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Economia

Confiança empresarial tem primeira alta desde janeiro, diz FGV

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O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 0,6 ponto de maio para junho deste ano e chegou a 92,6 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. De acordo com as informações da FGV divulgadas hoje (1º)  essa foi a primeira alta do indicador, que mede a confiança de empresários da indústria, serviços, comércio e construção, desde janeiro deste ano.

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A confiança dos empresários no futuro, medida pelo Índice de Expectativas, subiu 1,1 ponto para 99,3 pontos. Já a percepção sobre a situação atual dos negócios, medida pelo Índice da Situação Atual, subiu 0,3 ponto em junho, para 89,9 pontos.

Entre os setores pesquisados, apenas a indústria recuou: -1,5 ponto. Os demais setores tiveram alta na confiança: serviços (2,2 pontos), comércio (1,2 ponto) e construção (2,1 pontos). Em junho, a confiança avançou em 65% dos 49 segmentos que integram o ICE.

De acordo com o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., a primeira alta desde janeiro deve ser interpretada como uma acomodação e não como um marco de reversão da tendência declinante dos meses anteriores. Segundo ele, “somente uma mudança no quadro atual, que combina nível de atividade fraco e incerteza elevada, levará a uma recuperação consistente da confiança”.

Edição: Valéria Aguiar
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Economia

Governo usa dados defasados do CadÚnico para inclusão no Auxílio Brasil

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Ministério da Cidadania estendeu por mais 120 dias a suspensão da atualização do banco de dados
Reprodução: ACidade ON

Ministério da Cidadania estendeu por mais 120 dias a suspensão da atualização do banco de dados

Embora um dos critérios para a concessão do Auxílio Brasil — novo programa de transferência de renda que deve substituir o Bolsa Família — seja a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) para os as famílias de baixa renda, o Ministério da Cidadania estendeu por mais 120 dias a suspensão da atualização do banco de dados e, por consequência, a inclusão de novos beneficiários no Bolsa Família.

A medida consta na Portaria 682, publicada no Diário Oficial da União do dia 7 de outubro. A suspensão vem sendo adotada desde 2020 em virtude da pandemia.

Além dos dados atualizados no CadÚnico, outro critério para o recebimento do Auxílio Brasil, segundo a Medida Provisória 1.061/2021, seria a renda mensal da família de meio salário mínimo por pessoa (R$ 550, atualmente) e renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3,3 mil, em valores atuais). A exigência não vale para quem recebe o Bolsa Família.

O programa deve contemplar até 17 milhões de famílias, de acordo com cálculos do governo. O número é maior do que as 14,6 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família atualmente. Mas é menor que as 39,3 milhões de famílias que receberam o auxílio emergencial em 2021 até o mês de julho, segundo dados do próprio governo federal.

Risco para famílias

Paola Loureiro Carvalho, especialista em gestão de políticas públicas e diretora de Relações Institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, avalia que a indefinição dos critérios de inscrição e pagamento do governo quanto ao futuro da principal política social do país é um risco para a população mais vulnerável. Ela ressalta que o auxílio emergencial está próximo do fim de milhões de pessoas ficarão desassistidas.

Paola Carvalho lembra que a inscrição do auxílio emergencial não se deu através do Cad. Único e sim através do aplicativo, e que o governo não unificou as bases de dados deixando milhares de trabalhadores de fora.

“Estamos muito preocupados. O governo ao se basear somente no Cadastro Único, cuja última atualização para o governo federal foi em março de 2020, apenas atende às famílias contempladas no Bolsa Família, e que já atendiam aos critérios antes da pandemia. Se o governo atualizasse o conjunto de famílias que estão no Cadastro agora haveria uma lista de espera muito maior. Como conter a demanda? Não insere ela dentro do sistema”, afirma a especialista.

Segundo a especialista em políticas públicas, desde quando o auxílio emergencial começou a ser discutido, no início da pandemia, já se sabia que seria necessário repensar o futuro do Bolsa Família. Ela destaca ainda que maior a parte dos trabalhadores que recebeu o auxílio emergencial ficará de fora do Auxílio Brasil, o que leva ainda mais insegurança a quem depende do benefício.

