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Economia

Covid-19 cansa a beleza: crise no setor força salões a se reinventarem

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Segundo um dito popular, não existe crise para as atividades que alimentam vícios e cultivam vaidades. Ao menos no caso do negócio que atende à aparência e à autoestima, a sabedoria do senso comum terá que ser refeita por causa da pandemia da covid-19.

Nove de cada dez micro e pequenas empresas que prestam serviço para beleza, como salões, barbearias, ateliês e estúdios de maquiagem, afirmam ter perdido faturamento por causa das medidas de isolamento social. A perda média do faturamento foi de 57%. Conforme enquete, 62% das micro e pequenas empresas do segmento de beleza descrevem que interromperam o funcionamento temporariamente e 5% encerraram em definitivo.

Os dados são descritos na 3ª edição da pesquisa sobre o impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios, feita pelo Sebrae via internet entre 30 de abril e 5 de maio. As atividades do segmento de beleza são feitas essencialmente de forma presencial, que foram proibidas em muitas cidades enquanto o vírus da covid-19 circula.

Apesar do impacto na ampla maioria dos estabelecimentos, apenas 4% assinala ter feito demissões, isso porque o recrutamento da mão-de-obra no segmento não implica em vínculo empregatício – é feito principalmente por meio de contrato de parceria, conforme previsto na Lei 13.352/2016

Não se sabe, no entanto, quantos parceiros que estavam ocupados no corte e pintura de cabelos, manicure e pedicure, e depilação tiveram que recorrer ao auxílio emergencial do governo federal.

Os efeitos no faturamento também podem estar subestimados. Uma grande parte do serviço é prestada por empreendimentos na informalidade. “Uma vez em Paraisópolis [zona sul de São Paulo] contou-se 8 mil portas de serviço beleza”, lembra Andrezza Torres, analista de Competitividade do Sebrae.

Cabelereiros e barbeiros, E / D : Cabelereiras,  Marina Praia e Vânia Praia Cabelereiros e barbeiros, E / D : Cabelereiras,  Marina Praia e Vânia Praia

Atendimento nos salões de beleza foram suspensos no Brasil desde o início da pandemia de covid-19 – Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

Problema de caixa e aluguel

A inatividade do setor trouxe dificuldades de caixa para microempreendedores que têm negócio formal, como Denílton Delfino, dono de um pequeno salão há três na Asa Norte, em Brasília (DF).

“Estamos há mais de 100 dias nessa situação, e eu não tive resposta [de renegociação] dos fornecedores [de produtos usados no salão] e nem do dono do imóvel [onde fica o estabelecimento]”, reclama o empresário que atendia até sete pessoas por hora aos sábados – dia de maior movimento.

Um pouco mais de sorte teve a empresária Marina Portela, dona de um ateliê de beleza no bairro de Petrópolis, em Natal (RN). Ela conseguiu renegociar por duas vezes o custo do aluguel, e teve uma baixa de 30% com esse gasto. Seu negócio reabriu as portas no último dia 1º. A volta à atividade traz algum alívio para Portela. Ela sabe que não poderá ter o mesmo volume de atendimento e parte dos serviços que presta está parado como o de maquiagens para eventos, como casamentos, pois continuam as restrições às aglomerações.

Para diminuir os impactos negativos do novo coronavírus, a empresária conta que cortou gastos no dia a dia e teve que “reinventar”. Vendeu voucher (vale) para atendimento futuro de clientes, orientou parceiras que trabalhavam exclusivamente com maquiagem a se prepararem para outras atividades do ateliê, e fez busca ativa de clientes. “Liguei para todo mundo e usei as redes sociais para avisar da reabertura”.

De acordo com Andrezza Torres, do Sebrae, a reinvenção tem sido notada em vários relatos de microempresários. Segundo ela, alguns salões estão ensinando aos clientes a cuidarem e pintarem o cabelo em casa, “com a tonalidade certa”, por meio de teleconferências, outros estabelecimentos revendem produtos e orientam a aplicação. “Alguns salões conhecem seus clientes e sabem que descolorante, xampu, condicionador ou creme precisam”, salienta.

Anvisa fixa regras para regularização de cosméticos Anvisa fixa regras para regularização de cosméticos

Sebrae produz lista de orientações de biossegurança para salões de beleza – Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil

 

Salão de beleza: novos custos e biossegurança 

Além de não poder retomar em 100% os atendimentos, os salões de beleza terão novos custos – como a disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPI) para os parceiros, álcool em gel, e a aquisição de tapetes sanitizantes e até termômetros a laser.

Para ajudar a retomada segura das atividades, o Sebrae produziu uma lista de orientações de biossegurança para o segmento de beleza. Há dicas desde o “agendamento consciente”, para evitar aglomerações, até o cuidado com higienização para proteger a saúde de quem trabalha no estabelecimento e dos clientes que vão cuidar da aparência e da autoestima.

