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Saúde

Covid: Rio exige vacinação completa ou teste de antígeno para eventos

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A prefeitura do Rio de Janeiro mudou as exigências para a realização de eventos com a presença de público na cidade, relaxando as regras em meio à melhora na situação epidemiológica da covid-19 no município.

O decreto nº 49.578, publicado na edição de hoje (14) do Diário Oficial do município, determina que o público, colaboradores, artistas, expositores e demais integrantes da produção em evento-teste devem “ter sido testado negativo nas 48 horas anteriores ao evento, por meio de pesquisa do antígeno de SARS-CoV-2 por swab ou ter esquema vacinal completo”.

O decreto anterior, do dia 26 de agosto, exigia o teste negativo junto com a comprovação da vacina contra a covid-19 com a primeira ou a segunda dose de acordo com o cronograma instituído pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em relação à idade.

Segundo o último boletim epidemiológico da prefeitura, divulgado na sexta-feira (8) pela SMS, nos três eventos-teste que já haviam completado o prazo de 14 dias para monitoramento do público presente, a taxa de incidência de casos de covid-19 foi, no máximo, seis vezes menor do que a incidência da doença no município para o mesmo período analisado.

Nos nove eventos-teste autorizados pelo Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa) e realizados até a semana passada, o máximo de testes positivos no público e entre trabalhadores foi de 1,1%, registrado no jogo Vasco e Cruzeiro em São Januário, no dia 19 de setembro, com seis pessoas entre as 549 testadas.

Em números absolutos, o maior número de testes positivos ocorreu no jogo Flamengo e Barcelona de Guayaquil, no Maracanã, em 22 de setembro, com 57 pessoas das 26.478, o que corresponde a 0,2% do público. As pessoas com testes positivos não puderam entrar no estádio.

Nas festas autorizadas, a comemoração de 15 anos no Copacabana Palace no dia 1º de outubro teve uma pessoa com teste positivo entre 558 (0,18%) e a do dia 2 não teve nenhuma. A Lucce Party, no Alto da Boa Vista, também no dia 2 de outubro, teve um teste positivo entre as 798 pessoas, o que equivale a 0,12% do total. Da mesma forma que nos jogos de futebol, quem testa positivo não pode participar do evento.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: eficácia da AstraZeneca/Fiocruz é comprovada contra a Delta

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A aplicação de duas doses da vacina AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), conferem alta proteção contra a variante Gama do vírus Sars-CoV-2, causador da covid-19, em pessoas acima dos 60 anos. É o que revela um estudo publicado hoje (28) na revista científica Nature Communications.

A Gama surgiu em Manaus, no fim de 2020, e foi responsável pela segunda onda da doença no Brasil, de fevereiro até junho deste ano. Atualmente, a variante de prevalência no país é a Delta, surgida na Índia.

O levantamento foi feito em São Paulo e mediu a proteção que a vacina oferece contra morte por covid-19. A pesquisa mostrou que a segunda dose eleva em cerca de 30% a proteção em relação à aplicação da primeira, com efetividade de 93,6%.

O estudo envolveu 20 pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos e da Espanha e foi coordenado pelo médico infectologista Julio Croda, da Fiocruz Mato Grosso do Sul. Croda explica que a pesquisa buscou fornecer dados sobre a eficiência da vacina em pessoas mais velhas, já que o envelhecimento causa uma perda natural na imunidade.

“Sabemos que os idosos têm a questão da imunossenescência [alterações do sistema imunológico provocadas pelo envelhecimento], mas essa análise nos maiores de 60 anos mostra que, mesmo no contexto da circulação da Gama, o esquema vacinal completo garante uma boa proteção. Daí a necessidade de buscar os faltosos, encontrar todo mundo que não completou o esquema vacinal e garantir que tomem as duas doses”.

Ensaios clínicos

O estudo foi feito após ensaios clínicos em outros países indicarem uma queda na efetividade da primeira dose das vacinas contra as novas variantes. A pesquisa foi feita com 61.164 pessoas e mostrou que 28 dias após a primeira dose, a efetividade contra a covid-19 sintomática era de 33,4%, sendo de 55,1% contra hospitalização e de 61,8% contra a morte entre idosos.

A medição feita 14 dias após a segunda dose mostrou que a efetividade vai para 77,9% contra a doença sintomática, 87,6% contra a hospitalização e 93,6% contra o óbito. Na população em geral, a efetividade da vacina AstraZeneca/Fiocruz é de 76% com a primeira dose para prevenção de doença sintomática.

Variante Delta

Segundo Croda, para medir a efetividade da vacina contra a variante Delta, serão necessários mais “dois ou três meses de predomínio”. Mas, segundo ele, tudo indica que a proteção com as duas doses se mantém. “Se houvesse uma mudança, a gente ia verificar um aumento de casos e a aceleração dos óbitos. E não estamos observando isso até o momento. O Rio foi epicentro da Delta, e a tendência é redução de hospitalização e morte. Acredito que as vacinas continuam funcionando para a Gama e a Delta”, diz o pesquisador.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Delta é responsável por 99,7% dos casos de covid-19 em São Paulo

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A variante Delta do novo coronavírus já é responsável por 99,7% dos casos de covid-19 na cidade de São Paulo. A análise foi feita a partir do sequenciamento genético do vírus em um estudo feito pela prefeitura em parceria com o Instituto Butantan, o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Adolfo Lutz.

Na última semana, foram confirmados 843 novos casos da doença causados pela variante Delta. Desde que a circulação da variante na cidade foi confirmada, em julho, foram registrados 4.077 casos causados pela Delta.

Segundo a prefeitura, a presença da variante não tem provocado aumento do número de novos casos da doença na cidade. 

Vacinação

Já foram aplicadas na cidade 19,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 8,2 milhões de primeira dose, 327,3 mil de doses únicas e 748,9 mil de doses de reforço. 

Na capital, o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, foi diminuído ete, agora, é de oito semanas. De acordo com a prefeitura, 200 mil pessoas na cidade precisam completar o ciclo de imunização com a vacina na cidade.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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