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Saúde

Covid-19: população ainda não tomou segunda dose de reforço

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A população do Rio de Janeiro não aderiu em massa à dose de reforço da vacina contra a covid-19. Segundo os dados do painel da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), entre as pessoas com 50 anos ou mais, apenas 47% tomaram a segunda dose de reforço. O primeiro reforço atingiu 70,3% dos adultos, a partir dos 18 anos, sendo mais prevalente conforme a idade aumenta.

A população com 40 anos ou mais da cidade começou a receber a segunda dose de reforço na terça-feira (21) e, até o momento, apenas 10% das pessoas nessa faixa compareceram aos postos. O primeiro reforço foi recebido por 68% dessa faixa etária.

A faixa que mais aderiu à segunda dose de reforço foi a que tem de 70 a 74 anos, com 63% de vacinados com as quatro doses. O primeiro reforço chegou a 94%. Na faixa de 65 a 69 anos o segundo reforço está em 58% e o primeiro em 96%.

Na população mais jovem, apenas 55% entre 30 e 39 anos recebeu o primeiro reforço, proporção que cai para 47% em 20 e 29 anos e para 26% dos adolescentes de 12 a 19 anos.

No painel da Secretaria de Estado de Saúde (SES) não consta o acompanhamento da aplicação da segunda dose de reforço. O primeiro reforço foi tomado por 8% dos adolescentes de 12 a 17 anos do estado, 29% dos jovens de 18 a 29 anos, 36% dos adultos de 30 a 39, 47% entre 40 a 49 anos, 56% de 50 a 59, 74% na faixa de 60 a 69 anos, 78% entre os que tem de 70 a 79 anos e 72% dos maiores de 80 anos tomaram as três doses.

Esquema básico

Entre as crianças de 5 a 11 anos da capital, 304,5 mil receberam o esquema completo com as duas doses da vacina contra a covid-19. Mas 113,4 mil ainda não iniciaram a imunização, o que corresponde a 20% da população estimada pela prefeitura nessa faixa etária. No estado, são 56% das crianças de 5 a 11 anos com a primeira dose e 33% com as duas.

Na semana passada, a (SES) informou que o estado tem dois milhões de pessoas que poderiam se vacinar, a partir dos 5 anos de idade, e não receberam nenhuma dose; além de 1,5 milhão que tomaram apenas a primeira.

Todas as pessoas a partir dos 5 anos de idade devem ser vacinadas contra a covid-19, com o esquema básico de duas doses ou a dose única da Janssen. A primeira dose de reforço é recomendada para todas as pessoas com 12 anos ou mais, com um intervalo mínimo de 4 meses após a segunda dose.

A segunda dose de reforço está sendo aplicada em toda as pessoas a partir dos 40 anos, com intervalo de 4 meses do primeiro reforço, além dos trabalhadores da saúde com 18 anos ou mais.

Janssen

A SMS destaca também que, segundo orientações do Ministério da Saúde, quem tomou a dose única da fabricante Janssen deve receber mais uma dose de reforço. Dessa forma, quem tem entre 18 e 39 anos de idade precisa completar o esquema vacinal contra o coronavírus com três doses. Quem tem a partir de 40, deve ter quatro doses aplicadas.

No caso da Janssen, a primeira dose de reforço segue um intervalo de dois meses e as doses seguintes um intervalo de quatro meses entre cada uma delas. O reforço pode ser feito com a Pfizer, Janssen ou AstraZeneca.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid: pacientes podem ficar com sintomas neurológicos por 2 anos

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Covid pode deixar pacientes com sintomas neurológicos por mais de 2 anos
Rovena Rosa/Agência Brasil 10.03.2022

Covid pode deixar pacientes com sintomas neurológicos por mais de 2 anos

Um novo estudo realizado com pacientes que contraíram a  Covid-19 indica que os sintomas neurológicos, como psicose, demência, névoa mental e convulsões, podem perdurar por mais de dois anos.

A conclusão veio em uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford publicado na revista “The Lancet Psychiatry”.

“Desde as primeiras fases da pandemia, é conhecido que a Covid-19 está associada a um aumentado risco de muitas sequelas neurológicas e psiquiátricas. Todavia, mais de dois anos do diagnóstico do primeiro caso, três importantes perguntas permanecem sem respostas: primeiro, não sabemos se ou quando os riscos de diversos problemas pós-Covid voltam para os valores padrão; em segundo lugar, o perfil de risco nas diversas faixas etárias; e em terceiro se os perfis de risco mudaram com o aparecimento de tantas variantes”, informam os pesquisadores.

