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Internacional

Coronavírus: nova metodologia faz China registrar recorde de óbitos

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Em apenas 24 horas, a China confirmou mais 254 mortos, devido ao novo coronavírus. Também se registaram mais 15 mil novos casos de infecção. A China voltou a registrar a maior mortalidade em um único dia, desde o início da epidemia. A alta dos números ocorre devido à nova metodologia para contabilizar os casos positivos.

Desde o início da epidemia, as autoridades chinesas só contabilizavam como casos positivos, os pacientes com diagnóstico confirmado em laboratório.

Nas últimas 24 horas, Pequim alterou o critério de contabilização na província de Hubei, o epicentro da doença, batizada Covid-19, passando a incluir também os casos de diagnóstico médico, detectados com base nos sintomas do doente e nos resultados de testes e exames.

Esta alteração traduziu-se em um número de infecções dez vezes superior ao do dia anterior, e na maior mortalidade diária desde que surgiu a epidemia.

Fonte: EBC Internacional
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Internacional

Teste negativo para coronavírus leva mais tripulantes a deixar navio

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Cerca de 100 integrantes da tripulação do navio de cruzeiro Diamond Princess, atracado no Porto de Yokohama, no Japão, que apresentaram resultados negativos nos testes do novo coronavírus, vão desembarcar nesta sexta-feira (28).

Eles estão entre os cerca de 150 tripulantes que permanecem a bordo do navio. Muitos são estrangeiros.

Eles deverão seguir para uma instalação do governo na província de Saitama, ao norte de Tóquio, depois de deixar o navio. No mesmo local estão 91 tripulantes que foram deslocados depois de sair do navio, na quinta-feira, e terem resultado negativo no teste para o vírus.

Os tripulantes deverão permanecer nessa instalação durante duas semanas, quando, então, passarão por testes outra vez. Eles serão liberados para deixar a instalação se os resultados dos exames derem negativo.

O Ministério da Saúde do Japão informou que alguns membros da tripulação não irão para a instalação de Saitama, devendo regressar a suas casas em voos fretados pelos governos de seus países ou outros meios.

O ministério disse ainda que o último grupo de tripulantes a permanecer no navio vai desembarcar dentro de alguns dias. Acrescentou que o último passageiro que ainda estava a bordo desembarcou na quinta-feira (5).

Propagação do coronavírus em escolas

O plano do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, de cancelar as aulas das escolas de todo o país para evitar a propagação do coronavírus gerou preocupação entre os japoneses. Mais de 12 milhões de estudantes serão mantidos em casa a partir da semana que vem e os pais se deparam com a questão de o que fazer com seus filhos durante esse período.

Nessa quinta-feira (27), Shinzo Abe pediu, efetivamente, que todas as escolas dos ensinos fundamental e secundário, assim como as escolas para estudantes com necessidades especiais, comecem suas férias de primavera a partir de segunda-feira (2), em vez de iniciá-las no fim de março, como de costume. Isso significa fechar as escolas por várias semanas.

A decisão ocorre quando os estudantes estão terminando seu ano letivo e pode causar impactos nos exames, assim como encurtar o número de horas de estudo necessárias para completar os currículos.

A decisão final de fechar as escolas será deixada para os governos locais, segundo o especialista Ryo Uchida, professor adjunto da Universidade de Nagoya. Ele diz que, “basicamente, os governos locais controlam a administração educacional e, por isso, espera que o governo central respeite suas determinações”.

Uchida diz, também, que o fechamento de escolas pode ser eficiente para evitar a disseminação da infecção, mas mais tempo pode ser necessário para fazer os preparativos para o fechamento coletivo das unidades de ensino..

*Emissora pública de televisão do Japão

Edição: –

Fonte: EBC Internacional
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Internacional

Governo britânico admite abandonar negociações com a União Europeia

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O governo britânico admite abandonar as negociações com a União Europeia (UE) para um acordo pós-Brexit se não houver progressos até junho, diz um documento publicado hoje (27) com a posição do Reino Unido.

O documento de 40 páginas estabelece a posição inicial do Reino Unido para as negociações de um acordo comercial com a UE, que começam na próxima semana, afirma o empenho em “trabalhar de maneira rápida e determinada” até junho, quando está marcada uma cúpula de alto nível para avaliar os progressos.

“O governo espera que, até lá, o esboço geral de um acordo esteja claro e possa ser finalizado rapidamente em setembro. Se esse não for o caso na reunião de junho, o governo vai ter de decidir se a atenção do Reino Unido deve se afastar das negociações e se concentrar apenas em continuar os preparativos internos para sair do período de transição de maneira ordenada”, diz o documento.

O governo britânico identifica como principal ponto de discórdia a exigência da UE de respeito pelas regras e leis europeias pós-Brexit, propondo como alternativa um “relacionamento baseado na cooperação amigável entre iguais soberanos, com ambas as partes respeitando a autonomia legal e o direito de gerir os seus próprios recursos como entenderem”.

