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Economia

Crise econômica dificulta greve dos caminhoneiros, diz líder de 2018

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Wallace Landim, Chorão, líder caminhoneiro
Reprodução/Facebook

Wallace Landim, Chorão, líder caminhoneiro

O presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores) e um dos líderes da greve dos caminhoneiros de 2018, Wallace Landim , o Chorão, divulgou nota nesta segunda-feira (16) afirmando que uma eventual paralisação da categoria é vista com “preocupação” devido à atual situação econômica do país.

Ele afirma que hoje o cenário é “muito diferente” de 2018, citando a fragilidade econômica provocada pelos “mais de dois anos de pandemia”.

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“Fazer uma grande paralisação nesse momento pode atrapalhar recuperação econômica do Brasil, que ainda é muito tímida. Os caminheiros brasileiros apoiam o bem-estar da sociedade”, diz. 

Landim diz que compreende a angústia dos caminhoneiros ao sentir os impactos da inflação e dos sucessivos aumentos do diesel, mas pede “sensibilidade e responsabilidade” para entender o impacto que uma greve causaria nos mais vulneráveis. 

“Os caminheiros autônomos são importantes para o equilíbrio do sistema de transporte de cargas do país e, por isso, temos o importantíssimo papel de manter o povo brasileiro devidamente abastecido. Isso aumenta muito nossa responsabilidade social, fato que requer ações inteligentes para não prejudicarmos os mais vulneráveis e a classe média que são os que mais sofrem com os impactos da alta dos combustíveis e os que mais sofrerão com o desabastecimento dos supermercados e comércio de maneira geral. O desabastecimento é, sem sombra de dúvidas, um fator que pode elevar ainda mais a inflação e todo esse caos econômico que estamos vivendo”, afirma.

Landim também criticou o que chamou de “política predatória de aumento de preço do diesel” e o crescimento dos lucros e dividendos dos acionistas da Petrobras “as custas do sofrimento da nossa categoria e de cada cidadão desse país”. 

O preço do óleo diesel acumula alta de 52,53% nos últimos 12 meses com o último reajuste no valor do combustível, anunciado pela Petrobras na segunda-feira (9). Desde então, o valor médio do litro nas refinarias passou de R$ 4,51 para R$ 4,91.

O líder dos caminhoneiros autônomos pediu atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para extinguir os sucessivos aumentos de preço dos combustíveis, além de fiscalizar e punir os “cartéis” existentes no setor.

“Aqui, cabe uma crítica especial à ANP que, como Agência Reguladora, está sendo omissa com a sociedade, vez que a função precípua de um órgão regulador é proteger o cidadão de externalidades negativas e condutas oportunistas e criminosas. O que a ANP tem feito? A resposta é: absolutamente nada! Parece que o setor está sendo regulado pela Petrobras, uma empresa que visa lucros e distribuição de dividendos cada vez maiores aos seus acionistas”, pontuou Landim. 

Redução no frete

Durante pronunciamento na última quarta-feira (11), o senador Lucas Barreto (PSD-AP) informou que apresentou um projeto de lei — o PL 1.205/2022 — para  beneficiar os caminhoneiros que trabalham como transportadores autônomos de cargas (TACs). 

O projeto prevê que, “na prestação de serviço realizado pelo TAC, o combustível terá caráter meramente ressarcitório, não compondo o valor do frete, devendo ter seu custo repassado integralmente ao tomador do serviço, de forma destacada e apartada do frete”.

Chorão disse que o PL “é a solução que os caminhoneiros autônomos precisam para sobreviverem nesse nefasto mercado do combustível, deixando de subsidiar as operações de transportes de grandes empresas.”

“Entendemos que o Projeto de Lei do Senador Lucas Barreto não trará impacto algum à sociedade, mas fará uma diferença enorme para cada caminhoneiro autônomo brasileiro. Então, além de cobrar maior atuação do governo e das suas instituições, agora precisamos que o congresso faça o PL 1.205/2022 tramitar com máxima urgência, de forma que os autônomos tenham seu direito mais básico respeitado, diminuindo as tensões, de forma a eliminar riscos de uma grande greve como a de 2018 que, infelizmente, por mais esforços que façamos, não está descartada de acontecer, em curtíssimo prazo”, adiciona o presidente da Abrava. 

Entenda as ideias do governo para reduzir preços dos combustíveis

Após tentar uma solução com duas investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) , o governo busca uma nova alternativa para reduzir o preço dos combustíveis: alterar o sistema de fretes da Petrobras . Segundo interlocutores do governo, a estimativa é que a medida  reduza a cotação do petróleo de 10% a 15%.

O governo federal estuda uma mudança na cobrança do frete para caminhoneiros, a fim de aliviar a pressão que sofre sobre com relação ao aumento no preço do diesel, enquanto a Petrobras registra lucro recorde. A ideia é aproximar o modelo brasileiro do vigente nos Estados Unidos, onde é garantido o preço do frete para o caminhoneiro pelo preço final, quando a mercadoria é entregue.

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Economia

Mega-Sena sorteia R$ 43 milhões neste sábado; veja os números

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Mega-Sena sorteia R$ 43 milhões neste sábado
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Mega-Sena sorteia R$ 43 milhões neste sábado

A Caixa Econômica Federal realizou neste sábado (2) o sorteio 2.497 da Mega-Sena com prêmio estimado em R$ 43 milhões. A Caixa deve divulgar os vencedores nas próximas horas. Em caso de nenhum acerto das seis dezenas, o prêmio irá acumular e se aproximar de R$ 55 milhões no próximo sorteio.

