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Coronavírus: o que a Europa está fazendo para tentar conter a segunda onda

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Reprodução: BBC News Brasil

Coronavírus: o que a Europa está fazendo para tentar conter a segunda onda

Depois de ver o número de casos e mortos do novo coronavírus cair nos últimos meses, países europeus afrouxaram parte das duras regras de distanciamento social adotadas no início da pandemia. Reabriram restaurantes, bares, escolas e parques.

Mas uma segunda onda de contágio atingiu a região — em alguns países de maneira até mais grave que a primeira — e isso causou um novo endurecimento das regras e até mesmo novos anúncios de lockdown, o tipo mais severo de bloqueio.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um segundo bloqueio nacional pelo menos durante todo o mês de novembro. Macron disse que, segundo as novas medidas, adotadas a partir de sexta-feira (30/10), as pessoas só poderão sair de casa para tarefas essenciais, comprar mantimentos ou ir ao médico.

Comércios não essenciais, como restaurantes e bares, serão fechados. Escolas e fábricas permanecerão abertas.

As mortes diárias por covid-19 na França chegaram ao nível mais alto desde abril. Na terça-feira, 33 mil novos casos foram confirmados.

Macron disse que o país corre o risco de ser “dominado por uma segunda onda que, sem dúvida, será mais difícil do que a primeira”.

O presidente disse ainda que as pessoas precisarão preencher um formulário para justificar a saída de suas casas, assim como foi exigido no bloqueio inicial em março. As autoridades francesas dizem que tudo deve ser feito para que “não nos sobrecarregue”.

Os únicos locais em que os números permanecem relativamente controlados até o momento são Grécia, Noruega e Finlândia.

Lockdown e toque de recolher

A Alemanha adotará o lockdown em novembro. O país manterá apenas escolas e lojas funcionando, de acordo com a chanceler Angela Merkel, ao pedir um “grande esforço nacional” para combater a pandemia do coronavírus.

Os contatos sociais no país serão limitados a duas famílias, e os bares, restaurantes e lazer serão fechados.

Policiais checam se pessoas usam máscaras nas ruas da Alemanha

Reuters
Policiais checam se pessoas usam máscaras nas ruas da Alemanha

O conselheiro especial da União Europeia, Peter Piot, alertou que cerca de 1.000 europeus morrem todos os dias por conta do vírus.

O toque de recolher noturno está em vigor em vários países, inclusive para 46 milhões de pessoas na França. No entanto, um ministro apontou que isso não foi capaz de impedir as interações sociais.

“(O toque de recolher) simplesmente mudou os horários — em vez de se reunirem às 21h, as pessoas estão se encontrando às 18h”, disse o ministro que pediu para não ser identificado.

O governo alemão deseja permitir que famílias e amigos se encontrem no Natal, mas as infecções diárias atingiram um novo recorde de 14.964, com mais 85 mortes registradas nas últimas 24 horas.

A Irlanda impôs medidas rígidas na semana passada, com o objetivo de reabrir antes do Natal. A Itália fechou cinemas e academias nesta semana em uma tentativa de “salvar o Natal”. Agora o governo do Reino Unido está sob pressão para agir no mesmo sentido.

O que sabemos?

O lockdown alemão começará na segunda-feira (02/11), nos termos acertados durante uma videoconferência envolvendo Merkel e os 16 primeiros-ministros estaduais:

— Escolas e jardins de infância permanecerão abertos

— Os contatos sociais serão limitados a duas famílias com um máximo de 10 pessoas e o turismo será interrompido

— Os bares fecharão e os restaurantes serão restritos a delivery

— Os estúdios de tatuagem e casas de massagem vão fechar

— As empresas menores, duramente atingidas pelo lockdown, serão reembolsadas em até 75% de suas receitas de novembro de 2019

— Merkel e os primeiros-ministros estaduais devem se reunir novamente no dia 11 de novembro para reavaliar a situação

“Temos que agir agora”, explicou a chanceler, para evitar uma emergência nacional.

A França registrou 523 mortes na terça-feira, incluindo 235 em residências, e a federação de hospitais apelou por um bloqueio o mais amplo possível.

“O país está realmente à beira de ter seu sistema de saúde saturado”, disse, alertando para um número significativo de mortes nos grupos mais vulneráveis.

O governo francês foi pego de surpresa pela virulência dessa segunda onda de covid-19. Cerca de 50 mil novos casos por dia estão sendo relatados e provavelmente ainda há uma subnotificação.

