde o Governo do Estado está com obras e, simultaneamente, combatendo a pandemia. Ou seja, gera-se emprego pela necessidade de enfrentar a doença e para dar continuidade às obras de infraestrutura.

Além disso, há vários investimentos na área industrial que continuam em andamento, mesmo com todas as dificuldades. O setor do Etanol continua investindo, mesmo enfrentando queda no consumo, por causa da quarentena e redução da movimentação de pessoas. Mas são projetos importantes para as empresas e que continuam em andamento.

Por outro lado, municípios estratégicos registraram déficit.

César Miranda – São cidades com alto índice de contaminação. Consequentemente, há uma paralisação da atividade econômica, com o desemprego chegando mais rápido, principalmente nos setores de comércio e de serviços, os primeiros atingidos pelas medidas de combate à pandemia.

É muito ruim o que está acontecendo, especialmente pelas vidas ceifadas, o risco a que todos estamos expostos, e que, infelizmente, atinge diretamente a atividade econômica. Felizmente, a economia de Mato Grosso é forte. Neste ano, teremos uma safra recorde.

 

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