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Covid-19: Especialistas estimam que variante Delta será dominante globalmente

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Especialistas estimam que a variante Delta será dominante globalmente
Isabela Silveira

Especialistas estimam que a variante Delta será dominante globalmente

A seleção natural de Darwin moldou a evolução de todos os seres vivos, inclusive os vírus. Todavia, enquanto algumas mutações têm pouco impacto sobre o ser, outras se adaptam bem e persistem. É o caso da variante indiana do SARS-CoV-2, conhecida como Delta. Essa cepa já se espalhou por mais de 100 países ao redor do mundo , transformando-se em uma preocupação para a Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialistas da agência acreditam que em breve essa variação do coronavírus se torne dominante em todo o globo. Vacinas continuam sendo a melhor linha de defesa.

Segundo o Medical Xpress, a variante  Delta é a mutação do coronavírus mais transmissível até o momento – até 60% mais contagiosa do que a variante Alfa, por exemplo. Isso tem preocupado as pessoas – e também os especialistas em saúde. As pesquisas que prometem desvendar se a Delta causa ou não uma forma mais grave da Covid-19, contudo, ainda são limitadas.

A OMS classificou a Delta como uma Variante de Preocupação (VOC). Outras três mutações do coronavírus estão nessa lista: a Alpha, que foi detectada pela primeira vez no Reino Unido, em setembro de 2020; a Beta, registrada na África do Sul, em maio do mesmo ano; e a Gamma, que teve amostras documentadas pela primeira vez no Brasil, em novembro.

Na semana passada, o Dr. Poonam Khetrapal Singh, diretor regional da OMS para o Sudeste Asiático, afirmou que é muito provável que a variante Delta se torne, em breve, a cepa do SARS-CoV-2 mais dominante globalmente. Pesquisadores e médicos também acreditam nessa possibilidade.

A Dra. Francesca Di Giallonardo, virologista australiana da UNSW (Universidade de Nova Gales do Sul), explica como o aumento da aptidão viral é caracterizado. De acordo com ela, isso acontece por meio da seleção natural, teoria culminada por Charles Darwin no século XIX. 

Significa que uma mutação “B” substituiu a forma original “A” porque se adaptou melhor ao meio. Implica também dizer que a variante B certamente possui anticorpos distintos da A, fazendo com que ela escape da pressão imunológica do corpo humano e se torne mais transmissível. É dessa forma que a Delta tem potencialidade de ser dominante ao redor do mundo, como já tem sido em vários países.

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“A previsão da infecciosidade de novas variantes não é trivial. De maneira geral, os vírus aumentam sua transmissibilidade. No entanto, é quase impossível prever qual variante vencerá essa corrida, bem como não há como saber quando o ponto de maior transmissibilidade se atingirá por uma dessas variantes”, atesta a Dra. Di Giallonardo.

O monitoramento constante de tais variantes é crucial para identificar aquelas que realmente causam doenças mais graves. Nesse sentido, a OMS e o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos) têm buscado classificar as variantes emergentes pelo potencial de gravidade.

Para além, esses órgãos de saúde realizam uma observação sistêmica chamada de vigilância. O método consiste na coleta de dados sobre o número de infecções presentes para as diferentes variantes do vírus, sua disseminação geográfica e a gravidade da doença associada. Esses dados são essenciais para entender melhor como as mutações estão se espalhando pelos estados, países e globalmente.

Mas a vacina é o único meio conhecido (e seguro) para combater a Delta, conforme indica Di Giallonardo. “Temos uma infinidade de informações globais sobre a eficácia das diferentes vacinas. Sabemos como são eficientes na prevenção de doenças graves e na redução da transmissão”, complementou.

Outra virologista da mesma universidade, a Dra. Chantelle Ahlenstiel, confirma que as vacinas são eficazes contra as variantes, especialmente as vacinas de mRNA, como a da Pfizer. Esses imunizantes “dizem” ao corpo como produzir um tipo específico de proteína para combater o vírus. Além disso, como afirma Ahlenstiel, as vacinas de mRNA podem ser fabricadas de forma rápida e econômica.

Segundo os especialistas, a vacinação em massa é, portanto, o caminho mais adequado para combater as variantes e frear a pandemia.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Cidade do Rio de Janeiro registra recorde de vacinação em um único dia

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A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou ter obtido neste sábado (25) um novo recorde de vacinação em um único dia. Ao todo, 123.352 pessoas receberam o imunizante. Foram aplicadas 53.306 primeira dose, 57.734 segunda dose e 12.312 doses de reforço.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, outro marco também foi alcançado. A taxa de ocupação de 45% dos leitos para tratamento da covid-19 na rede do município é a menor desde abril de 2020.

Nesta semana, o Rio ampliará a faixa etária apta a receber a dose de reforço. De forma escalonada, serão atendidos até quinta-feira (30) os idosos a partir de 80 anos. Até então, já foram convocados com esta finalidade os maiores de 84 anos.

A aplicação da primeira e segunda doses terá continuidade. No caso das pessoas com 50 anos ou mais que foram vacinadas com o imunizante da Pfizer, o intervalo entre as duas doses foi reduzido para 21 dias.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

‘Reforço da vacina com meia dose pode salvar o mundo’, diz médica brasileira

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Vacinação em São Paulo
Governo de São Paulo

Vacinação em São Paulo

O reforço da vacina contra a Covid-19 com meia dose do imunizante “pode ser uma salvação para o mundo”, afirma a médica carioca Sue Ann Costa Clemens. Ela foi a responsável por trazer os testes clínicos da vacina de AstraZeneca/Oxford para o Brasil.

Sue é chefe do comitê científico da Fundação Bill e Melinda Gates, docente de Oxford, diretora do primeiro mestrado em vacinologia do mundo, na Universidade de Siena, e ganhadora do Prêmio Faz Diferença. A médica segue realizando estudos no Brasil, entre eles o que pode transformar a dose de reforço em meia dose.

“Há uma força tarefa para estudar meia dose de reforço. A terceira dose tem que oferecer proteção semelhante ou maior àquela que a pessoa teve após a segunda dose. Há vários estudos, da Pfizer, da Moderna e da Janssen, que mostram que, com meia dose ou um terço de dose, a população não vulnerável, entre 18 e 60 anos, tem um pico de imunogenicidade suficiente e maior que o da segunda dose”, afirma.

“Apresentei essa ideia ao ministério porque estive numa reunião do Covax, com OMS e Opas, e discutimos sobre isso. Se conseguirmos mostrar que o ‘booster’ de meia [dose] tem um efeito excelente, a gente dobra nossa capacidade. Pode ser uma salvação para o mundo”, continua.

Em entrevista ao Globo, a médica afirma que o reforço da vacinação pode servir não apenas para aumentar a quantidade de anticorpos no organismo, mas também para aumentar o tempo de proteção contra a Covid-19.

“Esse é o grande papel da intercambialidade [entre vacinas]. As diferentes plataformas vacinais oferecem diferente duração da proteção. As vacinas de vírus inativado, de farmacêuticas como Sinovac e Sinopharm, têm uma imunogenicidade menor e isso se traduziu numa eficácia menor. Elas estão ajudando, só que a gente tem que se preocupar com a queda de proteção que vai ocorrer. A ideia é, ao dar uma outra vacina, não só aumentar a imunogenicidade e anticorpos neutralizantes, mas também aumentar a duração da proteção”, explica.

Fonte: IG SAÚDE

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