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Saúde

Covid no Brasil: testes positivos aumentam 163% em maio

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Taxa de testes positivos dispara 163% em maio
Reprodução: BBC News Brasil

Taxa de testes positivos dispara 163% em maio

A quantidade de casos de  Covid-19 voltou a crescer no Brasil diante do relaxamento de medidas restritivas, como o uso de máscaras. Essa piora no cenário epidemiológico já se traduz em unidades de saúde lotadas, com o aumento da procura por testes.

Levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) mostra que a taxa de exames positivos para a doença passou de 13% para 34,3% em maio — um salto de 163%.

Em números, 1.576 dos 10.506 realizados em 30 de abril deram positivo. O montante saltou para 5.418 das 10.338 amostras em 28 de maio — mais da metade das análises. Agora, o patamar atual remonta aos registros de fevereiro, pico da variante Ômicron.

“(Esse aumento) é reflexo direto do aumento da transmissão, e, em consequência, das infecções, em grande parte, infecções pela variante BA.2 (da Ômicron)”, avalia o virologista e epidemiologista do ITps, Anderson Brito. “Isso (o relaxamento de restrições), sem dúvidas, favorece a transmissão.”


Testes moleculares apontam que a maior parte das infecções se dá justamente pela BA.2, mais transmissível que a Ômicron original. O ápice foi de cerca de 90% das amostras analisadas em 21 de maio.

Ao todo, pesquisadores avaliaram resultados de 255.426 testes de RT-PCR, considerado o padrão-ouro para detectar o coronavírus, realizados pelos laboratórios Dasa, DB Molecular e HLAGyn. A maior parte dos dados provém das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vírus e bactérias originados na Amazônia podem causar 76 doenças

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Amazônia sendo desmatada
Sérgio Vale/Amazônia Real/Fotos Públicas

Amazônia sendo desmatada

A devastação da Amazônia ameaça à saúde pública global. Publicada hoje com destaque na revista Science Advances, uma pesquisa liderada por cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) alerta para o risco da emergência de epidemias e pandemias a partir do Brasil.

Revela, por exemplo, 173 tipos de patógenos (vírus, bactérias, vermes, parasitas, fungos) associados à caça e que podem causar ao menos 76 doenças em seres humanos. Ninguém está imune ao que acontece na Amazônia, mostra o estudo.

Os pesquisadores desenvolveram modelos para avaliar o risco de surgimento de zoonoses — as doenças transmitidas de animais para seres humanos — em cada estado brasileiro.

O risco existe em todo o Brasil, mas nenhuma região é tão vulnerável quanto a Amazônia, conclui o artigo. Ela abriga todas as condições para uma tempestade pandêmica perfeita. Tem a maior biodiversidade terrestre do mundo associada a taxas de desmatamento recordes — as maiores em 15 anos — e populações em cidades remotas e com baixo acesso a serviços de saúde.

Os pesquisadores destacam que o risco da emergência de doenças aumenta com a piora das condições ambientais e sociais do país. Segundo o estudo, os locais de maior risco de surtos são as cidades amazônicas remotas junto a áreas de desmatamento.

Muitas espécies de animais perdem o habitat devido ao desmatamento e se aproximam de povoações. Com isso, é rompido o equilíbrio na dinâmica que mantém vírus e outros patógenos na segurança da floresta.

“Caça e derrubada da floresta são inimigos letais de seres humanos”, afirma a primeira autora do estudo, Gisele Winck, do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios do IOC.

Apenas oito dos 27 estados brasileiros apresentam risco baixo de emergência de doenças infecciosas transmitidas por animais, mostra o estudo, chamado “Socioecological vulnerability and the risk of zoonotic disease emergence in Brazil” (Vulnerabilidade socioecológica e o risco de emergência de zoonoses no Brasil, em tradução livre).

As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste têm os maiores níveis de risco. Sudeste, risco médio. E Sul, baixo. O estudo revelou que plantar árvores e aumentar a cobertura vegetal de áreas urbanas reduz o risco de zoonoses.

