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Internacional

Cúpula das Américas: Bolsonaro se reunirá com Biden nesta quinta-feira

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Jair Bolsonaro e Joe Biden
Reprodução/montagem iG – 08.06.2022

Jair Bolsonaro e Joe Biden

Depois de o presidente Jair Bolsonaro ter reiterado, na terça-feira, suas infundadas suspeitas sobre fraude na eleição presidencial americana de 2020, voltaram a pairar sobre a IX Cúpula das Américas — que começou oficialmente quarta-feira sem a presença do chefe de Estado brasileiro — dúvidas sobre a eficácia de sua presença em Los Angeles. Em meio a certo nervosismo e muita curiosidade entre outras delegações, o governo brasileiro confirmou que o presidente estará no evento nesta quinta-feira . Ele terá a companhia do chanceler Carlos França, que não participou, no quarta, de um encontro de ministros convocado para definir os acordos que serão assinados pelos chefes de Estado. O Brasil, frisaram fontes diplomáticas, participou ativamente de todos os debates. Mas, por parte da ala política do governo, começando pelo presidente, a importância dada ao encontro foi muito inferior à demonstrada por outros países.

Até quarta-feira, quando vários chefes de Estado já circulavam por Los Angeles — alguns dos quais, como o chileno Gabriel Boric e o equatoriano Guillermo Lasso, chegaram à cidade no começo da semana — o Brasil esteve representado apenas por diplomatas: o embaixador na Organização dos Estados Americanos (OEA), Otávio Brandelli; o embaixador em Washington, Nestor Forster; o embaixador Michel Arslanian, diretor do Departamento de Mercosul e Integração Regional do Itamaraty; e, pelo Ministério da Economia, o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz (o ministro Paulo Guedes confirmou há algum tempo que não participaria do evento).

Pela mesma razão que Bolsonaro cogitou não viajar a Los Angeles — o foco na campanha eleitoral brasileira — o presidente será um dos últimos chefes de Estado a desembarcar nos Estados Unidos. Fontes do governo, no entanto,consideram razoável o tempo que o presidente estará na cúpula (menos de 48 horas), frisando que “Bolsonaro e França estarão nos momentos realmente importantes”.

Evento cultural

A cerimônia de quarta-feira, na qual o presidente Joe Biden e a primeira-dama, Jill, deram as boas-vindas aos líderes do continente, foi considerada pelo governo brasileiro um evento cultural sem grande relevância. Aliado do então presidente republicano Donald Trump, Bolsonaro foi um dos últimos líderes mundiais a cumprimentar Biden por sua eleição em 2020, 38 dias após a vitória do democrata.

As mesmas fontes ressaltaram a ativa participação do Brasil na discussão dos documentos que serão assinados pelos chefes de Estado sobre democracia, direitos humanos e migração, entre outros temas. O texto sobre democracia e direitos humanos abordará, segundo O GLOBO apurou, temas como eleições, liberdade de imprensa, respeito às instituições, a minorias, combate à corrupção, desenvolvimento econômico, superação da pobreza.

Haverá outro documento sobre desenvolvimento sustentável que incluirá compromissos sobre transição energética, redução de emissões de gases de efeito estufa. Também estava sendo redigido um texto sobre o que se chamou de futuro verde, no qual se fala de combate às mudanças climáticas, proteção de florestas, transferência de tecnologias e financiamento e a importância da biodiversidade. A questão da migração, considerada prioritária pelos EUA, é tratada em outro acordo, do qual o Brasil também participou.

Na reunião bilateral entre Biden e Bolsonaro, prevista para esta quinta-feira, com duração de 35 minutos, há expectativa, confirmaram fontes do governo, de que os presidentes conversem sobre os temas tratados no âmbito da cúpula, entre eles a preparação para enfrentar pandemias, a recuperação econômica pós-Covid-19, o fortalecimento da democracia na região, desenvolvimento sustentável e energias limpas

Nove presidentes ausentes

Na esfera bilateral deverá ser abordado também o impacto do conflito na Ucrânia no suprimento de fertilizantes e seu efeito sobre a segurança alimentar global.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse que “não há restrição de tema em nenhum encontro bilateral do presidente [Biden], inclusive com o presidente Bolsonaro”.

“Posso adiantar que o presidente discutirá eleições democráticas abertas, livres, justas e transparentes”, declarou Sullivan.

Representantes da Casa Branca frisaram a importância de destacar a agenda de conteúdos da cúpula, apesar das notáveis ausências de chefes de Estado de peso, entre eles o mexicano Andrés Manuel López Obrador. Entre excluídos (Cuba, Venezuela e Nicarágua), presidentes que não viajaram por testar positivo para a Covid-19 (o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou), e chefes de Estado que decidiram não estar presentes (de México, Bolívia, Honduras, Guatemala e El Salvador), nove países latino-americanos não terão representantes de alto nível na cúpula.

Em seu discurso na abertura da cúpula, o presidente Biden minimizou quarta-feira as divergências entre os participantes:

“Nem sempre vamos concordar com tudo. Mas porque acreditamos na democracia, nós resolvemos nossas diferenças com diálogo e respeito”, disse ele.

