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Como modelos de computador simulam a propagação do coronavírus

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Olhar Digital

Os esforços para conter surtos como o recente do coronavírus COVID-19 dependem bastante de conseguir prever como a doença pode se espalhar pelo mundo. Durante os primeiros dias, quando dados confiáveis podem ser escassos, pesquisadores recorrem a modelos matemáticos que calculam a probabilidade de indivíduos transmitirem a doença.

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O poder computacional moderno permite que estes modelos incorporem rapidamente várias entradas, como a capacidade de contágio e os padrões de movimento de pessoas potencialmente infectadas.

O fechamento de um determinado aeroporto, por exemplo, pode afetar a disseminação global de uma doença, e os computadores podem rapidamente recalcular o risco para outros aeroportos.

MWC é cancelada por temor ao coronavírus arrow-options
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MWC é cancelada por temor ao coronavírus


Porém, ao trabalhar com dados incompletos, um pequeno erro – como a incerteza sobre o nível de contágio do COVID-19 – pode ter um efeito enorme. “Se você está errado sobre esse número, sua estimativa será reduzida em ordens de grandeza”, explica Dirk Brockmann, físico do Instituto de Biologia Teórica da Universidade Humboldt de Berlim e do Instituto Robert Koch na Alemanha .

O atual número de reprodução estimado para o novo coronavírus varia de dois a três, colocando-o em algum lugar próximo ao SARS , de 2 a 4, mas muito menor que do sarampo , de 12 a 18.

Como cada fator desconhecido introduz mais incerteza em um modelo, os pesquisadores preferem se concentrar em um modelo mais limitado que depende de apenas um fator principal.

Voos internacionais

O grupo de Brockmann se concentrou no uso de dados de voos internacionais – sem calcular a transmissão de pessoa para pessoa – para prever quais aeroportos um maior risco para o vírus espalhar pelo mundo.

“Esse risco prediz a sequência esperada de países nos quais você encontrará casos”, explica Brockmann . “A maneira como se aconteceu de fato está muito alinhada com o que o modelo de mobilidade previu”.

Os dados, porém, não consideram o movimento das pessoas em solo. Para essa informação, os pesquisadores usam fontes diferentes.

Alessandro Vespignani , físico e diretor do Laboratório de Modelagem de Sistemas Biológicos e Sociotécnicos da Northeastern University , lidera uma equipe que simula a disseminação do COVID-19 usando dados oficiais de viagens aéreas e padrões de deslocamento previstos entre as populações pelo censo.

“Se modelos diferentes apontam na mesma direção”, diz Vespignani , “você está mais confiante de que há algum nível de realismo nos resultados”.

Outro esforço, feito por pesquisadores de Hong Kong , incorpora dados de mobilidade individuais de milhões de pessoas que usaram o aplicativo WeChat e outros serviços da Tencent durante o período do feriado do Ano Novo Lunar (25 de janeiro, neste ano).

Seus resultados sugerem que o COVID-19 já havia se enraizado em muitas grandes cidades chinesas a partir o feriado, e que os aeroportos internacionais dessas cidades ajudaram a espalhar o vírus internacionalmente.

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Os modelos ainda devem considerar o impacto de intervenções de saúde pública, como adoção de máscaras faciais, fechamento de escolas ou medidas governamentais maiores, como a decisão da China de quarentena cidades inteiras. Os pesquisadores de Hong Kong estimaram que a quarentena em Wuhan , que começou no dia 23 de janeiro, teve impacto limitado porque a doença provavelmente já havia se espalhado para outras cidades do país .

