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Política Nacional

Crivella é notificado sobre abertura do processo de impeachment

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Marcelo Crivella
Fernando Frazão/Agência Brasil

Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella foi notificado sobre o pedido de impeachment

O prefeito Marcelo Crivella foi notificado nesta sexta-feira (5) da abertura de processo de impeachment 
ao qual terá que responder na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.  A entraga da denúncia foi feita pelo procurador da Câmara, Flávio Brito, no gabinete do prefeito, no Centro Administrativo São Sebastião, sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova. 

Crivella terá 10 dias para entregar a defesa. O prazo expira no dia 17 deste mês. A comissão processante criada pela Câmara do Rio para investigar denúncias de infrações político-administrativas que teriam sido cometidas pelo prefeito Marcelo Crivella
reuniu-se hoje pela primeira vez. O colegiado é formado pelos vereadores Willian Coelho, do MDB, Luiz Carlos Ramos Filho, do Podemos, e Paulo Messina, do Pros.

O pedido de impeachment 
tem como base suspeitas de irregularidades em contratos do município com empresas de publicidade para exploração de mobiliário urbano, como pontos de ônibus e relógios digitais. Segundo a denúncia, os contratos foram prorrogados sem previsão em edital.

O relator do processo na comissão processante, Luis Carlos Ramos Filho, destacou, na abertura dos trabalhos, sua posição de independência em relação ao governo municipal e disse que agirá com imparcialidade e transparência no processo, que considerou “um capítulo triste na história do Rio
”.

Aliado de Crivella, Paulo Messina, que foi exonerado do cargo de secretário da Casa Civil a pedido, para retomar o mandato de vereador, pediu que os parlamentares se atenham aos documentos que serão apresentados, por tratar-se de uma denúncia de infração político-administrativa, e não criminal.

“Ninguém aqui fez concurso para juiz. Nosso trabalho é instrutório para a decisão do plenário. Seremos fiéis aos autos”, afirmou Messina, cuja indicação para a comissão processante foi questionada por alguns colegas.

O presidente da comissão, Willian Coelho, acatou uma sugestão do presidente da Casa, vereador Jorge Felippe, do MDB, de já solicitar à prefeitura o inteiro teor dos contratos questionados para agilizar o trabalho do grupo.

Em entrevisa no evento de lançamento do Programa Territórios Sociais, uma parceria com a ONU Habitat,  Crivella
afirma que os vereadores embasaram o pedido de impeachment afirmando que a Procuradoria do Município tinha autorizado um aditivo aos contratos com agências de publicidade. No entanto, segundo o prefeito, a prática começou na gestão anterior, com Eduardo Paes, do MDB.

“A iniciativa para fazer esse aditivo não foi minha, veio do governo anterior e demorou muito para ser processada. E esse parecer foi acatado por mim. Há sempre algumas ressalvas, mas não tocava no âmago, naquilo que era importante. [Eu disse:] autorizo, pode ser feito, não há prejuízo para o erário. Aliás, esse é o parecer da Controladoria: que não havia prejuízo para o erário”.

Segundo Crivella, o Rio de Janeiro está vivendo uma crise financeira “tremenda, terrível”, com dívidas deixadas pela gestão anterior, que cancelou empenhos para pagamento de fornecedores que somam R$1,3 bilhões.

Leia também: Crivella diz em evento que Rio é uma “esculhambação completa”

“Há uma dívida imensa. Naquele momento, nós precisávamos muito desse aditivo para pagar a folha de pagamento, para pagar os aposentados. Todo mundo cobrava mais investimento na saúde, as pessoas no hospital, os aposentados – ninguém pensa neles? Não é justo, então, a gente ter obtido aqueles recursos para cumprir [as obrigações], num momento em que a prefeitura estava rigorosamente sem recursos?”, questionou Marcelo Crivella
.

