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Educação

Contagem regressiva para o Enem: aulões revisam conteúdos e divertem

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Na contagem regressiva para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicado nos dois próximos domingos, 3 e 10 de novembro, estudantes recorrem a aulões para revisar os principais conteúdos e também para se divertir. Na região central de Brasília, no Museu Nacional da República, cerca de 700 estudantes de escolas públicas e particulares do Distrito Federal participaram hoje (1º) de aulão gratuito ministrado por professores de colégios da Rede Marista. 

“O nosso objetivo é basicamente 2: primeiro, promover um momento de descontração para que nossos estudantes possam poder dar uma relaxada maior e, segundo, revisar alguns conteúdos pontuais”, disse o professor de redação do Colégio Marista João Paulo II Gabriel Remington, que estava vestido de Quico, personagem da série de TV Chaves. Outras fantasias, como de personagens do grupo de Super Heróis Vingadores, também fizeram parte da programação das aulas. 

 Estudantes das redes pública e privada do DF participam de aulão preparatório de revisão de conteúdo para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no auditório do Museu Nacional de Brasília.

Vestidos como super herois, professores revisam conteúdos com candidatos ao Enem – Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Quando o estudante está muito ansioso, quando fica muito nervoso, ocorre o famoso ‘deu branco’. Esse momento agora é para sair um pouco da sala de aula, descontrair”, complementou, vestido de Nhonho, outro personagem de Chaves, o professor de matemática da mesma escola Leonardo Simões. 

Segundo Simões, a revisão abarca conteúdos que são mais frequentes no Enem. Na matemática, por exemplo, geometria espacial e estatística são as duas principais ênfases. As provas de matemática e de ciências da natureza serão aplicadas no próximo domingo (10). 

Para a prova de redação, que será aplicada neste domingo (3), junto com as provas de linguagens e ciências humanas, Remington ainda dá tempo de estudar, ressaltou o professor. “Ainda dá para estudar alguns temas mais recorrentes, principalmente nas áreas de educação, saúde e meio ambiente, que têm sido as apostas de muitos professores Brasil afora. Ainda dá para se apropriar de informações sobre essas áreas, ainda é possível se apropriar de informações de outras áreas de conhecimento que podem servir como base para a argumentação do texto.” 

Os planos do estudante do 3º ano do Maristão Matheus Tavares, no entanto, não envolvem mais muitos estudos. “Sendo bem sincero hoje à tarde e amanhã, não pretendo fazer nada relacionado a conteúdo. O que tinha que ser feito, já foi feito. Agora é só relaxar a cabeça para fazer uma prova tranquila”, afirmou. 

Para Matheus, o desafio será conseguir responder a prova no tempo estipulado: 5 horas e meia no primeiro dia de exame e 5 horas, no segundo. “Nos dois últimos anos que eu fiz [o Enem como treineiro], eu tive que chutar algumas questões no final da prova porque não deu tempo de ler. Para este ano, a estratégia que desenvolvi foi começar pelo [conteúdo] [em} que eu sou mais forte e não ficar apegado a questões difíceis. Quando ler uma [questão] difícil, vou pular e, se der tempo, no final, volto a ela.”

Relaxar também é o objetivo do estudante do 3º ano do Centro de Ensino Médio 304 de Samambaia Gutierrez Silva. “O meu desafio será me manter calmo, porque o nervosismo me atrapalha muito. Tira a concentração da prova”, diz o estudante, que fará a prova do Enem pela primeira vez. “Estudei muito até aqui. Agora estou procurando um pouco de diversão também.”

Diferentemente de Matheus, Gutierrez não vai largar os livros amanhã (2). “Vou continuar estudando e me concentrar.”

Cerca de 5,1 milhões de estudantes estão inscritos no Enem 2019. A nota obtida nas provas pode ser usada para o estudante concorrer a uma vaga em instituições públicas de ensino superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Edição: Nádia Franco

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Campanha #CientistaTrabalhando chama atenção para processo científico

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Chamar a atenção para o processo científico em meio à pandemia do novo coronavirus é um dos objetivos da campanha #CientistaTrabalhando, lançada nesta quarta-feira (8), Dia Nacional da Ciência. A data marca a fundação, em 1948, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A campanha é promovida pelo Instituto Serrapilheira, voltado para o fomento à ciência e à divulgação científica no Brasil, e a agência Bori, que busca criar uma ponte entre os cientistas brasileiros e a imprensa.

Segundo a diretora de Divulgação Científica do Serrapilheira, Natasha Furlan Felizi, por causa da pandemia, há uma grande saturação do assunto ciência como debate público, mas, depois de alguns meses de discussão do tema, existem também demonstrações de falta de conhecimento da sociedade sobre o processo científico. “Porque há muita gente que se manifesta contra a ciência, achando que a ciência é incapaz de produzir consenso sobre os medicamentos, tratamentos adequados, ou mesmo por causa da ‘demora’ em produzir uma vacina”, disse Natasha em entrevista à Agência Brasil.

