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Concessão florestal ajuda a preservar e combater ilegalidade, destaca ministra

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio do Serviço Florestal Brasileiro, e a empresa Madeflona Industrial Madeireira Ltda. firmaram nesta segunda-feira (19) contrato de concessão florestal da Unidade de Manejo Florestal IV da Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia. Este é o primeiro contrato de concessão florestal do governo do presidente Jair Bolsonaro. Na cerimônia de assinatura do contrato, em Porto Velho (RO), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) destacou que a parceria é um dos instrumentos mais eficazes para preservação e uso sustentável das florestas públicas, para evitar a grilagem de terras e combater a ilegalidade.

A área total concedida equivale a 32.294 hectares. A empresa poderá explorar a unidade por 40 anos, com a retirada de madeira (troncos com diâmetro acima de 50 cm), produtos não madeireiros (folhas, raízes, cascas, frutos, sementes, óleos, látex e resinas) e serviços de turismo (hospedagem, atividades esportivas, visitação e observação da natureza e esportes de aventura). A produção anual estimada é de 20.284,98 metros cúbicos. A arrecadação anual pode chegar a R$ 2,2 milhões. O investimento inicial da concessionária será de aproximadamente R$ 7,6 milhões, o equivalente a R$ 300 por hectare.

A ministra ressaltou ainda que a retirada de árvores é feita de forma controlada, preservando o meio ambiente.“O caminho que o governo quer seguir é o da sustentabilidade. Temos que estar juntos tirando as pessoas da ilegalidade. Esse é o modelo de parceria público-privada que vai dar certo, onde a gente coloca as florestas nessas concessões de maneira legal para que possam ser exploradas. Pasmem! Seis árvores por hectare é o máximo que pode ser retirado”, disse.

 

Na concessão, a área é explorada em sistema de rodízio e com técnicas de manejo florestal, o que propicia produção contínua e sustentável de madeira e que a floresta permaneça em pé. Apenas de quatro a seis árvores são retiradas por hectare. Só poderá ter retirada na área após 30 anos, depois do crescimento das árvores remanescentes.

Atualmente, um milhão de hectares de florestas públicas – totalizando seis florestas no Pará e em Rondônia –  foram cedidos a dez empresas pelo período de 40 anos.

De acordo com o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SBF), Valdir Colatto, a ideia é chegar a 4 milhões de hectares concedidos. A estimativa é gerar 25 mil empregos diretos e indiretos. Um do objetivos é ceder áreas no sul do Amazonas, Amapá e Pará.

“Esses recursos que são gerados com a exploração da mata vão para os municípios e para a sociedade”, afirmou. O diretor disse ainda que é preciso trabalhar “não só com a madeira, mas também com a questão social”. “Utilizar essas madeiras para gerar emprego e também trabalhar com os povos das florestas com atividades não madeireiras”.

Em contrapartida ao direito de usar a floresta, o concessionário deve pagar quantias ao governo (federal, estadual e municipal) que variam conforme a proposta vencedora no processo de licitação. Os recursos são aplicados em ações sociais e fiscalizações. A ministra Tereza Cristina anunciou o repasse de recursos decorrentes da concessão florestal ao estado de Rondônia (R$ 2 milhões) e às cidades de Porto Velho (R$ 344 mil), Itapuã d’Oeste (R$ 1,7 milhão), Cujubim (R$ 64 mil) e Candeias do Jamari (R$ 832 mil).

“O Brasil, além de ser uma potência agrícola, é uma potência ambiental. A convivência tem que ser entre a natureza e o homem. Não existe preservação se há miséria. Esse é o equilíbrio que o Brasil tem que buscar, e a soberania do nosso país, que é importantíssima”, acrescentou a ministra.  

Segundo o governador de Rondônia, Marcos José Rocha dos Santos, o contrato firmado irá permitir a criação de 100 empregos diretos na região. “É possível fazer a exploração de forma sustentável,  é possível conciliar o homem ao meio ambiente, é possível fazer com que pessoas que estão hoje sem trabalho, possam ter o trabalho utilizando a terra com sabedoria dentro da legalidade”, disse, além de citar que 77% do território do estado são de florestas.

Antes da assinatura do contrato, Tereza Cristina, acompanhada do governador e da ministra-conselheira e chefe da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável da Embaixada da Alemanha no Brasil, Annete Windmeisser, sobrevoou a Flona de Jamari. 

 

A ministra alemã ressaltou a “grandeza das florestas de Rondônia”. “Acho que é completamente possível [explorar de forma sustentável]. Todas as pessoas aqui irão ganhar, todas as pessoas do mundo vão ganhar também”, declarou.

Integraram a comitiva da ministra o diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Paulo Carneiro, e o assessor de Assuntos Socioambientais do ministério, João Adrien.

