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Política Nacional

Congresso conservador tem ataques ao STF, às eleições e à esquerda

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CPAC começa a edição 2022 em Campinas com críticas ao Poder Judiciário
Guilherme Caetano/SP – 11.06.2022

CPAC começa a edição 2022 em Campinas com críticas ao Poder Judiciário

Primeira edição organizada após a morte do ideólogo Olavo de Carvalho, ocorrida em janeiro, o CPAC Brasil reúne em Campinas (SP) mais de mil apoiadores de Jair Bolsonaro na manhã deste sábado. Críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e temor pela volta do PT ao poder marcaram a abertura do evento.

Além de criticas ao Poder Judiciário, classificado por palestrantes como uma corte de esquerdistas que trabalham contra o governo do presidente da República, houve suspeição sobre a eleição de 2014, em que Aécio Neves (PSDB) foi derrotado por Dilma Rousseff (PT), e afirmações de que o Supremo interfere nas eleições de outubro ao ter reabilitado os direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em sua exposição, o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) levantou vaias e xingamentos da plateia ao exibir fotos do ministro do STF Alexandre de Moraes, do ex-ministro Sergio Moro (“o maior Judas que o Brasil já viu”), e de Lula.

“Nós não temos mais uma Corte constitucional. Temos um partido de oposição”, afirmou Barros.

Inspirado na megaconferência homônima organizada nos Estados Unidos desde a década de 1970, o CPAC é feito pela terceira vez no Brasil – a segunda sob organização do Instituto Conservador-Liberal, think tank do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do empresário Sérgio Sant’Anna.

A conferência deste ano tem patrocínio da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja) e da Gettr (aplicativo de troca de mensagens criado pelo ex-assessor do ex-presidente americano Donald Trump Jason Miller).

As organizações representam dois importantes grupos de apoio ao governo federal, o agronegócio e a militância de extrema-direita que encampou o combate às políticas de moderação de conteúdo implementadas pelas redes sociais nos últimos anos para inibir o discurso de ódio e desinformação.

Entre os palestrantes estão figuras importantes do bolsonarismo, como o próprio Eduardo, deputados federais como Carla Zambelli (PL-SP) e Paulo Eduardo Martins (PL-PR), os ex-ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), e também o ex-secretário de Cultura Mário Frias. Lideranças da extrema-direita latinoamericana também estão confirmados, como José Antonio Kast, derrotado na última eleição presidencial para o esquerdista Gabriel Boric, e o argentino Javier Milei.

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Política Nacional

Justiça Eleitoral convoca mesários que vão trabalhar nas eleições

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A Justiça Eleitoral começou a convocar hoje (5) os mesários que vão trabalhar nas eleições de outubro. No pleito deste ano, cerca de 2 milhões vão colaborar com o atendimento ao eleitor nas seções eleitorais, nos postos de justificativa e no apoio logístico no primeiro e segundo turnos. 

As pessoas que se inscreveram para trabalhar como mesários ou que foram convocados para prestar o serviço no dia da eleição vão receber um documento oficial da Justiça Eleitoral de forma física ou por aplicativo de mensagem e e-mail. O critério de comunicação será estabelecido por cada tribunal regional eleitoral (TRE). 

Após a convocação, os mesários passarão por um treinamento virtual, no qual receberão informações sobre os procedimentos que deverão ser adotados durante a votação e soluções para eventuais problemas que podem surgir. 

Eleitores menores de 18 anos não podem ser mesários, além de parentes de candidatos, integrantes de partidos políticos, ocupantes de cargos de confiança no Poder Executivo e servidores da Justiça Eleitoral. 

O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Eventual segundo turno  para a disputa presidencial e aos governos estaduais será em 30 de outubro. 

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Política Nacional

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Política Nacional

Autor de feminicídio terá que ressarcir INSS por despesas previdenciárias, aprova comissão

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (5) um projeto que determina que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entre com ação judicial contra autores de feminicídio para reaver gastos previdenciários, como pensão por morte (PL 6.410/2019). Os senadores também aprovaram proposta (PLC 64/2016) que obriga o uso de 2% do Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU) para a regularização de favelas e áreas de invasão.

Fonte: Agência Senado

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