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Saúde

Covid longa tem 3 tipos com sintomas diferentes, diz estudo britânico

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Covid longa tem três tipos com sintomas diferentes, mostra estudo britânico; saiba quais
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Covid longa tem três tipos com sintomas diferentes, mostra estudo britânico; saiba quais

Diversos pesquisadores ao redor do mundo conduzem estudos para melhor entender o quadro de persistência dos sintomas do novo coronavírus mesmo após a infecção chamado de Covid longa.

Os relatos são muitos, e agora pesquisadores do King’s College de Londres, no Reino Unido, definiram que os problemas pós-Covid podem ser enquadrados em três categorias diferentes, cada uma com manifestações distintas da doença.

Para ser caracterizada como Covid longa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que é preciso a permanência dos sintomas por ao menos 12 semanas, ou três meses. O novo estudo britânico, ainda não revisado por pares, foi publicado nesta semana na plataforma de pré-prints MedRxiv. O trabalho analisou informações de 1.459 indivíduos com o quadro, cujos dados estavam disponíveis pelo projeto ZOE Health, uma iniciativa britânica para monitorar os sintomas da Covid-19.

Eles concluíram que a Covid longa não é um problema homogêneo, ou seja, não se manifesta da mesma forma entre todos os pacientes e, por isso, o tratamento também deve ser individualizado. Para auxiliar nesse processo, eles enquadraram os relatos em três principais categorias: uma ligada aos sintomas neurológicos, outra aos respiratórios e a última aos que envolviam as demais queixas.

Confira as três categorias da Covid longa

Primeiro grupo: Composto pelo maior número de pessoas, é ligado aos sintomas neurológicos da doença. Engloba fadiga; névoa mental; dores de cabeça, dificuldades de concentração; perda de memória, entre outros. Foi também o mais comum entre os pacientes que se infectaram durante as ondas das variantes Alfa e Delta.

Segundo grupo: Ligado aos sintomas respiratórios, como falta de ar grave, tosse contínua e dores no peito que podem sinalizar danos no pulmão. Foi prevalente durante a primeira onda da Covid-19, com a primeira cepa do vírus e quando a população não estava vacinada.

Terceiro grupo: Reúne os demais sintomas persistentes da doença. Os relatos incluíram palpitações no coração, dores musculares e alterações na pele e no cabelo.

“Esses dados mostram claramente que a síndrome pós-Covid não é apenas uma condição, mas parece ter vários subtipos. Nossas descobertas coincidiram com a experiência das pessoas que vivem com a Covid há muito tempo. Compreender as causas desses subtipos pode ajudar a encontrar estratégias de tratamento. Além disso, esses dados enfatizam a necessidade de os serviços médicos para Covid longa incorporarem uma abordagem personalizada e sensível às questões de cada indivíduo”, defende a professora do Departamento de Genética e Epidemiologia da instituição e uma das autoras do estudo Claire Steves, em comunicado.

Os pesquisadores responsáveis pelo trabalho ressaltam ainda que há evidências de que a vacinação contra a Covid-19 além de proteger contra formas graves da doença também reduz o risco para quadros de Covid longa.

Eles explicam que, embora as três categorias tenham sido observadas durante as ondas por todas as variantes o Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, as diferenças na prevalência e no perfil de cada uma podem não ser pelas mudanças nas cepas em si, mas por outros fatores como disponibilidade de tratamentos e vacinas.

“Este é o primeiro estudo que analisa subgrupos de pacientes com perfis pós-Covid específicos e o efeito da vacinação, antes da infecção, no perfil de sintomas. Esses insights podem ajudar no desenvolvimento de diagnóstico e tratamento personalizados”, diz a professora da Escola de Engenharia Biomédica e Ciências da Imagem da King’s College de Londres, Liane Canas, também autora do estudo.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

SBD alerta para risco de diabetes gestacional e sequelas pós-parto

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Gestantes e o risco de ter diabetes
Reprodução: pixabay

Gestantes e o risco de ter diabetes

Um dos momentos mais especiais na vida de uma mulher pode se tornar um pesadelo se os cuidados devidos não forem tomados. Às vésperas do dia da gestante, comemorado nesta segunda-feira (15), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta para a diabetes mellitus gestacional, que afeta 18% das gestações no Brasil.

Condição temporária gerada pelas mudanças no equilíbrio hormonal durante a gravidez, a diabetes gestacional ocorre porque, em algumas mulheres, o pâncreas não funciona direito na gestação. Normalmente, o órgão produz mais insulina que o habitual nesse período para compensar os hormônios da placenta que reduzem a substância no sangue.

No entanto, em algumas gestações, o mecanismo de compensação não funciona, elevando as taxas de glicose.O problema pode causar complicações tanto para a mãe como para o bebê. No curto prazo, a doença pode estimular o parto prematuro e até a pré-eclâmpsia.

