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Economia

Comperj tem nova alta de custos e enfrenta 2 mil demissões

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Crise sem fim: antigo Comperj tem nova alta de custos e 2 mil demissões
roberto rosa

Crise sem fim: antigo Comperj tem nova alta de custos e 2 mil demissões

O Comperj, rebatizado de Polo GasLub, está envolto em novas polêmicas com mais aumentos de custo e duas mil demissões. Símbolo da corrupção revelada pela Operação Lava-Jato, o empreendimento que nasceu para ser um complexo petroquímico da Petrobras , com duas refinarias, enfrenta problemas para continuar a construção do que restou do projeto original: a unidade de processamento de gás natural (UPGN).

Documentos aos quais O GLOBO teve acesso revelam desentendimentos entre a estatal e a empresa criada para construir a UPGN, a Kerui Método Construção e Montagem (KM). Trata-se de uma sociedade de propósito específico (SPE) formada pela chinesa Kerui Petroleum, uma das maiores fabricantes e fornecedoras de equipamentos do setor de óleo e gás da China, e a empresa brasileira de engenharia Método Potencial.

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Desde 2008, com o início das obras de terraplanagem em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio, a estatal já contabilizou prejuízo de ao menos US$ 14 bilhões com o complexo, fruto de pagamento de propinas, obras superfaturadas e mudanças no projeto. 

Entre 2017 e 2018, a estatal decidiu abandonar a construção de uma refinaria e optou por construir a UPGN. Mas a obra dessa unidade, fundamental para transportar o gás natural produzido nos campos do pré-sal na Bacia de Santos, orçada em R$ 1,94 bilhão, custará mais de R$ 3 bilhões em razão de problemas gerados pela pandemia da Covid-19, alterações no projeto e variação do dólar. E, agora, prevê a KM, o valor deve subir ainda mais.

Desequilíbrio financeiro

A Método e a Kurui começaram a trabalhar juntas na UPGN no início de 2016 e ganharam a concorrência do projeto em setembro de 2017. O contrato foi assinado em 2018. Antes da KM, a UPGN já tinha 25% das obras iniciadas pelo consórcio QGIT, de Queiroz Galvão, Iesa e Tecna. 

Os problemas financeiros na construção da UPGN começaram na pandemia, em março de 2020, quando a Prefeitura de Itaboraí solicitou a redução de 70% do efetivo de trabalhadores no Comperj, explica Hugo Marques Rosa, copresidente da KM:

“Os desequilíbrios financeiros começaram em março de 2020. Tivemos de reduzir os funcionários. O lockdown nos portos da China atrasou a entrega de equipamento. Muita coisa é dolarizada. E só conseguimos sentar com a Petrobras para negociar esses valores depois que ingressamos com uma arbitragem no primeiro semestre de 2021. E aí a Petrobras propôs suspender essa arbitragem e passamos a fazer uma negociação direta.”

Esses “desequilíbrios” ocorridos entre 2020 e 2021 geraram aditivos ao contrato. Documento de 23 de junho revela que a estatal já pagou para a KM cerca de R$ 700 milhões por meio de aditivos, mas “aguarda ainda o cumprimento pela contratada da execução de atividades”, como a conclusão do projeto executivo de Engenharia e a entrega de bens de fornecedores.

Lucas Reali Ribeiro, gerente do contrato, enviou carta à KM destacando que a empresa vem fazendo “má gestão” dos recursos recebidos e descumprindo os acordos de construção da UPGN”. Já Hugo Marques Rosa diz que a empresa só começou a receber o valor referente a esses aditivos no fim de 2021.

“E não recebemos ainda o valor integral dos R$ 700 milhões. Esse atraso da recomposição do equilíbrio gerou problemas com bancos chineses e fornecedores. Houve alongamento de contratos, o que gerou custos financeiros”, diz . 

Em paralelo, cerca de dois mil trabalhadores foram demitidos pela KM. Marques Rosa diz que os cortes atingiram 90% dos funcionários. E que não havia como continuar pagando esses trabalhadores. 

Petrobras avalia ações

Com a demissão, a demora no pagamento dos direitos trabalhistas, avaliados em cerca de R$ 60 milhões, vem gerando ameaça de greve. Em carta de 24 de junho, a estatal alertou para “possível movimento em massa dos trabalhadores”. 

