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Turismo

Como aproveitar Nashville, a capital da música country dos EUA

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Nashville é a capital da música country dos Estados Unidos. O Honky Tonk é um dos lugares indicados
Reprodução / Pixabay

Nashville é a capital da música country dos Estados Unidos. O Honky Tonk é um dos lugares indicados

Nashville, no Tennessee, é considerada a capital da musica country dos Estados Unidos. Mas não é preciso ser fã do sertanejo norte-americano para se encantar com a cidade e seu espírito musical. Basta ter curiosidade para conhecer um pouco mais sobre um dos gêneros mais populares nos Estados Unidos. De museus a bares com pequenos palcos, não faltam atrações.

Para facilitar a vida de quem visita a cidade pela primeira vez, Richard Poskanzer, gerente geral do novo Four Seasons Hotel and Residences Nashville elaborou uma lista de dicas de passeios, que incluem museus dedicados à música norte-americana, casas de shows históricas e locais que só os moradores costumam conhecer, mas que não devem passar batidos.

O novo hotel da rede de luxo abrirá suas portas em setembro. Localizado numa torre envidraçada de 40 pavimentos no coração de Downtown, o Four Seasons terá 193 quartos e 42 suítes distribuídos entre os 7º e 14º andares. A unidade terá ainda o Mimo Restaurant and Bar, que combinará a gastronomia do sul da Itália com influências regionais.

A torre envidraçada onde funcionará o novo hotel de luxo Four Seasons Nashville, no centro da cidade
Divulgação / Four Seasons

A torre envidraçada onde funcionará o novo hotel de luxo Four Seasons Nashville, no centro da cidade

Confira a baixo as dicas de Nashville, nas palavras do gerente geral do hotel:

Honky Tonk Highway

Localizado em Downtown Nashville, a poucos passos do Four Seasons Hotel and Residences Nashville, a Honky Tonk Highway é o distrito de música da cidade, com quarteirões de honky tonks (pequenos bares com música ao vivo), todos com entrada gratuita e música ao vivo das 22h às 3h.

O bairro combina bares lendários – como Robert’s Western World e Tootsie’s Orchid Lounge, onde os artistas clássicos do gênero costumavam subir ao palco depois de shows em teatros e locais mais novos de artistas country famosos internacionalmente como o Ole Red, de Blake Shelton. Até Justin Timberlake é proprietário de um honky tonk na Broadway, o The Twelve Thirty Club.

Lugares Icônicos

A casa de shows The Ryman Auditorium, a mais tradicional de Nashville, a capital da música country, nos Estados Unidos
Reprodução / Wikimedia Commons

A casa de shows The Ryman Auditorium, a mais tradicional de Nashville, a capital da música country, nos Estados Unidos

A mais famosa casa de espetáculos em Nashville, o The Ryman Auditorium ocupa o espaço fundado como uma igreja em 1892. O templo histórico, The Union Tabernacle, ficou famoso por apresentar shows dos maiores artistas country da época e veio a sediar o famoso programa de rádio “Grand Ole Opry” de 1943 a 1974.

Hoje, o Grand Ole Opry, fica a cerca de 15 minutos da cidade, e é uma das casas mais importantes do país. O teatro de quatro mil lugares sedia a gravação do programa de rádio com plateia ao vivo e shows de ícones da música country, artistas emergentes e estrelas em turnê.

Museus dedicados à música

Para quem deseja conhecer a história por trás das músicas, é bastante recomendável a visita ao The Country Music Hall of Fame and Museum, que há 50 anos preserva a memória da música country por meio de exposições, programação educacional e eventos ao vivo.

O recém-inaugurado National Museum of African American Music (NMAAM) é dedicado ao papel central que a música afro-americana desempenhou na criação da trilha sonora da vida americana. Nashville também abriga uma série de museus menores dedicados ao legado de artistas específicos, incluindo os The Johnny Cash Museum, Patsy Cline Museum, and Willie Nelson and Friends Museum.

Interior do Willie Nelson's Museum, um dos muitos dedicados à música norte-americana, em Nashville
Reprodução / Pixabay

Interior do Willie Nelson’s Museum, um dos muitos dedicados à música norte-americana, em Nashville

Locais pouco conhecidos

Para os visitantes que procuram uma experiência musical mais intimista, há uma infinidade de locais aconchegantes para ouvir alguns dos melhores compositores e artistas da cidade. Há mais de 40 anos, o Bluebird Cafe Emergentes faz suas apresentações duas vezes à noite. Já o The Listening Room é considerado por artistas e público como um dos melhores locais para cantores que também compõem.

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Fonte: IG Turismo

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Turismo

Europa adota novas regras para entrada de turistas a partir de 2023

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União Europeia irá autorizar entrada de turistas com o Etias
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União Europeia irá autorizar entrada de turistas com o Etias

A partir de novembro de 2023, o novo sistema de autorização de entrada para turistas nos países da União Europeia (UE)  chamado de Sistema de Informação e Autorização de Viagens Europeu (Etias, na sigla em inglês), entrará em vigor.

