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Covid-19: Fiocruz alerta sobre cuidados com nova onda na Europa

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Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reafirmaram hoje (26) a importância dos cuidados com a nova onda de transmissão da covid-19 na Europa.

“O alerta é importante para a América do Sul, que vive um momento de baixa transmissão. O recomendado seria manter bom controle sanitário dos viajantes e prever a restrição de entradas, seja pela exigência de passaporte de vacinação, seja de testes negativos, conforme o que já vem sendo feito por vários outros países”, destaca a edição do Boletim do Observatório Covid-19, divulgado pela Fiocruz.

As últimas duas semanas epidemiológicas (SE) pesquisadas pelo boletim, no período de 7 a 20 deste mês, mostram que os indicadores de transmissão da covid-19 continuam em queda no país. A média diária notificada ao longo da SE 45 e da 46 ficou em 9,8 mil casos confirmados e 230 óbitos por covid-19. Os valores representam a redução do número de casos registrados (-1% ao dia) e do número de óbitos (-1,2% ao dia).

Apesar da queda, os pesquisadores alertam para a necessidade de cuidados nas festas de fim de ano. “É quando pode haver decisões relevantes quanto à flexibilização de algumas medidas que, equivocadamente, poderiam estar apoiadas em dados de notificação com atrasos ou sujeitos a represamento e/ou não disponibilizados de modo oportuno”, afirmam os pesquisadores no boletim.

No mesmo período pesquisado, o boletim registra “ligeiro aumento” no número dos casos de síndrome respiratórias aguda grave (SRAG), que subiu de 2,7 por 100 mil habitantes para 2,8 casos por 100 mil habitantes. As pesquisas nas últimas cinco semanas mostram oscilação entre 2 a 3 casos de SRAG para cada 100 mil habitantes.

As internações de adultos em leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) por covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) estão em níveis baixos em quase todo o país. A exceção é o Pará, que se juntou a Rondônia e passou para a zona de alerta intermediário, em torno de 125 leitos.

Entre as capitais, destacam-se as elevadas taxas observadas em Porto Velho (87%), Fortaleza (94%) e Brasília (84%), com respectivamente 30, 18 e 37 leitos disponíveis no dia 22.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Fotógrafo é colhido por carreta e perde a vida na Imigrantes, em VG

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    • Morreu após ser colhido por uma carreta o fotógrafo profissional  Reginaldo da Silva, na rodovia dos Imigrantes.

      conhecido como Jack Paparazzo, morreu neste domingo (23) após ser atropelado por uma carreta na Rodovia dos Imigrantes, em Várzea Grande.

      Ele rodava na moto quando foi atingido pelo veículo enquanto atravessava a rodovia.

      A vitima ainda tentou se O  levantar após o acidente, mas não conseguiu. Uma equipe de resgate da Rota do Oeste e do Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência e constatou a morte no local.

      As equipes da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) e Polícia Civil estiveram no local e vão apurar a circunstâncias do acidente.

      Ele  usava tornozeleira eletrônica e já havia sido preso por tráfico de drogas. Em 2019, foi preso pela Polícia Civil por comercializar drogas sintéticas em festas de Cuiabá.

      Ele também já havia se candidatado a deputado federal nas eleições de 2018 pelo Avante. Antes disso, havia disputado o cargo de vereador em 2008 pelo Partido Progressist7

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Em nota, Ministério da Saúde defende hidroxicloroquina e ataca vacina

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Hélio Angotti Neto
Governo Federal

Hélio Angotti Neto

O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, afirmou em uma nota técnica que vacinas contra a Covid-19 não têm efetividade nem segurança demonstradas, mas que a hidroxicloroquina tem. A afirmação contraria posição da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dos especialistas.

A posição consta no documento no qual Angotti Neto baseou sua decisão de rejeitar protocolo aprovado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) que contraindica o uso do “kit Covid”, ou tratamento precoce, em pacientes em regime ambulatorial, ou seja, que não estão internados.

Na nota técnica, o secretário faz diversas críticas ao protocolo aprovado pela Conitec. Uma delas é que teria havido uma “assimetria no rigor científico dedicado a diferentes tecnologias”. Para ele, “a hidroxicloroquina sofreu avaliação mais rigorosa do que aquela feita com tecnologias diferentes”.

Angotti Neto expõe um quadro que compara vacinas com a hidroxicloroquina e outras opções de tratamento: ventilação não invasiva, manobra de prona (deixar a pessoa de bruços) e anticorpos monoclonais. Para cada tecnologia, há cinco perguntas, sobre efetividade, segurança, financiamento pela indústria, custo e apoio de sociedades médicas.

A vacina aparece como sem efetividade e segurança comprovadas, com alto custo e financiada pela indústria. No caso da hidroxicloroquina, as respostas são todas inversas.

Segundo o secretário, a avaliação sobre os imunizantes é baseada em “dezoito ensaios não finalizados, dos quais, oito ainda em fase de recrutamento, nove ainda não finalizaram o seguimento e um finalizado, mas ainda em fase insuficiente para a avaliação de segurança”.

Já a posição sobre a hidroxicloroquina vem de “treze estudos controlados e randomizados com direções de efeito favoráveis à hidroxicloroquina, com efeito médio de redução de risco relativo de 26% nas hospitalizações (Figura 1), altamente promissor para o uso discricionário e prosseguimento dos estudos”.

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Entretanto, além das vacinas já terem efetividade comprovada, o pneumologista e professor da Universidade de São Paulo (USP) Carlos Carvalho, que coordenou os trabalhos do grupo que elaborou o parecer criticado pelo secretário, afirmou que eles não trataram de imunizantes, já que o Ministério da Saúde não solicitou essa avaliação. Por isso, ele diz que a comparação não faz sentido.

“Em nenhum momento nós discutimos qualquer ponto relacionada em vacina, que não foi alvo do pedido do Ministério da Saúde”, afirma Carvalho. “Ele (ministro Marcelo Queiroga) pediu parecer nas coisas que havia dúvida, não nas coisas que havia certeza.”

Para o professor, Angotti Neto tenta mais confundir do que esclarecer.

“Ele está usando de argumentos simplesmente para embolar o meio de campo, para trazer confusão para uma situação que é simples. O Ministério da Saúde pediu para um grupo de especialistas fazer uma diretriz. Ou o Ministério da Saúde concorda com a diretriz e publica, ou o ministério discorda e não publica.”

O grupo de especialistas está agora elaborando um recurso contra a decisão de Angotti Neto, que pode ser apresentado em até dez dias. A expectativa de Carvalho é que ele fique pronto até quarta-feira.

Além disso, Carvalho critica a metodologia adotada de comparar tratamentos diferentes:

“Você não pode comparar duas formas diferentes, porque o tipo de estudo é diferente, eu não consigo fazer da mesma maneira. Eu não consigo, por exemplo, fazer uma manobra de prona placebo. São estudos com uma formulação diferente.”

Fonte: IG SAÚDE

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