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Saúde

Covid-19: confirmados 311 óbitos e 107.959 diagnósticos em 24 horas

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O Brasil chegou a 675.090 mortes em decorrência da covid-19, informou o Ministério da Saúde. Segundo dados da sexta-feira (15), foram confirmados 311 óbitos e 107.959 diagnósticos positivos da doença, totalizando 33.250.117 pessoas infectadas pelo coronavírus desde o início da pandemia.

A quantidade de casos em acompanhamento de covid-19 está em 1.061.697. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.

Ainda há 3.206 mortes em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a apuração sobre a causa ter sido a covid-19 continua em andamento.

Até hoje, 31.513.330 pessoas se recuperaram da covid-19, segundo os dados oficiais. O número corresponde a 91% dos infectados desde o início da pandemia.

Boletim Epidemiológico Boletim Epidemiológico

Boletim Epidemiológico – 15/07/2022/Divulgação/ Ministério da Saúde

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (171.959), Rio de Janeiro (74.461), Minas Gerais (62.541), Paraná (44.176) e Rio Grande do Sul (40.264).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (2.009), Amapá (2.149), Roraima (2.154), Tocantins (4.172) e Sergipe (6.382).

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid aumenta risco de nevoeiro mental e outros transtornos cerebrais

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BBC News Brasil

Covid aumenta risco de 'nevoeiro mental' e outros transtornos cerebrais, indica estudo
Reprodução: BBC News Brasil

Covid aumenta risco de ‘nevoeiro mental’ e outros transtornos cerebrais, indica estudo

Os diagnósticos de demência, epilepsia e “nevoeiro mental” são mais comuns dois anos depois de ter covid do que em outras infecções respiratórias, indica um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Outros quadros, porém, como ansiedade e depressão não se tornaram mais frequentes naqueles que foram infectados pelo coronavírus entre 2020 e 2021, segundo a pesquisa.

Mais trabalhos são necessários para entender como e por que a covid pode levar a outras condições que afetam o cérebro e o bem-estar.

Em linhas gerais, especialistas dizem que o vírus interrompeu a rotina e a vida, além de deixar as pessoas doentes.

Pesquisas anteriores haviam apontado que os adultos correm um risco maior de doenças cerebrais e mentais nos seis meses após ter contato com o coronavírus.

O estudo mais recente analisou o risco de sofrer com 14 distúrbios diferentes em 1,25 milhão de pacientes que tiveram covid há dois anos.

Em seguida, esse grupo foi comparado com outro, também de 1,25 milhão de pessoas, que foram diagnosticadas com outras infecções respiratórias (como gripe ou resfriado, por exemplo).

No grupo que teve covid há dois anos, foi possível observar mais casos de:

  • Demência, acidente vascular cerebral (AVC) e confusão mental em adultos com mais de 65 anos;
  • “Nevoeiro mental” em adultos de 18 a 64 anos. Esse é um termo genérico que os cientistas usam para descrever quadros de confusão e esquecimentos, como se o raciocínio e a memória estivessem embaralhados;
  • Epilepsia e distúrbios psicóticos em crianças, embora os riscos fossem pequenos.

O risco das crianças de desenvolver epilepsia após ter covid foi de 260 a cada 10 mil pessoas, por exemplo. Naquelas acometidas por outras infecções respiratórias, essa taxa ficou em 130 em 10 mil.

Já a probabilidade de desenvolver um transtorno psicótico também aumentou após a doença — ficou em 18 em 10 mil — mas ainda é considerada uma condição rara pelos especialistas

O estudo também revelou que alguns distúrbios tornaram-se menos comuns dois anos após a infecção, como:

  • Ansiedade e depressão em crianças e adultos;
  • Transtornos psicóticos em adultos.

De acordo com o levantamento, o aumento do risco de depressão e ansiedade em adultos no pós-covid dura menos de dois meses antes de retornar aos níveis considerados normais.

‘Preocupante’

O professor Paul Harrison, autor principal do estudo, considera “preocupante” que alguns distúrbios, como demência e convulsões, se tornem mais frequentes no pós-covid, mesmo dois anos depois de um diagnóstico positivo.

Mas o especialista, que integra o departamento de psiquiatria da Universidade de Oxford, classifica como “boa notícia” o fato de os casos de depressão e ansiedade terem uma “vida curta” e não serem observados em crianças.

Os pesquisadores indicam que os números de indivíduos afetados eram “difíceis de ignorar”, mas “não formaram um tsunami”. Alguns deles, porém, precisam de atenção médica, o que poderia aumentar ainda mais a pressão sobre os serviços de saúde.

O estudo, publicado no periódico científico The Lancet Psychiatry , não acompanhou cada participante ao longo de todo esse período — em vez disso, compilou e comparou o número de pessoas com um novo diagnóstico de transtorno nos dois anos que se passaram após a infecção.

O artigo também não analisou a gravidade de cada condição após o diagnóstico ou quanto tempo ela durou, e se as enfermidades descritas pós-covid são semelhantes às que ocorrem em outras infecções.

Os cientistas também optaram por não chamar essas condições de “covid longa”, embora o nevoeiro mental — ou os problemas de memória e concentração — seja um sintoma típico desse quadro.

