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Mato Grosso

Cooperação Técnica prevê conversão de multas para projeto de revitalização

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O Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR) irá investir R$ 2,8 milhões para elaboração do projeto executivo que irá detalhar as áreas prioritárias a serem recuperadas e revitalizadas em Mato Grosso e Goiás. O recurso será utilizado na primeira etapa das ações do programa ‘Juntos pelo Araguaia’, que revitalizará as cabeceiras do Rio Araguaia nos dois estados. 

O investimento foi confirmado pelo ministro Gustavo Canuto durante coletiva de imprensa realizada no dia 05 de junho, data de lançamento do projeto. “O recurso já está disponível e as transferências poderão ser feitas por meio de universidades ou diretamente aos Estados”.

Com o projeto executivo em mãos, os Estados terão os subsídios técnicos necessários para buscar recursos junto a fundos nacionais e internacionais. Já para a execução do projeto de revitalização do Rio Araguaia, o Ministério do Meio Ambiente se comprometeu a priorizar a destinação de recursos da conversão de multas ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), até o montante de R$ 100 milhões, mediante instrumento específico e conforme legislação vigente. 

 

Foto: Tchélo Figueiredo – Secom/MT

“O objetivo de Mato Grosso é que esse projeto seja tão sólido que ele desperte os interesses em instituições privadas, públicas e organismos internacionais para financiamento do projeto. Independentemente disso, temos estratégias para conversão das multas administrativas para recuperação do Araguaia a exemplo do Governo Federal”, pontuou a secretária de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, prevendo que os estudos estejam concluídos até o final de 2019. Ela reforça ainda que o Estado já tem experiência em angariar recursos como já acontece em relação ao combate ao desmatamento na Amazônia com auxílio do Programa REM (REDD+ para Pioneiros).

Em sua fala durante o evento de lançamento do Juntos pelo Araguaia, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, ressaltou a importância da assinatura do programa, dizendo que a iniciativa entra para o rol de uma das maiores do país e do mundo na preservação e recuperação do meio ambiente. “Tenho a honra de participar do lançamento desse programa. O rio Araguaia une esses dois estados no coração do Brasil e aqui vamos dar esse exemplo que é possível produzir e conservar, desenvolver e gerar riquezas”, salientou ele.

O lançamento do projeto “Jutos pelo Araguaia” foi marcado pela presença do presidente Jair Bolsonaro e ministros. Após a solenidade, os governadores de Mato Grosso e de Goiás realizaram o plantio simbolico de mudas, representando o reflorestamento de dois hectares de mudas nativas em áreas de preservação permanente degradadas, sendo que um hectare na fazenda Bela Vista, no município goiano de Aragarças, e outro na fazenda Pôr do Sol em Pontal do Araguaia, já em Mato Grosso.

Secretária Mauren Lazzaretti realiza plantio de mudas na fazenda Por-do-Sol (Pontal do Araguaia), acompanhada pelos deputados Eduardo Botelho, Max Russi e Dilmar Dal´Bosco; promotores de Justiça Marcelo Vacchiano e Joelson Campos e pelas secretárias-adjuntas Lilian Ferreira dos Santos e Luciana Berttinato Copetti. Foto: Tchélo Figueiredo – Secom/MT

Assoreamento

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Para entender a situação do rio Araguaia, produtores e autoridades políticas participaram do Seminário Técnico “Juntos pelo Araguaia” realizado na cidade goiana de Aragarças na terça-feira (04). O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Maximiliano Bayer, explicou que devido a quantidade de areia transportada pela água, o rio Araguaia, que já foi navegável, apresenta um sistema fluvial único no mundo. “O Araguaia está doente por excesso de sedimentos”, disparou o pesquisador que estuda a dinâmica das erosões e voçorocas ao longo do curso d´água.

Ele explica que o tipo de solo da região facilita a formações de voçorocas e que há erosões que iniciaram há mais de dez por diversos fatos como, por exemplo, cercas mal construídas.  Os estudos da equipe goiana revelam que a sedimentação gerada nas cabeceiras do Araguaia está ficando acumulada na depressão ao redor da Ilha do Bananal. O episódio é perceptível uma vez que após o trecho a água se torna cristalina. Segundo o pesquisador, a atual situação do rio coloca em risco o desenvolvimento econômico da região, já que empreendimentos que vierem a ser instalados podem ter a vida útil comprometida.

