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Internacional

Conflitos entre Armênia e Azerbaidjão ameaçam estabilidade no Cáucaso

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Confrontos entre a Armênia e o Azerbaidjão eclodiram neste domingo (27) sobre a volátil região de Nagorno-Karabakh, reacendendo preocupações com a instabilidade na Região Sul do Cáucaso, corredor de dutos que transportam petróleo e gás para os mercados mundiais.

Houve relatos de mortes em ambos os lados, que travaram uma guerra na década de 1990. A Armênia e Nagorno-Karabakh, uma região separatista que fica dentro do Azerbaijão, mas é governada por armênios étnicos, declararam lei marcial e mobilizaram suas populações masculinas.

A Armênia disse que o Azerbaidjão realizou um ataque aéreo e de artilharia Nagorno-Karabakh. O Azerbaidjão disse que respondeu ao bombardeio armênio e que tomou o controle de até sete vilas, o que Nagorno-Karabakh negou.

Os confrontos provocaram uma onda de movimentos diplomáticos buscando evitar um novo aquecimento do conflito de décadas entre a Armênia, de maioria cristã, e o Azerbaidjão, principalmente muçulmano, com a Rússia pedindo um cessar-fogo imediato e o papa Francisco liderando os apelos por negociações.

Dutos que transportam petróleo e gás natural do Mar Cáspio do Azerbaijão para o mundo passam perto de Nagorno-Karabakh. A Armênia também alertou sobre os riscos à segurança no sul do Cáucaso em julho, depois que o Azerbaidjão ameaçou atacar a usina nuclear da Armênia como possível retaliação.

Nagorno-Karabakh se separou do Azerbaidjão em um conflito que eclodiu com o colapso da União Soviética em 1991.

Embora um cessar-fogo tenha sido acordado em 1994, depois que milhares de pessoas foram mortas e muitas outras deslocadas, o Azerbaidjão e a Armênia freqüentemente se acusam de ataques em torno de Nagorno-Karabakh e ao longo da fronteira azeri-armênia.

Nos confrontos deste domingo, ativistas da direita armênia disseram que uma mulher e uma criança de etnia armênia foram mortas. O Azerbaidjão relatou a morte de um número não especificado de civis. Nagorno-Karabakh negou uma notícia segundo a qual 10 de seus militares foram mortos.

A Armênia disse que as forças azeris atacaram alvos civis, incluindo a capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert, e prometeu uma “resposta proporcional”.

“Permanecemos fortes ao lado de nosso exército para proteger nossa pátria mãe da invasão azeri”, escreveu o primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan no Twitter.

O Azerbaidjão negou uma declaração do Ministério da Defesa da Armênia afirmando que helicópteros e tanques azeris foram destruídos e acusou as forças armênias de lançarem ataques “deliberados e direcionados” ao longo da linha de frente.

“Defendemos nosso território, nossa causa é justa!” disse o presidente do Azerbaidjão, Ilham Aliyev, em um discurso à nação.

Diplomacia internacional

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, cujo país atuou como mediador entre as ex-repúblicas soviéticas da Armênia e do Azerbaidjão, falou por telefone com os ministros das Relações Exteriores da Armênia, Azerbaidjão e Turquia.

A Turquia disse que a Armênia deve cessar imediatamente o que diz ser hostilidade ao Azerbaidjão, uma vez que isso “jogará a região no fogo”. O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse no Twitter que Ankara continuará a mostrar solidariedade ao Azerbaidjão.

Erdogan exortou o povo armênio a “assumir o controle de seu futuro contra sua liderança que os está arrastando para a catástrofe e aqueles que os usam como fantoches”.

A França também exortou as partes a encerrarem as hostilidades e reiniciarem imediatamente o diálogo.

O Papa apelou à Armênia e ao Azerbaidjão para que resolvam suas diferenças por meio de negociações, dizendo que estava orando pela paz.

Pelo menos 200 pessoas foram mortas em um recente reaquecimento do conflito entre a Armênia e o Azerbaidjão, em abril de 2016. Mas há tensões frequentes e pelo menos 16 morreram em confrontos em julho.

*Reportagem adicional de Tuvan Gumrukcu, em Ankara

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Internacional

Às vésperas das eleições, Trump e Biden visitam o estado decisivo da Flórida

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Donald Trump e Joe Biden.
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Donald Trump e Joe Biden.

Nesta quinta-feira (29), Donald Trump e Joe Biden realizam comícios na Flórida , nos Estados Unidos. A cinco dias das eleições americanas, os candidatos visitam um “Estado-pêndulo” considerado crucial para disputa. As informações foram dadas pela Reuters .

A Flórida tem direito a 29 votos eleitorais e é considerada um “Estado-pêndulo” , região onde não há clara preferência por candidatos democratas ou republicanos.

Com algumas horas de diferença, Trump e Biden visitam hoje a cidade de Tampa .

O republicano Donald Trump faz um comício ao ar livre. Depois, o democrata Joe Biden realiza um comício no estilo drive-in, no qual os participantes ficarão dentro de seus carros.

Pesquisas de opinião revelam que Biden está à frente no cenário nacional, mas a vantagem é menor nos Estados cruciais.

Na Flórida, uma sondagem Reuters/Ipsos mostra que há um empate virtual entre os dois candidatos: Biden está com 49% das intenções de voto, enquanto Trump aparece com 47%.

Fonte: IG Mundo

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Internacional

Menina de 9 anos com autismo é algemada por policiais durante crise na escola

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A criança foi algemada e levada pelos policiais
Reprodução/9News

A criança foi algemada e levada pelos policiais

Em Sidney, na Austrália , uma menina de apenas nove anos, diagnosticada com autismo , foi algemada por policiais após sofrer uma crise na escola. De acordo com a família da criança, não é a primeira vez que a polícia é chamada para atender a menina na escola. As informações são do jornal Extra.

Além do autismo, a criança tem transtorno desafiador de oposição, síndrome de tourette, transtorno do deficit de atenção com hiperatividade e ansiedade. Segundo o portal, a combinação dessas condições faz com que a menina enfrente crises constantes, que algumas vezes desencadeiam em comportamentos agressivos.

A legislação local permite o procedimento e autoriza que agentes de segurança a levem compulsoriamente para centros de assistência de saúde mental, por isso, a família disse que a situação já ocorreu mais de uma vez.

Em uma entrevista ao canal “9News”, a mãe da menina fez um apelo para ter acesso à ajuda especializada para cuidar da filha. Na ocasião, ela disse que não culpa a polícia ou os profissionais de saúde por suas ações, mas sentia que crianças como a filha dela estavam fracassando pela falta de especialistas, tratamentos e apoios disponíveis. “Minha filha caiu nas falhas do sistema. Estamos apenas sendo bloqueadas em todos os lugares que vamos”, ressaltou a mãe.

A CEO de uma ONG de aconselhamento e apoio a crianças com autismo, Grace Fava, afirmou que acompanha de perto toda a falta de suporte para as famílias que lidam com esse tipo de transtorno. “O sistema está deixando-os na mão. Eu diria que o sistema está quebrado, mas como alguém uma vez me disse, na verdade, não há sistema”, disse.

Fonte: IG Mundo

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