A proporção de leitos ocupados por pacientes da covid-19 é agora de 70% em Paris.

Homem de máscara caminha em rua de pedestres à noite

EPA/ENRIC FONTCUBERTA
Homem caminha na avenida Las Ramblas, Barcelona, após toque de recolher imposto na Espanha como tentativa de conter segunda onda

Para os negócios franceses será um enorme golpe — especialmente para os setores de entretenimento e eventos — embora o presidente, sem dúvida, também diga que agora também a população pode esperar uma ajuda governamental extra para empresas em pior situação.

Depois da recuperação da economia no terceiro trimestre, agora parece inevitável que ela se contraia novamente até o final do ano, e durante todo o ano de 2020 o governo prevê uma queda de 10% no PIB.

Como o vírus está se espalhando?

Embora a Europa Ocidental esteja vendo os números voltando aos níveis vistos durante a primeira onda, também há grandes aumentos na Europa Central e Oriental.

O professor Piot, que chefia a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, disse que “a situação é muito grave e corre o risco de piorar”. “As mortes também estão aumentando: na semana passada, cerca de um terço a mais de mortes do que na semana anterior, o que significa que cerca de 1.000 europeus morrem por dia de covid.”

No seu papel de conselheiro especial do presidente da Comissão Europeia, ele disse que atualmente uma média de 60% das pessoas na UE usam máscaras e, se esse número subisse para 95%, centenas de milhares de vidas poderiam ser salvas.

— Na Rússia, a vice-primeira-ministra Tatiana Golikova alertou sobre a situação crítica na capacidade de leitos hospitalares em 16 regiões. Cinco delas estão com 95% da capacidade, diz ela. Agora, as máscaras são exigidas em locais públicos em toda a Rússia.

— Na cidade siberiana de Omsk, duas ambulâncias não conseguiram encontrar leitos para pacientes de covid-19, então ligaram as sirenes do lado de fora da sede da autoridade de saúde em protesto. Depois de mais de 12 horas, foram encontrados leitos em um hospital que um funcionário disse estar “explodindo pelas costuras”

— A Polônia anunciou na quarta-feira mais 18.820 casos e 236 mortes

— A Bélgica atingiu o maior número de hospitalizações em um único dia (689) desde o início da pandemia de covid-19. O número de mortes já ultrapassou 11 mil

— A Espanha registrou mais 267 mortes — o maior número desde 1º de maio

— O toque de recolher noturno começa às 21h de quarta (28/10) na República Tcheca — exceto para trabalho, passear com o cachorro ou resolver necessidades médicas urgentes. As lojas fecham às 20h. O país voltou a registrar mais de 15 mil novos casos em apenas um dia.


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Ministério da Saúde crê que validade dos testes encalhados poderá ser ampliada

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Rovena Rosa/Agência Brasil

Testes RT-PCR podem ser jogados fora se validade não for reavaliada

O ministério da Saúde recebeu, nesta quarta-feira (24) o resultado dos testes sobre a ampliação do prazo de validade dos quase 7 milhões de exames de Covid-19 represados no Brasil . Segundo o secretário de vigilância em Saúde, Arnaldo Correia, a Organização Panamericana de Saúde (Opas) confirmou que os testes têm eficácia por mais 12 meses.

O lote de testes do tipo RT-PCR, considerados padrão ouro para diagnóstico da Covid-19, foram comprados pelos ministérios e ainda não foram usados, apesar da proximidade da data de validade. O estudo, então, busca avaliar quais testes ainda poderão ser usados pelo sistema público por um prazo maior.

O Ministério agora aguarda a análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que determina se os exames estão autorizados ou não no País.

“Hoje recebemos o resultado dos estudos da validade estendida em que a empresa está entrando junto a Anvisa para pedir essa validade estendida em que na conclusão […] está estendida de pelo menos 12 meses”, afirmou o secretário de vigilância sanitária em Saúde, em audiência pública na Câmara dos deputados.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Em uma semana, Estados com alta de internações passam de 15 para 21, diz Fiocruz

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Covid-19: em uma semana, Estados com alta de internações passam de 15 para 21, diz Fiocruz

O número de Estados com pelo menos uma região com tendência de alta nos casos de covid-19 passou de 15 para 21 no espaço de uma semana, segundo relatório periódico produzido desde o início da pandemia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O mais recente boletim da instituição, que analisa dados de 15 a 21 de novembro, aponta que os seis Estados que se somaram ao grupo são: Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins.

