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Consórcio, crédito ou investimento para pagar à vista? Saiba escolher

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Consórcio, crédito ou investimento para pagar à vista? Saiba escolher
The Defiant

Consórcio, crédito ou investimento para pagar à vista? Saiba escolher

Na hora de adquirir um bem valioso como um carro ou imóvel, a escolha entre fazer um consórcio, parcelar via crédito ou juntar dinheiro para pagar à vista depende das condições financeiras e dos objetivos do consumidor. Um fator decisivo é o tempo que ele pode esperar pelo produto ou serviço. 

O consórcio pode ter a mesma duração de um financiamento, mas é preciso ser sorteado para ter acesso ao objeto do contrato ou dar um lance (quando um cotista paga mais que a mensalidade para ficar no lugar do sorteado do mês).

Não há juros no consórcio, mas taxas de administração e para um fundo de reserva, que geralmente giram em torno de 20%, dependendo do gestor do consórcio. As fintechs dizem cobrar taxas bem menores. 

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Num parcelamento, o bem fica com o dono imediatamente, mas pode ser exigida uma entrada alta e incidir sobre o financiamento juros altos, principalmente no atual ambiente de alta da taxa básica de juros (Selic) para combater a inflação. Atualmente ela está em 12,75% ao ano, mas os bancos ganham cobrando acima da Selic. 

“No consórcio tem muito do fator sorte. Mas o planejamento financeiro é fundamental, porque os lances estão cada vez mais elevados. A partir do momento em que a pessoa guarda dinheiro, ela consegue dar esses lances”, observa a planejadora financeira Paula Bazzo.

Outra possibilidade é investir uma quantia mensal, por exemplo, em títulos do Tesouro Nacional atrelados à Selic para comprar o produto à vista mais adiante, escapando assim dos juros e de um parcelamento mais longo.

Parece ser o melhor negócio, mas é preciso considerar que, como diz o ditado, tempo é dinheiro.

“Em qualquer uma das alternativas, você vai pagar um preço para acelerar esse processo”, diz a coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV, Claudia Yoshinaga.

Simulações consideram projeções macroeconômicas atuais

Paula Bazzo observa que é difícil fazer comparações porque as condições financeiras de uma linha de crédito ou os custos de administração de um consórcio podem fazer muita diferença. Índices de inflação como IPCA e INCC são muito voláteis e, a depender da conjuntura econômica, podem impactar consideravelmente as simulações.

Ainda assim, ela preparou as simulações abaixo para duas hipóteses: a compra de um carro e a de um imóvel. No entanto, Paula ressalta que o exercício é meramente educativo, não substitui uma avaliação criteriosa de um planejador financeiro para cada caso específico. 

As simulações foram feitas considerando o seguinte contexto econômico: Selic a 13,25% ao ano (projeção média do mercado para o fim do ano) e inflação de 9% em 12 meses, o que resulta em juro real de 3,9% ao ano.

Compare os cálculos a seguir:

Aquisição de imóvel 

Valor: R$ 300 mil 

Simulação 1: Financiamento 

Tipo: Tabela SAC (cujas prestações são decrescentes ao longo do contrato)

Prazo: 360 meses (30 anos)

Taxas/Juros: 12,8% ao ano (custo efetivo total, que contempla juros, taxas e seguros do contrato)

Entrada: R$ 60 mil

Prestação: R$ 3.087,72 (primeira) e R$ 673,39 (última)

Total pago: 737.000,07 (incluindo entrada e juros)

Simulação 2: Consórcio

Estratégia: Sem dar lance, esperando ser sorteado

Prazo: 360 meses (30 anos)

Taxas: 22% + correção monetária anual (IPCA e INCC) 

Entrada: não tem

Prestação: R$ 1.144,77 

Total pago: R$ 1.657.316,79 (incluindo taxas de administração e correção média de 9% ao ano)

Simulação 3: Investimento para comprar à vista

Tipo: Aplicação conservadora com rendimento de 100% do CDI 

Prazo: 144 meses (12 anos)

Rendimento real: 3,9% ao ano (Selic descontada a inflação no contexto considerado)

Entrada: não tem

Aplicação mensal: R$ 1.150,00

Total acumulado: 304.789,85 (considerando aportes e rendimento real)

Conclusão

A simulação, no contexto considerado, indica que é possível comprar o imóvel após 12 anos de investimentos, o que se mostra a melhor opção para o bolso.

