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Opinião

CRISTIANE BRANDÃO – Identidade familiar como força para os negócios

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Além dos laços sanguíneos, outros elos unem as famílias a suas empresas. Esse é o nosso ponto de partida, quero falar um pouco sobre a identidade da família empresária.

Não vou dar uma aula de marketing falando sobre marca, logotipo, ou comunicação visual, até porque essa não é a minha praia, o que eu pretendo é destacar o poder da identidade familiar como força para os negócios.

Buscando na memória, talvez a palavra que melhor expresse o sentido de identidade seja a “coesão”, uma unidade lógica, harmônica e coerente entre a personalidade do grupo familiar e as suas atividades econômicas.

Um grupo familiar com objetivos bem alinhados, enxerga com maior facilidade o sentido da continuidade da empresa e aqui, a identidade familiar torna-se o elemento central, inspirando a união da família em torno de um único objetivo, a sua longevidade.

O que se busca neste processo de construção de uma identidade é semear e colher das fontes primárias, lá onde estão plantados os conceitos básicos, desde a história da criação, passando pelos princípios (elementos irrevogáveis), valores, chegando na visão de futuro, na construção do legado.

De maneira inconsciente, essa identidade tende a se modelar de forma orgânica em torno da personalidade de seus líderes ao longo do tempo.

O grande desafio está justamente na compreensão de que o cerne dessa identidade deve e pode ser construído de forma coletiva, aglutinando os fragmentos positivos de cada indivíduo, para que a identidade transpareça a força da família e dos negócios.

Essa proposta é um convite para a construção contínua de uma identidade que cresce, amadurece e se transforma, sem perder jamais a sua essência. Os sucessores devem ser os portadores dessa bandeira, e as novas gerações devem ser acolhidas e sempre bem-vindas. A identidade familiar pode se tornar uma das melhores ferramentas para o seu negócio.

Até porque esse caminho é uma via de mão dupla: ao mesmo tempo que a família traz sua identidade para a empresa, também assimila a importância e o valor da preservação da empresa.

Normalmente, o fundador não tem consciência do processo de formalização da identidade, pois está muito preocupado com a gestão do negócio. A segunda geração é que precisa se encarregar de manter o que a primeira construiu.

Com a transferência geracional, o desafio é identificar, formalizar e acolher o que a geração seguinte traz de diferente. Nesse processo, é vital promover um alinhamento com os valores da identidade familiar entre os membros da família, e num segundo momento com os gestores, fortalecendo a cultura e legado familiar.

As gerações futuras precisam ter contato com os atributos que compõem a identidade da família. Quanto mais cedo isso ocorrer, melhor, pois conforme as gerações avançam, o contato com o legado do núcleo familiar fundador tende a diminuir.

“A identidade da organização é uma combinação entre seu propósito (razão de ser), sua missão, sua visão (aonde quer chegar), seus valores e princípios o que é importante para ela e a forma como são tomadas as decisões”, diz o estudo do IBGC, Compliance à Luz da Governança Corporativa, de 2017.

Então ficam as perguntas: Quem somos como família? E como família empresária? Nossa identidade familiar está adequada a nossos negócios? Estamos preparados para entender, aceitar e trabalhar como família no negócio?

Cristhiane Brandão, Conselheira de Administração em Formação, Consultora em Governança & Especialista em Empresas Familiares. Sócia fundadora da Brandão Governança, Conexão e Pessoas

 