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Montagem e Manutenção Industrial de Itaboraí (Sintramon) e o próprio Rosa, os valores serão pagos.

Em um evento realizado em setembro do ano passado, a Petrobras, sob a gestão de Joaquim Silva e Luna, e o governo do Estado do Rio chegaram a assinar protocolo de intenções para criar um complexo industrial em Itaboraí. 

Na ocasião chegou-se a falar que havia conversas em andamento com uma indústria da Finlândia de fertilizantes e com a russa GazProm, a partir do início das operações do UPGN.

Mas, passada a negociação desses aditivos, o executivo afirma que em 2022 novos problemas no empreendimento vêm criando mais desequilíbrios financeiros – e a necessidade de outros aditivos, cujo valor é tratado de forma confidencial entre as empresas.

Neste ano, o Gaslub enfrentou greves envolvendo outras empresas, que afetaram todo o empreendimento. Em uma delas, o tema central foi a falta de pagamento do adicional de periculosidade com a entrada de gás na UPGN. 

“Isso poderia ter sido previsto bem antes porque a Petrobras sabia que isso ia acontecer, pois poderia ter sido feito acordo com o sindicato e os trabalhadores. O gás entrou num lugar muito pequeno e determinado e envolvia apenas 3% a 4% da força de trabalho, mas o sindicato queria o adicional de periculosidade para todo o Comperj, o que iria gerar aumento de custos para todos e a Petrobras teria que rever o contrato. E isso está gerando novo desequilíbrio”, atesta ele.

Em meados de junho, para resolver esses novos impasses, foi criada uma Comissão entre a Petrobras e a KM. Marques Rosa lamenta que ainda não há uma reunião marcada.

“De fato, existe um problema financeiro gerado pelo desequilíbrio do contrato. A KM é uma SPE. Não tem outras obras. Só essa. O Comperj é uma obra que é estratégica para o Brasil e para a Petrobras. Quando produz o petróleo no pré-sal, produz o gás também. Essa obra tem dimensão importante e é a maior unidade de processamento de gás das Américas. 

Além disso, cita Rosa, a China voltou a fazer lockdown nesse ano, atrasando novamente a entrega de equipamentos.

“Quanto mais tempo demorar, maior o custo. As obras estão paradas por conta da recusa da Petrobras em rediscutir o equilíbrio econômico financeiro. O UPGN tem 90% das obras executadas. A unidade, que deveria ter entrado em operação no 1º trimestre deste ano, não tem previsão de retomada das obras nem início do funcionamento, afirmam fontes.”

Procurada, a Petrobras ratifica que o desligamento de colaboradores nas obras do GasLub “é uma decisão unilateral da empresa SPE Kerui-Método”. Informa estarem dia com os seus compromissos com a KM e que o contrato permanece em execução.

Disse ainda que as obrigações de honrar com verbas indenizatórias dos demitidos é do empregador (KM) e que avalia ações para minimizar eventuais impactos à obra.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

10 dicas para se sair bem na dinâmica em grupo

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10 dicas para se sair bem na dinâmica em grupo
Redação EdiCase

10 dicas para se sair bem na dinâmica em grupo

Saiba como se preparar para essa fase do processo seletivo

Por Eco Editorial

A dinâmica em grupo é a etapa do processo seletivo em que os candidatos interagem uns com os outros para desenvolver determinadas tarefas em equipe. Esse tipo de teste costuma ser muito cobrado, por isso, é fundamental estar preparado para ele. Confira a seguir 10 dicas para se sair bem e garantir uma vaga.

Invista na carreira profissional que você gosta

1. Conheça a empresa

Procure se informar sobre a empresa e a vaga antes de iniciar a dinâmica. Pode haver perguntas sobre isso.

2. Preste atenção ao vestuário

Procure descobrir como as pessoas nessa empresa se vestem. Na dúvida, opte por roupas clássicas.

3. Seja você

Não tente fingir o que você não é, buscando “acertar” qual é o perfil desejado para a vaga. Os profissionais da seleção costumam saber quando alguém está fingindo. Seja autêntico!

4. Fale o essencial

Não fale demais, tentando “roubar” o tempo dos outros ou interrompê-los o tempo todo. Mas também não fique quieto demais. Apresente e defenda as suas ideias.

