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Opinião

Creci-MT – Seriedade, conquistas e 40 motivos para festejar

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BENEDITO ODÁRIO (*)

Os últimos movimentos politico-econômicos que se instalaram no País nos últimos anos, criando obstáculos e travando investimentos parecem estar se esvanecendo. O novo governo já anunciou a ampliação de carteiras de financiamentos imobiliários e a retomada de investimentos no setor, que importa na expectativa de tempos mais produtivos e o início do fim da estagnação nos negócios.

Mas esse é um pensamento coletivo, de conceito nacional. Neste momento, hoje, 27 de agosto, os corretores de imóveis de todo País, mormente de Mato Grosso, celebram 40 anos de ofício, desde a regulamentação da nossa profissão pelo decreto 6.530/78. O Creci-MT e todas as unidades federativas, com corretores de imóveis devidamente credenciados, habilitados e qualificados são a garantia, para a sociedade, de segurança, credibilidade e firmeza nas transações imobiliárias. Para os profissionais corretores de imóveis, o Creci representa o único instrumento que afiança reserva legal de mercado. Nas duas pontas, os motivos para comemorar são justos e tantos.

Há quatro décadas, os negócios imobiliários eram fechados nas esquinas, sem qualquer apoio legal. Alguns  “vendedores de lotes” eram honestos e zelavam pelo nome. A maioria não. A sociedade não confiava nessas pessoas. Mas o sonho cresceu: veio a organização, a ética como referência, as escolas profissionalizantes, as universidades, os cursos extensivos e de especialização, a pós-graduação, enfim … Hoje, o papel do Creci-MT é cuidar para que as transações imobiliárias, seja por corretores de imóveis, seja por empresas e incorporadoras, ocorram no clima de confiabilidade, da ética e seguindo regulamentações federais. Seguindo a lei, para ser mais exato.

Não poderia ser diferente. E a luta acobertada de glórias de tantos para o que o sistema Cofeci-Creci chegasse ao que é, hoje, tem razões sólidas. Afinal, para resumir, os corretores de  imóveis são o que se pode chamar de “realizadores de sonhos”, pois que é através desse profissional, e só através dele, que as pessoas conseguem materializar os seus projetos  da casa própria ou de investimentos em moradias.

Aqui em nossa casa, no Creci-MT da 19ª região, temos a informar que imprimimos uma nova dinâmica de trabalho, dando continuidade a bons projetos que recebemos, inovamos na política funcional do Conselho, fortalecendo a fiscalização, estendendo nossa atuação nas área de cursos médios e superiores e continuamos atentos para absorver e empregar tecnologia e métodos para o bem do corretor.  Também criamos ‘softerwares’ que facilitam o trabalho e acompanhamento administrativo e ganhamos agilidade, fundamos parcerias com prefeituras e interiorizamos nossa presença nos municípios, por via das delegacias ou não, a fim de atender da melhor maneira possível os profissionais corretores e empresas imobiliárias em todo o Estado.

Hoje, os desafios, disposição e vontade são igualmente os mesmos e bom tamanho, ainda que os cenários e  o tempo possam ser outros. O Creci-MT, a Casa do Corretor, é perene, já, nós, somos passageiros.

Nesse momento dos 40 anos da profissão, que se comemora nacionalmente, precisamos nos manter unidos, preparados para as adversidades e comprometidos, juntos e coesos, na seriedade, legalidade, amizade e respeito. Lembramos também aqueles que estiveram à frente do Creci-MT em gestões passadas, cada qual com sua importância, cada um com sua parcela de contribuição em variadas frentes.

Para os próximos anos, esperamos que essa mesma união continue a ser nossa bandeira; que o mercado reaja e nos dê uma direção de sucesso e bons negócios; que Deus não permita que o negativismo supere o ânimo e o nosso desejo de união. Neste ano, mais de três centenas de novos profissionais chegarão ao mercado, o que significa que nossa profissão é promissora e atrativa. Como se vê, ser corretor de imóveis é estar cheio de orgulho. Na condição de presidente do Conselho, com nossos companheiros da diretoria, nossa missão é trabalhar para sempre merecer, mais e mais, o crédito e confiança da nossa categoria e de toda  sociedade.

Parabéns corretores de imóveis!

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Benedito Odário é presidente reeleito do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso

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Opinião

JOSÉ ANTONIO LEMOS – Base aérea em Cáceres

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O presidente Jair Bolsonaro em sua “live” do último dia 19 trouxe o ministro da Justiça e o superintendente da Polícia Federal no Amazonas mostrando sua preocupação com a segurança das fronteiras brasileiras, não só em relação às drogas e armas, como em relação à saída de nossas riquezas naturais para o exterior.

Falou da recente instalação por seu governo de um radar em Corumbá (MS) visando detectar aeronaves suspeitas, em especial no pantanal. Lembro que em 2019, tão logo empossado, o secretário de Segurança de Mato Grosso anunciou que levaria este assunto ao governo federal, colocando na época inclusive a necessidade de instalação de uma base aérea na região, assunto capital para as cidades brasileiras e, em especial para as mato-grossenses.

A proposta da base aérea então levantada pela administração estadual é consistente pois Cáceres dispõe de uma pista de pouso subutilizada com 1.850 x 30m capaz de receber jatos, em posição estratégica aos 1.100 Km da fronteira bem como em relação ao Pantanal, que vem servindo de base receptora de cargas de drogas e armas lançadas por pequenos aviões ou vindas por terra mesmo. Seria o começo de uma revolução na segurança da fronteira e na vida de nossas cidades.

