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Cunhados são presos suspeitos de terem matado jovem e jogado corpo em lagoa

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Dois cunhados investigados em crime de homicídio foram presos na manhã desta quinta-feira (6), pela Polícia Civil, na operação “Badeco”, da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP). Os suspeitos são apontados na autoria do assassinato de Rodrigo da Silva Batista, 25 anos, que teve o corpo encontrado na tarde do dia 22 de janeiro de 2019, boiando em uma lagoa na região de Chácaras no bairro Nova Esperança II, com as pernas, braços, mãos e joelhos amarrados e pedras nos bolsos, além de uma pedra presa na cabeça.

Em cumprimento de mandados de prisão temporária (30 dias) foram presos: Otávio Augusto de Souza, 21, e Roger Pereira de Souza, 24, o primeiro no bairro Jardim Industriário, e o segundo no bairro Jardim Presidente I, em Cuiabá. Ambos tiveram mandados de prisão cumpridos pela DHPP, nas investigações presididas pela delegada Jannira Laranjeira e equipe policial.

Residências onde moram outras duas pessoas, um deles menor de idade à época dos fatos, e o segundo também adolescente, tiveram buscas e apreensão realizadas, sendo apreendidos aparelhos celulares que serão encaminhados à perícia para análise e laudo, a fim de auxiliar nas investigações.

No dia 19 de janeiro (sábado), a vítima Rodrigo havia participado de uma festa surpresa, em comemoração ao aniversário de sua prima M.B.G.S, que tinha sido preparada na casa da amiga da aniversariante, no  Bairro Jardim Industriário II, em Cuiabá. Nessa festa, Rodrigo teria furtado o aparelho celular de um rapaz menor de idade (J.G.A.F), saído do local e depois retornando sem o aparelho.

Testemunhas ouvidas afirmaram que Rodrigo teria levado uma surra de quatro a cinco rapazes (Otávio, Roger, e mais dois menores) dentro de sua própria casa, no bairro Jardim Industriário, e após sequestrado e levado em um veículo Astra preto. A surra estaria motivada pelo fato dele estar devendo dinheiro em uma boca de fumo, no bairro Boa Esperança II, mas logo depois houve informações de que sua morte também seria por conta do furto do aparelho celular.

As testemunhas relataram ainda que os suspeitos chegaram em três  veículos, um Astra preto de propriedade de Roger, um Gol prata que pertence a Otávio, e uma motocicleta tricolor com um menor identificado por L.

O adolescente (J.G.A.F), que era menor na época do crime, teve um mandado de busca e apreensão cumprido em sua casa. Ao ser ouvido, durante as investigações, confirmou que a vítima tinha furtado seu aparelho celular, na noite de 19 de janeiro de 2019, mas que foi recuperado no dia seguinte. Ele disse que um amigo, também menor de 18 anos (W.E.G.O), teria telefonado para Otávio Augusto de Souza, informando que estava com o celular dele.

J.G.A.F ainda confessou que no dia seguinte (20/01/2019), acompanhado de Otávio Augusto e Roger foram à residência da vítima (Rodrigo) no veículo Astra de Roger, para receberem o dinheiro referente ao aparelho celular dele, que no local houve um desentendimento iniciado pela vítima, que gerou vias de fato.

Os policiais também identificaram a boca de fumo, onde provavelmente houve a troca do aparelho celular furtado do menor J.G.A.F.

“Com os elementos de informações colhidos nos autos é possível concluir que Rodrigo, após levar um “salve” (agressões físicas) em frente sua casa, no bairro Jardim Industriário I, foi sequestrado pelos seus agressores, colocado à força dentro do Astra preto e assassinado. Posteriormente, seu corpo foi jogado dentro da represa onde ele foi encontrado”, resumiu a delegada.

 

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Ação integrada de segurança resulta em 33 prisões preventivas e desmantela facção criminosa

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Organização que agia no tráfico de drogas e ordens de execução no Norte e Noroeste de MT era comandada por uma mulher de 29 anos [F-Sesp]

As forças de segurança pública do Estado cumpriram 87 mandados de prisão, busca e apreensão, dos quais 33 prisões são preventivas e três em flagrante delito nas cidades de Alta Floresta, Carlinda, Nova Monte Verde, Paranaíta, Juína, Juruena, Cotriguaçu, Cuiabá, Sorriso e Sinop.

As investigações apontam que a suspeita de comandar a organização em Alta Floresta e regiões adjacentes é uma presa de 29 anos, que cumpre mais de 100 anos de condenação na Penitenciária Ana Maria do Couto, em Cuiabá.

O delegado Pablo Carneiro, da Delegacia Municipal de Alta Floresta, coordena a investigação e representou pelos pedidos de prisões dos membros da quadrilha que ordenaram execuções e são responsáveis pelos crimes nos municípios das Regiões Integradas de Segurança Pública de Juína e Alta Floresta.

Para chegar aos integrantes do grupo criminoso, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) organizou a Operação Vitae III, reunindo cerca de 150 agentes públicos entre a Polícia Militar, Polícia Civil, Sistema Penitenciário, Politec e o Corpo de Bombeiros.

