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Educação

Cursos a distância superam presenciais em nota máxima

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O percentual de cursos de ensino a distância (EaD) com nota máxima superou o de presenciais em avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que mede a qualidade do ensino superior.

Os dados são do indicador ao Conceito Preliminar de Curso (CPC), referentes a 2018, e foram divulgados hoje (12) pelo Inep, vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Ao todo, 2,7% dos cursos EaD obtiveram conceito 5, enquanto apenas 1,6% dos presenciais alcançaram o mesmo patamar. O CPC classifica os cursos em uma escala de 1 a 5. O conceito 3 reúne a maior parte dos cursos. Aqueles que tiveram um desempenho menor que a maioria recebem conceitos 1 ou 2. Já os que tiveram desempenho superior à maioria, recebem 4 ou 5.

Ainda considerando as modalidades de ensino, mais cursos distância (94,5%) obtiveram conceito superior a 3: 94,5%. Entre os cursos presenciais, 86,7% obtiveram conceitos entre 3 e 5. Na relação de cursos com pior desempenho, o CPC 2018 apurou uma maior participação da modalidade presencial. Enquanto 0,4% de cursos presenciais conseguiram conceito 1, o percentual do EaD foi de 0%. Já os cursos com nota 2 representam 5,5% na modalidade EaD e 9,5% entre os presenciais.

Desempenho geral

Em 2018, apenas 1,7% dos cursos avaliados (entre presenciais e EaD) ficaram com conceito máximo. Outros 31,7% obtiveram conceito 4. A maioria dos cursos, 56,6%, obteve conceito 3; 9,5% obtiveram conceito 2 e 0,4%, conceito 1, o menor na escala de qualidade.

No total, 8.520 cursos tiveram o Conceito Preliminar de Curso (CPC) em 2018. O CPC é calculado a partir da nota dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade); do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado (IDD) – que mede o quanto o curso de graduação agregou ao desenvolvimento do estudante -; do perfil dos professores, que leva em consideração o regime de trabalho e a titulação; e do questionário aplicado aos estudantes sobre as percepções do processo formativo.

A cada ano um grupo diferente de cursos é avaliado. Em 2018, foram analisadas as seguintes áreas com cursos de bacharelado: administração, administração pública, ciências contábeis, ciências econômicas, design, direito, jornalismo, psicologia, publicidade e propaganda, relações internacionais, secretariado executivo, serviço social, teologia e turismo.

Também foram analisados cursos superiores na área de comércio exterior, design de interiores, design de moda, design gráfico, gastronomia, gestão comercial, gestão da qualidade, gestão de recursos humanos, gestão financeira, gestão pública, logística, tecnologia em marketing e processos gerenciais. Os conceitos de cada curso podem ser acessados no site do Inep.

Edição: Kleber Sampaio

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Educação

Covid-19: SP fará testes em professores e alunos da rede municipal

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse hoje (25) que vai realizar um Censo da Educação antes de decidir sobre a volta às aulas na cidade de São Paulo. As aulas da rede municipal estão suspensas desde março deste ano, por causa da pandemia do novo coronavírus.

Até este momento, a prefeitura só liberou aulas presenciais, a partir de 7 de outubro, para alunos do Ensino Superior ou para atividades extracurriculares do ensino infantil, fundamental e médio.

Segundo o prefeito, o Censo não é como os inquéritos sorológicos, que são feitos por amostragem. Dessa vez, serão testados todos os professores e todos os alunos da rede municipal de Educação. “A ideia é definir e estabelecer dados que possam orientar a prefeitura, saber quem está imune e organizar o retorno às aulas da forma mais segura possível”, disse o prefeito.

O Censo será feito por meio de testes sorológicos, que identificam a presença de anticorpos, ou seja, identificam casos passados de infecção pelo vírus. “São testes sorológicos para poder verificar como está a prevalência do coronavírus em todos os alunos da rede municipal e nos profissionais da educação”, disse o prefeito.

Ao todo, segundo ele, serão testadas 777 mil pessoas. Desse total, 675 mil são estudantes acima de quatro anos de idade e 102 mil são profissionais da área, entre professores e demais funcionários das escolas. A expectativa da prefeitura é de realizar todos esses testes entre 30 e 40 dias. A prefeitura disse que ainda estuda ainda como irá fazer testes nas crianças menores de três anos.

A primeira fase desse censo terá início na próxima quinta-feira (1º) envolvendo 181 mil pessoas: 93 mil profissionais com até 60 anos de idade, 45 mil alunos do nono ano do Ensino Fundamental, 41 mil do terceiro ano do Fundamental e 2,4 mil do Ensino Médio. Os resultados dessa primeira fase devem sair em meados de outubro.

Edição: Valéria Aguiar

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Educação

SP subsidia compra de computador para professor da rede estadual

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O governo de São Paulo vai subsidiar a compra de computadores de 161 mil professores e coordenadores pedagógicos que trabalham na rede estadual de educação de São Paulo.

Por meio do programa Professor Conectado, lançado hoje (25), a Secretaria Estadual da Educação vai pagar o subsídio parcelado de até R$ 2 mil para os professores, desde que sejam atendidos alguns critérios que serão ainda publicados em Diário Oficial do município em outubro. Segundo o governo paulista, o docente vai receber, em sua conta bancária, a transferência de 24 parcelas no valor de R$ 83. Caso esse professor decida comprar um equipamento de valor superior a R$ 2 mil, ele vai precisar arcar com o custo extra.

A adesão à iniciativa será a partir de novembro e, nesta etapa do programa, serão priorizados os professores em sala de aula e professor coordenador pedagógico, concursados e temporários

O investimento do governo paulista para a compra de computadores será de R$ 322 milhões ao longo de dois anos. O objetivo é incentivar o uso da tecnologia como ferramenta pedagógica. “O programa Professor Conectado vai fortalecer o processo do ensino híbrido, por conta da pandemia e da suspensão das aulas presenciais, aprimorando a qualidade do ensino aos nossos estudantes”, disse Rossieli Soares, secretário estadual da Educação.

Pagamento de bônus

Além do programa para compra de computadores, o governo paulista anunciou hoje o pagamento de R$ 352 milhões em bônus para 166 mil servidores que atuam em 4.166 escolas da rede estadual. O benefício é calculado a partir das notas do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) de 2019.

Segundo o governo, o valor médio do bônus é superior a R$ 2 mil e o pagamento ocorre em parcela única.

Edição: Maria Claudia

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