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – Já é campanha eleitoral…

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De repente, nossos computadores e telefones celulares foram invadidos por dezenas, até centenas, de homens e mulheres que se apresentam como candidatos e pedem o nosso voto para as eleições de 2 de outubro. Uma parte conhecemos como políticos e outros nunca ouvimos falar, mas concorrer é um direito de todo eleitor, independente das condições para o êxito  Eles querem ser presidente da República, governador do Estado, senador ou deputado federal ou estadual e, desde a terça-feira (16/08), estão autorizados a fazer campanha. A partir do próximo dia 26 também estarão no radio e na televisão. Embora possa ser enfadonho, esses são os meios de que dispõem para apresentar à população sua proposta de trabalho e, com ela, conquistar o voto.
A eleição é o único momento em que o eleitor é capaz de interferir e até decidir o destino do país e, consequentemente, suas condições de vida nos próximos quatro anos, tempo de duração do mandato, e até depois desse período. O voto é uma delegação de poder. Depois que o depositamos na urna, aqueles em quem votamos, se forem eleitos, estarão autorizados a fazer ou deixar de fazer coisas em nosso nome. É por isso que a maioria deles desaparece e só volta nas próximas eleições, para pedir novo voto,
Pela natureza e consequências das eleições é que o eleitor deve prestar atenção à campanha e só decidir em quem vai votar depois de ter obtido informações sobre a vida política do candidato, sua honestidade e propostas de trabalho para o caso de ser eleito. Afinal, não devemos colocar quem não conhecemos para nos representar como governante ou parlamentar. E também não devemos perder a  chance de escolher alguém de bom nível pois, depois de dado o voto, não adianta reclamar. A única reparação que dá para fazer em relação ao político que nos desagradou, é negar-lhe o voto nas próximas eleições. Os danos do voto mal dado, no entanto, persistirão. Outro ponto: evite anular o voto ou votar em branco, pois com isso o eleitor apenas desperdiça o seu direito de participar, não prejudicando em nada (pelo contrário, beneficiando) os candidatos que não lhes sejam simpáticos ou credores de seu voto.
As eleições de outubro terão mais de 28 mil candidatos concorrendo aos cinco postos em disputa. A única eleição efetivamente nacional é a de presidente da República, que terá 12 candidatos que poderão ser votados em todo o país. Para governador, senador e deputados, a eleição é estadual e cada unidade federativa terá seus próprios concorrentes.
O surgimento de candidatos desconhecidos e de baixíssima representação é resultado do quadro partidário inflado. Temos, no país, o exagero de 32 partidos políticos registrados e em condições de apresentar candidaturas, mas não há entre os eleitores tanta gente com liderança suficiente para conseguir o sonhado sucesso eleitoral. Existem por traz disso diferentes razões que precisam ser discutidas no decorrer de uma reforma eleitoral que, dia mais, dia menos, terá de ser realizada. Enquanto ela não ocorre, a única alternativa do eleitor é votar nos candidatos que, na sua opinião, melhor os represente e ignorar os insignificantes e os problemáticos…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
[email protected]                                                                                                     

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Opinião

LUCAS BERTOLIN – Agosto Branco: mês de conscientização do câncer de pulmão

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Você, com certeza, já ouviu falar do Outubro Rosa, Novembro Azul ou Dezembro Laranja, mas já ouviu falar do Agosto Branco? Pois é, o câncer de pulmão é um dos cânceres mais mortais do mundo e normalmente não possui sintomas claros. O mês vem conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção desse tipo de câncer.

Para se ter uma ideia da abrangência da doença, o câncer de pulmão é o que mais causa mortes no mundo. Em homens é o primeiro da lista, em mulheres é o segundo entre as estimativas mundiais. Segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), foram 1,7 milhão de vítimas no mundo em 2020, mais de 30 mil mortes apenas no Brasil.

Ainda, segundo os dados, o câncer de pulmão, é o terceiro mais comum em homens (17.760 casos novos) e o quarto em mulheres no Brasil (12.440 casos novos), sem contar o câncer de pele não melanoma. Ou seja, é uma doença que merece mais destaque nas ações de saúde e nas campanhas nacionais.

O paciente com câncer que chega até nós, tem um perfil muito delimitado. Normalmente eles aparecem na consulta com a doença já avançada, em condições menos favoráveis para o tratamento curativo, então partimos para o paliativo. Esses pacientes são, na maioria das vezes, fumantes e moradores da zona rural com menor instrução. Essa característica exemplifica a mortalidade da doença, mostrando que o diagnóstico tardio e o fumo são dois entraves.

O tabagismo, incluo aqui os cigarros eletrônicos, é o principal fator de risco do câncer de pulmão, representando 85% dos casos. O que mostra que uma parcela dos pacientes que não fumam pode desenvolver a doença, atrelada a fatores genéticos, exposição a determinados gases e metais pesados, como sílica, pessoas que usam o fogão a lenha com frequência e ainda os fumantes passivos, que são aqueles que convivem com pessoas que fumam.

O grande desafio do câncer de pulmão é que ele é, normalmente, silencioso, com sintomas iniciais não muito claros e até mesmo tardios. Quando os sintomas aparecem, tendem a significar que a doença já está em estágio mais avançado, como tosse por mais de um mês, com presença de sangue ou com piora progressiva, dor torácica persistente, falta de ar e dificuldade para respirar.

Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante. Para você que fuma, ou já fumou, mora com alguém que usa tabaco, ou mesmo que usa muito fogão à lenha ou trabalha exposto a algum gás, mantenha consultas regulares com médicos especialistas e realize tomografias de rastreamento.

E, o mais importante, a principal prevenção é parar de fumar! Sem o fumo, mantendo hábitos de vida saudável, praticando atividades físicas e tendo uma alimentação saudável, as suas chances de aproveitar o melhor da vida aumentam exponencialmente.

Lucas Bertolin é cirurgião oncológico no Hospital de Câncer de Mato Grosso, da Oncolog e do Consórcio de Saúde da Região do Vale do Peixoto

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