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Saúde

Covid-19: São Paulo ultrapassa a marca de 3 milhões de testes realizados

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São Paulo
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Vice-governador do estado trouxe novas informações sobre a testagem contra a Covid-19

Nesta sexta-feira (13), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeiras na capital paulista, o vice-governador do estado, Rodrigo Garcia, divulgou que São Paulo ultrapassou a marca de 3 milhões de testes realizados desde o início da pandemia da Covid-19 .

Segundo informações do governo de São Paulo , o aumento de testagem foi de quase 3000% entre os meses de março, quando eram feitos cerca de 1,3 mil exames por dia, e julho, quando o total diário atingiu a marca de 40 mil.

O balanço apresentado aponta 3.034.650 exames processados até o dia 12 de agosto. Desse total, 41,6 mil foram realizados em março; 150,8 mil em abril; 438,1 mil em maio; 867,8 mil em junho e 1,2 milhão em julho.

“Os números são resultados do esforço do governo do estado de ampliação da política de testagem em parceria com os laboratórios privados e também com os municípios, que receberam insumos e orientações para a realização dos seus testes. Assim, São Paulo se equipara aos países do mundo que mais testaram e isso é fundamental na nossa estatégia de combate à pandemia”, disse Garcia.

A análise foi confirmada pelo secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, que ressaltou a importância de uma maior testagem para a diminuição das internações e da ocupação dos leitos de UTI.

“Nossas testagens estão abordando indivíduos com sintomas leves que não foram para a rede de internação, bem como a realização a pesquisa para os seus contactantes, fazendo dessa maneira um bloqueio da evolução da doença. A cada 15 pessoas, uma já foi testada. Continuaremos a ampliar o número de testes a serem realizados pela rede estadual, seja pelo Instituto Adolfo Lutz ou Instituto Butantan, para que, já na próxima semana, a capacidade de teste seja de 100 a cada 100 mil habitantes. Isso supera diversos países da Europa em termos de testagem”, afirmou o secretário.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

1 milhão de mortos por covid-19: coronavírus se espalha sem sinais de parar

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BBC News Brasil

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Reprodução: BBC News Brasil

Hospital de clinicas de SP
Reuters
Casos e mortes seguem em alta no mundo, e ainda não perspectiva certa sobre vacina contra covid-19

O mundo atingiu nesta segunda-feira (28/9) a impressionante marca de 1 milhão de mortos por covid-19 — uma doença que foi detectada pela primeira vez oficialmente no final do ano passado na China e que atingiu o status de pandemia global em março deste ano.

O dado é baseado em estatísticas reunidas pela universidade americana Johns Hopkins , que registrava precisamente 1.000.555 óbitos até as 21h47 de segunda-feira em Brasília. Mas a maioria das autoridades acredita que os números reais de casos e de mortes por coronavírus são muito maiores — e que a marca de 1 milhão de mortos já foi superada há várias semanas.

Desde o começo da doença, 33 milhões de casos de coronavírus foram registrados oficialmente no mundo — o que inclui pessoas atualmente doentes, pessoas que morreram e aqueles que se recuperaram.

Apesar de existir em alguns lugares uma sensação de que a pandemia está de alguma forma sob controle — com o fim da quarentena em diversos países e a retomada de grande parte das atividades econômicas — as estatísticas mostram que o coronavírus continua tão contagioso e tão letal como estava no começo da pandemia.

Primeira onda ainda

Em alguns países e cidades, fala-se em “segunda onda”, com os números voltando a subir em agosto e setembro, depois de uma queda nos meses anteriores.

Mas do ponto de vista global, o mundo ainda vive a primeira onda da doença.

No último dia 24 de setembro, o mundo registrou 360 mil casos novos de coronavírus em um só dia, de acordo com dados da Johns Hopkins. Foi o recorde diário nas estatísticas da universidade desde o começo da pandemia.

O número de casos diários de covid-19 no mundo todo é hoje mais que três vezes maior do que a média diária de abril, período em que o Brasil, Europa e Estados Unidos, entre outros lugares no mundo, começaram a enfrentar medidas duras de quarentena.

Ou seja: o planeta nunca conseguiu diminuir a média diária de casos novos de coronavírus — ou “baixar a curva”, como falam os especialistas —, e a pandemia segue em aceleração.

Já com as mortes, houve uma desaceleração nos meses de maio e junho. Mas a quantidade de pessoas morrendo por covid-19 está crescendo de novo no planeta.

Nos últimos 30 dias, em média, 5,3 mil pessoas morreram diariamente de covid-19 no mundo. Esse número é inferior à média diária de abril (6,3 mil) mas superior ao que era registrado em junho (4,4 mil casos por dia).

Brasil no ‘top 4’ duas vezes

A covid-19 está presente na maioria dos países do mundo, mas apenas quatro deles concentram mais de 50% do 1 milhão de mortes: Estados Unidos, Brasil, Índia e México.

