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CST da engenharia e agronomia debate avanço da aviação agrícola

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Foto: Ronaldo Mazza

O crescimento e a tecnologia utilizada na aviação agrícola no Brasil foi o tema de debate na reunião dessa quarta-feira (11|) na Câmara Setorial Temática (CST) de Engenharia e Agronomia. Para falar sobre o assunto, participou o engenheiro agrônomo e diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Gabriel Colle.

Também ficou decidido que o presidente da CST, agrônomo Marcelo Capelotto, vai propor para a equipe técnica da câmara, propostas para trabalhar sobre a regulamentação e segurança dentro da agricultura alimentar e para o agronegócio mato-grossense.

“A partir dessa reunião, temos que mostrar e, ainda criar, junto com essas instituições que estão participando, uma solução imediata para a população. Também vou levar essas informações para alguns parceiros do Estado para que possamos começar algumas ações urgentes em cima desses fatores”, explicou Capelotto.

Durante a palestra, Colle esclareceu como funciona a atividade da aviação agrícola, que segundo, o palestrante, se trata de um setor altamente regulado e trabalha com muita tecnologia. Mostrou ainda evolução do setor para que as pessoas tenham segurança na contratação da aviação agrícola.

“Atualmente há muita segurança da aviação agrícola, porém, as pessoas ainda sentem falta de informações sobre essa atividade. Essa demonstração é para mostrar também que a tecnologia é muito regulada, principalmente, fiscalizada na esfera municipal, estadual e federal”, apontou Colle.

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Vale destacar que Mato Grosso lidera o ranking de aviões agrícolas em fazendas, com um total de 283 aeronaves, esse número sobe para 498 no geral. O estado de Goiás é o segundo colocado com apenas 59.

“Nos últimos dez anos, o Brasil teve um crescimento de 700 aviões agrícolas chegando ao montante de 2.200 aeronaves, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Desse total, são utilizados pelo Ibama 98 capacitadas ao combate a incêndios, que precisam seguir as normas e regulamentação do órgão”, afirmou o agrônomo.

A aviação agrícola passou a ser utilizada no Brasil em 1947, na região de Pelotas (RS), devido ao ataque de gafanhotos. Na década de 80 houve redução significativa na frota agrícola no país, porém, na década seguinte, aconteceu um reaquecimento que trouxe crescimento nos trabalhos de aplicação aérea de agroquímicos, acompanhando o desenvolvimento das culturas de soja e do algodão no cerrado dos estados de Mato Grosso e Goiás.

“Nestes 72 anos de existência no Brasil, a aviação agrícola tem mostrado vantagens com a sustentabilidade, como por exemplo, a preservação com o meio ambiente. Esse setor colabora na economia de água em até 8% em relação à aplicação terrestre”, revelou ele.

Outro ponto abordado durante a reunião foi quanto à regulamentação do setor. Colle disse que a aviação agrícola é regulamentada por um decreto de 1969, depois referendado por outro decreto lei de 1981 que estabelece todas as regras que as empresas de aviação agrícolas devem cumprir para poder operar.

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“É possível rastrear 100% de suas atividades, isso é cruzado com os receituários agronômicos também. Mato Grosso é o estado que possui o maior número de aviões agrícolas em fazendas. Isso implica que os produtores rurais precisam cumprir algumas regras como a instrução normativa 02 do Ministério da Agricultura, que prevê, enviar mensalmente as informações do que a aeronave está fazendo na sua propriedade”, argumentou.

Na ocasião, o agrônomo também destacou que os principais sistemas de aplicação de defensivos agrícolas utilizados no Brasil são de uso terrestre ou aéreo, sendo respectivamente encontrados neste âmbito pulverizadores de arrastro e aeronaves específicas preparadas para a operação de pulverização.

“A aviação agrícola atende as culturas de arroz, laranja, café, eucalipto, trigo, soja, milho, banana, cana e algodão, onde elas devem crescer em torno de 9% O Brasil é um grande produtor mundial de alimentos, e baseado em estimativas do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), deve crescer cerca de 20% até 2.022”, revelou Colle.

Fonte: ALMT
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Deputada se justifica após defender depoimento secreto de doleiro na Assembleia: “CPI não pode ser um espetáculo”

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Janaina Riva foi um dos membros da CPI que assinou requerimento para que depoimento de doleiro fosse secreto

A deputada estadual Janaína Riva (MDB), depois do depoimento secreto do doleiro e delator da Operação Lava Jato, Lúcio Funaro, em Cuiabá, na Assembleia Legislativa, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia Fiscal, cuidou de justificar a decisão que foi criticada pela imprensa e pela sociedade. Para Janaína, “CPI não pode ser um espetáculo”.

