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Saúde

Crise no Rio: veja os danos que a água com baixa qualidade pode causar à saúde

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Minha Saúde

O consumo de água não tratada ou com problemas de qualidade pode dar origem a algumas doenças. Entre elas, diarreia, febre tifoide, hepatite A, leptospirose, cólera e infecções intestinais, causadas por bactérias como Escherichia coli, Salmonella sp. ou Rotavírus, por exemplo.

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Essa informação é especialmente importante diante dos questionamentos relativos à qualidade da água potável fornecida pela CEDAE no Rio de Janeiro. Quem faz o alerta é a coordenadora do Centro de Competência de Alimentação e Saúde da PROTESTE, Pryscilla Casagrande.

“Caso apresente um ou mais desses sintomas , é importante procurar o médico o quanto antes, para ter um diagnóstico mais preciso e confiável”, sugere.

Diante do possível problema da água no Rio de Janeiro, é importante observar o aparecimento desses sintomas e tomar certos cuidados para garantir que a água não vá fazer mal à saúde. “A água potável deve ser incolor (sem cor), inodora (sem cheiro) e não pode apresentar gosto atípico, ou seja, diferente da sensação normal de beber água”, alerta Pryscilla.

Cuidados no consumo da água para a saúde

Para garantir que a água não vá fazer mal à saúde, antes de consumi-la coloque-a num copo transparente e verifique se está turva ou com aparência de presença de sujidades. Se verificar essas características, evite o consumo. A turbidez é um indicador de baixa qualidade da água.

Até que o possível problema seja normalizado, o ideal é consumir água mineral, sugere a especialista. Porém, para quem não tiver condições de comprar água mineral, a recomendação é realizar uma fervura por cinco minutos antes de consumir a água, apagar o fogo e permanecer com a panela tampada por mais 10 minutos. Após esse tempo, deve-se deixar resfriar.

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A água potável deve ser incolor (sem cor), inodora (sem cheiro) e não pode apresentar gosto atípico, ou seja, diferente da sensação normal de beber água.

Segundo a Pryscilla, dependendo do problema da água, apenas fervê-la pode não solucionar. Então, se possível, após a fervura, deve-se usar também produtos de desinfecção vendidos para a finalidade de tornar a água potável, como hipoclorito de sódio.

“Para as demais atividades como tomar banho, escovar os dentes e lavar roupas, especialmente no caso de crianças, também é recomendável a fervura prévia da água”, enfatiza.

Como contribuir para as pesquisas

Recentemente, a PROTESTE notificou extrajudicialmente a Cedae e a Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro) para questionar se a causa do problema já foi definitivamente identificada e quais medidas a empresa do governo do Estado do Rio de Janeiro está tomando para diminuir os transtornos ao consumidor.

Os consumidores que já detectaram problemas na qualidade da água podem preencher este formulário . De posse delas, a PROTESTE vai avaliar futuras medidas a serem adotadas.

Fonte: IG Saúde
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Coronavírus: todos os protocolos foram cumpridos, diz ministro

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O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou hoje (23) que todos os protocolos nacionais e internacionais foram cumpridos para liberar o grupo de 58 pessoas que estavam em quarentena em Anápolis (GO).

Segundo o ministro, todas as determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde foram consideradas para a liberação, que ocorreu na manhã de hoje.

“O Ministério da Saúde orientou e deixou em condições de a gente liberar os 34 [brasileiros que foram resgatados de Wuhan, na China, epicentro do novo coronavírus] e mais os 24 que acompanharam [foram fazer o resgate] a partir do 14º dia”, disse o ministro, acrescendo que foram feitos quatro exames para verificar se estavam infectados com o vírus: um exame ainda na China e outros 3 no Brasil. “Todos com resultado negativo e dentro do prazo de 14 dias”, afirmou o ministro, na Base Aérea de Brasília.

O grupo de 58 foram liberados hoje da quarentena, quatro dias antes do previsto inicialmente (18).

Antes de embarcarem em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), em Anápolis, para as suas cidades, os repatriados participaram de um café da manhã de despedida e de uma cerimônia, com a presença do ministro da Defesa, Fernando Azevedo; do governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado; e do prefeito de Anápolis, Roberto Naves.

Segundo Ministério da Defesa, o grupo teve apoio de aeronaves da FAB, “em aproveitamento de voos de transporte logístico de material e de militares”. Os destinos foram os seguintes:

Distrito Federal – 20 passageiros, sendo 9 militares, 1 profissional do Ministério da Saúde, 1 profissional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e 9 repatriados;

São Paulo – 13 passageiros, sendo 11 repatriados, um militar e uma integrante do Ministério da Saúde;

Rio de Janeiro – 11 militares;

Paraná – 5 repatriados;

Santa Catarina – 4 repatriados;

Minas Gerais – 3 repatriados;

Pará – 1 repatriada;

Dois repatriados, transportados para Brasília, seguirão em voos comerciais para o Maranhão e para o Rio Grande do Norte. Um repatriado permanecerá em Anápolis (GO).

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Síndrome metabólica em adolescentes é tema de pesquisa da Capes

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Uma pesquisa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) mostrou que adolescentes entre 12 a 17 anos de idade passam 3 horas por dia, em média, em frente a telas de computador, tablet, televisão, videogames e celular. A partir daí, os pesquisadores bolsistas da Capes estudaram uma relação este tempo sedentário e o desenvolvimento de síndrome metabólica.