“Essa é a primeira vez que se usa modelos estatísticos sólidos para analisar o risco de emergência de zoonoses. A partir de um modelo de avaliação que identifica diferentes interações entre os elementos que investigamos, observamos os processos que moldam o surgimento de zoonoses em cada estado brasileiro. Fica evidente que desmatamento e caça são graves problemas para a saúde pública. Conservar a floresta é proteger a saúde. Ninguém está imune ao que acontece na Amazônia”, afirma Winck.

Para fazer o estudo, os cientistas analisaram fatores como vulnerabilidade, exposição e capacidade de enfrentamento de doenças. Foram consideradas variáveis como espécies de mamíferos silvestres, perda de vegetação natural, mudanças nos padrões de uso da terra, bem-estar social, conectividade geográfica de cidades e aspectos econômicos.

Também autora do estudo, Cecília Andreazzi, do mesmo laboratório do IOC, observa que a Mata Atlântica, onde vivem cerca de 75% dos brasileiros, também tem imensa biodiversidade. Não à toa já foram identificados no bioma vírus como o Sabiá, causador de febre hemorrágica letal. Porém, a Amazônia está em maior risco porque é hoje vítima da maior pressão, sob intenso ataque de desmatamento, garimpo, caça e outras agressões ambientais.

“A Amazônia passa por intensa transformação, com abertura de novas frentes de desmatamento, agravamento da caça e garimpo. Tudo isso impacta na emergência e dispersão de patógenos”, enfatiza Andreazzi.

Amazônia e o crônico mal das queimadas

A carne de caça é um meio crítico para o “transbordamento” de patógenos de animais e causadores de doenças em seres humanos. Os cientistas descobriram 63 mamíferos que interagem com 173 patógenos que podem causar, pelo menos, 76 diferentes doenças. Todos estão associados à caça no Brasil.

Análises computacionais indicaram que as espécies mais caçadas no Brasil, como paca, gambá, tatu e capivara, estão associadas a patógenos que potencialmente causariam danos graves à saúde pública.

Caçadores funcionam como elos entre microrganismos da floresta e os centros urbanos, mostram cientistas. Eles podem carregar patógenos de doenças que, se não fosse isso, continuariam longe do ser humano, sob a guarda da floresta.

As cientistas explicam que a infecção de caçadores ocorre de várias formas. Na floresta, o caçador é exposto a picadas de mosquitos, carrapatos e outros vetores. Também pode se infectar por meio de cortes e até pequenos arranhões. Outra forma de contágio é o preparo e o consumo da carne de caça. Os cães de caçadores também podem ser contaminados e levar patógenos para fora da mata.

“Encontramos 76 doenças conhecidas, mas a Amazônia é imensa e apenas uma pequena parcela de sua biodiversidade foi estudada e muitos casos de doença não são notificados”, frisa Winck

Andreazzi acrescenta que de encefalite sem diagnóstico fechado, por exemplo, ficam invisíveis ao sistema de notificação. O mesmo acontece com febre hemorrágicas.

“Não existe rastreamento para febres hemorrágicas ou ação conjunta entre órgãos ambientais e de saúde. Enquanto isso, o desmatamento e a caça libertam patógenos que sequer conhecemos”, destaca Andreazzi.

Além do IOC, participaram do estudo cientistas de outras unidades da Fiocruz, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), da Faculdade Maurício de Nassau (Sergipe), da União Internacional para a Conservação da Natureza e das universidades portuguesas de Coimbra e de Aveiro.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Estudo identifica quem é mais vulnerável para a Covid longa

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Teste positivo para Covid-19
Reprodução: commons – 06/06/2022

Teste positivo para Covid-19

Entre as muitas faces da pandemia que a ciência ainda busca desvendar está a síndrome da Covid longa – nome dado à persistência de sintomas ligados à doença após o período de infecção. Estimativas sugerem que o quadro afeta de 10% a 30% das pessoas contaminadas pelo Sars-CoV-2, com sintomas como cansaço excessivo, tosse e problemas de memória e concentração.

Nesta semana, a publicação de dois novos estudos deve auxiliar no entendimento do problema. Um deles elenca fatores de risco para desenvolvimento do quadro: entre eles, ser mulher; ter entre 50 e 60 anos; ter asma ou ter obesidade. Já o outro indica uma causa para os impactos relacionados à respiração e à fadiga.