O bebê pode nascer acima do peso e sofrer de hipoglicemia e de desconforto respiratório. A diabetes gestacional normalmente desaparece após o parto, mas pode deixar sequelas duradouras. As mulheres com o problema têm mais chance de progredirem para a diabetes mellitus tipo 2.

As crianças também têm mais chances de desenvolverem a doença e de ficarem obesos. A doença pode acometer qualquer mulher. Como nem sempre os sintomas são identificáveis, a SBD recomenda que todas as gestantes pesquisem a glicemia de jejum no início da gestação e, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês). Elas também devem fazer o teste oral de tolerância à glicose, que mede a glicemia após estímulo da ingestão de glicose.As recomendações principais, no entanto, são o pré-natal e a alimentação saudável.

Quanto mais cedo o obstetra diagnosticar a doença e iniciar o tratamento, menores as chances de a mãe e o bebê sofrerem alguma complicação no curto e no longo prazo. Além do controle das glicemias capilares, o tratamento da diabetes gestacional consiste num estilo de vida mais saudável, com atividade física e alimentação regrada. As refeições devem ser fracionadas ao longo do dia.

As gorduras devem dar lugar às frutas, verduras, legumes e alimentos integrais. Se não houver contraindicação do obstetra, exercícios físicos moderados também devem fazer parte da rotina.Na maior parte das vezes, esses cuidados dispensam a aplicação de insulina. Se, ainda assim, os níveis de glicose continuarem altos, o médico pode indicar a substância.

A SBD alerta que as mulheres diabéticas tipo 1 ou 2 que engravidam não são consideradas portadoras de diabetes gestacional porque essa doença só aparece após o início da gravidez. As mulheres com altos níveis de glicemia na gestação devem fazer um novo teste de sobrecarga de glicose seis semanas depois de darem à luz.

Em todo o mundo, o problema afeta cerca de 15% das gestações, segundo a International Diabetes Federation, o que representa 18 milhões de nascimentos por ano. No entanto, a prevalência varia conforme a região, indo de 9,5% na África para 26,6% no Sudeste Asiático. No Brasil, estima-se que a prevalência é de 18%.

Para prevenir a doença, as mulheres devem prestar atenção a fatores de risco: história familiar de diabetes mellitus; glicose alterada em algum momento antes da gravidez; excesso de peso antes ou durante a gravidez; gravidez anterior com feto nascido com mais de 4 quilos; histórico de aborto espontâneo sem causa esclarecida; hipertensão arterial; pré-eclampsia ou eclampsia em gestações anteriores; síndrome dos ovários policísticos e uso de corticoides.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Monkeypox: Moraes será relator de pedido que cobra ação do governo

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O ministro do Supremo, Alexandre de Moraes
Reprodução

O ministro do Supremo, Alexandre de Moraes

O ministro do Supremo Tribunal (STF) Alexandre de Moraes foi sorteado como relator de ação em que o PSB solicita que o governo federal apresente um plano nacional para conter o avanço da varíola dos macacos (ou monkeypox) , baseado em critérios técnicos e científicos.

O partido também quer que a Corte autorize estados, municípios e Distrito Federal a determinarem a vacinação compulsória a pessoas de grupos de risco, além de exigir passaporte vacinal — caso semelhante ao da covid-19.

A legenda também pede que o governo não divulgue notícias falsas sobre a doença e nem aprove tratamentos sem aval da ciência. Além disso, pede medidas de prevenção à varíola dos macacos na população LGBTQIA+ que seria potencialmente mais vulnerável — até o momento, a maioria dos casos tem se concentrado em homens que fazem sexo com homens (HSH).

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental foi assinada pelo deputado federal Israel Batista (PSB-DF) na última quinta-feira. De acordo com o partido, há “inércia” do governo federal para o enfrentamento da doença, elevada à categoria de emergência em saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS) :

“Apesar da disseminação da varíola dos macacos, há total inércia por parte da União Federal sobre o tema, inexistindo, até o presente momento, um Plano Nacional eficiente e operacional, endossado por autoridades sanitárias e científicas, no intuito de coordenar esforços contra a potencial epidemia de Monkeypox. Aliás, frise-se que, nesse sentido, o Governo Federal determinou, inclusive, o fechamento da Sala de Situação para monitoramento da monkeypox ”, diz o texto.

Como O GLOBO mostrou no fim de julho, faltava gestão coordenada do governo federal para barrar a transmissão. Depois, o Ministério anunciou a compra de 50 mil doses de vacina e do antiviral tecovirimat para testes clínicos contra monkeypox por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), representante da OMS nas Américas.

Segundo o anúncio oficial da pasta, o primeiro lote, de 20 mil doses de imunizantes, deve chegar ao Brasil em setembro, tendo profissionais de saúde e pessoas que tiveram contato com infectados como públicos-alvo.

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Fonte: IG SAÚDE

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