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Economia

Contas públicas têm déficit de R$ 12,7 bilhões em junho

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O setor público consolidado, formado pela União, os estados e os municípios, registrou déficit primário em junho de R$ 12,706 bilhões. Em junho de 2018, o resultado negativo foi maior: R$ 13,491 bilhões. O resultado do mês passado é o melhor registrado no mês desde 2016, quando houve déficit primário de R$ 10,061 bilhões. Os dados são do Banco Central.

O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) foi o maior responsável pelo saldo negativo, ao apresentar déficit primário de R$ 12,212 bilhões.

Os governos estaduais registraram superávit (R$ 87 milhões) e os municipais, déficit de R$ 143 milhões.

As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 439 milhões no mês passado.

No primeiro semestre, o setor público registrou déficit primário de R$ 5,740 bilhões, contra R$ 14,424 bilhões em igual período de 2018. Esse foi o melhor resultado para o período desde 2015, quando foi registrado superávit primário de R$ 16,224 bilhões.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que nessa melhora no resultado primário no primeiro semestre comparado a mesmo período de 2018, de R$ 8,7 bilhões, R$ 4 bilhões vieram do governo central. “As demais melhorias foram devido aos governos regionais [estados e municípios]. Os governos regionais voltaram ao desempenho que obtiveram em 2017”, disse.

De acordo com Rocha, no caso do governo central, no primeiro semestre, “há uma praticamente uma estabilidade das receitas líquidas, enquanto o desempenho das despesas se contraiu, 1,4% em termos reais”.

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Rocha acrescentou que o resultado primário costuma ser mais favorável de janeiro a junho do que no segundo semestre. Isso acontece porque, no primeiro semestre, há mais receitas, como de imposto de renda, enquanto de julho a dezembro, há aumento de despesas, a exemplo do pagamento do 13º salário de aposentados.

Em 12 meses encerrados em junho, o déficit primário ficou em R$ 99,574 bilhões, o que representa 1,42% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

A meta para o setor público consolidado é de um déficit primário de R$ 132 bilhões neste ano.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 17,396 bilhões em junho, contra R$ 44,450 bilhões no mesmo mês de 2018. Segundo o BC, essa redução é resultado dos ganhos com BC em operações de venda de dólares no mercado futuro (swap cambial), no valor de R$ 9 bilhões. Esses resultados são transferidos para a conta de juros como receita quando há ganhos e como despesa, quando há perdas. Em junho de 2018, houve perdas com swaps no total de R$ 7,1 bilhões. Outro fator que contribuiu para a redução dos gastos com juros, citado pelo BC, foi a “evolução mais benigna” da inflação, que corrige o endividamento público.

Segundo Rocha, essa redução nas despesas com juros no mês passado é pontual. “Esse resultado de junho não é a tendência”, disse. Isso porque nem sempre há ganhos com swaps. Além disso, a inflação foi menor junho de 2019 comparada ao mesmo mês de 2018, porque naquele mês houve aumento dos preços por efeito da greve dos caminheiros, o que não se repetiu este ano.

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No primeiro semestre, as despesas com juros acumularam R$ 181,112 bilhões, ante R$ 202,976 bilhões de janeiro a junho do ano passado.

Em junho, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e dos juros, ficou em R$ 30,102 bilhões, R$ 57,941 bilhões no mesmo mês de 2018. No acumulado de seis meses do ano, o déficit nominal chegou a R$ 186,852 bilhões, contra R$ 217,4 bilhões, em igual período.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,859 trilhões em junho, o que corresponde 55,2% do PIB, com aumento em relação a maio quando essa relação estava em 54,7% do PIB.

No mês passado, a dívida bruta – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 5,498 trilhões. Esse saldo correspondeu a 78,7% do PIB, estável na comparação com maio.

 
Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Economia
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Economia

Governo estuda cobrar impostos de motoristas e entregadores de aplicativos

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Aplicativos podem ser submetidos a novas regras do governo.

O governo pretende formalizar e cobrar impostos  dos trabalhadores que prestam serviços para aplicativos de internet, como Uber , 99 , Cabify e outras plataformas que fazem conexão com os consumidores, como GetNinjas .