O mesmo padrão acontece em relação ao número de casos: mais de 50% dos 33 milhões de casos de coronavírus registrados no mundo foram em apenas quatro países: Estados Unidos, Índia, Brasil e Rússia.

No Brasil, houve desaceleração no número de casos e mortes por covid-19, que haviam atingido seu pico na última semana de julho. Ainda assim, o país segue em um platô alto, próximo aos mesmos níveis registrados em junho.

A covid-19 já matou mais gente no Brasil este ano (141 mil pessoas) do que homicídios e acidentes de trânsito somados (110 mil pessoas) mataram em 2017, último ano com registros atualizados.

O mundo segue sem vacina contra o vírus. Atualmente 11 experimentos estão na terceira fase de testes, em que a substância é testada com uma grande quantidade de pessoas.

China e a Rússia já aprovaram vacinas para o uso limitado nos seus países, sem esperar ainda o resultado dos exames da fase três — o que muitos especialistas dizem ser arriscado.


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

SP: reabertura de escolas amplia risco de covid-19 para 340 mil idosos

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A aposentada Maria Elisa Victorino Geraldo, de 72 anos, divide a casa onde mora, na zona leste da capital paulista, com a mãe, Dinah de Rossi Victorino, de 94 anos, a filha e as netas. Ela é uma dos cerca de 340 mil idosos da cidade que coabitam com crianças e adolescentes em idade escolar.

Com a pandemia de covid-19 e a discussão sobre o retorno às aulas presenciais em São Paulo, Maria Elisa teme estar mais exposta ao novo coronavírus quando as crianças voltarem a frequentar a escola.

“Tememos muito o retorno às aulas. Tenho diabetes e minha mãe tem enfisema pulmonar. Aqui em casa temos duas crianças em fase escolar, Francesca, de 14 anos, e Antonella, de 12 anos. Elas devem permanecer em casa, nas aulas online, se isso for opcional até o fim da pandemia. Caso contrário, minha filha, mãe delas, verá como poderá ser feito esse processo”, admite a aposentada.

“Nosso maior medo, além do que já conhecemos da potência do vírus através de reportagens, é que os médicos sempre descobrem novos sintomas e sequelas, ou seja, ainda temos desconhecimento do que o vírus realmente pode causar a curto e a longo prazo, fora o perigo de morte”, completou Maria Elisa, que mora na Vila Prudente.

O casal de aposentados Luís Pinheiro Silva, de 69 anos, e Miriam Cristina Borges Pinheiro, de 67 anos, também mora com os netos e teme o retorno das crianças à escola. Para Luís, a volta às aulas só deveria ocorrer depois da descoberta da vacina contra o novo coronavírus e da imunização de todos.

“Se reabrirem as escolas, sem garantia nenhuma, porque não foi feita a vacina, quem pode dizer que a criança vai manter 1,5m longe um do outro se, no dia a dia, ninguém faz isso, nem dentro do supermercado, nem shopping! A criança pode se contaminar e transmitir para seus familiares, principalmente para os avós, então não acho certo voltar agora. Creio que deveria voltar sim, depois que tiver uma vacina para todos”, disse o avô de Luiz Gustavo, de 8 anos, e de Kethlyn Cristiana, de 6 anos, moradores do Jardim Marília, também na zona leste.

Até este momento, a prefeitura de São Paulo liberou, a partir de 7 de outubro, as aulas presenciais para alunos do ensino superior ou para atividades extracurriculares do ensino infantil, fundamental e médio,.

A volta às aulas das escolas públicas e particulares ainda não tem data definida. O prefeito disse que está sendo avaliada a possibilidade de os estudantes voltarem a partir de 3 de novembro.

Coabitação

Idosos na região central de Brasília.Idosos na região central de Brasília.

Mais de 20% dos idosos da cidade de São Paulo moram em casas com jovens em idade escolar. – Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

De acordo com a professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) Yeda Duarte, mais de 20% dos idosos da cidade de São Paulo moram em casas com jovens em idade escolar. Um fato que, segundo ela, precisa ser levado em conta ao se discutir o retorno das aulas presenciais.

O alerta foi feito durante o webinar “Covid-19, 60+: que epidemia é essa?”, promovido pela Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo) em parceria com o Canal Butantan. A íntegra do evento pode ser assistida no YouTube.

“Estamos falando de aproximadamente 340 mil idosos em contato próximo com crianças e adolescentes que vão retornar à vida normal, podem ser [portadores do SARS-CoV-2] assintomáticos e vão trazer essa contaminação para dentro de casa”, disse a pesquisadora.

Pesquisa

Com o apoio da Fapesp, a professora coordena, desde 2000, o Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE), que busca avaliar periodicamente as condições de vida de moradores do município de São Paulo com 60 anos ou mais. O dado apresentado no seminário foi extraído da edição mais recente, conduzida entre 2015 e 2017 com 1.236 participantes selecionados para representar o perfil da população idosa da capital.