Investigações

No segundo semestre de 2019, houve uma concentração de esforços por parte da PM e da Polícia Civil no combate ao tráfico de drogas em Alta Floresta. Foi constatado na época que a maior parte dos entorpecentes que chegava à região era proveniente de ações coordenadas por um líder de facção criminosa, que cumpre pena na Penitenciária Central do Estado (PCE), mas que hoje se diz convertido e está na ala evangélica da unidade.

Depois de muitas investidas policiais, o grupo sofreu um abalo financeiro, o que fez com que esta liderança perdesse o controle do tráfico na região, sendo o comando assumido por outro grupo, liderado pela mulher de 29 anos.  Ela escolheu Alta Floresta como “cidade polo” para concentrar as ações da organização criminosa, sobretudo a distribuição de entorpecentes, pela posição geográfica privilegiada da cidade, que possui conexão em diferentes rotas com outros municípios.

“A privação de liberdade não foi obstáculo para que ela comandasse todo o comércio de entorpecente na cidade e demais municípios que têm Alta Floresta como referência na distribuição de entorpecentes. Pela apuração, pode-se afirmar que ela teve uma rápida ascensão na estrutura da facção por conta de seu perfil cruel, frio e calculista, agindo sem nenhuma piedade diante àqueles que ela vê como um obstáculo na busca do monopólio e domínio do comércio de drogas no extremo norte”, destacou o delegado Pablo Carneiro.

Para o comandante regional de Alta Floresta, tenente-coronel PM Denílson de Arruda, a operação Vitae III tem impacto positivo na região.

“É a demonstração dos órgãos de segurança agindo em prol da sociedade. Foi um impacto extremamente positivo e a criminalidade percebe e sente que os órgãos de segurança atuam de forma integrada para dar segurança a todos. Esperamos que isso se reflita na sensação de segurança e a redução dos crimes na região”.

Juína

O delegado regional de Juína, Carlos Francisco de Moraes, destacou que na região foram cumpridos 18 mandados de buscas, sete mandados de prisão, quatro prisões em flagrante, um boletim de ocorrência circunstanciados para apuração de ato infracional, além de três flagrantes por porte ilegal de arma de fogo.

“Esse grupo migrou de Alta Floresta para a região de Juara e Juruena, inclusive um dos suspeitos que já está sendo investigado como por ter cometido três homicídios na cidade de Juara. Eles queriam impor a facção criminosa, se estabelecendo por meio da violência. Nós apreendemos em operações anteriores armas de fogo, como metralhadora e pistolas. Essas investigações geraram a informação que essas pessoas faziam parte e integravam essa organização criminosa e isso tudo vinculado às pessoas que estavam sendo investigadas em Alta Floresta”.

Para ele, o resultado da Operação Vitae III é satisfatório por prender integrantes da facção criminosa e também pela expectativa de que esse baque possa diminuir índices de criminalidade e violência na região, sobretudo, os crimes de homicídios, roubo e furto.

Fase 2 da operação

Comandante da Polícia Militar em Juína, tenente-coronel Fábio Luiz Bastos destacou que a operação é desenvolvida em duas fases. A primeira fase foi a repressiva, com cumprimento de mandados de prisão e busca apreensão, resultado das investigações da Polícia Civil que a Polícia Militar, Sistema Penitenciário, Corpo de Bombeiros e a Politec atuaram como apoio no cumprimento.

“Agora nós estamos na segunda fase da operação que é a fase preventiva e, nessa fase, a Polícia Militar fica responsável em planejar e coordenar as ações preventivas por meio de patrulhamento, saturação, bloqueios policiais, abordagens da pessoa, veículos, estabelecimentos, bares, pontos de estacionamento ostensivo em locais estratégicos visando, após a parte repressiva de prisão de infratores, fazer a parte preventiva voltada a população de bem, para melhorar a segurança, a sensação de segurança e inibir  a atuação de criminosos. Esse é o fruto da operação integrada”.

 

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Operação em Lucas do Rio Verde prende 11 membros de facção criminosa atuante na região

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Assessoria/Polícia Civil-MT

Deflagrada pela Polícia Civil de Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá), na terça-feira (07.07), a operação Reclusos tinha o objetivo de dar cumprimento a 15 ordens judiciais contra uma facção criminosa atuante no município e região. Os trabalhos resultaram em 11 membros do grupo presos, entre mandados de prisão preventiva e flagrantes.

A operação tinha como alvo principal o chefe da organização criminosa e os seus subordinados diretos, sendo nove mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão decretados pela Justiça com base nas investigações da Delegacia de Lucas do Rio Verde.

O mandado de prisão preventiva contra o líder do grupo foi cumprido no início da madrugada de terça-feira (07) em Cuiabá. Em seguida, nas primeiras horas da manhã, os policiais iniciaram as diligências em Lucas do Rio Verde para cumprir as ordens judiciais contra os demais integrantes da facção criminosa.

De acordo com o delegado, Daniel Santos Nery, as investigações iniciaram há cerca de oito meses, sendo identificados integrantes do grupo criminoso envolvido em diversos crimes na região.

“A operação foi deflagrada para dar continuidade a essas investigações em andamento e que já resultaram neste período de oito meses em mais de 20 prisões, além de apreensões de armas, drogas e objetos de origem ilícita, produtos de roubo e furto”, disse o delegado.

Participaram da operação policiais civis de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Núcleo de Inteligência, Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Inteligência da Polícia Militar de Lucas do Rio Verde.

Fonte: PJC MT

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