“O governo manteve o Cadastro Único separado do auxiílio emergencial. As pessoas que receberam auxílio estavam cadastradas em um aplicativo. E não houve a sistematização das informações das famílias pobres. E agora a base de dados que voltará a ser utilizada é de um Cad. Único antes da pandemia, o que diminui a porta de entrada das politicas sociais do país”, alerta a diretora de Relações Institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica.

Paola Carvalho questiona ainda o valor divulgado pelo governo federal de R$ 400. Segundo ela, não estão claros os critérios e a forma de composição das famílias que receberão esse teto.

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“Tem auxílio esportivo, uma parte para auxílio extra. O governo não esclarece. É um desrespeito grande com famílias muito vulneráveis. Não se sabe quantas famílias efetivamente vão receber os R$ 400. Isso aconteceu no pagamento do auxílio emergencial este ano, quando o governo divulgou que o valor médio seria de R$ 250, mas a maior parte dos beneficiário só ganhou R$ 150”, observa a especialista.

Segundo a Medida Provisória que cria o Auxílio Brasil, o programa é composto compõem o Programa Auxílio Brasil:

  • – o Auxílio Esporte Escolar;
  • – a Bolsa de Iniciação Científica Júnior;
  • – o Auxílio Criança Cidadã;
  • – o Auxílio Inclusão Produtiva Rural;
  • – o Auxílio Inclusão Produtiva Urbana; e
  • – o Benefício Compensatório de Transição.

Governo não diz se fará atualização

O ministério alega suspendeu a exigência de atualização do Cadastro Único, desde março de 2020, devido a necessidade de evitar aglomerações e que os integrantes de famílias beneficiárias do Bolsa Família, assim como aqueles que trabalham em unidades de cadastramento destas famílias, poderiam estar expostos à infecção da Covid-19.

O Ministério da Cidadania explicou que os procedimentos para a “gestão do Bolsa Família e do Cadastro Único foram suspensos para reduzir a circulação de pessoas nas unidades do Sistema Único de Assistência Social (SUAS)”. Com isso, diz a pasta, as medidas de bloqueio dos benefícios de famílias sem informações de acompanhamento também foram suspensas.

Apesar de a medida impedir a inclusão de novas famílias no benefício, o ministério acrescentou que para “assegurar o atendimento das famílias mais vulneráveis durante o período da pandemia, o Ministério da Cidadania estabeleceu normas excepcionais de atendimento do Cadastro Único e autorizou a coleta dos dados para inclusão e atualização das informações cadastrais por telefone ou por meio eletrônico”. De acordo com o texto, a organização desse procedimento é de responsabilidade do município.

Questionado se vai promover a atualização de seu banco de dados, com base nos cadastros atualizados pelas prefeituras, o Ministério da Cidadania não respondeu.

Como se cadastrar

O Cadastro Único é feito pelos municípios e não pelo governo federal, que recebe a base de dados das prefeituras e utiliza as informações para os programas sociais. As famílias de baixa renda ainda não inscritas no CadÚnico ou que precisam fazer atualizações no cadastro devem procurar um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou um posto de atendimento do CadÚnico na sua cidade. Para isso, é preciso estar atento aos requisitos: renda por pessoa na família de até meio salário mínimo ou renda mensal de até três salários mínimos.

Um membro da família, chamado de Responsável pela Unidade Familiar, se encarregará de repassar as informações. A pessoa deve ter pelo menos 16 anos, Cadastro de Pessoa Física (CPF), título de eleitor e ser preferencialmente mulher.

Alguns estados e municípios só atendem sob agendamento. O responsável pela família deverá levar pelo menos um documento por pessoa da família. São aceitos: certidões de nascimento, certidão de casamento, RG, CPF, carteira de trabalho e título de eleitor.

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Amigos criam primeira startup brasileira focada em evitar desperdício de comida

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Amigos criam a primeira startup brasileira para evitar desperdício de comida
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Amigos criam a primeira startup brasileira para evitar desperdício de comida

Inspirados pela europeia “Too Good To Go”, dois jovens empreendedores criaram a “Cheap Food”, a primeira startup brasileira com foco em uma conexão entre consumidores e estabelecimentos de modo a beneficiar os dois. A ideia é vender alimentos próximos à data de validade, que seriam jogados no lixo, a preços mais baixos para os clientes. Assim, todos saem ganhando, inclusive o meio ambiente, com a redução do desperdício de comida e da emissão de CO2 na atmosfera.

