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Turismo

Como o “novo normal” afetará o turista? Quais hábitos vamos adquirir?

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novo normal aeroporto
Pixabay

Máscaras, álcool em gel, bagagem enxuta… Como será o novo normal no turismo?

Na ausência de uma cura ou um tratamento que seja comprovadamente eficaz contra o novo coronavírus, a perspectiva é de que teremos de conviver com ele, citado por muitos e já detestado por quase todos. Estamos falando do famigerado novo normal , que veio para ficar (por ora).

É novo normal para ir ao supermercado , é novo normal para fazer uma reunião de trabalho, é  novo normal para confraternizar com os amigos, é  novo normal até para tirar a roupa ao chegar em casa… É novo normal para viajar.

Seja daqui a dois meses ou só em 2021, embarcar em um avião ou botar o pé na estrada deve exigir alguns cuidados que você não tinha antes da pandemia virar o mundo de cabeça para baixo. Enquanto você planeja (na cabeça) sua próxima viagem, nós conversamos com criadores de conteúdo que trabalham com turismo para entender o que já é realidade e tentar prever o que pode vir por aí no setor.

Máscara de proteção

Não existe segredo aqui. Obrigatória em muitos estados do Brasil, a máscara passou a ser exigida, inclusive, pelas próprias companhias aéreas – Azul, GOL e Latam – desde maio, seguindo as orientações das autoridades de saúde. Mas precisa lembrar de levar a máscara? Gisella De Borthole, do programa Sonho e Destino, afirma que sim e justifica: “Tem quem esquece o passaporte”.

casal de viajantes Fernando e Gisella De Borthole
Divulgação

Fernando e Gisella De Borthole, apresentadores do programa Sonho e Destino


Álcool em gel

Quase que um melhor amigo da máscara, o álcool em gel é outro item que habita bolsas e bolsos há alguns meses. Na viagem não seria diferente. Para Lucas Estevam, que conta com mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes, as pessoas ficarão mais atentas, principalmente nos voos. “Mesmo antes de estourar a pandemia eu já passava álcool na mesa do avião porque é o lugar mais sujo . A gente vai ter que começar a cuidar do nosso próprio espaço”, avalia.

Paciência. Sim, paciência

Não deveria ser necessária uma pandemia para pedir que as pessas tenham mais paciência, mas ela talvez nos obrigue a isso. Gisella comenta que é uma questão de cada um ter respeito e fazer sua parte, prestando atenções aos avisos e seguindo as determinações, o que não foi exatamente seguido em um voo recente que ela precisou pegar de Guarulhos para Florianópolis.

No caso, a tripulação avisou que o desembarque seria por fileiras para evitar que os passageiros ficassem todos em pé, juntos, aglomerados, enquanto a aeronave taxeava. “Comissário falou três vezes e não adiantou, todo mundo levantou”, lembra. Casado com Gisella, com quem divide a bagagem de 41 países visitados, Fernando De Borthole diz que as “regras só conseguem ser 100% seguidas se a pessoa tiver consciência, se ela entender o motivo pelo qual ela deve seguir”.

lucas estevam viajante
Instagram/estevampelomundo

Lucas Estevam

Outro ponto, este levantado por Estevam, é que, ainda que as atrações turísticas reabram suas portas para os turistas, elas provavelmente não vão operar com 100% da capacidade, o que pode gerar mais filas. A Torre Eiffel, por exemplo,  reabriu no último mês em Paris, mas permite que o visitante vá apenas até o segundo andar do monumento e de escada – elevadores estão fora de cogitação no momento.

Viagens com propósitos

Sabe aquela viagem digna de belas imagens no Instagram? Ela pode estar com seus dias contados. “Acho que a pandemia acabou fazendo as pessoas olharem para dentro nesse quesito. Vão pensar duas vezes, vão rever a forma como interagem com as redes sociais, vão se preocupar em viver, não só com a ostentação”, conta Estevam, que prevê um aumento de “viagens com propósitos, viagens de conexão”.

casal de viajantes
Divulgação

Viajando desde março de 2019, Ricardo Sorrenti e Juliana Maia tiveram os planos suspensos pela Covid-19


Seguro viagem e teste da Covid-19

Com a maior oferta de exames, Juliana Maia e Ricardo Sorrenti, do Divagando pelo Mundo, dizem acreditar que o resultado do teste de Covid-19 pode passar a ser tão importante quanto o passaporte e o visto. “Seguro viagem que tenha proteção à Covid-19 também pode começar a ser uma exigência”, completa Sorrenti. Fernando vai na mesma linha de Juliana e Ricardo, mas já pensando um pouco mais para a frente: “Quando sair a vacina, é levar carteira de vacinação, ela vai fazer parte do seu passaporte”.

Bagagem mais enxuta

Medo de dez em cada dez turistas, o risco de ter a bagagem extraviada faz com que muitos escolham malas que não precisem ser despachadas. Agora, com o cenário da pandemia, Sorrenti diz que uma mochila mais compacta, que você não precisa despachar e, desta forma, entra em contato com menos gente, tende a fazer parte do planejamento de viagem.

Distanciamento social (e natural)

Defendido por autoridades de saúde, o distanciamento social tem tudo para se tornar um hábito para os que temem a Covid-19. Juliana, que está em Kampot, no Camboja, enquanto decide com o marido quais serão os próximos passos do casal, conta que eles têm tentado sentar longe das pessoas quando vão a restaurantes, por mais que não haja essa recomendação na cidade.

