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Covid-19 agravou crise sanitária e novas favelas surgiram no Brasil

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Covid-19 expôs crise sanitária e novas favelas surgiram no Brasil
Fernando Frazão/ Agência Brasil – 7.4.14

Covid-19 expôs crise sanitária e novas favelas surgiram no Brasil

A epidemia do novo coronavírus  (Sars-Cov-2) exigiu isolamento e distanciamento social, com os funcionários longe das empresas e cada vez menos demandas, muitos foram demitidos. Como consequência, muitos brasileiros se viram desempregados e sem renda. Entre escolher pagar o aluguel ou alimentar os filhos, muitos se viram obrigados a deixar suas casas e ocupar espaços nas favelas.

Há quatro meses um estacionamento informal para caminhões no Jardim Julieta, em São Paulo, transformou-se em símbolo da devastação que a pandemia de Covid-19 provocou no Brasil. Mais do que isso, a nova comunidade é exemplo do descaso do governo com famílias sem renda em meio a uma crise da saúde.

Priscila Tomás da Silva, 35 anos, é uma das que teve que construir um barraco na nova favela na zona norte de São Paulo. Com um filho pequeno e 8 membros na família, ela explicou à AFP que se viu incapaz de conseguir pagar um aluguel de R$500 mensais. “Meu marido, que é o único que trabalha, foi mandado embora. A gente não tem como pagar o aluguel porque tem seis filhos também. Ficou difícil e aí a gente veio pra cá”, disse.

CRISE SANITÁRIA

No Jardim Julieta as condições são precárias. O que se vê são becos sem pavimentação sendo ocupados por barracos feitos de madeirite, placas de compensado de madeira e telhados improvisados com lonas de plástico. A maioria das casas não tem banheiro.

Em meio a uma pandemia, cerca de 700 famílias que habitam a nova favela enfrentam o desafio de manter uma higiene adequada e o distanciamento social . É inegável a situação de vulnerabilidade das favelas ao novo coronavírus.

Coordenador de políticas urbanas do Observatório das Favelas, o arquiteto Lino Teixeira afirmou à AFP que historicamente as pandemias empurram os pobres para as periferias e influenciam a formação de políticas de remoção . “No Rio de Janeiro, a própria formação da favela está ligada a um conjunto de epidemias urbanas, desde a febre amarela até a gripe espanhola, a varíola, depois o sarampo”, diz.

Sem ter para onde ir, os moradores da favela do Jardim Julieta agora enfrentam outro desafio: as autoridades já emitiram uma ordem de despejo e o prazo vence em 7 de agosto.

DESIGUALDADE

Os mais pobres, que sempre foram os mais afetados economicamente, estão sentindo com ainda mais força os efeitos da pandemia no estado de São Paulo, epicentro da Covid-19 no Brasil , com quase 25% das mais de 90 mil mortes registradas no país .

Os trabalhadores informais foram extremamente prejudicados com o isolamento e as medidas impostas pela quarentena, que os impediu de exercer suas funções. Com uma renda reduzida, se não zerada, muitos desses profissionais – diaristas, ajudantes de pedreiro, microempreendedores etc – se viram incapazes de continuar pagando o valor de seus aluguéis. 

Joyce Pinto, 27 anos, e o marido Gilmar Chaves, 29 anos, chegaram a ser ameaçados pelo proprietário da casa que habitavam quando não conseguiram pagar pelo aluguel. O casal, não conseguiu manter a renda durante a quarentena e a filha de dois anos perdeu a vaga na creche. A entrevista foi dada à AFP.

Para esses casos, países ao redor do mundo suspenderam ordens de despejo de inquilinos, no entanto, no Brasil a situação foi diferente. O presidente Jair Bolsonaro vetou uma lei similar em julho e como resultado vimos a formação de uma nova favela na capital de São Paulo. Segundo o Observatório de Remoções, um grupo de defesa do direito à moradia, mais de 2.500 famílias foram despejadas ou ameaçadas de despejo durante a pandemia.

