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Internacional

Cúpula das Américas: Cuba classifica exclusão como ‘antidemocrática’

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Cuba classifica como “antidemocrática” exclusão na Cúpula das Américas


O Ministério de Relações Exteriores de Cuba classificou como “antidemocrática” a exclusão do país da Cúpula das Américas , reunião regional com sede em Los Angeles, nos Estados Unidos, que acontecerá nesta semana. 

Além de Cuba, o governo norte-americano também não convidou Venezuela e Nicarágua para o evento. Autoridades de Washington afirmaram que os motivos para a exclusão destes países da reunião tem relação com a ausência de direitos humanos nos três locais. 

“O Governo dos Estados Unidos, abusando do privilégio concedido por sua condição de país anfitrião, decidiu antecipadamente excluir Cuba, Venezuela e Nicarágua da IX Cúpula das Américas. Recusou-se a atender às justas demandas de numerosos governos para mudar essa posição discriminatória e inaceitável”, escreveu o governo cubano em comunicado .

“Não há uma única razão que justifique a exclusão antidemocrática e arbitrária de qualquer país do hemisfério desse evento continental. É algo para o qual as nações da América Latina e do Caribe alertam desde a VI Cúpula realizada em Cartagena das Índias, em 2012.”


Na declaração, os cubanos também chamou de arrogante a postura a postura adotada pelos EUA, dizendo também que os norte-americanos têm medo de que verdades incômodas sejam ouvidas.

“Não se pode falar de “Américas” sem abranger todos os países que compõem o hemisfério. O que nossa região exige é cooperação, não exclusão; solidariedade, não mesquinhez; respeito, não arrogância; soberania e autodeterminação, não subordinação.”

Nesta segunda-feira (6), o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, informou que não participará da Cúpula das Américas porque o anfitrião, os Estados Unidos, não convidou todos os governos da região.

“Não vou à cúpula porque nem todos os países das Américas estão convidados e acredito na necessidade de mudar a política que se impõe há séculos, a exclusão”, disse, acrescentando que o México será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Boris Johnson: do Brexit aos escândalos

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Pessoas protestam no Reino Unido com cartazes
Reprodução/Flickr Reggie McLarhan – 07.06.2022

Pessoas protestam no Reino Unido com cartazes

O “homem do Brexit” e talvez o líder conservador britânico mais histriônico, desgrenhado e inclinado a gafes da história moderna concluiu a sua corrida caindo perante o obstáculo intransponível dos escândalos internos.

Boris Johnson, 58 anos, se prepara para deixar definitivamente o cargo de primeiro-ministro que perseguiu por uma vida com a ilusão de se tornar uma espécie de herdeiro de Winston Churchill. Nesta quinta-feira (7), anunciou a contragosto que deixará o cargo para permitir que os “tories” sigam adiante no poder.

Uma corrida que terminou muito antes do que a de seu ídolo, depois de pouco mais de três anos transcorridos grande parte em um montanha russa constante entre triunfos eleitorais e alguns sucessos nacionais, como a campanha de vacinação contra a Covid-19, passando pela passarela internacional dos compromissos em apoio à Ucrânia invadida pela Rússia de Vladimir Putin, mas também com passos em falsos e erros em série de avaliação e de julgamento.

Tudo isso foi vivido com a “segurança” de ser um gato de nove vidas, como se diz nos países anglo-saxões, e a convicção de ser um predestinado quase que por direito de nascimento. Mas, em um quadro no qual sua capacidade retórica, as citações astutas e um certo populismo não foram capazes de salvá-lo.

Johnson, o BoJo, é filho do ex-deputado conservador do Parlamento Europeu, Stanley Johnson, e de uma pintora, a já falecida Charlotte Offlow Fawcett. Frequentou as melhores escolas do Reino Unido, cursou na Universidade de Oxford, onde cultivou a paixão pela literatura, a história e os períodos clássicos.

Nascido em Nova York (EUA), com o nome Alexander Boris de Pfeffel Johnson, tem antepassados muçulmanos e judeus, além de cristãos. Escolheu a carreira jornalística, com passagens pelo “Times” e “Daily Telegraph”, e atuou como correspondente em Bruxelas, para narrar os fatos da União Europeia.

Porém, a carreira teve textos com exageros retóricos, se não fake news como as conhecemos hoje, que também foram relembradas pela oposição durante a campanha do referendo do Brexit em 2016.

Essa “propensão” acabou virando o seu calcanhar de Aquiles e que foi relembrado pela oposição nos últimos meses, a de “mentiroso patológico”.