Para quem não pode esperar tanto tempo, o financiamento se mostra  mais vantajoso financeiramente. O acesso ao imóvel é imediato, mas há a desvantagem de ter que dar uma entrada de 20% do valor total.

No consórcio, não há entrada e o valor da prestação é menor que a inicial do crédito imobiliário, mas no fim do período, as taxas e correção terão custado mais que os juros do financiamento. E ainda há o ônus de esperar ser sorteado para entrar na casa nova.

Aquisição de automóvel

Valor: R$ 80 mil

Simulação 1: Financiamento 

Tipo: Tabela Price

Prazo: 60 meses (5 anos)

Taxas/Juros: 27,8% ao ano (custo efetivo total, que contempla juros, taxas e seguros do contrato)

Entrada: R$ 16 mil

Prestação: R$ 1.870,32

Total pago: R$ 128.218,98 (incluindo entrada e juros)

Simulação 2: Consórcio

Estratégia: Sem dar lance, esperando ser sorteado

Prazo: 60 meses (5 anos)

Taxas: 18% + correção monetária anual (IPCA) 

Entrada: não tem

Prestação: R$ 1.606,37

Total pago: R$ 112.893,74 (incluindo taxas de administração e correção média de 9% ao ano)

Simulação 3: Investimento para comprar à vista

Tipo: Aplicação conservadora com rendimento de 100% do CDI 

Prazo: 36 meses (3 anos)

Rendimento real: 3,9% ao ano (Selic descontada a inflação no contexto considerado)

Entrada: não tem

Aplicação mensal: R$ 1.650,00

Total acumulado: R$ 80.788,77 (considerando aportes e rendimento real)

Conclusão

A simulação, no contexto considerado, indica mais uma vez que investir para comprar à vista é mais vantajoso, mas é preciso manter aplicações por três anos até poder dirigir o carro novo.

Quem não quer esperar pode levar imediatamente o carro financiado, desde que tenha 20% para dar de entrada.

Mas neste caso o consórcio se mostra uma alternativa melhor. Ao fim de cinco anos, o custo total para o consumidor será menor que o do crédito. Mas será preciso ser sorteado para estacionar o carro na garagem.

Veja o que mais considerar na decisão

Vantagem na entrada: O financiamento é uma dívida que dá acesso imediato ao bem, mas costuma exigir um valor mínimo de entrada. O consórcio não tem essa prática, exige apenas o pagamento de uma cota por mês.

Correção monetária: Os consórcios sofrem correção monetária anual, com índices definidos em contratos, como INCC, IGP-M, entre outros, além de taxas. Vai depender do bem em questão.

A correção ocorre sobre o valor da carta de crédito que, por tabela, reajusta as parcelas. Dessa forma, é importante ter cuidado na hora de escolher e fechar o contrato do consórcio, para que o índice de correção escolhido seja o menos volátil possível.

Custo do consórcio: A empresa que gerencia o consórcio cobra taxas por volta de 20% do valor do bem para administrar o processo. Em caso de desistência no meio do caminho, a pessoa pode receber o dinheiro que empregou nas cotas de volta, mas vai arcar com uma taxa de desistência.

Comparação com crédito: Os juros do crédito mudam conforme as oscilações da Selic, que está em 12,75% ao ano e deve continuar subindo. Num momento de alta da taxa como o atual, os juros praticados tendem a ficar mais caros no crédito e tornar o consórcio mais vantajoso. Em contrapartida, os financiamentos oferecem prazos maiores que os consórcios para diluir a dívida.

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Economia

Petrobras: Senador quer que STF investigue interferência de Bolsonaro

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Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras
Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência na Petrobras. A ação é motivada após o ex-presidente da companhia Roberto Castello Branco afirmar, em um grupo privado, que seu antigo telefone tinha provas que poderiam incriminar o mandatário.

Em um grupo privado de mensagens com economistas, Castello Branco diz que antigo seu celular corporativo tinha mensagens e áudios que provavam que Bolsonaro tinha interferido na Petrobras. O caso foi antecipado pelo site “Metrópoles”.

