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Convite à invasão, Pence “traidor” e inação: veja as acusações contra Trump

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Gravações do dia da invasão mostraram
Brendan Smialowski/Reprodução

Gravações do dia da invasão mostraram “participação” e influência de Trump no episódio

Consideradas um dos pontos altos da acusação contra o ex-presidente Donald Trump no julgamento do impeachment no Senado , novas imagens da invasão ao Capitólio, exibidas na quarta-feira (10), revelaram o elevado grau de risco à vida dos congressistas, assessores e mesmo do ex-vice Mike Pence.

Por alguns momentos, a distância entre os parlamentares e os invasores, alguns de posse de bastões de beisebol e armas de choque, foi de alguns metros — e se não fosse a ação rápida e eficiente dos policiais legislativos, o dia 6 de janeiro poderia ter acabado em um massacre sem precedentes .

Caçada a Pence

Responsável por conduzir a sessão do Senado que certificaria a vitória de Joe Biden,  Mike Pence se tornou alvo dos aliados de Trump por se recusar a levar adiante seus planos para invalidar a eleição. Com isso, muitos dos que foram ao Capitólio viam nele um “traidor”, como ficou explícito em cartazes e mesmo forcas do lado de fora do prédio. Contudo, uma vez dentro do complexo, as ameaças se tornaram reais.

“Os  extremistas se coordenaram on-line e discutiram como eles poderiam caçar o vice-presidente. Jornalistas no Capitólio os ouviram dizer que estavam procurando Pence para executá-lo”, afirmou o deputado Eric Swalwell, do grupo de deputados que atua como a Promotoria no julgamento.

Nas imagens de câmeras de segurança, até agora inéditas, é possível ver Pence e sua família sendo levados para um local seguro, enquanto os invasores o procuravam a menos de 30 metros de distância. Na hora da invasão, quando a sessão ainda estava em andamento, estiveram a poucos passos de invadir o plenário.

Além de Pence, a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi , era procurada pelos extremistas, que chegaram a invadir seu gabinete. Um deles, como mostravam as imagens, carregava um bastão com capacidade de dar choques elétricos — ele foi preso posteriormente. As câmeras mostraram assessores de Pelosi sendo levados por seguranças para uma outra sala pouco antes do ataques dos trumpistas.

Por pouco

Outro trecho destacou o trabalho do policial Eugene Goodman na proteção dos congressistas , em especial do senador republicano Mitt Romney: ao tentar escapar do plenário, ele estava indo em direção aos invasores, mas o agente recomenda outro caminho, mais seguro. O mesmo aconteceu com o líder da maioria democrata, o senador democrata Chuck Schumer. As imagens mostram os policiais protegendo o congressista, que ficou a “poucos metros” dos trumpistas. Em outra parte da apresentação, alguns deputados abrigados em salas próximas ao plenário são orientados a remover seus broches funcionais, dificultando assim a identificação.

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Batalhas

Em menor número, os policiais que estavam do lado de fora do Capitólio relataram, em gravações mostradas no plenário, o desespero diante dos invasores. Relatos de feridos começaram a se multiplicar, assim como os pedidos por ajuda.

“Eles estão começando a desmontar uma barreira”, diz um policial. “Estão jogando pedaços de metal na gente”.

Uma das imagens mais impactantes, da câmera corporal de um dos agentes, o mostrou sendo agredido com pedaços de pau, mastros de bandeiras de Trump e bastões de beisebol enquanto tentava impedir que trumpistas invadissem uma das entradas do Capitólio . Em outro momento, igualmente chocante, um policial já dento do prédio é esmagado em uma porta por uma multidão raivosa enquanto grita de dor. O agente, identificado mais tarde como sendo Daniel Hodges, não se feriu, e posteriormente declarou à NBC “ter sido um prazer esmagar uma insurreição nacionalista branca”.

‘Papai pode não voltar para casa’

Além dos videos, os democratas mostraram uma série de postagens em redes sociais sinalizando que os apoiadores de Trump estavam prontos para usar a violência. Em um deles, um homem afirma ter tido “uma conversa difícil com os filhos”, na qual afirmou que poderia “não voltar para casa” de Washington.

“Uma vez que ele (Trump) os convidou, os invasores não se preocuparam em esconder seus planos”, afirmou a delegada pelas Ilhas Virgens Stacey Plaskett. “Eles publicaram planos exatos do ataque, abertamente, orgulhosamente, tudo isso em fóruns públicos”.

Inação de Trump

Os democratas também reforçaram a ideia de que Donald Trump não agiu para evitar o ataque ao Capitólio , mesmo quando os seus apoiadores já ocupavam corredores e salas do complexo. Ao delimitar a linha do tempo de 6 de janeiro, o deputado David Ciciline apontou que, ao invés de acalmar os ânimos, Trump usou o discurso mais cedo naquele dia para elevar o tom. E que, mesmo durante o ataque, parecia mais preocupado em convencer deputados e senadores a apoiarem sua estratégia de reverter os resultados das eleições.