Como é a concessão florestal

Desde 2006, a Lei de Gestão de Florestas Públicas permite ao governo (federal, estadual e municipal) conceder a empresas e comunidades o direito de manejar florestas públicas de forma sustentável para extrair madeira, produtos não madeireiros e oferecer serviços de turismo. O concessionário paga quantias aos entes da Federação.

A primeira concessão florestal no Brasil ocorreu, em setembro de 2007, na Flona do Jamari, que fica entre os municípios de Cujubim, Porto Velho, Ariquemes e Itapuã d’Oeste, todos em Rondônia.  A floresta tem cerca de 220 mil hectares, dos quais 96 mil já foram cedidos.

O contrato de concessão não inclui acesso ao patrimônio genético, uso dos recursos hídricos, exploração de recursos minerais, pesqueiros ou fauna silvestre, nem comercialização de créditos de carbono. O título da terra permanece com o governo pelo período da concessão, já que o concessionário apenas recebe o direito de fazer o manejo florestal.

A comunidade local tem acesso à área de concessão para a coleta de produtos não madeireiros de subsistência, assim como coleta de sementes para artesanato.

Clique aqui para ouvir a matéria da Rádio Mapa

Mais informações à imprensa:
Coordenação-geral de Comunicação Social
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Aprosoja participa da 5ª corrida do Bope

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Aprosoja participa da 5ª corrida do Bope

A Aprosoja distribuiu 400 mudas de plantas nativas do cerrado

16/02/2020

 
Pela primeira vez, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) participou da Corrida do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). A quinta edição do evento, realizada neste domingo (16.02), reuniu cerca de 5 mil atletas, em Cuiabá. 
 
No estande, a Aprosoja distribuiu 400 mudas de plantas nativas do cerrado, em parceria com Instituto Ação Verde. Quem passou por lá também aproveitou pra matar a sede com a bebida de soja sabor laranja. 
 
Diretor Administrativo da Aprosoja, Lucas Costa Beber, avaliou positivamente o evento e lembrou que é uma oportunidade de apresentar a gama de projetos desenvolvidos pela entidade, que beneficiam a população.
 
“A Polícia Militar é parceira dos produtores de soja de Mato Grosso. Mesmo com as dificuldades diárias, eles colocam suas vidas em risco visando a nossa segurança. O evento é muito bem organizado, com participação em massa da sociedade e com certeza, uma grande oportunidade de apresentar a Aprosoja e nossos projetos que visam o bem da sociedade como um todo”, pontuou. 
 
Responsável pela organização do evento, o comandante do Bope, Tenente Coronel, Ronaldo Roque da Silva, contou que a participação da sociedade superou as expectativas do batalhão. Ele acredita que além de proporcionar um momento de prática de esportes, a Corrida do Bope tem papel social importante, na Capital. 
 
“Superou qualquer expectativa que o poderíamos ter. Não é só um evento esportivo, mas sim de integração da sociedade com o nosso Batalhão e com todos os nossos parceiros. É de extrema importância pra fortalecer e garantir melhorias para o nosso trabalho que retorna para sociedade. Agradeço os patrocinadores, em especial a Aprosoja, que pela primeira vez participa conosco”, disse.

Fonte:

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA
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Agricultura familiar brasileira ganha destaque em feira de orgânicos na Alemanha

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Dez empreendimentos da agricultura familiar brasileira atravessaram o Atlântico para expor os seus produtos e apresentar sabores característicos do Brasil na maior feira de orgânicos do mundo, a BioFach 2020, que acontece até este sábado (15), em Nuremberg, na Alemanha. A participação no evento, que recebe cerca de 50 mil visitantes de diversos países, visa divulgar a potencialidade da produção brasileira e ampliar os canais de comercialização no exterior.

Os expositores do Estande Brasil – cooperativas, agroindústrias e empresas que promovem a inclusão econômica e social de pequenos produtores – foram selecionados por chamada pública para participar da feira, apresentar os seus produtos para o mercado internacional, promover degustações, encontrar compradores e parceiros comerciais, conhecer novas tecnologias e prospectar ou realizar negócios.

A missão é coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) e da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), através da Embaixada do Brasil em Berlim.    

Degustação de pratos

No Estande Brasil da BioFach 2020, os visitantes encontram frutas secas de bacuri e cupuaçu, cacau em amêndoas, polpa de acerola e guaraná em pó produzidos no Pará, cafés orgânicos de Minas Gerais, geleia de umbu da Bahia, mel em bisnaga do Piauí, cachaça do Rio Grande do Sul, polpa de açaí de Rondônia e outros produtos, todos com certificação orgânica internacional.

À frente da delegação brasileira, o secretário-adjunto da SAF, Márcio Cândido, destaca que os produtos apresentados no estande têm chamado a atenção de quem passa pela feira. “Estamos apoiando a participação de dez produtores familiares de orgânicos e os visitantes se surpreendem com a qualidade e os sabores de produtos como o bacuri e o cupuaçu. As reações são ótimas e esperamos por excelentes resultados”.

