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Saúde

Covid: vacinação evitou ao menos 500 mortes por dia no início de 2021

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Vacinação contra Covid-19 evitou ao menos 500 mortes por dia nos meses iniciais de 2021, mostra pesquisa
Tomaz Silva/Agência Brasil – 17.01.2022

Vacinação contra Covid-19 evitou ao menos 500 mortes por dia nos meses iniciais de 2021, mostra pesquisa

Uma pesquisa realizada pela consultoria GO Associados a pedido da farmacêutica Pfizer estimou que a vacinação em massa, iniciada no final de janeiro de 2021, foi responsável por reduzir, ao menos, 500 óbitos de brasileiros por dia entre fevereiro e maio do mesmo ano.

A mesma pesquisa indica que, estendendo a lupa até o segundo quadrimestre de vacinação, a média de vidas salvas subiu para 600 por dia.

“Observando o conjunto do país, averiguamos como foi o avanço da vacinação em 2021. Percebemos um benefício concreto de salvamento de vidas ao longo do ano. É o que o nosso exercício de regressão descontínua (um modelo de análise matemática) mostra”, explica Gesner Oliveira, professor da Fundação Getúlio Vargas e sócio da GO Associados.

Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), presente na coletiva de imprensa organizada pela Pfizer, lembra que a progressão de vacinação brasileira seguiu o ritmo possível na época do início da imunização, quando havia poucas doses de vacina.

Ela ainda diz que mesmo num avanço mais lento que a vacinação em massa, a imunização claramente trouxe grandes ganhos ao país.

“Um fato real é que não havia vacina nem para o Brasil nem o mundo vacinar em massa. A vacinação é normalmente assim (iniciada pelos públicos prioritários). Veja, por exemplo a vacina meningocócica, começamos pelas crianças, porque são elas que mais são afetadas com maior taxa de incidência e de mortalidade”, diz Isabella.

A mesma pesquisa estende a lupa sobre o investimento nacional com a compra de vacinas. De acordo com informações do Tesouro Nacional, os pesquisadores apontam que o país previu gastar R$ 28 bilhões na compra de vacinas. Um valor que corresponde a 4% do total do gasto nacional de medidas de combate à pandemia. Outro braço do estudo mostra que cada R$ 1 investido em vacinas teve retorno de R$ 9 no PIB. “É muito raro encontrar uma ferramenta com esse grau de eficiência para controle da pandemia . A vacina combate a pandemia estimulando a economia ao restabelecer a circulação de pessoas”, afirma Gesner

Novas vacinas

Na mesma coletiva de imprensa a Pfizer informou que utilizará a tecnologia de sua vacina contra a Covid-19, o chamado RNA mensageiro para dois novos desenvolvimentos de vacina.

“Estamos recrutando (voluntários) para estudos. Uma delas é para influenza e outra para herpes-zoster, ambas na população adulta. Os “trials” (ensaios clínicos) começaram em dezembro para a vacina de zoster e fevereiro para influenza. Então são pontos ainda iniciais”, conta Julia Spinardi, líder médica de vacinas da Pfizer.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vacina contra o câncer tem resultados positivos na Inglaterra

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Vacina contra o câncer tem resultados positivos na Inglaterra
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Vacina contra o câncer tem resultados positivos na Inglaterra

Uma vacina personalizada contra o câncer que usa tecnologia semelhante ao imunizante contra a Covid-19 produziu resultados iniciais “realmente esperançosos”, de acordo com os pesquisadores do Clatterbridge Cancer Center, da Inglaterra.

O medicamento foi desenvolvido de forma individual dos pacientes, a partir do DNA de cada um deles. A vacina foi aplicada como complemento do tratamento convencional para câncer de cabeça e pescoço.

Esses dois tipos de câncer costumam ter chances elevadas de retornar aos pacientes. Mas dados do ensaio clínico realizado no Clatterbridge Cancer Center mostram que nenhum dos oito primeiros pacientes que receberam a vacina tiveram recaída, mesmo após vários meses.

No entanto, o câncer voltou em dois dos oito pacientes que não foram imunizados com a vacina. De acordo com os pesquisadores, os números são muito pequenos para tirar conclusões estatísticas definitivas.

O professor Christian Ottensmeier, consultor médico oncologista e diretor de pesquisa do Clatterbridge Cancer Center, disse à Sky News que está “cautelosamente otimista”.

“Estou realmente esperançoso, sim”, disse Ottensmeier. “Estou bastante animado com isso. Todos os dados estão apontando na direção certa”.

A vacina foi batizada de TG4050. Ela é desenvolvida pela empresa francesa Transgene usando tecnologia semelhante à que produziu a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca.

O medicamento da Transgene pega uma parte do DNA do tumor de um paciente individual, “recorta e cola” em um vírus inofensivo. Depois o vírus geneticamente modificado é injetado no corpo e atua no sistema imunológico destruindo as células cancerígenas ainda em um estágio inicial, antes mesmo que haja um nódulo.

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Fonte: IG SAÚDE

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A máscara branca da mulher da casa abandonada

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Casarão em São Paulo virou ponto turístico após história viralizar
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Casarão em São Paulo virou ponto turístico após história viralizar

No podcast “A mulher da casa abandonada”, Chico Felitti investiga a identidade de uma excêntrica senhora moradora de um casarão em ruínas em Higienópolis, um dos bairros mais caros de São Paulo.

Seu nome é Margarida Bonetti. Ela e o marido se mudaram para os Estados Unidos na década de 70 e, com eles, levaram uma brasileira para trabalhar como empregada do casal. Submeteram-na a um serviço análogo à escravidão, até que uma vizinha denunciou o casal à polícia dos EUA.

O marido de Margarida, Renê Bonetti, foi investigado, preso e pagou multas pelos crimes. [#spolier] Hoje está livre e trabalhando para uma empresa que tem relações com a NASA. Margarida conseguiu fugir para o Brasil e hoje mora sozinha numa casa sem esgoto e caindo aos pedaços.

Uma das excentricidades dela está na aparência. Margarida, além de roupas sujas e mal cheirosas, usa uma “pasta branca” cobrindo completamente o rosto. Esse é também um dos mistérios dessa figura sombria.

A pasta branca no rosto dela é provavelmente algum creme a base de óxido de zinco, substância muito usada em cremes para assaduras e também em filtros solares. Surfistas usam muito essa substância porque ela protege contra os raios solares de maneira muito eficiente além de não sair em contato com a água.

Muitas hipóteses são criadas, mas a mais provável é que ela seja portadora de alguma fotodermatose. Lúpus, urticária solar e erupção polimorfa à luz são alguns exemplos. Nessas doenças, a exposição solar é proibida e indicamos o uso de filtros solares com alto fator de proteção solar e amplo espectro (UVA, UVB e luz visível). Elas são muitas vezes conhecidas como alergia ao sol.

Podemos imaginar muitas justificativas para a máscara, inclusive a de que ela esteja se escondendo atrás da pasta branca. De qualquer modo é importante o alerta para que você procure um médico se observar qualquer alteração na pele após exposição ao sol. Os sintomas são diferentes de uma queimadura após um período longo de sol em praia ou piscina. Na maioria das vezes surgem de maneira repetida manchas vermelhas nas áreas expostas ao sol (rosto, colo e braços), as vezes coceira, descamação, placas, vergões e mal estar.

Fonte: IG SAÚDE

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