“Na verdade, a única pessoa que ele condenou no dia 6 de janeiro foi o vice-presidente Mike Pence , que estav escondido neste prédio com sua família, temendo por sua vida. Nas primeiras horas desse ataque violento, ele não fez nada para impedir, nada para nos ajudar”, afirmou Cicilline.

Em seguida, o deputado Joaquin Castro mostrou o vídeo de um dos invasores lendo, em um megafone, as exatas palavras do tuíte de Trump atacando Pence. Para a acusação, essa mensagem ajudou a construir a imagem de “traidor” do vice-presidente.

Fonte: IG Mundo

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Canadá: incidente deixa 39 funcionários da Vale presos em mina

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Vale no Canadá
Divulgação/Vale

Vale no Canadá



A Vale informou que 39 funcionários canadenses que estão presos desde domingo após um incidente em uma mina na cidade de Sudbury, em Ontário, no Canadá, estão bem e que espera que a operação de resgate, que já foi iniciada, termine na noite desta segunda-feira.

“Todos estão seguros, com acesso a água, alimentos e remédios”, disse a empresa em nota. “Os empregados sairão por meio de um sistema de escada de saída secundária com o apoio da equipe de resgate da empresa.”

De acordo com a mineradora, os funcionários ficaram presos depois que “uma pá escavadeira que estava sendo transportada no acesso à mina subterrânea se desprendeu, bloqueando o shaft (poço) e, com isso, indisponibilizando o meio de transporte dos empregados”.

No momento do ocorrido, na tarde de domingo, os funcionários estavam no subsolo e foram imediatamente para os postos de refúgio. A Vale ainda acrescentou que está se comunicando frequentemente com os funcionários desde o incidente. De acordo com o jornal Toronto Star, os funcionários estariam entre 900 e 1.200 metros de profundidade.


Os funcionários sairão do local por meio de um “sistema de escada de saída secundária”, com ajuda da equipe de resgate da empresa, disse a mineradora. As ações da Vale no Brasil caíram após a notícia do incidente.

Pascal Boucher, coordenador em Sudbury do sindicato Metalúrgicos Unidos, disse que os funcionários conseguiram fazer ligações do poço da mina, tanto para se comunicar com as equipes de resgate quanto para ligar para parentes.

“Embora estejam um pouco entediados e não haja nada para fazer, eles estão indo muito bem”, disse Boucher ao Toronto Star.

O governador de Ontário, Doug Ford, disse no Twitter que “nossos pensamentos estão com os 39 mineiros presos no subsolo em Sudbury”.

“Entendemos que esse resgate levará algum tempo e estamos muito aliviados em saber que os mineiros não estão feridos”, escreveu Ford.

Nos primeiros seis meses de 2021, a Totten produziu 3.600 toneladas métricas de níquel — cerca de 4% do total da empresa. A produção está suspensa e a Vale avalia as medidas necessárias para retomar a produção.

A Vale herdou as instalações da Totten, então inativas e cheias de água, em 2006, quando a empresa brasileira adquiriu da mineradora Inco. A Vale gastou cerca de US$ 700 milhões para colocar a mina, que produz cobre, níquel e metais preciosos, em produção em 2014. São cerca de 200 pessoas empregadas na mina, segundo o jornal Globe and Mail.

Kalem McSween, porta-voz do Ministério do Trabalho, Treinamento e Desenvolvimento de Habilidades de Ontário, disse em um e-mail ao Toronto Star que uma equipe de inspeção investigará o incidente assim que a operação de resgate for concluída.

Fonte: IG Mundo

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“Xamã” é presa por incendiar floresta ao tentar ferver urina de urso para beber

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Alexandra Souverneva, 30 anos, presa por incêndio florestal
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Alexandra Souverneva, 30 anos, presa por incêndio florestal

Uma mulher foi presa no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, por iniciar um incêndio florestal após acender uma fogueira em que ferveria urina de urso para beber. A queimada, iniciada por Alexandra Souverneva, de 30 anos,que se “xamã”, atingiu mais de 34 quilômetros quadrados de solo e destruiu 41 casas.

De acordo com o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire), Alexandra Souverneva tentou acender uma fogueira para esquentar e beber a urina do urso. Ela afirma ser inocente. Segundo a versão da “xamã”, ela não teria conseguido acender a fogueira, então teria bebido o líquido da forma como foi encontrado e seguiu sua caminhada.

A polícia afirma ter encontrado um isqueiro na bolsa dela. Ela foi autuada na cadeia local. Caso seja condenada, pode passar nove anos em regime fechado.

O incêndio, chamado de “Fawn Fire” , fez com que as autoridades estejam realizando protocolos de evacuação nas proximidades.

Fonte: IG Mundo

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