Recordo ainda que em 2009, entre os inúmeros casos semelhantes que se sucedem, a Polícia Federal apreendeu no Trevo do Lagarto um carregamento de armas modernas e poderosas destinadas ao Rio de Janeiro. O transportador informou que aquela era a terceira viagem desse tipo que fazia. Quantas outras cargas já teriam passado?

Na semana anterior fora apreendida uma enorme carga de cocaína e no mês anterior havia sido descoberta uma fazenda no pantanal usada para distribuição de drogas que chegavam por avião. Claro que essa situação já vinha de muito e certamente continua até hoje de diversas formas em volumes muito maiores, justificando a preocupação do presidente e seu ministro.

Problema básico das cidades brasileiras, a insegurança pública lhes impõe um quadro de medo e violência jamais visto. Aqui esta situação é fomentada e se agrava pelos tráficos de drogas, armas e veículos, que se articulam em poderoso esquema nacional e internacional submetendo aos seus interesses e caprichos povos do mundo inteiro, em especial os jovens. Como pensar em qualidade de vida urbana numa situação destas?

Jamais será elogiado o bastante o trabalho difícil e arriscado das polícias militar e civil do estado, Polícia Federal, polícias rodoviárias federal e estadual, e pelo Exército, bem como a importância do apoio governamental a essas ações terrestres na fronteira.

Mas, no nosso caso é forçoso lembrar que Mato Grosso é um dos únicos estados do Brasil a não dispor de uma Base Aérea. Mato Grosso do Sul, Rondônia e Goiás têm, e esta vizinha à de Brasília. É claro o absurdo desta situação considerando os 1.100 quilômetros de fronteira do estado, dos quais 700 em fronteira seca, e a equivalência de seu território a mais de 10% do território nacional.

O problema se agrava com as rotas dos traficantes migrando para o único “rombo” fronteiriço ainda existente e que fica aqui. Só a presença do brasão da Força Aérea Brasileira seria, sem dúvida, um poderoso elemento dissuasivo ao crime. Que fosse a princípio ao menos um destacamento, com uns drones e alguns Tucanos de prontidão.

Será que o presidente Jair Bolsonaro e seu staff pensam nesta situação aflitiva vivida pela gente de Mato Grosso, justo o estado líder nacional do agronegócio tão cantado e decantado por sua importância produtiva e exemplo de povo que não parou de produzir mesmo com a pandemia? Uma base aérea em Cáceres seria um projeto do grande interesse para todos os brasileiros pois a brecha em nossa fronteira é uma das principais fontes de abastecimento do crime em todo o Brasil.

José Antonio Lemos dos Santos é arquiteto e urbanista, é conselheiro licenciado do CAU/MT.

 

 

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – No segundo turno, vote no “menos pior”, mas vote!

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A soma da abstenção e dos votos nulos e brancos, que no resumo significam a desistência do eleitor em participar da eleição, é maior do que os votos dos primeiros colocados – a maior parte deles já eleita em primeiro turno – em 483 municípios brasileiros, entre eles 18 das 26 capitais que elegem prefeitos e vereadores. Em São Paulo, 3,6 milhões de eleitores  deixaram de comparecer, anularam o voto ou votaram em branco no ultimo dia 15. Isso significa mais do que a soma dos votos obtidos pelos dois concorrentes levados ao segundo turno, Bruno Covas (1.754.013) e Guilherme Boulos (1.080.736) mais o terceiro colocado, Márcio França (728.441 votos). O que está acontecendo com o nosso povo? O que estaria levando tantos cidadãos a abrir mão do seu direito de eleger o governante de sua cidade, estado ou até do próprio país?

Nas localidades com menos de 200 mil eleitores ou até nas maiores onde um dos concorrentes obteve mais de 50% dos votos, não há mais o que fazer. Quem não votou, anulou o votou em branco, ficou fora e, moralmente, não terá o direito de reclamar quando não concordar com as atitudes dos escolhidos. Mas nos 57 municípios onde haverá eleição de segundo turno, ainda há a possibilidade de regeneração da participação popular. É importante que o eleitor compareça e vote, se não tiver motivação para escolher um dos finalistas, que vá por exclusão, votando naquele que entender “menos ruim”. Questão de lógica.

Quando um contingente tão grande da massa eleitoral deixa de votar, o resultado da eleição resta enfraquecido, embora legitimado pela legislação eleitoral que, comodamente, ignora abstenção, brancos e nulos. Ele manifesta a vontade dos que votaram, mas não do eleitorado, já que significativa parcela dele foi omissa.

A multidão dos desinteressados acaba, ainda, por favorecer as posições extremadas e radicais – tanto à direita quanto à esquerda – que, insufladas por  idéias e pregações do meio, comparecem e votam nos seus representantes. É por isso que, em algumas situações, candidatos sem qualquer chance aparente, acabam despontando com possibilidade até de se elegerem. Isso é um mal porque, mesmo que cheguem ao poder, não terão a sustentação da maioria da população, que é aquela que deixou de comparecer às urnas.

O eleitor paulistano – e das demais 56 cidades que farão segundo turno de prefeito no próximo domingo – deve por a mão na consciência, recorrer ao pouco de cidadania que ainda deve lhe restar, comparecer e votar. Por pior que o faça, ainda será melhor do que ficar à margem do processo e deixar que os outros – especialmente os radicais – escolham quem vai nos governar durante os próximos quatro anos. Pensem nisso e votem…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                      

 

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