Saiba quem está mais vulnerável Publicado ontem na revista científica Nature Communications, o novo estudo que aponta os grupos mais suscetíveis a desenvolver o quadro chamado de Covid longa é um dos mais amplos já realizados para entender o perfil do paciente. Conduzido por pesquisadores do Reino Unido, o trabalho analisou dez estudos populacionais, além de dados de 1,1 milhão de britânicos diagnosticados com Covid-19 disponíveis em registros eletrônicos.

Os pesquisadores constataram que a proporção de pessoas que tiveram Covid-19 e ainda se queixavam de sintomas por ao menos 12 semanas após a infecção ficou entre 7,8% e 17%, enquanto de 1,2% a 4,8% contaram ter sinais “debilitantes”. Além disso, a incidência da síndrome em pessoas da faixa dos 60 anos, em comparação aos de 20 anos, foi quatro vezes maior.

Os cientistas da University College London concluíram que os grupos mais afetados pela síndrome são:

Mulheres; Pessoas entre 50 e 60 anos; Pessoas com saúde mental ou física fragilizada antes da pandemia; Pessoas com asma; Pessoas obesas.

Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido (ONS), cerca de dois milhões de britânicos foram afetados pela Covid longa. A maior incidência entre mulheres já foi alvo de outros trabalhos, inclusive sobre a síndrome em crianças e adolescentes.

Um deles, publicado na revista científica Current Medical Research and Opinion levantou a hipótese de que o risco maior pode estar associado a mudanças no sistema imunológico.

“As diferenças na função do sistema imunológico entre mulheres e homens podem ser um importante fator de diferenças sexuais na Covid longa. As mulheres montam respostas imunes inatas e adaptativas mais rápidas e robustas, que podem protegê-las da infecção inicial e da gravidade. No entanto, essa mesma diferença pode tornar o sexo feminino mais vulnerável a doenças autoimunes prolongadas “, escreveram os cientistas no estudo.

Causa para sintomas respiratórios e fadiga No Canadá, pesquisadores da Western University conduziram o maior estudo envolvendo imagens de ressonância magnética do pulmão sobre a Covid longa e descobriram uma causa para problemas respiratórios e fadiga persistente.

Para isso, os participantes do trabalho inalaram gás xenônio polarizado enquanto estavam dentro da máquina, uma técnica que ajuda a realçar os resultados do exame. Com isso, os cientistas conseguiram observar em tempo real a função dos até 500 milhões de sacos alveolares presentes no órgão, que são responsáveis ​​por fornecer oxigênio ao sangue.

Durante o processo, eles identificaram pela primeira vez anormalidades microscópicas que afetam a forma pela qual o oxigênio é passado do pulmão para as hemácias – células sanguíneas também chamadas de glóbulos vermelhos que transportam o oxigênio pelo corpo.

“O que vimos na ressonância magnética foi que a transição do oxigênio para os glóbulos vermelhos estava deprimida nesses pacientes sintomáticos que tiveram Covid-19 anteriormente, em comparação com voluntários saudáveis”, explica a professora Grace Parraga, pesquisadora de imagem pulmonar da Faculdade de Medicina da Universidade Western, em comunicado.

O estudo, publicado na revista científica Radiology, envolveu ainda outros exames de tomografia computadorizada, que apontaram para um “aparamento anormal” da árvore respiratória, indicando um impacto nos minúsculos vasos sanguíneos que levam as hemácias até os alvéolos para serem oxigenados. E esses impactos foram observados mesmo naqueles que tiveram infecções leves da doença.

“Para aqueles que apresentam os sintomas pós-Covid, mesmo que não tenham tido uma infecção grave para serem hospitalizados, estamos vendo essa anormalidade na troca de oxigênio através da membrana alveolar para os glóbulos vermelhos”, afirma Parraga.

Os participantes recrutados para a pesquisa relatavam falta de ar persistente por mais de seis semanas após a infecção, alguns chegando a um período de 35 semanas com os sinais. A dificuldade na oxigenação causada pela Covid-19 pode ser uma das causas para a fadiga excessiva associada à doença, apontam os pesquisadores.

Fonte: IG SAÚDE

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