conecte-se conosco


Política Nacional

Congresso terá colegiado para discutir proposta de adiamento das eleições

Publicado


.

Deputados e senadores vão discutir uma proposta de adiamento das eleições municipais, previstas para outubro, em razão da pandemia de covid-19. A proposta partiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A intenção é discutir o texto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e só depois votar o adiamento na Câmara e no Senado.

— Vamos constituir um grupo de trabalho ou uma comissão especial formada por deputados e senadores. A participação do TSE, naturalmente, é fundamental, já que há esse sentimento de construir uma alternativa, uma saída diante da pandemia que nós estamos vivendo — explicou Davi.

Ele informou ter se reunido com o futuro presidente do TSE, Luís Roberto Barroso; com o presidente do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli; e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; para discutir uma solução. A ideia, segundo Davi, foi bem recebida. Ele disse esperar uma colaboração produtiva com o TSE, com um debate sobre todas as causas e consequências de um possível adiamento.

— Será um ambiente muito produtivo, de muito debate, de muita construção. Como eu disse, isso será feito por várias mãos, esse caminho, essa saída, para que a democracia saia fortalecida do processo, mas ao mesmo tempo tomando os cuidados necessários para que possamos preservar a vida dos brasileiros — afirmou.

Recesso

O presidente do Senado também comentou o cancelamento do recesso parlamentar em julho, anunciado na segunda-feira (18). A decisão, segundo Davi, foi tomada em conjunto com as lideranças partidárias do Senado e com a Câmara, com o objetivo de contribuir ainda mais para o enfrentamento da atual crise. Para ele, seria injusto um recesso parlamentar neste momento.

— O Parlamento está unido, tem consciência das suas responsabilidades, sabe o papel que nós estamos cumprindo neste momento.

Ainda não há certeza sobre quando serão retomadas as sessões presenciais no Senado, já que isso depende da evolução da pandemia.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política Nacional

Lira: Brasil não pode tolerar gasolina a quase R$ 7 e o gás a R$ 120

Publicado


Michel Jesus/Câmara dos Deputado
Arthur Lira concede entrevista
Lira: “A Câmara dos Deputados está fazendo seu dever de casa”

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que os deputados vão buscar alternativas legislativas para evitar novos aumentos nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. O tema vai ser discutido na reunião do Colégio de Líderes prevista para a próxima quinta-feira. Segundo Lira, o Brasil não pode tolerar gasolina a quase R$ 7 e o gás a R$ 120. Ele criticou o diretor da Petrobras Cláudio Mastella, que avalia um aumento nos preços em razão da alta do dólar.

“O diretor da Petrobras Cláudio Mastella diz que estuda com “carinho” um aumento de preços diante desse cenário. Tenho certeza que ele é bem pago para buscar outras soluções que não o simples repasse frequente”, afirmou Lira por meio de suas redes sociais.

Lira disse que a Câmara está fazendo seu dever de casa para ajudar na retomada do crescimento econômico, com respeito aos limites fiscais e sendo responsável em todas as suas sinalizações para o mercado.

“Mesmo assim, o dólar persiste num patamar alto. Junto com a valorização do barril de petróleo, a pressão no preço dos combustíveis é insustentável”, disse o presidente.

Há 15 dias, Lira já havia cobrado mais esclarecimentos públicos da Petrobras em relação aos preços dos combustíveis e da logística do gás. Segundo ele, a estatal precisa ter uma política de preços clara e pensar no País, sobretudo neste momento de crise energética e de saída da pandemia.

Lira chegou a afirmar que o Congresso iria tomar providências para corrigir eventuais erros na empresa, sem prejudicar a economia e sem intervir na estatal nem retomar a política de controle de preços.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Continue lendo

Política Nacional

Queiroga ‘está a um passo de ser indiciado’ pela CPI da Covid, diz Randolfe

Publicado


source
 Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
Reprodução

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

O vice-presidente da CPI da Covid, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse nesta terça-feira que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está a um passo de ser indiciado pela comissão . Segundo Randolfe, o ministro precisa garantir a vacinação de adolescentes, medida que chegou a ser suspensa pelo Ministério da Saúde, mas vem sendo aplicada pelos estados. O senador disse ainda que o ministro precisa apresentar o cronograma de vacinação de 2022.

Alguns senadores defendem uma nova convocação de Queiroga, que já falou duas vezes na CPI, mas como ele está com Covid-19, é preciso respeitar um período de quarentena. Em razão disso, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), se posicionou na semana passada contra ouvi-lo mais uma vez.

“O ministro Queiroga está a um passo de ser indiciado na investigação. Ele tem a chance… Eu , se fosse ele, estaria mais interessado em vir à CPI do que nós. É a chance de ele não ser indiciado. Para ele não ser indiciado, eu pediria o cumprimento de duas condições. Primeiro: que crianças e adolescentes serão vacinados. Segundo: nos apresentasse a programação da vacinação no ano que vem, quantas vacinas estão adquiridas, quando começará, qual a programação da terceira dose. Estou pedindo o mínimo do ministro da Saúde no meu país. E, sem responder essas perguntas satisfatoriamente, ele será indiciado”, disse Randolfe.

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), também criticou o ministro:

“Inacreditável a maneira como ele está apegado ao cargo e, com isso, adere às teses malucas do presidente da República.”

Renan também disse que relatório está praticamente ponto, sendo necessária apenas uma atualização com os últimos depoimentos. Ele e Randolfe apontaram ainda a necessidade de aprofundar as investigações sobre a VTC Log, uma empresa de logística com contratos no Ministério da Saúde e responsável pelo transporte de insumos, inclusive vacinas. O relator e o vice-presidente da CPI também são a favor de chamar o ministro da Defesa, Braga Netto, em razão do seu trabalho no enfrentamento da pandemia quando foi ministro da Casa Civil. Mas, mesmo dentro do grupo oposicionista na CPI, não há consenso sobre a convocação de Braga Netto.

“Sou a favor, mas não tivemos condições concretas para aprovar a convocação”, disse Renan.

“Acredito que tem que vir por conta da condução dele quando na Casa Civil. Não há consenso sobre isso, mas vou insistir em questão de ordem na sessão de hoje ou de amanhã”. disse Randolfe.

O vice-presidente da CPI não quis apontar uma data para o término da CPI:

“Não dá para marcar data de encerramento da CPI. Enquanto tiver bambu, vai ter flecha.”

Randolfe também criticou o empresário bolsonarista Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, que vai prestar depoimento na quarta. Na segunda, Hang gravou um vídeo em que aparece de algema e diz que vai entregar um chave para cada senador da CPI da Covid para que possam prendê-lo se não aceitarem o que ele falar. Ele é defensor do tratamento precoce com remédios comprovadamente ineficazes para Covid-19, e apontado como integrante do gabinete paralelo para assessor o presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia.

“Se ele não tiver respeito ao Parlamento, compreenda que é necessário em uma democracia ter respeito às leis. Será tratado com respeito, mas a CPI não tolerará desacato, que na condição de testemunha falte com a verdade”, disse Randolfe.

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana