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Covid-19: conheça os progressos da ciência na busca por uma cura para a doença

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Covid-19
Getty Images/BBC

Laboratórios em diferentes partes do mundo estão investigando mais de 150 medicamentos diferentes para a covid-19

BBC News Brasil

Faz três meses desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a expansão da covid-19 pelo mundo havia se transformado em uma pandemia.

Era 11 de março e, desde então, um número significativo de estudos foi lançado sobre possíveis tratamentos para a doença.

De fato, já houve algum progresso na busca por medicamentos eficazes.

Laboratórios em diferentes partes do mundo estão investigando mais de 150 medicamentos diferentes.

A maioria já existia nas prateleiras das farmácias e agora está sendo testada contra o vírus.

A OMS lançou o estudo Solidarity, com o objetivo de avaliar os tratamentos mais promissores.

Esteroide dexametasona é barato e de fácil acesso

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Esteroide dexametasona é barato e de fácil acesso

Já o  Reino Unido diz que seu ensaio, apelidado de Recovery, é o maior do mundo. Mais de 11 mil pacientes estão envolvidos no experimento. Foi demonstrado que um dos medicamentos estudados, o esteroide dexametasona, ajuda a salvar a vida de pacientes graves com coronavírus.

Além disso, vários centros de pesquisa em todo o mundo estão tentando usar o sangue dos sobreviventes para tratamento.

Três abordagens gerais estão sendo investigadas:

  • Medicamentos antivirais que afetam diretamente a capacidade do coronavírus de se desenvolver dentro do corpo.
  • Medicamentos que podem moderar a resposta do sistema imunológico: os pacientes ficam gravemente doentes quando o sistema imunológico reage exageradamente e começa a causar danos colaterais ao corpo.
  • Anticorpos, provenientes do sangue dos sobreviventes ou produzidos em laboratório, que podem atacar o vírus.
Laboratório em Portugal

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Infecção por coronavírus desencadeia inflamação quando corpo tenta combatê-la

Quais são os medicamentos mais promissores?

A dexametasona, o primeiro medicamento que salvou a vida das pessoas com a covid-19, foi reconhecido como um avanço.

Os resultados iniciais mostraram que este esteroide barato reduz o risco de morte em um terço para pacientes que precisam de respiradores e um quinto naqueles que precisam usar oxigênio.

A infecção por coronavírus desencadeia inflamação quando o corpo tenta combatê-la.

Isso pode provocar uma forte resposta do sistema imunológico e é essa reação que pode ser fatal.

A dexametasona protege essa resposta.

Remdesivir

Os ensaios clínicos de remdesivir, um medicamento antiviral originalmente desenvolvido para tratar o vírus Ebola , também se mostraram promissores.

Um estudo liderado pelos EUA com mais de 1 mil pessoas em todo o mundo descobriu que o remdesivir reduziu a duração dos sintomas de 15 dias para 11.

Nesse estudo, alguns pacientes receberam o medicamento e outros receberam um tratamento placebo.

Laboratório

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Não há evidências sobre eficácia da hidroxicloroquina

É um dos quatro medicamentos no estudo Solidarity da OMS e seu fabricante, Gilead, também está organizando testes.

No entanto, embora o remdesivir possa ajudar na recuperação e possivelmente impedir que as pessoas sejam tratadas em terapia intensiva, os estudos até agora não deram nenhuma indicação clara sobre se ele pode impedir a morte por coronavírus.

Acredita-se que os antivirais sejam mais eficazes nos estágios iniciais e os medicamentos imunológicos quando a doença está mais avançada.

Os medicamentos para o HIV podem tratar o coronavírus?

Há poucas evidências de que alguns medicamentos para o HIV, como lopinavir e ritonavir, possam ser eficazes no tratamento do coronavírus.

Os resultados mostram efeitos positivos em laboratório, mas estudos em humanos tiveram resultados decepcionantes.

plasma

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Transfusões de plasma dão esperança a pacientes com covid-19

A combinação não melhorou a recuperação, reduziu as mortes ou diminuiu os níveis de vírus em pacientes com covid-19 grave.

No entanto, como o estudo foi realizado em pacientes extremamente doentes (quase um quarto morreu), pode ser que a infecção esteja em um estágio tão avançado que os medicamentos não funcionem mais.