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Política Nacional

Datafolha: 72% discordam da frase de Bolsonaro sobre armar população

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Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR

Segundo levantamento, população discorda de posicionamento do presidente sobre armas

Na noite deste sábado (30), uma nova  pesquisa do Datafolha mostrou que mais de 70% da população discorda da ideia do presidente de dar armas para a população, frase proferida por ele durante a reunião ministerial que se tornou pública após autorização do ministro Celso de Mello.

Leia também: Bolsonaro ataca imprensa e fala em “negociar bilhões” para acabar com fake news

Segundo o levantamento, que ouviu, por telefone, 2.069 pessoas nos dias 25 e 26 de maio e tem margem de erro de dois pontos percentuais, 72% discordam da frase de que “povo armado não é escravizado”, enquanto outros 24% concordam, 2% não concordam e nem discordam e 2% não souberam responder.

Entre os grupos ouvidos, as maiores desaproações são de pessoas que consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo (92%), quem votou em Fernando Haddad no segundo turno das eleições de 2018 (91%), mulheres (80%, contra 62% dos homens) e de quem recebe até um salário mínimo (77%).

Por outro lado, o único grupo que registra aprovação maior do que desaprovação ao discurso armamentista do presidente é o de apoiadores do governo que avaliam a gestão como ótima ou boa (54% aprovam, contra 40%).

Leia também: Com máscaras e tochas, grupo “300 do Brasil” protesta em frente ao STF; assista

A pesquisa Datafolha mostra que, mesmo em grupos que estão sintonizados com Bolsonaro – como empresários, a faixa da população que recebe mais de dez salários mínimos e até mesmo os eleitores do presidente no segundo turno na última eleição -, a aceitação não é das maiores: 50% dos empresários discordam, 60% de quem tem maior renda e 52% dos eleitores de 2018.

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Política Nacional

Bolsonaro ataca imprensa e fala em “negociar bilhões” para acabar com fake news

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Bolsonaro
Agência Brasil

Em postagem neste domingo, presidente voltou a criticar atuação de veículos de imprensa

Neste domingo (31), o presidente Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais para, mais uma vez, criticar o trabalho da imprensa. Segundo ele, a “mídia podre” segue produzindo fake news sobre o governo e não apresenta provas sobre as acusações. Além disso, ainda questionou se negociar bilhões em propaganda poderiam ser a solução para o problema: “será que tudo isso se acaba?”.

Leia também: Bolsonaro critica notícias: ‘Tudo aponta para uma crise’

“O maior dos fake news é o “gabinete do ódio” inventado pela imprensa. Até o momento a Folha, Globo, Estadão… não apontaram uma só Fake News produzida pelo tal “gabinete”. Por outro lado, essa mesma mídia podre produz, diariamente, dezenas de Fake News contra o Presidente”, afirmou Bolsonaro .

Na sequência, ele listou alguns dos casos vistos por ele como fake news : a interferência na Polícia Federal, no qual o acusam de tentar trocar o comando da corporação no Rio de Janeiro para proteger familiares, a “fita bomba” da reunião ministerial , evento que o ex-ministro Sergio moro apontava como relevante para a situação da PF , e o “caso porteiro”, relacionado à investigação da morte da ex-deputada Marielle Franco.

“O caso da “interferência na PF” é um dos mais claros. A dita dita fita bomba foi mais um fiasco. O “caso porteiro” também… Agora investem no julgamento do TSE sobre “disparos em massa” de mensagens por ocasião da campanha. Falam em disparos mas não apontam uma só mensagens disparada contra quem quer que seja. Será que, se eu chamar essa imprensa e negociar com ela alguns BILHÕES DE REAIS em propaganda , tudo isso se acaba?”, finalizou o presidente .

Ato pró-Bolsonaro

O domingo será marcado também por mais um ato pró-governo nas ruas de Brasília, algo que se tornou comum nos últimos finais de semana e que tem reunido diversos apoiadores do presidente mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus .

Leia também: É preciso mudar as regras da república, diz Weintraub

A expectativa é que a movimentação no local comece ainda na parte da manhã e conte com a participação de Bolsonaro mais uma vez.

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