“Não é que a CPI não foi aberta para a imprensa e sociedade. Já cobrei para que o material seja colocado no facebook e no site da Casa. Tivemos CPI aqui que de espetáculo teve muito e de resultado prático, nenhum. A gente viu isso com a CPI das obras da Copa e outras, como a do Ministério Público que acabou não dando em nada. Quer dizer, expôs muita gente e não deu resultado nenhum para a sociedade”.

A vice-presidente da Assembleia Legislativa defende que quando o tema for renúncia e sonegação, tem de ser secreto. “Pode ser feito de portas fechadas e televisionada e transmitida pelas mídias sociais”, argumentou.

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O que não é possível permitir, conforme a parlamentar, é a encenação de alguns colegas deputados e a falta de presença quando o depoimento ocorre de portas fechadas. “Tem que parar com espetáculos, com discursinhos. Parar de expor os outros e fazer, de fato, uma CPI séria”.

O doleiro foi convidado pela CPI que investiga suspeita de sonegação de impostos e renúncia fiscal em Mato Grosso após relatar na CPI do BNDES, na Câmara dos Deputados, em Brasília, que o empresário Joesley Batista, dono da JBS, poupou o primo dele, o empresário Fernando Mendonça, na delação premiada firmada com a Procuradoria Geral da República.

Segundo Lúcio Funaro, Fernando Mendonça, além de primo de Joesley Batista, também seria operador dele em esquemas ilegais no estado, como sonegação de ICMS em troca de pagamento de propina a políticos de Mato Grosso.

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Emanuel Pinheiro reúne 13 partidos, destaca força política da aliança e admite vontade de ser candidato novamente

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Prefeito participou de ato político na manhã deste sábado com lideranças como os deputados Carlos Bezerra e Dr. João

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) participou na manhã deste sábado (21) no Hotel Fazenda Mato Grosso de um encontro que reuniu lideranças de 13 partidos que dão apoio à sua administração. Além do MDB, o evento, que reuniu cerca de mil pessoas contou com a participação de lideranças do Avante, PSDB, PSD, PSB, PTB, PSC, PV, PP, PMB, PL, PRTB e Republicanos.

“Pelo menos 13 partidos estão aqui reiterando lealdade ao grupo e à gestão. Esse evento mostra a força do MDB em Cuiabá, um partido popular, que está se aproximando das bases e fortalecendo chapa a vereador nas eleições do próximo ano. Não necessariamente com Emanuel Pinheiro candidato a reeleição, mas com uma gestão humanizada, popular, próximo das pessoas, implementada pela nossa gestão”, disse o prefeito.

Apesar do entusiasmo proporcionado pelo encontro, Emanuel Pinheiro evitou confirmar se será mesmo candidato outra vez. “Não sei se sou candidato a reeleição. Não é jogo de palavras, não é jogo de cena, eu não sou assim. Primeiro, é que minha esposa pede para não ser, ela não quer. Segundo, que eu não penso nisso, eu só penso, respiro e transpiro a gestão em Cuiabá, 24 horas por dia. Vou deixar 2020 para 2020. Tenho compromisso sagrado com a população até 31 de dezembro de 2020”.

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Embora ainda não tenha admitido publicamente que vá disputar a reeleição, Pinheiro reconheceu que ao ver um evento com a presença dos partidos que formam uma aliança a que ele chamou da “maior força política de Cuiabá”, sentiu vontade de ser candidato novamente.

“Dá vontade de ser candidato novamente, diante de uma manifestação como essa, em um momento em que os partidos se dividem cada vez mais, Cuiabá parece uma ilha isolada, porque aqui as forças se juntam, se unem, se  agregam, porque querem o melhor para a Capital. O forte aqui não é Emanuel Pinheiro, é o MDB e os 12 partidos que aqui falaram”, afirmou.

“Se continuarmos neste processo, propondo políticas publicas com amor por Cuiabá, cuidando da vida das pessoas, priorizando os mais carentes e menos favorecidos, temos tudo para ser a grande referência política na capital de Mato Grosso seja quem for o candidato. Este projeto não pertence a Emanuel e sim a Cuiabá e o Estado”, concluiu.

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