A proposta vinha sendo discutida desde 2013, e havia sido aprovada em 2018 e passaria a valer em 2021, mas houve adiamentos e agora o novo sistema, que começaria em maio, entrará em vigor somente em novembro do ano que vem.

Com isso, pessoas de ao menos 60 países, incluindo o Brasil, deverão solicitar a autorização eletrônica para entrada nos países do chamado Espaço Schengen. Todavia, nem todos os países que fazem parte do bloco assinaram o acordo, mantendo as regras, por enquanto, para o recebimento de viajantes.

A adoção do Etias visa reforçar a segurança do bloco ao verificar informações relevantes de turistas de países isentos de visto para entrada na União Europeia antes que a viagem seja feita. Atualmente, os turistas têm apenas de passar por um controle de fronteira. O agente da imigração decide se dá ou não a autorização de entrada ao verificar a documentação apresentada na hora.

O documento será exigido para quem viajar a turismo (com permanência de até 90 dias em um período de 180 dias) Ou seja, após retornar ao país de origem, será preciso um intervalo de ao menos 90 dias para voltar à Europa.

O formulário eletrônico não substitui o visto para entrada nos países nos quais ele é exigido. No caso do Brasil, por exemplo, só quem planeja viajar para trabalhar ou estudar deve providenciar um visto específico para cada situação.

Segundo a União Europeia, o Etias não poderá ser considerado um visto. A autorização poderá ser pedida online e a maioria deve ser concedida imediatamente, devendo ser renovada a cada três anos. Caso o passaporte expire, será preciso renová-la.

Para o documento, o tempo de preenchimento será de, no máximo, 10 minutos. Conforme o Parlamento Europeu, os pedidos serão processados automaticamente. Caso o sistema identifique algum problema, os dados serão verificados manualmente e a decisão deve ser tomada em até quatro semanas. Em caso de recusa, ela deverá ser justificada e o requerente terá o direito de recorrer da decisão.

Entre as informações pedidas deverão estar: nome, data e local de nascimento, sexo, nacionalidade e número do passaporte. Também serão feitas perguntas sobre antecedentes criminais e presença em zonas de conflito, entre outros questionamentos.

A autorização deverá custar € 7 (em torno de R$ 40), e poderá ser paga em cartão de crédito ou débito. Menores de 18 anos e maiores de 70 anos não precisarão pagar pela autorização. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Fonte: IG Turismo

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Turismo

Estudo diz que brasileiros rejeitam viagens à África do Sul para caça

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Leão é um dos animais selvagens presentes na África do Sul
Reprodução/Unsplash

Leão é um dos animais selvagens presentes na África do Sul

Uma nova pesquisa da Proteção Animal Mundial revela que tanto cidadãos sul-africanos quanto turistas internacionais de nove nacionalidades querem o fim da caça esportiva em favor de experiências amigáveis à vida silvestre no leque de  atrativos turísticos da África do Sul. A informação é publicada em paralelo à realização de uma consulta pública sobre o documento preliminar oficial de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade por parte do governo sul-africano.

O levantamento evidenciou uma oposição universalmente forte à atividade, além de posturas favoráveis ao financiamento da proteção da fauna silvestre do país por meio de alternativas não letais, tais como o turismo responsável.

Para isso, foram ouvidas 10,9 mil pessoas de todo o mundo, incluindo visitantes estrangeiros dos principais mercados emissores de turistas à África do Sul residentes fora do continente africano (Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, França, Holanda, Austrália, Índia, Brasil e Canadá), além dos próprios cidadãos sul-africanos. As entrevistas foram conduzidas pela agência londrina Flood & Partners durante o mês de abril. Ao todo, 1091 brasileiros foram consultados, quantidade semelhante às dos demais estrangeiros.

O estudo foi concebido para compreender as inclinações nos principais mercados emissores de turistas para a África do Sul em relação à caça esportiva, para averiguar as percepções dos cidadãos locais em relação à prática e em oposição a alternativas de turismo amigáveis com a vida selvagem, além de avaliar quais caminhos são considerados aceitáveis como parte de estratégias futuras da  África do Sul para o turismo sustentável da vida selvagem.

Para se ter uma ideia da importância do segmento, segundo dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, The Economic Impact of Global Wildlife Tourism 2019), em 2018 o turismo de vida silvestre contribuiu diretamente com US$ 120 bilhões para as economias ao redor do globo. Adicionando os benefícios indiretos da cadeia de suprimentos, a contribuição total do nicho salta para US$ 343,6 bilhões ou 3,9% do PIB global de Viagens e Turismo no ano.

Especificamente em relação à realidade brasileira, em 2019, último ano fechado antes dos impactos da pandemia de Covid-19, o Brasil recebeu 6,3 milhões de visitantes estrangeiros, que gastaram aproximadamente US$ 6 bi por aqui. O Estudo da Demanda Turística Internacional (Ministério do Turismo, 2019) aponta que “natureza, ecoturismo ou aventura” foi a segunda principal motivação dos estrangeiros que vieram a lazer para o país, respondendo por quase 19% do total das viagens da categoria.