O tema ganhou grande visibilidade por causa da pandemia, mas, ao mesmo tempo, há uma reação negativa por desconhecimento de como funciona a ciência, de quanto tempo leva e de quanto debate requer esse processo, observou Natasha. “Então, o objetivo da campanha é chamar a atenção para isso, para como se dá de fato o processo, como a ciência de certa forma é um processo democrático também, no qual muitas vozes cooperam para construir esses consensos que, às vezes, levam anos e décadas para serem estabelecidos.”

Ciência no dia a dia

Natasha enfatizou que a ciência precisa estar no debate público também como um retrato do processo que ela envolve, e não somente como a comunicação de resultados. “Do mesmo jeito que se  discute política todo dia, as pessoas deveriam, de alguma forma, discutir ciência todo dia”. A ideia é refletir sobre como a ciência está presente no dia a dia da população, independentemente de haver uma pandemia.

A iniciativa da campanha partiu da comunidade de divulgadores científicos dos campi do Serrapilheira, que não são vinculados formalmente ao instituto, embora já tenham participado dos processos seletivos deste e se reúnam em um fórum de debate. Cada uma dos divulgadores ativou seus contatos nas redes sociais para construir o movimento.

Do lado do Serrapilheira, em parceria com a agência Bori, veículos da imprensa e colunistas, foi feito o pedido para que o espaço das colunas de vários assuntos nos jornais, revistas e redes sociais fosse cedido para o debate sobre a ciência: “fosse na forma de ocupação mesmo da coluna por um cientista que não é o autor da coluna ou pelo próprio colunista escrevendo sobre o tema”.

A ação começou nesta quarta-feira e vai ser operada ao longo de todo o mês de julho. Até agora, mais de 20 colunistas confirmaram a cessão do espaço ou estão produzindo conteúdo sobre o processo científico. A mensagem da campanha é que ciência é um processo e, para chegar a resultados, precisa de tempo, investimento e diálogo.

Fundo de Desenvolvimento

O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), físico Luiz Davidovich, aproveitou o Dia Nacional da Ciência e conclamou todos os setores da sociedade brasileira a se juntarem às instituições que compõem a Iniciativa para Ciência e Tecnologia no Parlamento (ICTP.br), em defesa da recuperação econômica do país.

A campanha objetiva a liberação de R$ 4,6 bilhões que estão contingenciados e que compõem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico FNDCT). Os recursos são originários de impostos pagos por empresas para o desenvolvimento de pesquisa e inovação em suas respectivas áreas de atuação.

Em nota, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações informou que a gestão do FNDCT é atribuição da pasta e que o fundo é operado pela Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep), vinculada à pasta.

“No combate à covid-19, a liberação do FNDCT vai contribuir para reduzir os impactos do problema,” afirmou o ministro Marcos Pontes. “Esses recursos certamente vão ajudar na recuperação do país sendo gerenciados pelo MCTI.”

A nota acrescenta que o ministério acompanha a tramitação do Projeto de Lei (PL) 3.610, de 2020, apresentado em 2 de julho pela deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), “que dispõe sobre a autorização de transposição, remanejamento e transferência entre categorias do FNDCT, com o objetivo de aprimorar o uso do fundo. Não havia se posicionado sobre a campanha pela liberação dos recursos do FNDCT”.

Edição: Nádia Franco

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Educação

Covid-19: aulas no DF não retornarão no início de agosto

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As aulas da rede pública do Distrito Federal não vão começar no dia 3 de agosto, data estabelecida em decreto editado pelo governador Ibaneis Rocha. A decisão foi anunciada após reunião entre o governante e o Sindicato dos Professores hoje (8).

A autorização da retomada das aulas presenciais foi definida na semana passada em decreto assinado pelo governador. A volta às aulas presenciais fazia parte do processo de reabertura total divulgado pelo governo do DF. Segundo o calendário, no dia 27 de julho ficariam autorizadas a funcionar as instituições privadas. No dia 3 de agosto seria a vez das escolas públicas.

O cronograma previa a retomada das séries maiores às menores. Assim, as primeiras seriam as turmas de ensino médio, baixando para a educação infantil. As creches não podem reabrir por decisão judicial.

Foi acertado um processo de construção de um plano de retorno às aulas. Na sexta-feira (10) será realizada uma reunião entre representantes de trabalhadores do setor e a Secretaria de Educação para discutir o planejamento.

“Vamos fazer o debate respeitando protocolos, tudo aquilo que pode dar segurança nesse processo”, disse a diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Rosilene Correa, em vídeo divulgado nos canais da organização nas redes sociais.

Em nota, o governo do DF afirmou que o retorno será “gradual e seguro” e que não está “previsto especificamente para esta data” o início das aulas presenciais. Na reunião com o Sinpro-DF, Ibaneis afirmou que o decreto autoriza o retorno, mas que isso não significava necessariamente a presença dos alunos nas escolas nessa data.

No caso da rede privada, o decreto permitiu o retorno a partir do dia 27 de julho, mas a definição acerca de aulas presenciais será de cada instituição de ensino. Caberá às escolas apenas respeitar as obrigações sanitárias de prevenção e mitigação da transmissão do novo coronavírus.

Edição: Fábio Massalli

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