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Saúde

Covid: 4ª dose aumenta em 71% eficácia contra mortes entre idosos

Publicado

Ministério da Saúde recomenda a quarta dose da vacina contra a Covid-19
Tânia Rêgo/Agência Brasil – 25.02.2021

Ministério da Saúde recomenda a quarta dose da vacina contra a Covid-19

Uma  quarta dose da vacina contra a Covid-19 para idosos acima de 80 anos eleva a proteção contra mortes em 71%, mostra um novo estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health. Conduzida por pesquisadores da Universidade de Umeå, na Suécia, a análise mostrou que o segundo reforço — aplicado a partir de janeiro deste ano, durante prevalência da variante Ômicron — aumentou a eficácia contra óbitos por pelo menos cinco meses, em comparação com o grupo de apenas três doses.

Os responsáveis pelo estudo avaliaram dados de 394.104 idosos da faixa etária, metade tendo recebido apenas o primeiro reforço e a outra metade completado quatro doses das vacinas. A maior proteção constatada no segundo grupo apresentou uma queda após os dois primeiros meses, mas permaneceu alta: 54% superior à conferida pelas três doses. A eficácia foi observada até pelo menos 143 dias da aplicação, ou seja, quase cinco meses. No país, foram utilizados imunizantes com a tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), desenvolvidos pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna.

Além da população geral dos mais idosos, os pesquisadores avaliaram o impacto da quarta dose especificamente em 24.524 em residentes de instituições de longa permanência (ILPI). Em média, esse público tinha 86 anos, porém a maioria diagnosticada com problemas de saúde subjacentes. Nesse público, embora menor, também foi observado um aumento na proteção contra os óbitos pela Covid-19.

Durante os dois primeiros meses, constatou-se uma eficácia 39% superior em comparação ao esquema de três doses entre os residentes de ILPIs. Depois desse período, a proteção também caiu, para 27%, mas se manteve por pelo menos 126 dias após a aplicação, cerca de quatro meses.

No público geral acima de 80 anos, os pesquisadores destacaram ainda que um intervalo de mais de quatro meses entre a terceira e a quarta dose conferiu uma mudança maior na eficácia, de 79%. Eles sugerem que isso acontece porque a proteção conferida pelas três doses também cai nos meses subsequentes da aplicação, e estaria mais baixa após os quatro meses, por isso a variação mais acentuada com o segundo reforço. Para eles, o fato indica benefícios de intervalos mais curtos entre as doses.

“Em comparação com uma terceira dose, uma quarta dose de uma vacina de RNAm para a Covid-19, administrada durante a era da (variante) Ômicron, foi associada à redução do risco de morte por todas as causas em residentes de ILPIs e em idosos durante os primeiros dois meses, após os quais a proteção tornou-se ligeiramente inferior. Esses achados sugerem que uma quarta dose pode prevenir a mortalidade prematura nos mais velhos e frágeis, mesmo após o surgimento da variante Ômicron , embora o momento da vacinação pareça ser importante em relação ao leve declínio observado após dois meses”, escreveram os pesquisadores da Universidade de Umeå no estudo.

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a aplicação da quarta dose da vacina contra a Covid-19 para todos os adultos acima de 40 anos , além de trabalhadores de área da saúde e imunossuprimidos a partir de 18 anos. A orientação é que o segundo reforço seja feito com as vacinas da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, quatro meses após a aplicação da terceira dose.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Em meio a novo surto na China, peixes vivos são testados para Covid

Publicado

BBC News Brasil

Até peixes vivos são testados para covid em meio a novo surto na China
Kerry Allen – BBC Monitoring

Até peixes vivos são testados para covid em meio a novo surto na China

Kerry Allen – BBC Monitoring

Mais de cinco milhões de pessoas tiveram que ser submetidas a testes de covid-19 na cidade costeira de Xiamen, na China, depois que cerca de 40 casos do vírus foram detectados nesta semana.

As pessoas não foram as únicas a serem testadas: um aviso oficial afirma que algumas formas de vida marinha também devem ser incluídas na onda de testes em massa.

Nas últimas semanas, o comitê distrital de Controle de Pandemia Marítima de Jimei, em Xiamen, emitiu um aviso dizendo que, quando os barcos retornarem aos portos, “tanto os pescadores quanto seus peixes e frutos do mar devem ser testados”.

O resultado foi que, em meio a esse último surto, imagens de vídeo apareceram em várias plataformas de mídia social, incluindo a Douyin — a versão local do TikTok na China — mostrando profissionais de saúde fazendo testes do tipo PCR em peixes e caranguejos vivos.

‘Não é o único lugar que faz isso’

Embora isso possa parecer incomum, não é a primeira vez que peixes vivos são testados para covid-19.

Um funcionário do Departamento Municipal de Desenvolvimento Oceânico de Xiamen disse ao jornal South China Morning Post que o governo aprendeu “muitas lições” de Hainan — que está passando por um grave surto da doença.

O servidor afirmou que o surto naquela província pode ter sido desencadeado pela compra e venda de frutos do mar e peixes entre pescadores locais e seus colegas no exterior.