Os medicamentos antimaláricos podem parar o coronavírus?

Os medicamentos contra a malária fazem parte do estudo Solidarity da OMS e do Recovery do Reino Unido.

A cloroquina e um de seus derivados, a hidroxicloroquina, podem ter propriedades antivirais e calmantes do sistema imunológico.

Alguns acreditam que os medicamentos poderiam funcionar como possíveis terapias para o coronavírus, em grande parte devido a alegações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas ainda há poucas evidências sobre sua eficácia.

A hidroxicloroquina também é usada como tratamento para a artrite reumatoide, porque ajuda a regular o sistema imunológico.

Testes laboratoriais iniciais mostraram que eles podem inibir o coronavírus, mas existem preocupações crescentes sobre seu uso contra a doença.

Outra descoberta do ensaio Recovery do Reino Unido foi que a hidroxicloroquina não funciona como tratamento para covid-19 e, portanto, este medicamento foi retirado do estudo.

A OMS já havia suspendido seus testes globais para hidroxicloroquina após um estudo em larga escala publicado na revista científica The Lancet, que revelou que o uso dessa droga pode causar problemas cardíacos e, de fato, aumentar a probabilidade de morte.

A OMS diz que não há evidências definitivas de sua eficácia.

O sangue dos sobreviventes pode tratar o coronavírus?

As pessoas que passam uma infecção geralmente mantêm anticorpos no sangue, que seus corpos criam para combater a doença.

A ideia é pegar o plasma sanguíneo (a parte que contém os anticorpos) e administrá-lo a um paciente doente como terapia.

Os Estados Unidos já trataram 500 pacientes com o que é conhecido como “plasma convalescente”, e outros países também estão explorando esse caminho.

Quanto tempo vai demorar até termos uma cura?

É muito cedo para saber quando poderemos tomar um medicamento para tratar o coronavírus.

No entanto, nos próximos meses, devemos começar a obter os resultados dos ensaios.

Isso é importante porque ainda não sabemos quando e se uma vacina (que protege contra infecções em vez de tratá-las) será eficaz contra o coronavírus.

Algumas drogas experimentais completamente novas para o coronavírus estão sendo testadas em laboratório, mas ainda não estão prontas para testes em humanos.

Paciente

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Nenhum medicamento ainda curou covid-19, diz OMS

Por que precisamos de um tratamento?

O motivo mais óbvio é que ele salvará vidas, mas também poderia permitir que as quarentenas impostas em muitos países sejam suspensas e que a economia seja retomada.

Ter um tratamento eficaz, em essência, tornaria o coronavírus uma doença mais branda.

Se conseguirmos impedir que aqueles que sejam hospitalizados precisem de ventilação mecânica, evitaríamos o colapso das unidades de tratamento intensivo. Como resultado, o controle do movimento de pessoas pode não ser tão rigoroso quanto agora.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Psicóloga acompanha visitas virtuais de pacientes com Covid-19: são 5 minutos

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Ingrid Rosi
Reprodução/Arquivo pessoal

Ingrid Rosi é psicóloga hospitalar e auxilia a saúde mental de pacientes na UTI

A rotina da psicóloga hospitalar Ingrid Rosi ganhou novas demandas desde o início da pandemia. Apesar de já experiente no atendimento aos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva , Ingrid tornou-se, também, responsável por uma das etapas mais importantes na manutenção da saúde mental de pacientes isolados com a Covid-19: as visitas virtuais, único momento de contato com a família. 

“Todos os dias eu me paramento com o equipamentos de proteção e visito cada um dos leitos com um tablet na mão. As visitas duram cinco minutos”, explica. A profissional de saúde, que precisa acompanhar o momento, vê então a rotina de trabalho misturar-se aos detalhes da vida de cada paciente grave. “Não tem como não criar vínculo. Eles me chamam para ver o cachorro da família, eu ouço as vozes de pais, mães, irmãos…”, diz. 

Com emoção, Ingrid conta dos momentos mais fortes que já viveu na função: “o melhor que já vivi foi a primeira vez que uma família viu o paciente após sair do tubo. Ele passou por um período grave em que não conseguia falar e, após recuperar-se, nós providenciamos a visita. A comemoração foi muito emocionante”, conta.