Por isso, os especialistas analisaram os dados de 1,25 milhão de pacientes para verificar se já existe alguma resposta a essas questões principais.

O estudo mostrou que, entre os adultos, 640 pessoas a cada 10 mil ainda relatavam “névoa cerebral” após mais de dois anos de cura. O risco, porém, era mais do que o dobro naqueles que tinham mais de 65 anos – com 1.540 casos a cada 10 mil.

Nos outros problemas apontados, os números também eram o dobro entre os idosos: 450 em cada 10 mil sofriam com demência; e 85 em cada 10 mil relataram surtos psicóticos.

Os pesquisadores relatam que esse tipo de problema também ocorre com outras infecções respiratórias graves, mas que os números pré-pandemia eram muito menores.

Os problemas neurológicos e psiquiátricos da chamada “Covid longa” resultaram muito mais raros nas crianças, mas não ausentes: 260 em cada 10 mil sofriam ainda com convulsões – o dobro do grupo de controle – e 18 em cada 10 mil tinham distúrbios psicóticos (em relação aos 6 a cada 10 mil no controle).

Entre as variantes, o estudo da Oxford confirmou que a variante Delta é muito mais severa para quase todos os sintomas de longo prazo da Alfa, a primeira das mutações. Porém, os especialistas apontam que há indicativos de que a variante Ômicron, que se dissemina de forma intensa desde o fim do ano passado, tenha as mesmas características de longo prazo de sua antecessora – apesar dos sintomas mais leves.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Estudo revela maneira de reduzir consumo de vinho

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Taças de vinho
Redação EdiCase

Taças de vinho


Pesquisadores da Universidade de Cambridge e da Universidade de Bristol, ambas no Reino Unido, descobriram um truque para ajudar a reduzir o consumo de bebida alcoólica. O achado foi relatado em um estudo publicado esta semana na revista científica Addiction.

Apesar de parecer bem simples e óbvio, o truque se mostrou eficaz na redução do consumo de vinho: reduzir o tamanho da taça ou copo que será usado para ingerir a bebida alcoólica.

Participaram da pesquisa 260 famílias no Reino Unido que consumiam uma quantidade moderada de álcool, bebendo pelo menos duas garrafas de vinho em casa a cada semana. Ao longo de dois períodos de 14 dias, eles foram solicitados a comprar uma quantidade predefinida de vinho para beber em casa: garrafas padrão de 750 ml ou menores de 375 ml. Os voluntários também receberam taças menores (290 ml) ou maiores (350 ml) para beber em ordem aleatória.

No final de cada período de duas semanas, os pesquisadores contaram quanto vinho havia sido ingerido pelas famílias. Os cientistas descobriram que copos menores reduziram a quantidade de vinho consumida em cerca de 6,5% (253 ml em um período de 14 dias) e beber de garrafas menores reduziu a quantidade de vinho consumida em 3,6% (146 ml em duas semanas).

No estudo, os pesquisadores afirmaram que não pretendiam entender o mecanismo por trás da relação entre menor consumo e recipientes com menor capacidade. No entanto, acreditam que tudo está relacionado à percepção de quanto se está bebendo.

Pesquisas sugerem que pratos de comida menores podem ajudar algumas pessoas a comer menos porque isso afeta sua percepção e, por sua vez, a fome que você sente. Talvez algo semelhante aconteça quando você está bebendo taças de vinho.

Um outro estudo feito pela mesma equipe, em 2016, teve um resultado bem parecido. Na época, os pesquisadores analisaram como o tamanho da taça influenciava a quantidade de vinho que as pessoas bebiam em um bar no Reino Unido. Em suma, eles descobriram que as vendas de vinho aumentaram 9,4% quando vendidas em copos maiores em comparação com copos de tamanho padrão, sugerindo que as pessoas bebiam mais quando tinham um copo maior.

Se mais dados apoiarem essa teoria, os pesquisadores dizem que ela pode ser usada para influenciar as políticas públicas destinadas a reduzir o consumo de álcool. Por exemplo, governos e órgãos de saúde pública podem ajudar a regular o tamanho do copo em bares e restaurantes para incentivar a beber menos e mudar as normas sociais sobre o “tamanho padrão” de uma bebida.

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Fonte: IG SAÚDE

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