Um levantamento recente feito pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) mostrou que no Brasil 20 milhões de pessoas passam mais de 24 horas sem se alimentar. Enquanto isso, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) aponta que somos um dos dez países que mais desperdiçam alimentos no mundo, com um descarte de aproximadamente 30% de tudo que é produzido para o consumo. Isso gera um prejuízo para a economia de quase 940 bilhões de dólares por ano

“Nós víamos a recorrência do desperdício e pensávamos ‘o que poderíamos fazer sobre isso?’. Encontramos muitas iniciativas no Brasil, mas nada que também beneficiasse quem está ali produzindo esse excedente. Os estabelecimentos jogam fora, porque durante muito tempo existiu uma lei no nosso país que proibia uma doação”, diz um dos fundadores da Cheap Food, Carlos Keiichi.

“Aqui, a gente ainda tem um tabu. Uma pessoa ou outra vai no mercado, vê uma pechincha na prateleira e pensa ‘vou comprar, mesmo estando próxima do vencimento’. Mas isso não é muito recorrente, né? Não tem uma empresa que ajude nesse sentido. Lá fora, isso vem muito forte, e a gente quis trazer essa ideia para cá”, continua ele.

A proposta surgiu durante a pandemia de Covid-19, em março de 2020, justamente em um momento em que a crise econômica se agravou no país. Com vários estabelecimentos fechando devido a diminuição da demanda, dada pelo isolamento social, a Cheap Food viu nessa uma oportunidade de ajudar os pequenos empresários do ramo de alimentos.

“Inicialmente, a gente foi atrás dos estabelecimentos, sobretudo padarias, que têm maior produção. Quase um terço de tudo que é produzido em uma padaria é jogado no lixo. Imagina um terço da sua produção sendo jogado fora”, afirma Keiichi. “Por isso, a gente teve a ideia de começar a montar alguns kits, chamados “Cheap Box”, e colocar produtos que estavam próximos ao vencimento e custariam em torno de R$ 30 e vendê-los por valores mais baixos. Assim, voltaria pelo menos o preço de custo para a loja”, explica Keiichi.

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A startup oferece três tipos de kits para venda: um doce, um salgado e um misto (doce e salgado). Os clientes podem escolher a opção desejada e recebem uma caixinha surpresa. Além das padarias, os parceiros da Cheap Box incluem hamburguerias, churrascarias, docerias, restaurantes italianos, japoneses, árabes, entre outros.

“A gente começou com padarias, mas percebemos que poderíamos expandir para outros estabelecimentos. Por exemplo, em uma hamburgueria se perde muito pão; o prazo de validade do pão é muito curto. Então, conversando com alguns donos de hamburguerias, ouvimos que eles conseguiriam fazer lanches mais simples, para não perder o pão, e fazer a venda com a gente. Não atacamos só o produto final, como também a matéria-prima que poderia ser jogada no lixo”, afirma o sócio-fundador da Cheap Box.

“É importante mencionar que as Cheap Boxes são disponibilizadas pelos nossos parceiros. Se os estabelecimentos tiverem produtos excedentes, eles os colocam na nossa plataforma. A gente torce para que não tenha, para que o empresário não perca, né? Mas se tem, a gente consegue ajudar o estabelecimento, fazendo a venda para eles”, reforça Keiichi.

Até o momento, a plataforma já vendeu 500 kits. Com isso, ela alega ter retido mais de R$ 10 mil e evitado cerca de 2 mil quilos de comida sendo jogados no lixo. Também teriam sido reduzidos cerca de 38 mil quilos de CO2 emitidos na atmosfera.

App estreia nesta sexta

Nesta sexta-feira (22), a Cheap Food se prepara para lançar o seu primeiro aplicativo, ‘Cheap Food’. Por lá, além de comprar as caixinhas surpresas, os consumidores também poderão pedir delivery comum, assim como acontece em outros aplicativos de entrega. Os produtos serão vendidos com desconto de até 70%.

As vendas também são feitas pelas redes sociais da startup, principalmente pelo WhatsApp (11) 96188-7247. Por enquanto, o serviço só está disponível para a cidade de São Paulo, mas a empresa espera expandir o atendimento no futuro.

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