Entenda a importância da inteligência emocional no trabalho

5. Faça parte do grupo

Participe ativamente das atividades em grupo, dando ideias e colaborando com os demais.

6. Cuidado com as gírias

Não use gírias e palavrões. Evite vícios de linguagem , como o excesso de gerúndio.

7. Escute com atenção

Para não repetir o que já foi dito, escute com atenção os demais candidatos.

8. Preste atenção na explicação do recrutador

Atente-se à explicação do recrutador. Há várias atividades que avaliam justamente a atenção do candidato.

Saiba como se comportar nas entrevistas e evite gafes

9. Seja pontual

Chegue 15 minutos antes do início da dinâmica.

10. Deixe a timidez de lado

Por mais que você seja tímido e não goste de participar de dinâmicas em grupo , entenda que em algum momento vai ter que passar por isso. Apenas faça o seu melhor e lute pela vaga desejada.

Confira mais dicas de carreira na revista ‘Sim, você pode!’

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

8 etapas para montar o plano de negócios da sua empresa

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8 etapas para montar o plano de negócios da sua empresa
Matilde Freitas

8 etapas para montar o plano de negócios da sua empresa

Veja como detalhar os objetivos e as estratégias para alcançar o sucesso

Ao abrir uma empresa, você precisa planejar cada passo que irá dar. É necessário detalhar os objetivos e estratégias para alcançar o sucesso do empreendimento. Para isso, você deve montar um plano de negócios.

Ele funciona como um organizador de ideias, cujo objetivo é direcionar suas ações. “É o conjunto de informações que o empresário deve arrecadar e que vai mostrar todas as particularidades relativas ao negócio, são informações relevantes para o bom andamento da empresa”, explica João Batista Duarte, do Instituto JBDuarte – Coach e Empreendedorismo.

> Entenda a importância da inteligência emocional no trabalho

Conheça o seu ramo de atuação 

Para montar o seu plano de negócios, você precisa entender muito bem o ramo em que vai atuar. “Não é o caso, no primeiro momento, em ser um expert, mas é o caso de pesquisar e conhecer o mercado, suas tendências, casos de sucesso e insucesso, propensos clientes, fornecedores, concorrentes, perfil de cada um deles e alterações ocorridas no mercado nos últimos anos. Com essas informações básicas, você estará pronto para elaborar o plano”, esclarece Jorge Bahia, do Grupo Bahia & Associados.

Montando o plano de negócios

O plano de negócios será o seu guia, uma espécie de sumário executivo. “Dados como referências dos empreendedores com suas experiências acadêmicas e profissionais, dados do empreendimento (indústria, comércio, serviços, foco em algum mercado específico), missão da empresa, tipo de formatação jurídica, enquadramento tributário, capital social, fontes de recursos, principais clientes e fornecedores, localização e perfil dos colaboradores são fundamentais na composição do plano”, lembra o Jorge Bahia.

De acordo com Luiz Eduardo Rego, presidente do Grupo Nyoá, o plano de negócios deve seguir algumas dessas etapas:

1. Descrição da empresa 

Nessa primeira etapa, deverá ser feita a delimitação do negócio e da sua origem.

2. Planejamento estratégico 

Serão expostas aqui as ações para alcançar os objetivos da empresa, com definição da missão, visão e valores, assim como a análise SWOT (objetivos e metas com a criação de controle e retorno de informações).

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3. Produtos e serviços 

Lista de itens comercializados.

4. Análise de mercado 

Delimitação do cenário atual e projeção de futuro, se existem e quais são os concorrentes, fixação de fornecedores e público-alvo e o diferencial da empresa .

5. Plano de marketing 

A partir dos 4Ps (produto, preço, praça e promoção) será criada a estratégia para propagar a marca.

6. Plano operacional 

Aqui deverão ser listadas minimamente todas as funções da empresa e qual setor será o responsável por cada tarefa.

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7. Plano financeiro 

Deverá apontar como a empresa chegará ao lucro.

8. Plano de investimentos 

Lista de escolhas financeiras que darão origem à solidez futura da empresa. Deve ser um elemento utilizado em toda sua vida para que o negócio possa crescer e passar confiança para o público, assim como para possíveis investidores. 

Confira mais dicas de carreira na revista ‘Sim, você pode!

Fonte: IG ECONOMIA

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