A província de Hainan, no sul da China, uma região costeira como Xiamen, registrou mais de 10 mil casos de covid-19 desde o início de agosto, e as autoridades disseram acreditar que esse surto provavelmente está ligado à comunidade pesqueira.

A mídia chinesa há muito tempo expressa preocupações de que a vida marinha possa ter ligações com o coronavírus. O primeiro surto de covid-19 foi rastreado em um mercado de animais vivos e frutos do mar na cidade de Wuhan.

Uma pessoa em roupa protetiva azul segura cotonetes próximo à boca de um panda

iPanda
Até pandas foram testados para covid-19

Embora seja improvável que os frutos do mar sejam hospedeiros do vírus, muitos dos surtos na China estão ligados a trabalhadores portuários, pessoas que lidam com produtos congelados ou trabalhadores de mercados de pescados.

Em junho de 2020, um desses surtos em Pequim provocou pânico. A mídia estatal disse que o vírus da covid-19 foi detectado em tábuas usadas para cortar salmão importado. Isso não apenas levou restaurantes e supermercados a retirar o salmão de suas prateleiras, mas também interrompeu as importações.

O pânico se espalhou por todo o país, com medo generalizado sobre a ingestão do peixe.

Os peixes não são os únicos bichos a serem testados para covid-19 durante o esforço da China para eliminar o vírus nos últimos dois anos.

Em maio, a mídia oficial divulgou imagens de um hipopótamo sendo testado em uma reserva natural em Huzhou, leste de Zhejiang, dizendo que era necessário que o bicho fosse testado duas vezes por semana.


Também há vídeos nas mídias sociais chinesas mostrando cachorros, gatos, galinhas e até pandas fazendo testes do tipo PCR.

O motivo citado pela mídia estatal para os testes é para “garantir a segurança dos animais” e dos visitantes dos locais em que os bichos vivem.

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62583362


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Anvisa dispensa registro de vacinas para varíola dos macacos

Publicado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, nesta sexta-feira (19), a dispensa de registro para importação de medicamentos e vacinas destinados à prevenção ou ao tratamento da varíola dos macacos. Na prática, a resolução simplificará a análise documental e facilitará o acesso da população brasileira aos medicamentos ou vacinas para tratamento ou prevenção da doença, diante da situação de emergência de saúde pública de importância internacional declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo decisão, a norma, que terá caráter excepcional e temporário, permitirá que o Ministério da Saúde solicite à agência a dispensa de registro de medicamentos e vacinas que já tenham sido aprovados para prevenção ou tratamento da varíola dos macacos por autoridades internacionais especificadas na respectiva resolução.

“É importante deixar claro que a Anvisa está exercendo seu papel de agência reguladora. A dispensa de registro é um ato regulatório. E esse ato não significa a aprovação tácita do que vier. Diante de mais um desafio, estamos utilizando uma ferramenta que faz parte do exercício pleno de nossa função”, disse o diretor presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra até o momento 3.450 casos confirmados de varíola dos macacos. Os estados de São Paulo (2.279), Rio de Janeiro (403), Minas Gerais (159) e o Distrito Federal (141) lideram o ranking de casos no país.

Condições

A agência ressalta que as condições do medicamento ou da vacina, em caso de importação, devem ser as mesmas aprovadas e publicizadas pelas respectivas autoridades reguladoras. “O medicamento ou vacina deve ter todos os locais de fabricação, incluindo linhas e formas farmacêuticas, aprovados por autoridades reguladoras integrantes do Esquema de Cooperação em Inspeção Farmacêutica (PIC/S)”, destacou a agência.

A norma prevê também um rito simplificado semelhante ao modelo já adotado para as importações por meio do Covax Facility, a aliança internacional formada para acelerar o desenvolvimento, a produção e a distribuição de vacinas contra a covid-19. O pedido de dispensa de registro será avaliado, com prioridade, pelas áreas técnicas da Anvisa e a decisão deverá ocorrer em até 7 dias úteis.

Os grupos vulneráveis e prioritários para uso do medicamento ou vacina ficarão a critério do Ministério da Saúde. A pasta também fará o monitoramento dos medicamentos ou vacinas importados e gerenciará as orientações para notificações de eventos adversos e queixas técnicas e as orientações aos serviços de saúde. Outra atribuição do Ministério da Saúde será assegurar que os medicamentos ou vacinas atendam às condições aprovadas pela autoridade sanitária internacional, garantindo que as vacinas somente sejam utilizadas após a liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

A diretora relatora da matéria, Meiruze Freitas, ressaltou que a Anvisa acompanhará as discussões sobre farmacovigilância e os estudos de efetividade junto à OMS e às autoridades reguladoras internacionais.

Referências internacionais

Pela decisão de hoje serão consideradas as aprovações de medicamentos ou vacinas emitidas pelas seguintes autoridades internacionais:

Organização Mundial da Saúde (OMS)
Agência Europeia de Medicamentos (EMA)
Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA/EUA)
Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA /UK)
Agência de Produtos Farmacêuticos e Equipamentos Médicos/Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar do Japão (PMDA/MHLW/JP)
Agência Reguladora do Canadá (Health Canada)

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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