 “O nosso foco, no caso, para esse estudo, é síndrome metabólica, que é uma constelação de fatores de risco que envolvem obesidade abdominal, questões relacionadas a diabetes, colesterol, pressão arterial elevada”, disse à Agência Brasil o pesquisador Felipe Cureau, autor do estudo junto com a fisioterapeuta Camila Schaan. Ambos têm doutorado em endocrinologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A primeira parte desse trabalho foi concluída e publicado recentemente no periódico holandês International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity.

O trabalho faz parte do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica) e utilizou dados de 36 mil adolescentes de todo o país, na faixa etária de 12 a 17 anos, durante 2013 e 2014. Apurou-se então que o tempo médio em frente a telas foi de 3 horas diárias. Felipe Cureau destacou, contudo, que foi percebida variação entre os entrevistados, desde jovens que preferiam não ficar diante de telas até adolescentes que passavam mais de 7 horas diante do computador ou celular.

Alimentação

A análise entre o tempo sedentário e o desenvolvimento de síndrome metabólica mostra que o comportamento alimentar que esses adolescentes tinham enquanto estavam ficavam no computador é muito importante, indicou Cureau. “Quanto maior o tempo em frente à tela, maior o risco para síndrome metabólica”. Ao todo, 2,6% dos jovens consultados apresentaram síndrome metabólica.

O pesquisador ressaltou que quando se avalia o que os jovens comem durante o tempo frente a telas, o que se constata é que, mesmo aqueles que ficam mais tempo, se não comerem nenhum tipo de petisco ou guloseima, eles acabam eliminando esse risco associado ao tempo de tela. Segundo Felipe Coureau, à medida que a pessoa fica mais tempo diante da tela, ela está mais exposta a propagandas e ao merchandising de alimentos ultraprocessados, como hambúrguer e petiscos em geral, e acaba ficando mais suscetível, em algum momento, a começar a consumir esse tipo de alimento.

“As duas coisas, para nós, parecem que estão bastante interligadas. É muito difícil que elas (pessoas) fiquem tanto tempo frente à tela e não comam nada”, indicou o pesquisador. “Comportamentos não saudáveis, e não simplesmente o fato de estar sentado, se associam com fatores de risco para doença cardiovascular em adolescentes”, reforçou Camila Schaan.

De acordo com Felipe Coureau, ao mesmo tempo que se deve evitar esse tipo de alimentação em frente à tela, é preciso limitar o tempo de tela para que essa exposição não propicie alimentação. Há alguns anos, Felipe Coureau estuda a questão da saúde dos adolescentes, especialmente comportamentos desses jovens e como eles se relacionam com problemas de saúde. Disse que até pouco tempo, os problemas eram observados apenas na população adulta mas, hoje, são muito frequentes entre os adolescentes. Entre eles, destacou obesidade, diabetes, hipertensão.

Tempo sedentário

Dentro do contexto de atividade física, passou-se a estudar o chamado tempo sedentário, em que as pessoas ficam vendo televisão, lendo, às vezes estudando. “E dentro da questão do tempo sedentário, surgiu a pesquisa”, disse Coureau. Como o sedentarismo pode resultar em uma morbidade ou distúrbio, os pesquisadores bolsistas da Capes dedicaram-se ao estudo sobre os adolescentes diante de telas com o objetivo de prevenir. “A ideia de estudar os adolescentes é para que a gente possa identificar de forma precoce e tentar prevenir uma doença, ou algum outro problema, antes que se espalhe em definitivo”.

Os resultados do estudo servem também como alerta aos pais. “A participação dos pais é fundamental, principalmente no que respeita à alimentação porque, normalmente, são eles os responsáveis pela alimentação dos filhos”.

Desdobramento

O estudo desenvolvido por Felipe Cureau e Camila Schaan já está tendo desdobramento. Eles começaram no ano passado a coletar dados de alguns dos adolescentes, como um estudo de corte, para ver se as questões abordadas na primeira coleta tiveram repercussão na vida dos jovens cinco anos depois, na fase em que eles estão na transição da adolescência para a idade adulta. Essa segunda etapa do trabalho está sendo realizada em quatro capitais (Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e Fortaleza) por pesquisadores das universidades federais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Ceará, da Universidade de Brasília (UNB) e do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, além de outras instituições.

A previsão é concluir essa segunda fase do estudo ainda este ano, prevendo-se a divulgação dos resultados ao longo de 2021. Quando essa pesquisa for encerrada, Felipe Coureau e Camila Schaan pretendem verificar se o que viram no momento anterior permanece, se isso gera uma gravidade maior ou se não tem grande influência ao longo da vida dos adolescentes entrevistados. “O acompanhamento te dá um melhor olhar”, disse Camila.

Os dois bolsistas da Capes querem, com o estudo, estimular os adolescentes brasileiros a terem uma vida mais saudável, com a realização de atividades físicas, e a fazerem melhores escolhas alimentares, evitando alimentos ultraprocessados e industrializados, a buscarem alimentação mais saudável no contexto familiar. “Isso é o que a gente sempre tenta passar como mensagem principal”.

A primeira etapa do estudo teve financiamento da Capes, do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de financiamentos locais e das universidades que estão sediando o estudo agora.

Políticas públicas

Camila Schaan afirmou que a meta é terminar o estudo e divulgar os resultados para a população. Ao mesmo tempo, ela espera que as conclusões possam ajudar o Ministério da Saúde na formulação de políticas públicas eficientes para esse segmento da sociedade, que sejam implementadas nas várias regiões brasileiras.

Edição: Aécio Amado

Fonte: EBC Saúde
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