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Economia

Como os direitos trabalhistas se adaptaram ao uso da tecnologia

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A tecnologia e o mercado de trabalho
PMI/ Divulgação

A tecnologia e o mercado de trabalho

Junto com a Reforma Trabalhista de 2017 vieram diversas mudanças no mercado de trabalho. Uma das principais foram a adoção de aplicativos e sites no lugar do que, um dia, foram documentos de papéis. Hoje, com o uso frequente de tais tecnologias na comunicação do dia a dia e no meio de trabalho, muitas linhas podem ser cruzadas quando se trata da relação entre patrão e funcionário.

Uma empresa, quando contrata, precisa estar ciente e respeitar as normas trabalhistas. No caso dos profissionais com carteira assinada, vale a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Caso essas regras sejam quebradas, é possível ter de lidar com processos na Justiça.

Antônio Carlos Sales, contador e advogado trabalhista consultado pelo iG, lembra que hoje as redes sociais podem afetar a contratação, uma vez que as empresas tem o hábito de procurarem os candidatos. O perfil online, quem você é na internet, pode influenciar um eventual contratante.

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O advogado adverte os perigos de postar na internet e recomenda para jovens que buscam um emprego que estudem o perfil da empresa e monitorem suas publicações quando querem fazer parte da equipe da marca, além de ter segurança quando se trata da sua presença online.

“A tecnologia veio ajudar e muito, além de ajudar a tirar a dúvida de fraude”, diz ele. “Tanto do lado do empregador quanto do funcionário, a internet garante um histórico trabalhista quase impossível de conter fraudes ou adulterações.”

Por conta do home office, muitas vezes o patrão ultrapassa limites e manda tarefas para seus funcionários fora do horário de trabalho, um problema que nos últimos anos cresceu, em função da pandemia. “A maior reclamação é a falta de respeito às regras trabalhistas no mundo virtual”, conta Antônio Carlos.

O advogado diz que o uso de aplicativos de conversa em audiências trabalhistas é incorporado no meio jurídico, especialmente em casos de assédio moral. Muitas vezes, diz ele, os funcionários esquecem de entender o universo online e ambiente de trabalho como um só. Uma mensagem desrespeitosa, por exemplo, pode até mesmo causar uma demissão por justa causa. Para os contratantes, Antônio Carlos diz que é preciso ter “serenidade e seriedade” quando se trata do tratamento dos funcionários.

Empresas podem demitir por mensagem?

Para o desligamento de um funcionário, o uso de aplicativos de conversa não é o mais recomendado, segundo o advogado trabalhista. Embora muitas vezes isso não seja visto como descaso em processos após a incorporação do home office durante a pandemia de Covid-19, Antônio Carlos diz que para os momentos em que o funcionário se encontra em uma posição vulnerável é mais indicado uma reunião presencial ou por chamada de vídeo, onde exista a possibilidade de renegociação e compreensão dos problemas tanto da empresa quanto do trabalhador no atual momento.

“O olho no olho prevê uma ação trabalhista, você pode saber se aquele funcionário está bem de saúde ou não, o que ele está passando com a sua família… Conversando é bem melhor que um e-mail ou Whatsapp”, avalia.

Já para aqueles funcionários que querem sair da empresa, mas tem dúvidas sobre como anunciar a decisão, hoje são aceitos os e-mails e mensagens de demissão. Embora alguns empresários questionem a validação, poucos passam para o processo jurídico e os juízes em sua maioria entendem como o direito do trabalhador de se afastar da empresa como precisar. Antônio ressalta, porém, que “um funcionário inteligente é aquele que sai da empresa bem, com a possibilidade de volta”.

Para isso, o melhor é, assim como no caso das demissões que partem das empresas, deixar claro os motivos e, por meio de um diálogo, estabelecer a decisão, ainda que esta não agrade a outra parte.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Eletrobras reduz lucro em 45% após investimento em Furnas

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Eletrobras
Agência Brasil

Eletrobras

A Eletrobras obteve lucro líquido de R$ 1,401 bilhão no segundo trimestre do ano , queda de 45% na comparação com o mesmo período de 2021. No acumulado do ano até junho, o lucro da companhia caiu 1%, para R$ 4,117 bilhões.

Segundo a estatal, o resultado foi impactado negativamente pela provisão para perdas em investimentos no montante de R$ 890 milhões, em função, principalmente, do  aporte de capital realizado por Furnas na SPE Santo Antônio Energia.

No trimestre também pesou o registro de R$ 694 milhões em Provisão para Crédito de Liquidações Duvidosas (PCLD) relativo à inadimplência da distribuidora Amazonas Energia.

A receita operacional líquida atingiu R$ 8,856 bilhões no período, 19,1% superior à observada no mesmo período do ano passado, influenciada pela melhor performance nos contratos bilaterais e pelo reajuste anual das receitas de transmissão cuja base de ativos foi ampliada no ciclo 2021/2022 pelo reperfilamento da Rede Básica Sistema Existente (RBSE).

De janeiro a junho, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 4,861 bilhões, alta de 6% em comparação com igual intervalo do ano anterior. Considerando os seis primeiros meses de 2022, o Ebitda ajustado aumentou 5% para R$ 9,791 bilhões. A margem Ebitda ajustada do período alcançou 55%, queda de 7,08 pontos percentuais (p.p.) na base anual.

Ao final do trimestre, a dívida líquida recorrente da Eletrobras era de R$ 15,142 bilhões, 11% menor que no mesmo intervalo do ano anterior. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida por Ebitda LTM ajustado, alcançou 0,7 vez no trimestre, queda de 24% na base anual.

Os investimentos da Eletrobras no trimestre totalizaram R$ 2,548 bilhões, crescimento de 159% em base anual de comparação. No semestre os investimentos avançaram 103%, para R$ 3,050 bilhões.

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Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Tomate e banana e outras frutas influenciam e aumentam valor da cesta de alimentos em Cuiabá

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Após duas quedas consecutivas, foi registrado um aumento no preço da cesta básica em Cuiabá nesta segunda semana de agosto, em comparação com a anterior. Foi o que apontou o levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio (IPF-MT). A retração de -0,64%, fez com que os itens considerados essenciais para a subsistência de uma família de até quatro pessoas custassem, em média, R$ 704,96, na semana passada, contra os R$ 710,28 esta semana.

Para o diretor de Pesquisas do IPF-MT e superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, a alta da cesta foi influenciada principalmente pelo valor do tomate, que apresentou uma forte variação semanal de 20,42%. “O aumento no preço do item pode estar associado à redução da oferta do produto nos atacados, aumentando o seu valor nos mercados”, destacou. Já a banana apresentou uma diferença, para mais, de 2,35%, o que representou um aumento de R$ 1,60 no valor na Capital.

Já os produtos que registraram queda, o café apresenta recuo de 2,86% no comparativo semanal, com diminuição no seu preço de R$ 0,63. Outro item que demostrou queda foi o leite, com queda de 2,94% no comparativo semanal, recuando pela segunda semana consecutiva.

A cesta básica se mantém no patamar dos R$ 700,00, indicando estabilidade, mesmo com oscilações de determinados produtos, o que pode ajudar no planejamento de consumo das famílias.

O leite, responsável pelos consecutivos aumentos no preço da cesta desde o fim do mês de março, apresentou a primeira queda no preço, de -1,55%. Já a manteiga ainda sofre com consecutivos aumentos nos preços, que registrou variação positiva de 1,32% na semana, o que pode estar ligado ao custo de produção e à oferta reduzida nos supermercados.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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