Em entrevista à EVTV de Miami, a porta-voz do Departamento de Estado Cristina Rosales afirmou que “o importante é que queremos que se fale sobre o que vai acontecer na cúpula e não apenas em quem vem e quem não vem”.

“Não temos o número fechado (de participantes). Alguns países não foram convidados porque não cumprem a Carta Democrática Interamericana, selada na cúpula de Quebec, em 2001, não apoiam eleições livres, não respeitam os direitos humanos… Mas teremos representantes não governamentais participando em vários foros”, explicou a porta-voz.

‘O pior momento’ regional Na avaliação da especialista em relações internacionais Guadalupe González, do Colégio do México, esta cúpula “é a pior da História (desde sua criação em 1994), por razões ruins”.

“Nunca houve tão pouco diálogo, e isso reflete a fragmentação que assola a região e o abandono em matéria de cooperação, que não é de hoje, mas vivemos o pior momento”, frisa a especialista.

Para Guadalupe, o encontro em Los Angeles pode ser um divisor de águas, ou mais um passo no processo de deterioração das relações entre os EUA e a região:

“Poderia ser o começo da reconstrução de espaços de diálogo”, especula.

A cúpula, conclui a especialista, exibe também uma falta de lideranças. Segundo ela, “o México está ausente, o Brasil não representa ninguém, a Venezuela foi excluída”.

“Vejo como uma possível nova liderança o presidente do Chile, que poderia ser uma ponte entre os que querem incluir todos [México e Argentina] e os que defendem a exclusão de ditaduras”, concluiu Guadalupe, que considerou promissora a articulação entre Boric e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Bispo mexicano propõe ‘pacto social’ que inclua narcotraficantes

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Sigifredo Noriega, bispo do estado mexicano de Zacatecas (norte)
Reprodução/Facebook Sigifredo Noriega

Sigifredo Noriega, bispo do estado mexicano de Zacatecas (norte)

Um bispo mexicano propôs firmar um “pacto social”, que incluiria traficantes de drogas, para combater a violência no país, que teria, inclusive, levado a pedidos para que o presidente Andrés Manuel López Obrador repense a política de segurança vigente. O pacto proposto seria necessário para que “toda a sociedade, e até os criminosos, pudessem participar de alguma forma”, disse Sigifredo Noriega, bispo do estado de Zacatecas (um dos que apresenta os maiores índices de violência), no norte do país, ao jornal Milenio.

Os questionamentos sobre a estratégia de segurança adotada por López Obrador aumentaram desde que dois padres jesuítas foram assassinados em 27 de junho em uma igreja no estado de Chihuahua, no norte do país. Os bispos católicos mexicanos pressionaram o governo após o ataque para “revisar as estratégias de segurança que estão falhando”.

Na segunda-feira, a Conferência Episcopal Mexicana disse estar comprometida com o “diálogo para construir um caminho de justiça e reconciliação que nos leve à paz”.

López Obrador defendeu esta semana sua política de segurança, que se “concentra no combate às causas profundas da violência”, incluindo a pobreza. Na terça-feira, ele disse que, embora apoiasse o perdão, seu governo “não negocia” com criminosos.

Mais de 340 mil pessoas foram mortas desde 2006 em decorrência de ações contra o crime organizado, quando o governo da época enviou o exército para combater os cartéis de drogas. O governo atribui a maior parte das mortes a gangues envolvidas em crimes como tráfico de drogas, roubo de combustível, sequestro e extorsão.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Guerra: prefeito de Sloviansk pede que civis fujam após ataque russo

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Prefeito de Sloviansk pede para civis fugirem após ataque russo
Ansa

Prefeito de Sloviansk pede para civis fugirem após ataque russo

O prefeito de Sloviansk, Vadim Lyakh, fez um apelo nesta terça-feira (5) para os moradores fugirem da cidade no sudeste da Ucrânia  após as tropas russas intensificarem os bombardeios na região.

“É importante evacuar o maior número possível de pessoas”, disse Lyakh em entrevista à Reuters, segundo o “The Guardian”.

De acordo com o prefeito, “144 pessoas, incluindo 20 crianças, fugiram hoje” de Sloviansk, um dos principais centros populacionais de Donetsk ainda sob controle da Ucrânia.

Hoje, um bombardeio russo atingiu um mercado local e deixou pelo menos dois mortos e sete feridos. No último domingo, seis civis já haviam sido mortos e 15 ficaram feridos em outro ataque das tropas de Moscou.


Segundo Lyakh, Sloviansk está sob fogo pesado do Exército russo há dias. “Bombardeio maciço da cidade. No centro, no norte. Todos nos abrigos antiaéreos”, escreveu ele no Facebook, acusando a Rússia de usar munições proibidas por tratador internacionais.

Após a queda de Lysychansk no domingo, as forças russas avançaram para oeste e dirigiram-se para esta cidade de cerca de 100 mil habitantes antes da guerra.

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Fonte: IG Mundo

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