Novos sem-teto também passaram a ocupar prédios no centro de São Paulo e o MTST chegou a promover a Marcha Contra os Despejos e Pela Moradia , que foi repreendida com bombas de gás.


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MP quer que pastor pague indenização por prometer falsa cura da Covid-19

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Agência Brasil

Pastor disse que semente de feijão pode curar a Covid-19
Reprodução/Youtube

Pastor disse que semente de feijão pode curar a Covid-19

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, pastor Valdemiro Santiago, pela venda de sementes de feijão com a falsa promessa que curariam a Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Na ação, é pedida uma indenização de R$ 300 mil por danos sociais e coletivos que teriam sido causados pela prática.

Segundo o MPF, Santiago divulgou vídeos em que afirma que ao plantar os feijões as pessoas seriam curadas da doença causada pelo novo coronavírus. Os grãos eram vendidos, ainda de acordo com a promotoria, por valores que variavam de R$ 100 a R$ 1 mil.

Em um trecho do vídeo, transcrito na ação, o pastor diz que laudos médicos comprovariam a eficácia dos feijões. “Você que me escuta aí e agora, cê viu na última reunião de bispos e pastores ? Apresentando com exame, um laudo médico, de gente curada de coronavírus, em estado terminal né, podemos dizer assim…gravíssimo, num estado muito avançado e Deus operou e fez maravilhas … E tá ali o exame para quem quiser”, diz Santiago, segundo transcrição de sua fala incluída na ação.

Para o Ministério Público, Santiago abusou da fé das pessoas para conseguir dinheiro. “No contexto em que foram proferidas as declarações resta evidente a prática abusiva da liberdade religiosa, na medida que incentiva os supostos fiéis ou interessados na aquisição das sementes de feijão, na crença de estarem curados, inclusive com o objetivo de angariar recursos financeiros dos fiéis”, diz o MPF.

A Agência Brasil não conseguiu contato com o pastor Valdemiro Santiago ou sua assessoria para comentar o caso.

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Pazuello se reuniu com defensores de ozônio no ânus para tratar a Covid-19

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General Eduardo Pazuello se encontrou com defensores de aplicação de ozônio no ânus para tratamento da Covid-19
Reprodução/redes sociais

General Eduardo Pazuello se encontrou com defensores de aplicação de ozônio no ânus para tratamento da Covid-19

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello , se reuniu na última segunda-feira (3) com defensores da aplicação de ozônio no ânus como tratamento para a Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Nesta quarta, no entanto,  a pasta desaconselhou a prática. O Ministério Público (MP) também se manifestou de forma de contrária .

O procedimento é muito utilizado na região Sul do Brasil e ganhou mais repercussão depois que o prefeito da cidade de Itajaí (SC), Volnei Morastoni, afirmou a técnica passaria a ser ofercecida à população pelo governo municipal.

Segundo o prefeito, que gravou um vídeo que viralizou nas redes sociais, esta é uma forma efetiva de se conter o avanço da Covid-19. Ele ainda afirmou que o procedimento é realizado em dez sessões que duram de dois a três minutos e é feito com um catéter que é inserido no ânus. A técnica, porém, não tem eficácia comprovada cientificamente.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) desaconselha o uso laboratorial da ozonioterapia. Especialistas alertam que a chamada ozonioterapia é uma prática experimental, permitida somente em estudos que sigam critérios definidos e acompanhem a evolução dos pacientes.

O encontro com o ministro Pazuello foi articulado pelo deputado Giovani Cherini (PL-RS) e o motivo era discutir as ações de saúde no Rio Grande do Sul e o tema fez parte da conversa. O grupo era liderado pela médica Maria Emília Gadelha Serra. Em fotos nas redes sociais, ela destacou o assunto tratado no encntro. “Ozonioterapia na Saúde!”, escreveu.

Participaram da reunião o assessor parlamentar da pasta, Gustavo Machado Pires, e o diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (Deges), Vinícius Nunes Azevedo. A conversa foi com a presidente da Sociedade Brasileira de Ozonioterapia Médica, Emília Serra Gadelha.

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