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Mato Grosso

Coronavírus: um contexto que exige responsabilidade e empatia

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Nos últimos dias, o mundo foi bombardeado com notícias tristes sobre o novo Coronavírus: vídeos assustadores, imagens impactantes e sensação de pânico até mesmo para quem não está no epicentro da epidemia. Contudo, diante de tantas informações (críveis ou não), proponho um exercício simples e valioso: o da empatia. 

Você já esteve em uma cidade onde as pessoas têm medo de sair nas ruas? Já chegou em um supermercado e não encontrou sequer os itens básicos para a sua sobrevivência? Esteve isolado, obrigatoriamente, de toda e qualquer pessoa por mais de um mês? Você já participou da construção de um hospital edificado em menos de 10 dias?
 
Eu imagino que a resposta seja não para boa parte dessas perguntas, se não para todas. Embora eu entenda que a minha realidade é muito distante daquela vivida hoje pelo povo chinês, também consigo compreender que esse não é um momento fácil para um dos principais países do continente asiático; é uma situação de emergência e dor. 

Não é difícil chegar à conclusão de que muitos seres humanos sofrem com os efeitos devastadores da epidemia na China. Por essa e outras razões, creio que a empatia seja a única saída para situações que exponham um indivíduo ou uma população à vulnerabilidade, neste caso, manifestada como uma enfermidade. 

Me refiro aqui à solidariedade que se coloca no lugar do outro e trabalha em favor do espírito coletivo, da consciência de humanidade. Não devemos nos esquecer que, além de demonstrar uma atuação extraordinária no bloqueio das fronteiras da província de Hubei – que, diga-se de passagem, monitora aproximadamente 40 milhões de pessoas –, o povo e o governo chinês depositam credibilidade em nosso país.

Basta dizer que a China é, há mais de uma década, a maior parceira comercial do Brasil e a grande importadora de soja, um dos principais produtos do agronegócio brasileiro. Não se trata apenas do investimento, mas da relação de confiabilidade entre duas nações. É justamente por isso que o Brasil faz a sua parte, estende as mãos aos brasileiros que estavam no epicentro da doença e mantém a diplomacia que o atual contexto exige. 

Devo reconhecer que o Estado Brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, também se mostra efetivo ao organizar um fluxo de assistência à população. Neste momento, propenso aos alardes irresponsáveis e inverídicos, é imprescindível frisar que os casos suspeitos ou confirmados devem ser atestados, primeiramente, pelos órgãos oficiais; bem como as etapas ligadas à suspeita de Coronavírus e às orientações voltadas para a população. 

Em meio a um cenário delicado, sejamos o indivíduo que checa a fonte das informações, que prioriza a higienização das mãos e o bloqueio físico de tosses e espirros; que também não diminui ou retalha uma nação que precisa da nossa empatia. Sejamos o cidadão que limpa o próprio terreno, que não deixa de lado a imunização pessoal e que tem consciência da responsabilidade que exerce na sociedade – afinal, a proliferação do novo vírus não anula doenças como a dengue, a influenza e o sarampo, que efetivamente se propagam em território nacional. 

*Gilberto Figueiredo é o atual secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso

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Mato Grosso

Quinta-feira (06): Mato Grosso registra 60.409 casos e 2.051 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quinta-feira (06.08), 60.409 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 2.051 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado e 38 mortes nas últimas 24 horas. 

Foram registradas 1.934 novas confirmações de coronavírus no Estado. Dos 60.409 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 19.782 estão em monitoramento e 38.576 estão recuperados. 

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 311 internações em UTIs públicas e 284 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 82,26% para UTIs adulto e em 32,13% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (13.172), Várzea Grande (4.781), Rondonópolis (3.624), Lucas do Rio Verde (3.085), Sorriso (2.725), Tangará da Serra (2.514), Sinop (2.242), Primavera do Leste (1.984), Nova Mutum (1.588) e Barra do Garças (1.077). 

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada no Boletim anexado ao final desta matéria. 

O documento ainda aponta que um total de 56.072 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 3.876 amostras em análise laboratorial. 

Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES disponível neste link, a partir das 17h.

Cenário nacional

Na última quarta-feira (05), o Governo Federal confirmou 2.859.073 casos da Covid-19 no Brasil e 97.256 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 95.819 óbitos e 2.801.921 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus. 

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou a atualização desta quinta-feira (06).

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:
– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
– Evitar contato próximo com pessoas doentes;
– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Coordenadoria de Assistência Social da PM completa 13 anos com 30 mil atendimentos

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A Coordenadoria de Assistência Social da Polícia Militar (CAS) comemora nesta quinta-feira, 06 de agosto, 13 anos de fundação. A CAS oferece apoio por meio de serviços de saúde, orientação jurídica e assistência social a policiais militares e seus familiares. No primeiro semestre de 2020, o órgão vinculado a Diretoria de Saúde da PM registou mais de 150 pessoas atendidas por mês.

Criado em 2007, a CAS já realizou 10 mil atendimentos diretos e 20 mil indiretos para policiais militares e seus dependentes na região metropolitana e nos 13 Comandos Regionais. Atendimentos que vão desde serviços em saúde como encaminhamentos a consultas médicas, acompanhamentos psicológicos, assistência funeral, orientação e apoio jurídico quanto obtenção de pensão, indenizações, regularização de situações funcionais de profissionais dentro da instituição dentre outros serviços.

Pioneira na coordenação da CAS, a major Luzinete Vilarinho, relembra como foi desafiador ficar a frente de uma pasta de Assistência Social da corporação. “Iniciei os trabalhos com um soldado como assistente social, mesmo com pouco servidores, fizemos um trabalho de formiguinha, oferencendo nosso apoio por meio do serviço de assistência social. Fiquei sete anos cordenando, me orgulha muito, hoje me deparo com a expansão desse importante órgão da Diretoria de Saúde e foi uma honra ter pertencido ao início deste trabalho”, ressalta a major da reserva remunerada.

Em meio a um ano atípico, por conta da pandemia do coronavírus,  a Coordenadoria de Assistência Social da PM continua prestando assistência aos policiais e seus familiares. São cerca de 50 mil famílias e 11 mil policiais militares entre ativos e inativos que contam com a CAS.

O coordenador da pasta, tenente-coronel Diego Fabiano Souza Tocantins conta que a equipe é formada por seis policiais, entre assistentes sociais e psicólogos que continuam apoiando os militares e suas famílias nos momentos mais difíceis.

“Por meio da CAS estamos presentes em cenários de dificuldades, de situações vulneráveis e delicados para os militares e seus familiares. E diante de uma pandemia não é diferente, seguimos apoiando esses profissionais. Esse trabalho garante plena condições de saúde e qualidade de vida ao militar e sua família. Ao longo dos anos vamos auxiliando na resolução de problemas, seja ele de saúde física, mental, de apoio ou orientação” desta coronel Diego

A sede da CAS fica na sede da Diretoria de Saúde da PM no Centro Político Administrativo, no bairro Paiaguás, em Cuiabá.

Fonte: GOV MT

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