Aglomerações no aeroporto

Cenários de muitas chegadas e partidas, o aeroporto pode encarar uma nova dinâmica em um futuro próximo, uma dinâmica sem grandes despedidas ou comitês de boas-vindas para quem vai ou volta. “Acho que isso é muito relativo. Não tem como proibir de ir para o aeroporto, é aquela conscientização de ‘vamos evitar isso’ porque vai passar. O aeroporto está vazio, não tem ninguém, nesse momento é difícil falar isso, mas vale conscientizar que não é a hora”, explica Gisella.

Fonte: IG Turismo

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Turismo

“Tem gente que é contratada só para descascar batata”, conta ex-tripulante

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O trabalho em cruzeiro é cheio de mistérios e particularidades, um dos maiores deles é sobre como é a alimentação dos tripulantes. Se você já esteve a bordo, já deve ter se questionado do que aquelas pessoas que estão sempre prontas para te servir se alimentam. O iG Turismo conversou com a ex-tripulante Bruna Ortunes para falar sobre as curiosidades da alimentação de quem vive em alto mar.


tripulantes
Freepik/reprodução

Os tripulantes como pilotos e copilotos tem um buffet próprio para fazerem as refeições


“No navio somos divididos entre staff e crew members, os crew members são os funcionários que não têm acesso aos passageiros, como as equipes de limpeza, da cozinha e da segurança e os staffs são os que lidam com os passageiros”, conta Bruna. “Só os staffs podem comer no buffet, onde os hóspedes comem, mas sempre horários que eles não estão, por exemplo antes do show, quando estão se arrumando nas cabines”.

Já os crew members, segundo ela, são limitados a uma cozinha específica para tripulantes que existe dentro do navio, onde outros crew members cozinham. “Nessa cozinha, cada um tem uma função muito específica, como lavar arroz ou descascar batata. Um amigo meu ficou só descascando batatas por meses, depois ele me disse que tinha até pesadelo”, relata.

tripulantes
Freepik/reprodução

A comida pode variar muito dependendo da nacionalidade do funcionário que está cozinhando

Também existe uma hierarquia dentro da cozinha para funcionários, pois ela é dividida entre a parte para pessoas da segurança, pilotos, copilotos e todos os tripulantes identificados com as faixinhas no ombro e outro pros staffs. Quem cozinha para os staffs e crew members são outros staffs e crew members, portanto, não são cozinheiros profissionais, o que quer dizer que não é uma comida especialmente saborosa.

“As opções não variam muito, tem muito macarrão, muita pizza… Então para quem trabalha sete meses acaba ficando cansativo. Eu praticamente só comia macarrão, pizza e filé de frango, também tem muita salada, o que eu aproveitada, acabei perdendo 15 kg durante a temporada”, relata Bruna.

Fonte: IG Turismo

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Turismo

Meu perrengue de viagem: Perdi meu RG e fiquei preso no destino sem meus amigos

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Perder um documento durante uma viagem pode causar diversos problemas para o viajante e o estudante universitário Gustavo Motax sentiu isso na pele. Ele foi viajar com um grupo de amigos de carro, mas o automóvel quebrou e a única opção era voltar de ônibus. O problema é que ele não conseguia embarcar porque não encontrava seu RG. Gustavo conta que foi deixado no destino pelos amigos, que precisavam voltar para trabalhar, e precisou resolver o problema sozinho.

Gustavo com os amigos
Arquivo pessoal

Gustavo com os amigos


A história de Gustavo faz parte da série especial do iG Turismo “Me Perregue de Viagem”, que já contou a história de Camila, que  planejou uma viagem para o Caribe e acabou hospedada em uma oca com os índios, e de Thaís, que acabou  casando com um “cafetão” holandês que conheceu durante uma viagem para a Europa. Agora, confira os perrengues do estudante que perdeu seu documento:

“Um belo dia fui viajar de São Paulo para São José do Rio Preto de carro com meus amigos. No caminho, o carro quebrou e passamos algumas horas torrando no sol, sem água e nem comida, até que conseguimos chegar na tal chácara. Ficaríamos três dias por lá, mas no segundo dia o carro quebrou de vez. Chegou o dia de virmos embora, tivemos que acionar o seguro, ou seja, teríamos que voltar de ônibus para casa, mas cadê meu RG?

Lascou tudo mesmo! Fiz um Boletim de Ocorrência, porém não era permitido embarcar só com a versão digital do BO. Meus amigos tinham que ir embora, pois iriam trabalhar no dia seguinte e eu tive que ficar lá sozinho para resolver isso.

Anoiteceu e, depois de muita, mais muita insistência, consegui embarcar em um ônibus. Estava vestindo uma bermuda e uma regata e esfriou muito. Voltei passando frio a viagem toda, meu joelho virou pedra, juro que me senti o Jack congelando no ‘Titanic’, saía até fumacinha da minha boca. Tinha uma mulher sentada do meu lado com dois cobertores e, claro, ela não ofereceu um.

Chegando em São Paulo, eu fui tentar levantar da poltrona do ônibus e cai de bunda no chão, estava sem forças nas pernas por causa do frio. Fui até o metrô mancando, cheio de dores e roxos pelo corpo. O detalhe que eu descobri depois é que o RG sempre esteve dentro de uma jaqueta. Eu não o perdi, só que coloquei o documento dentro da roupa e dentro da minha mala e ele acabou voltando com o carro quebrado no guincho”.

Fonte: IG Turismo

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