O aparelho foi devolvido à companhia após Castello Branco ter deixado a presidência da Petrobras, no início do ano passado. Na conversa, o ex-presidente não detalha quais seriam os crimes que Bolsonaro teria cometido.

No pedido ao STF, Randolfe pede, além da abertura do inquérito contra Bolsonaro, por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), que Castello Branco preste depoimento sobre o caso e que o celular citado seja apreendido para ser periciado. O senador pede também que as mensagens que eventualmente forem encontradas sejam divulgadas.

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“Solicitamos a Vossa Excelência que se oficie ao Procurador-Geral da República para analisar a abertura de inquérito investigativo em face do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, para que esclareçam os fatos e os eventuais crimes cometidos por ele contra o erário público, com a tomada urgente de depoimento do Sr. Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, e de Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, bem como a tomada das medidas acautelatórias indispensáveis ao esclarecimentos dos fatos, tais como a busca e apreensão do telefone celular indicado, a sua perícia e a imediata publicidade sobre os conteúdos que digam respeito ao caso, que contempla manifesto interesse público subjacente”, disse no documento.

Randolfe pede ainda que a apreensão do celular seja feita o mais rápido possível a fim de evitar que o conteúdo das mensagens sejam apagados.

“Tal medida acautelatória é, por pressuposto, urgente, na medida em que há real risco de iminente apagamento de todos os dados que porventura impliquem o Presidente da República em atos criminosos.”

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Economia

Paes de Andrade é nomeado conselheiro e eleito presidente da Petrobras

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O Conselho de Administração da Petrobras aprovou hoje (27) a nomeação de Caio Mário Paes de Andrade como novo conselheiro, elegendo-o em seguida para a presidência da estatal. Ele assumirá a função após o ato de posse, cuja data ainda não está definida. Seu mandato irá até 13 de abril de 2023. É a quarta troca de comando na estatal durante o mandato presidencial de Jair Bolsonaro.

Formado em comunicação social pela Universidade Paulista, Paes de Andrade aprofundou seus estudos nos Estados Unidos: possui pós-graduação em administração e gestão pela Universidade de Harvard e mestrado em administração de empresas pela Duke University. Segundo currículo divulgado pela Petrobras, ele acumula experiências como empreendedor em tecnologia de informação, mercado imobiliário e agronegócio.

Paes de Andrade foi indicado por Jair Bolsonaro para substituir José Mauro Ferreira Coelho. O presidente da República vinha manifestando publicamente  sua insatisfação com os reajustes dos combustíveis.

Desde 2016, a Petrobras adota a chamada Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula o preço do petróleo ao mercado internacional tendo como referência o preço do barril tipo brent, que é calculado em dólar. Essa diretriz foi defendida por todos os presidentes da estatal indicados nos últimos seis anos, durante os mandatos de Michel Temer e de Jair Bolsonaro.

A nova troca de comando na Petrobras foi anunciada em 23 de maio pelo Ministério de Minas e Energia. A pasta informou que o governo federal, como acionista controlador da Petrobras, tinha decidido pela indicação de Paes de Andrade. José Mauro Ferreira Coelho pediu demissão no dia 20, pouco mais de dois meses após assumir o posto. Ele havia sido empossado em 14 de abril. Desde a sua renúncia, a presidência vinha sendo exercida de forma interina por Fernando Assumpção Borges.

O nome de Paes de Andrade havia sido considerado apto na semana passada pelo Comitê de Elegibilidade da Petrobras (Celeg), instância responsável por analisar informações e requisitos dos indicados pelo governo para exercer cargos na estatal. Avaliou-se que o indicado do governo federal preenche os requisitos previstos na legislação das estatais.

Diferentes funções

Paes de Andrade já ocupou diferentes funções no governo e não será a primeira vez que ele preside uma estatal. Entre 2019 e 2020, ele esteve à frente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), referência do setor de tecnologia de informação e responsável por gerenciar sistemas da administração pública federal.

Desde 2020, Paes de Andrade ocupava o posto de secretário especial de desburocratização, gestão e governo digital no Ministério da Economia. Ele coordenou a elaboração da Reforma Administrativa e o desenvolvimento da Plataforma GOV.BR, ferramenta criada para conduzir a digitalização do atendimento de diferentes serviços públicos.

Edição: Fábio Massalli

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