As medidas têm como foco motoristas, entregadores, web designers e profissionais dos ramos de beleza, assistência técnica, consultoria, eventos e serviços domésticos, entre outros. Uma das propostas em estudo pela equipe econômica é cobrar desses trabalhadores Imposto de Renda (IR) ou obrigá-los a aderir ao MEI.

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Em paralelo, já se discute a reformulação do programa do Microempreendedor Individual ( MEI ). Uma das preocupações da área econômica é com as contas da Previdência, pois esses trabalhadores não contribuem para o sistema previdenciário .

Saiba mais sobre a proposta que está sendo estudada pela equipe econômica na íntegra da reportagem , exclusiva para assinantes do GLOBO.

Fonte: IG Economia
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Economia

Cariocas procuram agência da Caixa para saque do FGTS

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Cariocas aproveitaram o sábado (19) no Rio, para liberação do saque de até R$ 500 em contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os não correntistas do banco nascidos no mês de janeiro.

Na agência da Caixa, na Rua do Riachuelo, no centro da cidade, varias pessoas indagaram se tinha direito a sacar o dinheiro da conta. Esse foi o caso de Vanda Marília Moisés, 25 anos, que ficou satisfeita ao conferir que estava na lista de contempladas com o saque. Vanda é angolana e veio para o Brasil aos 17 anos junto com dois irmãos, para tentar a sorte no Rio de Janeiro. Ela trabalha e faz faculdade de Recursos Humanos na Universidade Estácio de Sá.

Sem conseguir conter o sorriso, a angolana contou que “Graças a Deus que conseguiu sacar. Vai ajudar muito, apesar de não ter dívida. Vou comprar um presente e mandar para a minha mãe Eulália Kuku, que está em Angola e vai adorar o presente. Minha mãe esteve o mês passado no Rio, onde veio visitar a gente e já voltou para Angola”, explicou.

Rio de Janeiro - Lucilene Chaves Viana sacou R$ 500,00  na agência da Caixa Econômica Federal, na Rua Riachuelo, com a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)

Lucilene Viana sacou R$ 500,00 na agência da Caixa – Fernando Frazão/Agência Brasil
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Já Lucilene Chaves Viana, 53 anos, foi direto ao caixa eletrônico, porque possui o Cartão Cidadão e os R$ 500 estavam depositados. Ela sacou na hora e disse que vai fazer “tanta coisa com ele. Pagar o domínio do prédio [onde moro] e tantas outras coisas como contas do mês. Estou trabalhando, mas esse dinheiro vai ajudar muito e foi bem-vindo na hora certa”.

Outro caso na agência da Caixa da Rua do Riachuelo foi o do aposentado José Milton Ferreira, 68 anos. Ele estava com o Cartão do Cidadão e foi informado pelo funcionário da Caixa que tinha apenas R$ 0,05 na conta, mas não desistiu. Disse que faria o saque porque é um direito seu. Mas quando foi ao caixa não lembrava da senha do cartão e não conseguiu sacar.

Já na casa lotérica da Rua Gomes Freire, quase esquina de Rua do Riachuelo, no centro, Natália Oliveira N. Lima foi lá para saber quanto tinha para sacar. Com o Cartão Cidadão em mãos, foi ao caixa e soube que tinha R$ 1.028,74 em seis contas diferentes.

Duas no valor de R$ 500 e as outras quatro de valores pequenos, que totalizaram essa quantia.

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As casas lotéricas não vão abrir na próxima segunda-feira (21), porque se comemora o Dia do Comerciário. Nesta data, os saques só poderão ser realizados nas agências da Caixa que estarão abertas normalmente para atendimento ao público. A Caixa também vai trabalhar com horário estendido por duas horas na segunda (21) e na terça-feira (22).

Assim, as agências, que normalmente abrem às 11h, vão iniciar o atendimento às 9h. As que abrem às 10h iniciarão os trabalhos às 8h e as que abrem às 9h atenderão a partir das 8h e terão uma hora a mais ao final do expediente. No caso de agências que abrem às 8h, serão duas horas a mais ao final do expediente normal.

Na próxima sexta-feira (25), começa o saque para os não correntistas da Caixa nascidos em fevereiro. A lista das agências com horário estendido pode ser consultada na página do banco na internet.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Economia
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