Todo o segmento da beleza no Brasil, que inclui os salões, lojas, indústria de produtos cosméticos, tem cerca de 1,2 milhão de empresas formais e 4 milhões de pessoas ocupadas – não necessariamente empregadas com carteira de trabalho.

Em 2018, apenas a indústria de cosméticos, perfumaria e higiene faturou R$ 109 bilhões no Brasil, o que coloca o país no quatro lugar no consumo global. Nesse caso, a vaidade é uma virtude.

Edição: Liliane Farias

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Quina acumulada: veja os números sorteados nesta sexta

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Quina está acumulada
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Quina está acumulada

O concurso 5334 da Quina desta sexta-feira (7), tem um prêmio estimado em R$ 7,2 milhões. As dezenas sorteadas foram:

08 – 13 – 20 – 31 – 37

Segundo a Caixa , uma única aposta de Ribeirão Preto acertou as cinco dezenas sorteadas. Com isso, o prêmio estimado para o sorteio de sábado (8) é de R$ 700 mil.

Como apostar

Para apostar na Quina , o participante deve escolher de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis nas lotéricas credenciadas pela Caixa, ou no site especial de loterias do banco.

Ganham prêmios quem acerta de 2, 3, 4 ou 5 números. Além disso, a pessoa pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha .

Segundo a Caixa , ninguém acertou as cinco dezenas sorteadas na última quinta (6). Os números sorteados foram: 16 – 40 – 43 – 63 – 77.

A aposta mínima na Quina custa R$ 2,00. Os sorteios da Quina são realizados, normalmente, de segunda-feira a sábado, às 20h.

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Economia

Prefeitos querem flexibilizar pagamento mínimo da educação em 2020

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A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) apresentou hoje (7) ao ministro da Economia, Paulo Guedes, uma pauta de reivindicações que inclui a possibilidade de flexibilização na aplicação do mínimo constitucional em educação em 2020. Pela Constituição Federal, estados e municípios devem investir, no mínimo, 25% das receitas provenientes de impostos e transferências a cada ano no setor. Como a crise econômica decorrente da pandemia de covid-19 derrubou a arrecadação tributária, os gestores municipais alegam dificuldades para cumprir com os pagamentos. 

“Defendemos uma legislação, de forma excepcional, considere os gastos em educação tudo aquilo que foi empenhado, e não somente o que foi pago, como a lei determina”, disse o prefeito de Teresina (PI), Firmino Soares, vice-presidente da FNP, em entrevista a jornalistas após a reunião com o ministro. “A gente não quer que os municípios deixem de investir [em educação]. Aquilo que for empenhado em 2020 vai ser cumprido no exercício financeiro dos anos seguintes, incluídos em restos a pagar”.

Segundo o prefeito, uma cláusula transitória poderia ser incluída da discussão sobre o novo pacto federativo, em tramitação no Congresso Nacional. A FNP representa as capitais dos estados e as cidades com mais de 80 mil habitantes, cerca de 400 municípios (no universo de 5.570) que concentram 60% da população e 75% da atividade econômica.

Além de prorrogar os pagamentos na área de educação, os prefeitos também querem suspender o pagamento dos precatórios (dívidas determinadas em processos judiciais).   “Levantamos a necessidade de debatermos a suspensão de pagamentos de precatórios, que estão empossados nos Tribunais de Justiça, por causa da debilidade financeira das prefeituras. O objetivo é que os municípios médios possam ter novo prazo para cumprir esses precatórios de 2020”, argumentou Soares. 

No mês passado, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), entidade que representa os municípios de pequeno porte, pediu a aprovação de uma linha de crédito para financiar o pagamento de precatórios municipais, com o objetivo de injetar mais de R$ 40 bilhões na economia brasileira, que é o montante estimado de precatórios devidos pelas administrações municipais

Manutenção do ISS

Durante a reunião com Guedes, os representantes da FNP defenderam que o Imposto sobre Serviços (ISS), que é um tributo municipal, fique de fora da reforma tributária em andamento no Legislativo. No final do mês passado, o governo federal apresentou a primeira parte da proposta da reforma, que prevê a unificação apenas dos impostos federais, dando lugar a uma contribuição única sobre bens e serviços, com alíquota de 12%. Outras duas propostas de emenda constitucional também tramitam no Congresso e preveem justamente a unificação de todos os demais tributos, incluindo o ISS (municipal) e o ICMS (estadual).   

“Nossa posição é favorável à unificação, mas temos muita dificuldade na unificação do ISS em um único imposto de valor agregado”, disse o prefeito de Teresina. Segundo Firmino Soares, o ministro Paulo Guedes demonstrou apoio à manutenção do ISS. “Ele foi muito explícito, disse que apoia a nossa tese de manter o ISS. É um imposto de potencial fantástico no futuro, tendo em vista que os serviços serão mais sofisticados, de maior valor agregado. Seria uma irresponsabilidade dos municípios abrirem mão, ainda mais sabendo que a União não vai compensar os entes federativos por eventuais perdas se houve uma unificação”.

Edição: Fábio Massalli

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