Ou seja, atualmente apenas 6 unidades da federação registram sinais de queda ou de estabilização da pandemia: Amazonas, Amapá, Goiás, Pernambuco, Roraima e Rondônia.

O levantamento da Fiocruz analisa registros oficiais de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que quase na totalidade são causados pelo novo coronavírus. Dos registros analisados por laboratórios, 98% foram detectados como covid-19.

Esse indicador é um dos mais precisos para tentar entender situação da doença no país porque trata de pacientes graves hospitalizados, o registro é obrigatório e, por isso, sofre menos distorção da habitual falta de testes para detectar a covid-19.

Mas esses dados mostram apenas um pedaço do retrato do que está acontecendo e não incluem as pessoas que não chegam a ser internadas. Até agora, autoridades e especialistas divergem sobre o que se passa: uma segunda de casos, um repique de uma primeira onda que nunca acabou de fato ou nenhuma das duas.

A título de comparação sobre a falta de informações precisas da pandemia no Brasil, o Ministério da Saúde registrou oficialmente a morte de 170 mil pessoas por covid-19 neste ano.

Mas a Fiocruz, ligada ao ministério, aponta que morreram em 2020 ao menos 220 mil pessoas de doenças respiratórias graves. Em 2019, esse número foi de 5.324.

Ilustração do coronavírus

Getty Images
Coronavírus matou ao menos 170 mil pessoas no Brasil em 2020

O fato é que as mortes têm crescido nas últimas semanas em diversas localidades do país.

Segundo levantamento feito por um consórcio de veículos de imprensa brasileiros, a média de mortes por covid-19 registrada ao longo de um dia aumentou nesta semana 54% em relação ao registrado duas semanas atrás.

Hospitais cheios

Nas últimas semanas, diversas capitais e cidades grandes têm enfrentado o aumento da ocupação de leitos por covid-19.

Após dias de altas consecutivas, a cidade do Rio de Janeiro chegou nesta terça-feira (24) ao patamar de 91% de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com covid-19. Na enfermaria, a ocupação é de 69%.

Em Porto Alegre, a rede privada está com 98,3% dos leitos de UTI ocupados, segundo dados do governo gaúcho. Na cidade, há 408 pessoas atualmente utilizando respiradores para enfrentar a doença.

Na região leste do Paraná, a taxa de ocupação de UTIs para pacientes com covid-19 chega a 88%.

Segundo a Fiocruz, há ao menos 12 capitais com tendência de alta de internações por doenças respiratórias: Belo Horizonte, Brasília (plano-piloto e arredores), Campo Grande, Curitiba, Maceió, Natal, Palmas, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória.

Paciente internado na UTI do hospital Albert Einstein, em São Paulo, em foto de 16 de novembro de 2020

Nelson Almeida/AFP via Getty Images
Paciente internado na UTI do hospital Albert Einstein, em São Paulo

Florianópolis, João Pessoa e Rio Branco, que estavam em trajetória de alta, indicam ter estabilizado o avanço da pandemia.

Por outro lado, a tendência de queda dos casos foi interrompida em Goiânia, e a doença pode voltar a crescer na cidade. O candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto no segundo turno (29/11) na capital goiana, Maguito Vilela, está intubado em uma UTI de São Paulo. Ele está internado há mais de um mês.

Segundo a Fiocruz, o patamar do número de casos de doenças respiratórias permanece bastante elevado em relação à média histórica em todos os Estados, e o espalhamento de uma doença tão contagiosa como essa pode mudar o cenário rapidamente.

Por isso, é importante reforçar as medidas de combate ao avanço da doença.

Como é possível reduzir essa taxa de contágio?

Sem vacinas disponíveis ainda, centenas de especialistas afirmam que isso envolve uma série de estratégias de combate à doença, como distanciamento social, uso de máscaras e rastreamento de pessoas que tiveram contato com alguém infectado.

Mas nenhuma dessas medidas sozinha é perfeita, e algumas são de responsabilidade de cada pessoa e outras são dos governantes ou da sociedade como um todo.

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BBC

Por isso, o virologista Ian M. Mackay, da Nova Zelândia, encontrou uma ótima analogia para ajudar as pessoas a se protegerem contra a covid-19: o queijo suíço.

“Nenhuma medida isolada de prevenção que tentamos implementar para combater a covid funciona 100%”, mas, quando “começamos a juntar diferentes camadas (medidas), criamos uma barreira efetiva”, disse o cientista à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

Fonte: IG SAÚDE

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