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Tecnologia

Microsoft lucra US$ 16,4 bilhões no 4º tri e fecha ano fiscal com recorde

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Tecnoblog

Xbox Series
Divulgação

Xbox Series

A Microsoft divulgou nesta terça-feira (27) seu relatório financeiro para o quarto trimestre fiscal, encerrado em junho de 2021. De acordo com a empresa, houve lucro líquido 47% maior, de R$ 16,46 bilhões no período, o que equivale a US$ 2,17 por ação, superando as expectativas de US$ 1,92 de analistas. Considerando o ano fiscal como um todo, a companhia bateu um recorde histórico ao somar US$ 168,09 bilhões em faturamento e US$ 61,27 bilhões em lucro.

Nuvem cresce impulsionada por alta de 51% no Azure

O segmento de nuvem inteligente, que inclui o Azure, Windows Server, SQL Server e GitHub, superou US$ 17 bilhões em receita no trimestre — um crescimento de 30% em relação ao ano anterior.

Somente no Azure, houve alta de 51%. O serviço concorrente da AWS já havia registrado alta de 50% no trimestre anterior — o valor em dólares não é revelado pela Microsoft.

“Nossos resultados mostraram que quando executamos bem e atendemos às necessidades dos clientes de maneiras diferenciadas em mercados grandes ou em expansão, geramos crescimento, como vimos nos serviços de nuvem, e em novas franquias que construímos incluindo jogos, segurança e LinkedIn, que ultrapassaram US$ 10 bilhões em receita anual nos últimos três anos”, disse Satya Nadella, CEO da Microsoft.

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Boa fase com publicidade no LinkedIn

Já o segmento de Produtividade e Processos de Negócios (Office, LinkedIn e Dynamics), teve aumento de 25% em receita, passando a US$ 14,69 bilhões. O resultado superou as expectativas de US$ 13,93 bilhões de especialistas.

O LinkedIn apresentou crescimento em receita de 46% ano a ano, impulsionado pela demanda de publicidade no negócio de Soluções de Marketing.

Computação pessoal sobe, mas Xbox tem queda parcial

A unidade de computação pessoal, que inclui Windows e Xbox, registrou aumento de receita em 9%, com US$ 14,09 bilhões. Entretanto, a receita de conteúdo e serviços do Xbox apresentou queda de 4% no trimestre, comparado com um crescimento de de 64% no mesmo período do ano anterior — o que está diretamente associado à evolução da pandemia.

A Microsoft também atribui a baixa a um declínio em títulos de terceiros, mas diz que a queda foi em parte compensada pelo crescimento em assinaturas de Xbox Game Pass e títulos primários. Apesar disso, a receita geral de jogos aumentou 11% devido à venda de consoles Xbox Series X|S.

Por outro lado, a receita com licenças de Windows para PCs de consumo caiu 4%, após um aumento de 44% no trimestre passado. Segundo a Microsoft, o cenário está relacionado às restrições de fornecimento de PCs reportadas pela Dell e HP. Já as vendas do Surface caíram 20%.

Cabe lembrar que a  Microsoft anunciou o lançamento do Windows 11 durante o quatro trimestre fiscal, mas os impactos da chegada do novo sistema operacional só devem ser sentidos mais à frente, já que as atualizações começam a chegar a partir do final do ano.

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Apple tem receita recorde no 3º tri puxada por iPhone; serviços crescem 33%

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Linha iPhone 12
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Linha iPhone 12



Impulsionada por uma receita bruta de US$ 39,27 bilhões em vendas do iPhone, a Apple atingiu um faturamento recorde de US$ 81,4 bilhões ao fechar o terceiro trimestre fiscal, em junho — 36,3% superior quando comparado ao mesmo período de 2020, quando a companhia teve receita de US$ 59,7 bilhões. Mac e iPad tiveram também tiveram desempenhos históricos, alavancados pela demanda do home office com a pandemia de COVID-19.

iPhone tem alta de 52% em vendas em relação a 2020

As vendas de iPhones ainda carregam o resultado da empresa, o que a Apple demonstrou em seu balanço do 3º trimestre de 2021. O lucro bruto de vendas do dispositivo — o primeiro da linha a ter conexão 5G — teve uma alta de 52% na comparação anual. “Nossos resultados são muito fortes para o iPhone em todas as partes do mundo. Estamos confiantes no futuro dele”, disse o CEO da companhia, Tim Cook, na conferência de resultados nesta terça-feira (27).