Confira os números sorteados:

05 – 14 – 23 – 46 – 48 – 52

Como participar do próximo sorteio?

O próximo concurso da Mega-Sena acontece na quarta-feira (6), às 20h. É possível apostar até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio , em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa do país.

Também é possível apostar pela internet. O bilhete simples da Mega-Sena, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

Como apostar online na Mega-Sena?

Para aqueles que apostarem pela internet, não é possível optar pela aposta mínima, de R$ 4,50. No site da Caixa, o valor mínimo para apostar na Mega-Sena é de R$ 30, seja com uma única aposta ou mais de uma.  Veja aqui como apostar.

Para fazer uma aposta maior, com 7 números, dando uma maior chance de ganhar, o preço sobe para R$ 31,50. Outra opção para atingir o preço mínimo é fazer sete apostas simples, que juntas têm o mesmo valor, R$ 31,50. Além disso, os bolões, disponíveis online, são outra opção viável.

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Como funciona a Mega-Sena?

O concurso é realizado pela Caixa Econômica Federal e o vencedor pode receber milhões de reais se acertar as seis dezenas. Os sorteios ocorrem pelo menos duas vezes por semana – geralmente, às quartas-feiras e aos sábados. O apostador também pode ganhar prêmios com valor mais baixo caso acerte quatro ou cinco números, conhecidas como Quadra e Quina, respectivamente.

Na hora de jogar, o apostador pode escolher os números ou tentar a sorte com a Surpresinha. Esse modelo consiste na escolha automática, realizada pelo sistema, das dezenas jogadas. Outra opção é manter a mesma aposta por dois, quatro ou até oito sorteios consecutivos, conhecida como Teimosinha.

Premiação da Mega-Sena

Os prêmios costumam iniciar em, aproximadamente, R$ 3 milhões para quem acertar as seis dezenas. Dessa forma, o valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor.

Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de seis a 15 números do volante. O prêmio total da Mega-Sena corresponde a 43,35% da arrecadação. Deste valor:

  • 35% são distribuídos entre os acertadores dos seis números sorteados;
  • 19% entre os acertadores de cinco números (Quina);
  • 19% entre os acertadores de quatro números (Quadra);
  • 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos seis números nos concursos terminados em zero ou cinco; e
  • 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou cinco.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán pede demissão

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Ministro deixou cargo por razões políticas
Divulgação/Ministério da Economia da Argentina

Ministro deixou cargo por razões políticas

Depois de muitos meses de desgaste político, devido à crise que atravessa o governo de Alberto Fernández, o ministro da Economia, Martín Guzmán, renunciou ao cargo que ocupava desde o fim de 2019. Na tarde deste sábado (2), Guzmán postou no Twitter uma longa carta endereçada ao presidente.

“Com a profunda convicção e confiança em minha visão do caminho que a Argentina deve seguir, continuarei trabalhando e agindo por uma Pátria mais justa, livre e soberana”, disse ele na carta.

Ele ainda lista os avanços conquistados ao longo de 30 meses no governo, destacando o acordo para sanar o rombo da dívida externa externa, além das medidas adotadas no primeiro ano da pandemia e o crescimento da Argentina em 2021.

Agradece repetidamente ao presidente pela parceria e esforços, mas deixa claro que seu desembarque tem razões políticas.

“O momento pede que quem o Senhor designe assuma as rédeas do Ministério que até hoje tive a honra de comandar. Com base na experiência que tive, considero ser primordial que trabalhe em um acordo político dentro da coalizão governante para que quem me substituir, e que terá essa alta responsabilidade, conte com uma gestão centralizada e com os instrumentos de política macroeconômica necessários para consolidar os avanços descritos e fazer frente aos desafios que virão”, explicou.

Complementando que “isso ajudará a quem me suceder a levar adiante projetos condizentes ao progresso econômico e social com o apoio político que é necessário para que sejam efetivos”.

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Guzman, um economista da Ivy League de 39 anos que conduziu pesquisas na Universidade de Columbia pelo ganhador do Prêmio Nobel Joseph Stiglitz, perdeu o apoio este ano da ala de extrema esquerda da coalizão controlada pela vice-presidente Cristina Fernandez de Kirchner. Parlamentares leais a ela no Congresso votaram contra o acordo do FMI que ele negociou, embora o financiamento para o acordo tenha sido aprovado pelo legislativo com amplo apoio.

Kirchner x Fernández 

O momento em que o ex-ministro optou por tornar pública sua decisão coincidiu com o discurso que Cristina Kirchner fazia na cidade de Ensenada, na província de Buenos Aires, renovando suas críticas ao rumo econômico.

A renúncia de Guzmán é uma clara derrota política do presidente Alberto Fernández, em sua disputa permanente e cada vez mais pública e feroz com a vice-presidente. Há menos de um mês, em meio a pressões do kirchnerismo, Fernández afastou o ex-ministro da Produção, Matias Kulfas, que foi substituído pelo ex-embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli.

Tanto Kulfas como Guzmán vinham sendo questionados por Cristina e seus aliados, que culparam a equipe econômica pela derrota do governo nas eleições legislativas de 2021. Com a saída de Guzmán, enquanto os argentinos lutam contra a inflação elevada de mais de 60%, surgem sérias dúvidas sobre a sustentabilidade de Fernández, faltando um ano e três meses para as eleições presidenciais de 2023.

Fonte: IG ECONOMIA

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