O professor da Universidade Federal de Mato Grosso, Fernando Pedroni, apresentou uma série de estudos sobre a vegetação que circunda as águas do rio conhecido por sua beleza cênica. Os pesquisadores mato-grossenses identificaram as espécies mais recorrentes na faixa das áreas de preservação permanente do rio. Na margem, sujeitas ao pulso de inundação, encontram-se juás, figueiras e ingás. Um pouco mais distantes da beira do rio, a vegetação é normalmente formada por espécies como jatobá, angico e babaçu. Já nas áreas mais planas, próximos aos lagos e sujeitas a longos período de encharcamento, foram encontradas com maior incidência tucaneira azul e cambará.

Os pesquisadores elogiaram a iniciativa do “Juntos pelo Araguaia” e fizeram um apelo para que o rio receba os cuidados que merece para a conservação da biodiversidade. A planície do Araguaia é considerada um hot spot de biodiversidade, ou seja, abriga uma grande variedade de espécies que incluem animais como a tartarugas gigantes e botos e por isso foi indicada por agências nacionais e organizações não-governamentais como prioritária para conservação.

 

Ousadia

Baseado na experiência comprovada do Instituto Espinhaço em Minas Gerais, o projeto é o maior programa público de recuperação e revitalização de bacia hidrográfica no país. Em solo mineiro, o projeto “Semeando Florestas, colhendo águas na Serra do Espinhaço” atuou na reposição florestal com mudas nativas de 2500 hectares em 61 municípios. Além dos estudos para identificação das espécies mais indicadas, a projeto também se preocupou em selecionar árvores de maior valor agregado, garantindo novas alternativas de renda aos produtores.

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Durante o seminário, o presidente do Instituto Espinhaço, Luís Cláudio Oliveira, lançou uma reflexão para a plateia:  “É na bacia hidrográfica onde tudo se organiza e mobiliza. Sempre foi assim ao longo da história, mas não nos relacionamos bem com o rio, já que depositamos nele tudo o que não queremos mais. No entanto, é dele também que vem a nossa principal fonte de ida, que é a água”.

Para a secretária Mauren Lazzaretti, o projeto apresentado traduz o momento de mudança de perspectiva na gestão ambiental. “Precisamos de criatividade e somar esforços para que possamos ser eficientes no modelo de recuperação e de controle ambiental. O modelo que temos até hoje de iniciativas pequenas e atuação isolada de estados se mostrou pouco eficiente e por isso precisamos mudar as estratégias de ação”, completou a gestora.

O programa prevê a recuperação de 10 mil hectares de áreas degradadas em 27 municípios da região do rio Araguaia, sendo 5 mil em cada um dos Estados, Mato Grosso e Goiás. Entre as ações previstas pelo projeto estão a reposição florestal, plantio de mudas nas margens da área e conservação do solo de áreas degradadas nas cabeceiras e zonas de recarga do rio. O grande objetivo é assegurar a disponibilidade de recursos hídricos para as próximas gerações.

Na primeira etapa, o objetivo é recompor as florestas protetoras de áreas de preservação permanente e manejar pastagens e atividades agropecuárias com tecnologias de agricultura de baixo carbono, bem como implantar sistemas agroflorestais nas zonas de recarga de aquíferos, nas cabeceiras e nos afluentes que formam o Rio Araguaia.

Privilegiando as cabeceiras do rio que corta quatro estados em um percurso de 2100 quilômetros, a área de abrangência da atuação em Mato Grosso engloba os municípios que compõem o Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Araguaia: Alto Taquari, Alto Araguaia, Alto Garças, Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Torixoréu, Guiratinga, Pontal do Araguaia, Tesouro, General Carneiro, Barra do Garças.

O Termo de Cooperação Técnica que irá viabilizar o projeto de revitalização das cabeceiras da bacia hidrográfica do Rio Araguaia foi assinado na últim semana, pelo governo Federal, e os Estados de Mato Grosso e Goiás. Representando a União, assumiram o compromisso a Casa Civil da Presidência da República, a Secretaria de Governo da Presidência da República, a Secretaria-Geral da Presidência da República, o Ministério do Desenvolvimento Regional, o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os governos estaduais estão representados pelas respectivas secretarias do Meio Ambiente.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Lançamento do ‘cacau clonal’ movimenta região Noroeste

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O plantio simbólico de mudas marcou o ‘I Dia de Campo do Cacau Clonal’, no município de Cotriguaçu, localizado 970 km a Noroeste de Cuiabá, que é destaque na produção cacaueira em Mato Grosso. Com a implantação da unidade demonstrativa, a estratégia é garantir eficiência na produtividade com a expansão de cultivares geneticamente mais produtivos, e a ampliação da área plantada.  

Cotriguaçu possui cerca de 17 mil habitantes e tem sua economia baseada na pecuária de corte e na exploração do setor madeireiro. A proposta de expansão do cacau surge como uma opção de renda perene aos mais de 2.300 agricultores familiares do município. 