Johnson foi acusado de mentir em seus discursos na Câmara dos Comuns sobre o escândalo Partygate – quando ele e funcionários de seu governo violaram regras sanitárias para conter a Covid-19 – e em outros escândalos. E isso o seguiu até o caso “fatal” da cobertura dada ao ministro e assessor Chris Pincher, o “apalpador” de vários homens.

A sua carreira jornalística atingiu o ápice com a nomeação a ser diretor do jornal conservador “Spectator”.

Já a entrada na carreira política aconteceu em 2001, quando faz uma estreia bombástica assumindo uma cadeira no Parlamento. Em 2004, chegou a ser por alguns meses vice-ministro na pasta de Cultura, mas perdeu o cargo após ter mentido sobre uma das não poucas relações extraconjugais. É também alvo de diversas matérias dos famosos tabloides britânicos por conta de sua conturbada vida pessoal.

Johnson tem sete filhos (conhecidos) e se casou três vezes. A esposa atual, Carrie Symonds, esteve ao seu lado nos três anos em que ele esteve em Downing Street, com quem teve mais dois filhos.

E, contra a primeira-dama, também pesam acusações de interferência nas equipes de governo, que a levaram para um confronto com conselheiros revelado pela mídia, incluindo o ex-poderoso “guru” da Brexit, Dominic Cummings – figura fundamental na ascensão e queda de Johnson.

A careira política de BoJo decolou com as eleições para prefeito de Londres em 2008, onde permaneceu por dois mandatos consecutivos até 2016. Nesse tempo, preparou seu retorno para a Câmara dos Comuns, em maio de 2015. E rapidamente se colocou como fiel aliado do então premiê e velho amigo, David Cameron, até se tornar um paladino pela saída do Reino Unido da União Europeia.

A vitória no referendo, porém, não permitiu que ele se lançasse rapidamente à liderança do Partido Conservador, que para o depois de Cameron, foi para Theresa May. No governo, recebe o cargo de ministro das Relações Exteriores, que acaba largando em julho de 2018 após uma série de embates com May.

A vingança vem em 2019, com a designação com apoio amplo para que ele assuma o lugar de May e o triunfo histórico nas eleições de dezembro contra o Partido Trabalhista de Jeremy Corbyn.

A ampla maioria conquistada permitiu enfrentar o período de transição da Brexit e as difíceis tratativas com a UE, introduzir reformas controversas sobre a imigração restritiva, com a promessa de oferecer um futuro de prosperidade a um país finalmente livre de Bruxelas.

No entanto, surgem desafios históricos como a pandemia de Covid- 19 – que o atingiu de maneira própria e dramática com internação de três dias em uma unidade de terapia intensiva e o escândalo do Partygate, os encontros governamentais de violação do lockdown e a punição recebida da polícia, a primeira da história para um premiê no cargo no reinado de Elizabeth II.

A sucessiva retomada econômica foi atrasada por conta da crise energética e da guerra na Ucrânia. Mas, Johnson afundou com a multiplicação dos escândalos todos internos: a violação das regras, os comportamentos e padrões de conduta considerados talvez não tão importantes por aquele homem que, quando menino, queria ser o rei do mundo.

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Internacional

Rússia diz esperar ‘gente mais profissional’ depois de Boris Johnson

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Vladimir Putin
Reprodução/Ansa – 16.03.2022

Vladimir Putin

Após a renúncia do premier britânico, Boris Johnson , o Kremlin disse esperar que “gente mais profissional” que possa “tomar decisões por meio do diálogo” assuma o poder no Reino Unido. Boris foi um dos grandes apoiadores da Ucrânia em sua luta contra a invasão da Rússia.

Nesta quinta, pouco depois do anúncio, o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, disse que Boris “realmente não gosta de nós”.

“E nós não gostamos dele também.”

Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu formalmente ao premier britânico por seu apoio durante a guerra . “Obrigado a Johnson por seu apoio em nossos momentos mais difíceis”, informou o mandatário por meio de comunicado da Presidência. Zelensky se aproximou muito de Boris desde o início dos ataques russos, em 24 de fevereiro, e por mais de uma vez chamou o líder britânico de “amigo” por seu apoio.

Quem também se manifestou foi o principal conselheiro de Zelensky, Mykhailo Podolyak, que postou um vídeo e mensagens de agradecimento lembrando que Boris foi um dos primeiros a culpar o presidente russo, Vladimir Putin, pela guerra e visitou Kiev “mesmo com os ataques aéreos”.

“Obrigado a Boris Johnson por ter entendido a ameaça do monstro russo e sempre estar na vanguarda do apoio à Ucrânia” e “assumir responsabilidades nos momentos mais difíceis”, escreveu o assessor presidencial no Twitter.

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Fonte: IG Mundo

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