“Aconteça o que acontecer, o governo não negociará qualquer acordo em que o Reino Unido não tenha controle de suas próprias leis e vida política. Isso significa que não concordaremos com nenhuma obrigação para que as nossas leis sejam alinhadas com as da UE ou que as instituições da UE, incluindo o Tribunal [Europeu] de Justiça, tenham jurisdição no Reino Unido”, diz o texto.

Na Declaração Política que acompanhava o Acordo de Saída da UE estava escrito que, “dada a proximidade geográfica e a interdependência econômica da União Europeia e do Reino Unido, o relacionamento futuro deve garantir uma concorrência aberta e justa, englobando compromissos sólidos para garantir condições equitativas”.

Porém, o conteúdo do documento não era vinculativo, e o governo britânico argumenta que o programa eleitoral com que foi eleito com maioria absoluta em dezembro determinava a intenção de “retomar o controle das fronteiras, leis e dinheiro”.

Declaração no parlamento

Em uma declaração hoje no parlamento, o ministro e Chanceler do Ducado de Lancaster, Michael Gove, argumentou que o princípio da proximidade geográfica não foi um critério usado em acordos de comércio em outras regiões, pelo que não deve ser considerada uma razão para o Reino Unido ter de aceitar as regras europeias que “ponha em causa da democracia”.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, já tinha informado de sua preferência por um acordo de comércio livre semelhante ao que a UE tem com o Canadá, que permite eliminar as tarifas aduaneiras sobre a maior parte dos produtos.

Dá também ao Reino Unido liberdade para negociar acordos com outros países e estabelecer as próprias regras e leis, embora Johnson tenha rejeitado a intenção de avançar com uma desregulamentação que resulte em dumping, seja comercial, social ou ambiental”.

Porém, este modelo de acordo não elimina completamente barreiras regulatórias nem garante um acesso total ao mercado único incluindo a área de serviços, que representa uma parte importante da economia britânica.

No início do mês, o primeiro-ministro disse no parlamento que o “progresso rápido” das discussões sobre serviços financeiros, que representam 7% da economia britânica, e sobre a proteção de dados seriam um teste sobre a natureza construtiva do processo de negociação.

Na Declaração Política estava um compromisso para concluir um entendimento sobre este setor até junho e sobre os dados até ao final do ano, mas estas datas foram omitidas da posição de Bruxelas publicada na terça-feira.

Esta semana, Barnier manifestou “preocupações” em relação às recentes posições britânicas sobre a futura parceria entre Bruxelas e o Reino Unido, temendo um “distanciamento” dos compromissos assumidos por Londres.

Em jogo estavam só não só as declarações de Boris Johnson e outros ministros, mas também notícias na imprensa britânica de que o governo não pretende construir infraestruturas para realizar os controles aduaneiros sobre as mercadorias que circulam entre a Irlanda do Norte e o resto do Reino Unido previstos no acordo de saída.

Parceria ambiciosa

O Conselho de Assuntos Gerais da União Europeia, que reuniu os 27 estados-membros na terça-feira (25), deu “luz verde” formal à Comissão Europeia para iniciar as negociações com Londres visando uma “parceria ambiciosa, abrangente e equilibrada” com o Reino Unido, em “benefício de ambos os blocos”.

No mandato dado à equipa negociadora chefiada por Michel Barnier, o Conselho Europeu indica que “a futura parceria deve ser embasada por compromissos sólidos para garantir condições equitativas de concorrência aberta e justa, dada a proximidade geográfica e a interdependência econômica da UE e do Reino Unido”, sublinha a estrutura.

Por isso, nestas conversações, “a UE pretende estabelecer um acordo de livre comércio com o Reino Unido que garanta a aplicação de tarifas e quotas zero ao comércio de mercadorias”, bem como a “cooperação em aspectos aduaneiros e regulatórios”.

Relativamente ao setor de pesca, o bloco comunitário vai defender a “manutenção de um acesso recíproco às águas e quotas estáveis” e que este acordo seja definido até 1° de julho, forma a “determinar as possibilidades de pesca após o fim do período de transição”.

A UE vai, ainda, debater “disposições para cooperação futura em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, compras públicas, mobilidade, transportes e energia”, bem como por uma futura colaboração “judicial em questões criminais e de política externa, segurança e defesa”, conclui o Conselho da UE.

As duas equipas de negociadores lançam, na próxima segunda-feira (2/3) em Bruxelas, a primeira rodada de negociações, que irá prolongar-se até quinta-feira (5), devendo a segunda rodada ter lugar ainda em março, em Londres.

As rodadas de negociação serão realizadas alternadamente em Bruxelas e em Londres.

Fonte: EBC Internacional
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