Negócios

A participação na feira está rendendo bons frutos para a Cooperativa Central de Produção Orgânica da Transamazônica e Xingu (Cepotx), com sede no município de Altamira, no Pará, e tem como principal produto o cacau orgânico em amêndoa, produzido por 178 famílias associadas. 

“Já fizemos alguns negócios e conseguimos de fato consolidar uma operação comercial com uma empresa da Holanda, a Daarnhouwer. O nosso produto é certificado e está em transição para o Fair Trade. Trabalhamos com responsabilidade social e ambiental. E aqui na Europa você percebe que existe um entendimento muito maior com relação à adesão a um produto orgânico”, afirma o presidente da Cepotx, Raimundo Silva.

Representantes da Fazenda BacuriAs frutas secas da Fazenda Bacuri, localizada no Pará, também conquistaram o paladar dos visitantes. “Os primeiros dias foram extremamente intensos, inclusive, já existem exportadores da Suíça interessados em comprar as frutas secas e pedindo o catálogo com urgência. Está sendo uma experiência muito boa ter esse retorno, com muita procura pelas frutas secas. Sem falar do espaço do Estande Brasil que é ótimo, da cozinha show que está sendo um diferencial dessa edição, dos tradutores e de toda a equipe excelente que está prestando apoio”, comemora a empreendedora Hortência Osaqui, responsável por comandar a Fazenda Bacuri.

Localizada no Nordeste do Pará, a Fazenda Bacuri é uma agroindústria familiar que trabalha com o manejo sustentável da floresta amazônica para uma produção 100% orgânica a partir de frutas da biodiversidade local. O empreendimento envolve direta e indiretamente 15 famílias da região no manejo do bacurizeiro e na produção artesanal de geleias, doces, licores orgânicos, entre outros.  

Café orgânico da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (Coopfam), de Minas Gerais

O café orgânico da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (Coopfam), de Minas Gerais, também foi apresentado aos visitantes da Biofach no Estande Brasil. Athos Caixeta, trader da cooperativa, destaca que obteve boas surpresas durante a feira.

“Aqui conseguimos fazer muitos e importantes contatos, e, provavelmente, vamos prospectar grande parte deles. É uma feira onde conseguimos ter acesso a clientes diferentes daqueles que encontramos nas feiras voltadas apenas para o café. Então, está sendo muito positiva a oportunidade e a expectativa é de fecharmos bons negócios”.

Todos os expositores contam com estrutura completa, incluindo recepcionistas bilíngues e apoio técnico do Mapa, catálogo institucional, além de mobiliário para preparação e exposição dos produtos, bem como para reuniões com os potenciais compradores.   

Chef convidada  Flavia SpielkampPara promover a produção de orgânicos do Brasil, dentro do estande acontece uma Cozinha Show, onde os visitantes da Biofach podem acompanhar ao vivo a chef convidada, Flavia Spielkamp, preparando diversos pratos com os produtos brasileiros expostos na feira.

Roteiro

A programação da delegação brasileira teve início na última segunda-feira (10) com a realização de visitas técnicas para que os integrantes pudessem conhecer experiências e práticas de empreendimentos que trabalham com produtos orgânicos na Alemanha. O grupo conheceu a fazenda de orgânicos Gemüsekiste, a fazenda Wildenbergen e a maior cervejaria orgânica da Alemanha, a Lammsbräu.

Magda Vronski, sócia e engenheira agrônoma da Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (Copoam)“Foram visitas de muito aprendizado, conhecendo uma nova cultura, tecnologias e estilos diferentes de comercialização, produção e plantio. Esse aprendizado podemos levar para as nossas cooperativas para fazermos alguns ajustes, inovar e alimentar novas ideias”, ressalta Magda Vronski, sócia e engenheira agrônoma da Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (Copoam). Localizada em Medicilândia, no Pará, a Copoam reúne famílias agricultoras cooperativadas produtoras de cacau orgânico em amêndoa.

Na terça-feira (11), a delegação visitou a Kräuter Gut, uma fazenda especializada em ervas orgânicas, e o supermercado Ebl Naturkost, que trabalha com produtos certificados de acordo com as diretrizes de associações orgânicas reconhecidas no país.

Feira

A BioFach é considerada a maior feira de negócios específica do segmento de orgânicos e acontece anualmente, há 31 anos, em Nuremberg, na Alemanha. Entre as atividades promovidas durante o evento destacam-se: Salão de Inovação, Rodadas de Negócios, Fóruns e Seminários. Paralelamente, ocorre a Feira Internacional de Cuidados Pessoais Naturais e Orgânicos, a Vivaness. Em 2019, os dois eventos juntos contaram com 3.266 expositores e mais de 51 mil visitantes de 143 países.

Estande Brasil

Informações à Imprensa[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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