Nos últimos meses, em parceria com pesquisadores do Instituto Butantan, a equipe do SABE tem investigado como a covid-19 vem afetando esse grupo de voluntários. Além de entrevistas por telefone para avaliar o impacto da doença e do isolamento social, foram feitos exames sorológicos (para buscar a presença de anticorpos contra o novo coronavírus) em 310 idosos e em todas as pessoas com quem eles mantêm contato frequente.

No caso de indivíduos que apresentaram sintomas suspeitos nos 15 dias que antecederam a coleta, também foi feito o teste de RT-PCR (que detecta o RNA do vírus e é o principal método de diagnóstico da covid-19).

Dados preliminares do SABE-COVID (80% dos resultados tabulados) apontam uma soroprevalência de 4,5% entre os idosos avaliados. Entre seus principais contactantes o percentual foi mais que o dobro: 9,6%.

“O maior número de reagentes está entre os contactantes e essa é uma questão importante quando se fala em retomar as atividades normais. Os idosos estão nas suas casas e, na maioria das vezes, cumprindo o distanciamento social. Mas estão sendo contaminados pelas pessoas que continuam circulando pela cidade e trazem o vírus de fora para dentro”, afirmou Yeda.

A maioria dos casos e os dois únicos óbitos registrados no grupo de estudo ocorreram na zona sul da cidade, em bairros como Campo Limpo, Jardim Ângela e Jardim São Luís. Na sequência estão Pirituba, Freguesia do Ó (ambos na zona norte), Aricanduva e Artur Alvim (na zona leste).

Segundo Yeda, a maior soroprevalência em bairros periféricos tem relação com as condições de moradia nesses locais. “Há, por exemplo, um maior número de pessoas vivendo na mesma casa. Esse aspecto da desigualdade social precisa ser considerado ao se definir a flexibilização das medidas de controle e os grupos prioritários para vacinação”, destacou.

Infectados em casa

Uso de máscara para proteção contra o novo coronavírus.Uso de máscara para proteção contra o novo coronavírus.

Uso de máscara para proteção contra o novo coronavírus. – Ricardo Wolffenbuttel/Governo de SC

Dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), apresentados no evento pelo médico Paulo Rossi Menezes, membro da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da Secretaria Estadual da Saúde, corroboram a avaliação de que a maioria das contaminações entre os idosos ocorreu em casa.

“Após ser introduzida a obrigatoriedade do uso de máscaras, no mês de maio, houve uma inflexão dramática nas curvas de internação e de mortalidade por síndrome respiratória aguda grave [SRAG] associada à covid-19 na capital e na Grande São Paulo. Mas isso quando se olha a população como um todo”, afirmou.

“Já quando se olha apenas as curvas das pessoas com 60 anos ou mais o padrão é totalmente distinto. O crescimento não se interrompe quando a máscara é introduzida e se mantém até o fim de junho. Isso reforça a ideia de que os idosos estão sendo infectados dentro de suas casas. As pessoas que moram com eles saem às ruas de máscara, mas tiram a proteção ao retornar”, explicou.

Segundo Menezes, os casos confirmados de covid-19 no estado de São Paulo estão concentrados na faixa de 30 a 50 anos de idade, à qual pertence boa parte dos indivíduos que continuaram trabalhando no período de quarentena.

No entanto, os idosos representam três quartos das mortes confirmadas. Desses, 83% tinham uma ou mais doenças crônicas, sendo as principais cardiopatias (52,4%), diabetes (36,5%) e doenças neurológicas (10,4%). Entre as pessoas com mais de 60 anos que precisaram ser internadas após contrair o vírus, 42% evoluíram para óbito.

Genética

Na busca por fatores genéticos que podem aumentar ou diminuir o risco de morrer em decorrência da infecção pelo novo coronavírus, a geneticista Mayana Zatz , coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP, já encontrou sete centenárias que tiveram contato com a covid-19 e desenvolveram apenas sintomas leves ou se mantiveram assintomáticas.

“Para identificar os genes de risco e de proteção resolvemos focar nos extremos. Estamos coletando amostras de pessoas que morreram após contrair a doença e de idosos resistentes. Algo que nos surpreendeu foi a existência de casais discordantes, ou seja, em que apenas um dos cônjuges teve a doença. Achávamos que era algo raro, mas recebemos mais de 800 e-mails com esse tipo de relato. Já coletamos amostras de 100 casais e vimos que a maioria dos assintomáticos tem sorologia negativa e 65% são do sexo feminino”, contou.

O passo seguinte será sequenciar o genoma dos centenários e nonagenários resistentes à covid-19, contou a pesquisadora. “Podemos reprogramar células do sangue dessas pessoas para criar linhagens de diversos tecidos, infectar as células em laboratório e ver como o vírus se comporta. Isso nos permitirá entender o mecanismo genético da infecção.”

Também participou do webinar o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, que apresentou resultados parciais dos testes da vacina CoronaVac em voluntários com mais de 60 anos. Segundo o pesquisador, os dados indicam um “excelente perfil de segurança” do imunizante, desenvolvido pela empresa chinesa Sinovac Biotech.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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