Já o momento mais triste de que se lembra, foi uma despedida. “O quadro do paciente já era extremamente grave e a família pediu para vê-lo. Eles queriam dizer que a missão dele estava cumprida”. Despedidas como essa, conta Ingrid, são fundamentais em um momento em que os ritos tradicionais estão proibidos. 

“Todas as vezes em que o médico informa a notícia do óbito, eles perguntam ‘mas eu não vou poder ver ele? nem um pouquinho?’ essa é a realidade das inúmeras famílias enlutadas pela Covid . Provoca um vazio no peito e um desespero. Dói”, descreve a profissional de saúde. 

A psicóloga também avalia a importância do contato, mesmo que com os devidos limites, entre o paciente e a família. “O paciente de UTI precisa enfrentar momentos muito solitários. Além de não receber visitas, ele também não vê as pessoas de forma normal. Estamos sempre cobertos dos pés à cabeça, eu e a equipe inteira. Eles só enxergam nossos olhos e isso aumenta o sentimento de solidão”, conta. 

“Chega então a hora da visita e quando eles têm essa oportunidade, eles dão um valor imenso! cinco minutos parece pouco quando estamos conversando, mas quando é o tempo de saber se o seu parente está bem, é o tempo mais precioso do mundo”, defende Ingrid. Ela explica que o tempo reduzido, de 5 minutos por paciente, foi estabelecido pela equipe como forma de garantir que todos tenham direito à visita diariamente. 

Envolvida no trabalho desde março deste ano, Ingrid reforça o envolvimento de toda a equipe médica com a recuperação dos casos. “Nós torcemos para cada alta, nós vibramos em cada boletim de melhora, assim como não deixa de ser um sofrimento imenso quando perdemos um paciente para a doença. Essa doença destrói a família e os sonhos, mas destrói a equipe também”, explica a psicóloga.

Ao avaliar a perspectiva das relações depois da pandemia, Ingrid diz que – apesar do contexto extremamente doloroso – algumas lições ficarão vinculados a quem vive esse momento de perto. “Eu acredito que as pessoas vão valorizar mais o contato social, o abraço, o beijo, a liberdade de sair, reunir os amigos e a família. O que nós temos é o agora”, finaliza. 

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Anvisa mantém regra restritiva para receita de cloroquina

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Fala de Bolsonaro sobre conseguir medicamento com receita simples é imprecisa
Reprodução/Redes Sociais

Fala de Bolsonaro sobre conseguir medicamento com receita simples é imprecisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu nesta sexta-feira (14) que a regra restritiva que define que são necessárias receitas em duas vias, com retenção de uma, para compra de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina se mantém. A ação aconteceu no dia seguinte a uma transmissão ao vivo do presidente Jair Bolsonaro, em que ele afirmava que para adquirir esses produtos era necessária apenas uma “receita médica simples” .

Ao vivo em suas redes sociais o presidente anunciou “Chegou na minha tela aqui, o presidente da Anvisa, o almirante Barra (Antonio Barra Torres), acabou de confirmar a informação sobre a hidroxicloroquina e a ivermectina, você já pode comprar com uma receita simples, caso seu médico recomende, obviamente”.

A determinação pela Anvisa de que remédios à base de cloroquina e hidroxicloroquina teriam venda controlada, exigindo uma receita especial em duas vias, foi definida ainda no início da pandemia de Covid-19 no Brasil, em março. Em nota de assessoria de imprensa o órgão informou que “a iniciativa (de controlar o composto) teve por objetivo garantir o fornecimento desses medicamentos para tratamentos descritos em bula, como lúpus e malária”.

Após técnicos da agência avaliaram que seria prejudicial manter os medicamentos sob controle, uma nova resolução da diretoria colegiada foi publicada (RDC) e a cloroquina , hidroxicloroquina e nitazoxanida entraram para categoria especial criada apenas para o período da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) .

A nova RDC ainda exige duas vias das receitas, uma ficando retida para controle das farmácias. O pedido deve conter dados do médico e do paciente, além de indicações do medicamento e data de emissão, com data de validade de 30 dias. O modelo se assemelha ao de antibióticos, por exemplo.

Fonte: IG SAÚDE

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