A variante ômicron, que causou recordes de novos casos ao longo dos últimos meses, está relacionada com uma menor probabilidade de sofrer com sintomas de longo prazo em comparação com as linhagens anteriores do coronavírus, sugerem pesquisas recentes.

Porém, embora provoque um quadro agudo menos grave do que a variante delta, a ômicron parece levar a riscos semelhantes de doenças cerebrais e mentais, segundo o estudo da Universidade de Oxford.

‘Agitação social’

O estudo recém-publicado tem algumas limitações — não analisou, por exemplo, como a covid pode causar distúrbios cerebrais e mentais, embora alguns especialistas digam que isso possa ser explicado pelo desenvolvimento de pequenos coágulos no sangue.

Os professores Jonathan Rogers e Glyn Lewis, da University College London, também no Reino Unido, que não estiveram envolvidos na pesquisa, disseram que o estudo destacou “algumas características clínicas que merecem uma investigação mais aprofundada”, mas acrescentaram que mais trabalhos são necessários para confirmar as descobertas.

Já o professor David Menon, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), calcula que o impacto de estar no hospital com covid é comparável a “20 anos de envelhecimento”.

Paul Garner, professor emérito da Escola de Medicina Tropical de Liverpool (Reino unido), aponta que a pandemia mudou a vida das pessoas de muitas maneiras.

Ele ressalva que os pequenos aumentos observados em problemas como demência e psicose podem estar mais relacionados “à agitação social e à distopia que vivemos, em vez de serem um efeito direto do vírus”.

Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62589473


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

OMS analisa se rápida propagação da nova varíola é devido a mutações

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Partículas do vírus da varíola dos macacos (verde) encontradas dentro do tecido de uma célula infectada (azul).
Divulgação

Partículas do vírus da varíola dos macacos (verde) encontradas dentro do tecido de uma célula infectada (azul).

Uma série de estudos estão em andamento para avaliar se as mudanças genéticas no vírus monkeypox, causador da varíola dos macacos, estão impulsionando a rápida disseminação da doença pelo mundo, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As pesquisas miram a sublinhagem do patógeno chamada de Clado IIb, que tem provocado a maioria das infecções desde 2017 nas regiões endêmicas. Embora ela seja ligada também ao surto atual, que se espalha por todos os continentes, há alterações na genética que estão sendo detectadas e analisadas pelos pesquisadores.

“Olhando para o genoma, são observadas algumas diferenças genéticas entre os vírus do surto atual e os vírus antigos do Clado IIb. No entanto, nada se sabe sobre a relevância destas mudanças genéticas e está em andamento um estudo para determinar os efeitos (se houver) destas mutações na transmissão e severidade da doença”, informou a organização.

Apesar das observações, a OMS afirma que “ainda é cedo, tanto no surto quanto nos estudos de laboratório, para saber se o aumento das infecções se deve a mudanças observadas no genótipo do vírus ou a fatores do hospedeiro” humano. Por não haver confirmação sobre diferenças significativas na mutação atual, ele ainda é considerado parte da sublinhagem Clado IIb.

As infecções da varíola dos macacos em lugares fora dos 11 países africanos onde o vírus é endêmico começaram a ser registradas em maio. Dois meses depois, em 23 de julho, a OMS declarou que a doença representa uma emergência de saúde pública internacional. Até o momento, foram reportados à organização mais de 35 mil casos em 92 países, com 12 mortes – uma delas no Brasil, em Minas Gerais.

Quase todos os casos novos são registrados na Europa e nas Américas, e os especialistas têm estudado amostras destas contaminações, que aparentam ser todas causadas pela mesma mutação do monkeypox. “A diversidade entre os vírus responsáveis pelo surto atual é mínima e não há diferenças genotípicas óbvias entre os vírus de países não endêmicos”, explica a OMS.

OMS pede que infectados não entrem em contato com animais Na quarta-feira, a organização também pediu às pessoas infectadas que não entrem em contato com animais. O alerta veio após um primeiro caso, na França, de transmissão de humano para cachorro, relatado na semana passada na revista científica The Lancet.

“Trata-se do primeiro caso conhecido de transmissão de humano para animal, e acreditamos que o primeiro caso de um cachorro infectado (com a doença)”, afirmou Rosamund Lewis, diretora-técnica da OMS para o monitoramento do vírus.

Os especialistas tinham consciência de que esse salto entre as espécies poderia acontecer, por isso agências públicas de saúde já aconselhavam que as pessoas infectadas pelo vírus “ficassem isoladas de seus animais de estimação”.

Além disso, a OMS ressalta que, quando os vírus passam de uma espécie para outra, há grande risco de mutação. Lewis afirma que “a gestão de resíduos é fundamental” para reduzir o risco de contaminação para roedores e outros animais selvagens.

“A situação mais perigosa é quando um vírus salta para um pequeno mamífero com alta densidade populacional”, explicou aos jornalistas o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan. Ele, no entanto, diz não considerar que os animais de estimação representem um grande perigo no momento.

“O vírus não sofrerá mutações mais rápido se estiver em um só cachorro do que se estiver em um único humano”, disse Ryan.

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Fonte: IG SAÚDE

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