Segundo Cook, a alta satisfação entre os usuários de iPhone 12, que chega a ser 97% nos EUA, ajudou o smartphone a formar uma “base leal de consumidores”. Mesmo assim, o presidente da Apple lamenta a penetração “muito baixa” do 5G ao redor do mundo.

iPad tem melhor receita em 10 anos; Mac bate recorde

O iPad teve seu melhor desempenho trimestral em uma década. O faturamento bruto sobre vendas do gadget foi de US$ 7,4 bilhões até o final de junho — uma alta de 12% em relação ao mesmo período de 2020, quando a Apple teve receita de US$ 6,6 bilhões com o aparelho.

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O Mac teve aumento nas vendas, que atingiram um recorde em faturamento para o mês de junho, segundo a Apple. Compras do notebook aumentaram 16% em relação ao terceiro trimestre de 2020 — foram de US$ 7,1 bilhões a US$ 8,8 bilhões.

Tim Cook mencionou que o Mac teve seu melhor desempenho histórico em 12 meses. Cerca de metade dos compradores da linha de computadores da Apple nunca usou o produto antes, o que pode explicar a boa performance em vendas. Vale ressaltar que a companhia lançou recentemente modelos coloridos do iMac com o chip M1.

Serviços da Apple ultrapassam 700 milhões de assinaturas

A quarentena e o trabalho remoto não só impulsionaram a venda de iPads e Macs: o setor de Serviços da Apple, que correspondeu a 25% da receita da companhia no segundo trimestre fiscal de 2021, e inclui a App Store, bateu recorde de faturamento. Foram US$ 17,5 bilhões até o final de julho, frente a US$ 13,3 bilhões em relação ao mesmo período de 2020 — alta de 33%.

Na conferência de resultados, Luca Maestri, diretor financeiro da Apple, ressaltou que os Serviços da Apple, que também incluem o Apple TV+, ultrapassam 700 milhões de inscrições, uma quantidade 4 vezes maior do que a companhia tinha há 4 anos.

75% dos usuários do Apple Watch o usaram pela 1ª vez

O trimestre marcante da Apple termina com uma performance recorde na venda de gadgets da categoria de Weareables, Home e Accessories, que inclui o Apple Watch. A receita bruta no setor foi de US$ 8,8 bilhões; aumento de 36% em relação ao ano passado, quando a empresa faturou US$ 6,45.

Luca Maestri ressaltou que cerca de 75% dos usuários do Apple Watch compraram o produto pela primeira vez. Quando se trata do desempenho do aparelho na China — segundo maior mercado da empresa no mundo — essa porcentagem chega a 85%.

Apple gerou US$ 21 bi de caixa e deu retorno de US$ 29 bi

Tim Cook destacou que a Apple vai investir o dobro em inovação tecnológica e pretende continuar a conectar pessoas “em um momento em que a conexão nunca foi tão importante”. O CEO da companhia continuou: “Vamos dar continuidade ao nosso empenho de difundir tudo que fazemos com valores que nos definem — inspirando uma nova geração de desenvolvedores a aprenderem a programar; nos aproximando de nossas metas ambientais até 2030; e construindo um futuro mais igualitário”.

Luca Maestri, CFO da Apple, afirma que a empresa conseguiu gerar US$ 21 bilhões em fluxo de caixa no trimestre, com retorno de US$ 29 bilhões para acionistas da companhia. Para fechar a apresentação, ele ressaltou: “Nosso recorde de performance operacional em junho inclui novos recordes de receitas em cada um de nossos segmentos geográficos, com crescimento em dígitos duplos em cada categoria de produtos, e uma nova alta histórica de dispositivos ativos”.

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