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Conheça o esquema de lavagem de dinheiro da milícia da Muzema, no Rio de Janeiro

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Operação da Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão contra à milícia da Muzema
Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Operação da Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão contra à milícia da Muzema


A construção dos prédios que desabaram na Muzema , em abril de 2019, rendeu uma grande movimentação financeira em lavagem de dinheiro para a milícia da Zona Oeste do Rio . Investigações da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD) apontam que os paramilitares fizeram uma fortuna milionária com outras empresas que foram abertas graças ao dinheiro conquistado com os lucros dos apartamentos irregulares. O desabamento deixou 24 pessoas mortas.

No último dia 3, em Rio das Pedras , comunidade vizinha da Muzema, mais uma família foi destruída após a queda de um prédio irregular, que deixou duas pessoas mortas e quatro feridas. Mesmo com a confirmação da Polícia Civil de que o imóvel não era da milícia, a tragédia acendeu mais uma vez o alerta sobre as construções ilegais na região.

Os dois bairros são considerados o berço dos paramilitares no Rio de Janeiro. De acordo com a corporação, a organização criminosa começou a ganhar forma naquela localidade, no início dos anos 2000, para só depois ir se expandindo para outras regiões da capital e do estado.

Em 10 de maio, a Dcoc-LD realizou a Operação Caixa de Areia, para cumprir mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao ramo imobiliário clandestino da milícia da Muzema e Rio das Pedras. Durante seis meses de investigação, a especializada descobriu que um dos alvos, que se apresenta como empresário, abriu, pelo menos, três empresas com o dinheiro da venda e aluguel dos apartamentos que desabaram: um bar e restaurante, e uma loja de conserto de motos, no Itanhangá, e um pequeno mercado, na Muzema.


Os agentes, que integram a força-tarefa da Polícia Civil de combate à milícia, também cumpriram mandados de busca nos estabelecimentos do homem. Ele é apontado como um dos empresários da construção dos prédios que desabaram na Muzema.

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Nacional

Renan Calheiros pede quebra de sigilo bancário da Jovem Pan

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Renan Calheiros (MDB-AL)
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Renan Calheiros (MDB-AL)

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou requerimento da quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan. Para o senador, a emissora é “grande disseminadora das chamadas fake news” na pandemia. O pedido de quebras de sigilo é retroativo ao início do ano de 2018.

O objetivo da quebra, segundo o parlamentar, é descobrir se a rádio recebeu aportes financeiros após a pandemia: “Deve ser apresentada análise comparativa entre os períodos, anterior e posterior à situação de pandemia, até a presente data”, diz trecho do requerimento.

“Ademais, a quebra, a transferência e todas as análises, em especial a comparativa, deverão ser elaboradas com dados e informações, outrossim ligações com outras pessoas naturais e jurídicas, disponíveis nas diversas bases de dados da Receita Federal do Brasil”.

A CPI pretende investigar mais a fundo a disseminação de notícias falsas sobre a Covid.

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Bolsonaro não admite corrupção na Saúde, mas fala em “responsabilizar culpados”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Em meio à investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de “problemas” no Ministério da Saúde, mas voltou a falar que não há nenhuma denúncia de corrupção no governo.

Neste sábado, 31, Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que é formalmente investigado pela CPI, visitaram o Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (SP), para oficializar o credenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) na unidade.

“Pode ser que apareça algum problema no ministério dele (Queiroga), afinal de contas o orçamento diário dele são R$ 550 milhões. Não é fácil você coordenar, fiscalizar e executar esse recurso. Mas, repito, se aparecer algum problema, eu e Queiroga seremos os primeiros a colaborar com as investigações e chegar na responsabilização dos possíveis culpados”, afirmou o presidente.

A CPI da Covid investiga um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi cancelado pelo Ministério da Saúde após o avanço das investigações no Senado. Os senadores suspeitam de favorecimento à empresa Precisa Medicamentos, que intermediou a negociação, e acusam Bolsonaro de ter cometido o crime de prevaricação por não ter determinado a investigação das denúncias. O governo nega as acusações e tenta conter o desgaste na CPI.

No mês passado, o ministério demitiu o diretor do Departamento de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias, após ele ser acusado de pedir propina para negociar vacinas. Agora, o grupo majoritário da CPI decidiu que vai solicitar o afastamento da médica Mayra Pinheiro, acusada de interferir nas apurações, da Secretaria de Gestão em Trabalho.

No evento, Queiroga declarou que Bolsonaro “interfere” no Ministério da Saúde, mas, para cobrar a execução das políticas públicas. A falta de autonomia dos ministros da pasta na pandemia de covid-19 é uma das linhas de investigação da CPI, que retoma os trabalhos na terça-feira, 3, após o recesso parlamentar.

“As pessoas me perguntam: o presidente Bolsonaro interfere no Ministério da Saúde? A resposta é sim. O presidente interfere no Ministério da Saúde e em todos os ministérios porque ele cobra que os ministros trabalhem para que todos recursos públicos sejam revertidos em políticas públicas para a sociedade brasileira”, disse Queiroga.

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