A título de comparação, números da Organização Mundial do Turismo (International Tourism Highlights 2020) mostram que em 2019 a África do Sul recebeu 10,3 milhões de turistas internacionais, que deixaram divisas da ordem de US$ 8,4 bilhões no país.

Portanto, diante da percepção de sinais confusos sobre a conciliação entre turismo sustentável e desenvolvimento econômico por parte do governo sul-africano ao longo do último ano, a Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que trabalha em prol do bem-estar animal, encomendou a pesquisa a fim de qualificar o debate público.

Opiniões dos brasileiros

Diferentemente da África do Sul, a caça esportiva ou comercial de animais silvestres é proibida no Brasil há mais de meio século. Essa postura nacional consolidada aparece refletida nos sentimentos dos brasileiros ao avaliarem as perspectivas para o turismo daquele país.

De forma geral, os brasileiros acreditam que a exploração da caça como atrativo turístico é algo nocivo para a reputação do país africano, e algo que os desestimula decisivamente a realizar uma visita. Parecem, todavia, ligeiramente mais tolerantes com a ideia quando a caça é dissimulada como política de conservação.

Por outro lado, entendem que as práticas amigáveis à vida silvestre devem realmente ser priorizadas, com maior predileção para santuários de animais, observação distanciada e expedições fotográficas. Já as alternativas que envolvem sofrimento animal são rechaçadas como caminhos para o desenvolvimento.

Numa análise mais detalhada, cerca de 75% dos brasileiros ouvidos acreditam que adoção da caça esportiva como um pilar da economia e da política de conservação da África do Sul prejudicará a reputação do país como líder de conservação na África, uma proporção bastante alinhada com o número global (74%). Os brasileiros foram um pouco mais aderentes à essa afirmação do que os australianos (74%), canadenses (73%), indianos (70%), e muito mais favoráveis do que os americanos (68%).

Pesquisa - Proteção Animal Mundial (1)
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Pesquisa – Proteção Animal Mundial (1)

Quando perguntados se ficariam desestimulados como turistas a visitar um país que tem a caça esportiva como uma parte fundamental de sua economia e política de conservação, os brasileiros, ainda que manifestando ampla rejeição à proposição (66%), mostraram uma das menores adesões, junto com os americanos (65%). A concordância global nesse caso foi de 72%.

Pesquisa - Proteção Animal Mundial (2)
Divulgação

Pesquisa – Proteção Animal Mundial (2)

Quando questionados em relação à inclinação para visitar um país que encoraja a caça esportiva como uma forma aceitável e sustentável de manejar suas populações de animais selvagens, os brasileiros continuaram se mostrando majoritariamente desestimulados, numa taxa mais alta (68%) do que na proposição anterior, novamente ligeiramente abaixo do patamar global (71%) e num nível pouco acima dos americanos (65%), os menos aderentes.

Pesquisa - Proteção Animal Mundial (3)
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Pesquisa – Proteção Animal Mundial (3)

Já em relação à ideia de que o governo sul-africano deve priorizar o turismo amigo da vida selvagem ao invés da caça esportiva como parte fundamental da economia e política de conservação do país, os brasileiros foram esmagadoramente favoráveis (90%). A adesão, nesse caso, foi bem superior à concordância global (84%) e em linha com a dos franceses (90%).

Práticas turísticas aceitáveis

Os entrevistados também foram interpelados especificamente em relação a diversos tipos de práticas aceitáveis para o turismo sul-africano como forma de identificar alternativas positivas e de potencial para o desenvolvimento da atividade.

Juntamente com australianos (95%), britânicos (94%) e canadenses (93%), os brasileiros (93%) foram os mais amplamente favoráveis a santuários de vida silvestre (locais onde os animais são resgatados e recebem cuidados adequados por toda a vida) como modelo positivo. O dado global foi de 91%.

Concordância semelhante foi registrada para a proposta de turismo limitado à observação e fotografia dos animais em seus habitats naturais. Os australianos (94%) lideraram o apoio à prática, seguidos de brasileiros (93%), canadenses (93%) e britânicos (92%). O dado global foi de 91%.

Já os zoológicos, ainda que aceitos, contam como menor apoio: 82% dos turistas internacionais aceitam o modelo. Brasileiros (89%) e australianos (89%) são os mais favoráveis à modalidade.

Práticas turísticas que envolvem sofrimento animal foram majoritariamente rejeitadas pelos viajantes internacionais. Fazendas comerciais de vida silvestre (instalações nas quais os animais são criados e usados para entretenimento, abate e comercialização) foram vistas como aceitáveis para apenas 23% dos britânicos, 24% dos brasileiros e 26% dos franceses (32% global).

A maioria dos indianos (51%) ouvidos, entretanto, viram a ideia com bons olhos. Prática mais extrema, a caça e o abate de animais para esporte ou entretenimento foi tida como aceitável para apenas 19% dos turistas ouvidos. Britânicos (12%), brasileiros (13%) e alemães (14%) foram os menos tolerantes.

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Fonte: IG Turismo

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