Para o secretário de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Silvano Amaral, que participou do dia de campo, o governo do Estado assumiu o fortalecimento da agricultura familiar como política de governo, e tem pautado suas ações na busca de parceiros e organismos capazes de agregar experiências e soluções inovadoras. Este é o caso da Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira). Com sede em Rondônia, o órgão se tornou referência na geração e transferência de tecnologia voltada ao aprimoramento da produção cacaueira no Brasil. 

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“Precisamos dar um basta na cultura do assistencialismo. Não podemos mais manter os produtores reféns e dependentes. Este não é o conceito do governo Mauro Mendes. Estamos trabalhando estratégias para ofertar o maior número de possibilidade de acordo com a aptidão de cada região. Cotriguaçu já tem tradição no plantio de café, e queremos apostar no fortalecimento do cacau. Duas culturas perenes, com valor agregado, de peso internacional, e com grande capacidade de expansão, uma vez que possui áreas abertas e produtores disponíveis”, defendeu Silvano. 

O secretário ainda enfatizou a importância do cooperativismo para o avanço da agricultura familiar. “Tenho dito em todas as oportunidades sobre o poder do cooperativismo. A união faz a força e isso não é só ditado popular, é realidade. No cooperativismo existe ganho na negociação dos produtos, na compra de insumos, na contratação de assistência técnica, inclusive no controle da concorrência. Nossos produtores precisam repensar o cooperativismo, deixar os melindres de lado e se unir”, advertiu o secretário. 

A distribuição de sêmens para a melhoria genética da produção leiteira é outra aposta da Seaf. Hoje, a média de produção de cada animal gira entorno de 4 litros de leite por dia. Com o melhoramento genético e o manejo adequado das pastagens, o produtor pode chegar a produzir até 30 litros. A proposta da Seaf é atuar na instalação de unidades demonstrativas para a transferência de embriões.     

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Durante o evento foi assinado um protocolo de intenções entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Expansão Rural (Empaer) e Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) no sentido de concentrar esforços para a expansão da cadeia produtiva do cacau em Mato Grosso. 

Além do secretário da Seaf, Silvano Amaral, estiveram presentes: o superintendente da Ceplac, Cacildo Viana; do prefeito de Cotriguaçu, Jair Klasner e do representante da Empaer, Fabrício Ramos; também participaram do Dia de Campo, o Chefe da Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário (MAPA-MT), Nilo Nascimento; o secretário de Agricultura de Cotriguaçu, Davi Lopes, os secretários municipais de Agricultura de Colniza, Juína, Juruena, Castanheira e Alta Floresta, agricultores do distrito de Nova União, P.A. Juruena e P.A. Cederes, entre outras lideranças.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Operação no Araguaia é concluída com a prisão de 111 pessoas

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Uma ação policial deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) na região do Araguaia prendeu 111 autores de delitos criminais. Deste total, 39 foram em flagrante. A “Operação Salutem” foi realizada nas Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) dos municípios de Barra do Garças, Água Boa e Vila Rica, contemplando outros 20 municípios.

A operação começou no dia 2 de junho e terminou no dia 14 do mesmo mês. A última região a receber a ação foi a de Vila Rica (1.268 Km ao leste de Cuiabá). Neste período foram empregados mais de 730 profissionais da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Politec e Detran, e a atuação de equipes da Secretaria de Fazenda (Sefaz), Polícia Rodoviária Federal e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).

Ao todo, 2.525 pessoas e 1.599 veículos foram abordados e 11 armas de fogo apreendidas. A ação tem como foco o combate a crimes a exemplo, de roubo e furto de veículos e de cargas, nas regiões próximas a rodovias federais.

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“Nestes dias de operação houve esforço e empenho de todas as unidades envolvidas e o resultado vemos no balanço desta ação. Nosso objetivo é continuar promovendo ações integradas em todo Estado”, argumenta o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Victor Paulo Fortes.

Dentre os municípios em que ocorreram as ações repressivas estão Barra do Garças, Araguaiana, General Carneiro, Novo São Joaquim, Ribeirãozinho, Pontal do Araguaia, Torixoréu, Água boa, Nova Xavantina, Querência, Campinápolis, Cocalinho, Nova Nazaré, Canarana, Ribeirão Cascalheira, Serra Nova Dourada, Bom Jesus do Araguaia, Barra do Garças e Pontal do Araguaia e Vila Rica.

A primeira edição da operação Salutem foi deflagrada nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande e terminou com 15 autores de delitos criminais presos. A operação visa promover a prevenção e repressão imediata a adulterações de sinais de identificação veicular, tráfico de entorpecentes, transporte irregular de cargas, porte ilegal de arma de fogo, descumprimento de medidas sanitárias, entre outros.

Fonte: GOV MT
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