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Comitê garante diálogo sobre modal para evitar sobrecarga no trânsito a longo prazo na Grande Cuiabá

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Comitê tem a atribuição de garantir essa interlocução entre Município, Estado e sociedade [Foto -Luiz Alves]

Políticas públicas bem implementadas devem ser embasadas em dados técnicos, que além de aspectos econômicos, precisam avaliar o bem-estar e necessidades da população no presente e também no futuro. Em Cuiabá, a falta de transparência na apresentação das propostas do que seria o melhor modal de transporte público vem provocando embate entre Estado e município. Para o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, a capital jamais deveria ser tratada ‘apenas’ como mera expectadora sem direito a debater ou conhecer medidas que irão impactar na vida de mais de 600 mil pessoas.  Pinheiro defende o diálogo, por meio da criação de um Comitê, que tem a atribuição de garantir essa interlocução. Durante audiência pública na semana passada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Pinheiro lembrou que esse processo democrático, de ouvir os prefeitos das cidades envolvidas, foi o adotado, inclusive, na época em que o Governo do Estado optou pela implantação de um novo sistema de modal.

Na presidência do Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, criado por Pinheiro no último dia 22 de janeiro via decreto municipal, está Juares Samaniego, secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável e atual presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso.

Com a publicação do decreto e o estabelecimento das Secretarias Municipais de Cuiabá como únicas instituições cativas do Comitê, levantou-se a dúvida se esta não seria uma forma do prefeito da capital, apesar de propor o diálogo, tomar a decisão do modal a ser implantado exclusivamente para si.

De acordo com Samaniego, o decreto apenas regulamenta a constituição técnica do Comitê e para além disso, serão convidadas instituições, como FIEMT, Sinduscom-MT, CREA_MT e CAU-MT para colaborar com o debate nas reuniões, que devem ser abertas para participação pública também.

“O comitê foi criado para dialogar sobre o melhor modal para Cuiabá e Várzea Grande. Então logicamente que o prefeito Emanuel Pinheiro vai ouvir a sociedade e as instituições. Assim como vai ouvir Várzea Grande e o Governo do Estado. O que acontece é que, o prefeito não pode convocar servidores de outras instituições para compor o Comitê, mas eles serão convidados e também podem solicitar a participação”, ressaltou.

Levando em consideração a projeção do crescimento populacional nos últimos 10 anos, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), percebe-se um aumento de 67 mil pessoas no montante populacional de Cuiabá entre 2010 e 2020. De outra perspectiva, o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), aponta um incremento de 6.922 automóveis nas ruas da capital de janeiro de 2019 a janeiro de 2020. “Sempre vou defender o diálogo, que todos os segmentos sejam ouvidos, esta é a conduta da minha gestão”, pontuou o prefeito de Cuiabá.

Os números serão utilizados como base para uma projeção a longo prazo do desenvolvimento populacional da capital, para então mensurar qual seria a necessidade do transporte público de Cuiabá nos próximos 20 anos, por exemplo, e a partir daí, dialogar sobre o modal que melhor atenda essa expectativa de crescimento.

 

 

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1 comentário

1 comentário

  1. João de andrade disse:

    E melhor mudar o modal para brt e mais barato.Larga mão do VLT porque deu o que deu muito dinheiro muita roubalheira e não deu em nada só encheu os bolsos dos ladrões.

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Estado retira capa asfáltica da Trincheira Jurumirim; material será reaproveitado para melhorar qualidade da via

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O objetivo é corrigir as patologias no pavimento ao longo do 1,32 quilômetro de extensão da trincheira [Fotos – Tchélo Figueiredo]

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) deu início aos serviços de retirada da capa asfáltica da Trincheira Jurumirim, na Avenida Miguel Sutil,  em Cuiabá, como parte da obra de restauração e recuperação da estrutura de concreto da trincheira. Todo esse material retirado será reaproveitado no novo pavimento, para dar mais resistência e melhorar a qualidade da via urbana.

A obra é realizada na trincheira (parte inferior), que está totalmente interditada para o trânsito de veículos nos dois sentidos: Avenida Miguel Sutil em direção à Avenida Rubens de Mendonça e Avenida Miguel Sutil em direção à Avenida Fernando Corrêa da Costa. Os blocos de concreto que dividiam as pistas já foram removidos para execução dos serviços da retirada da capa asfáltica.

O secretário adjunto de Obras Especiais da Sinfra, Isaac Nascimento Filho, explica que o projeto de restauração e recuperação da trincheira contempla a reciclagem da camada de revestimento, que será usada nas fases de execução das camadas de subleito e reforço de subleito do novo pavimento para melhorar a capacidade estrutural.

Os serviços preveem a escavação de cerca de 1,5 metro para a retirada do solo e implantação de um colchão drenante, para posterior execução de camada de sub-base, base e a capa asfáltica. O objetivo é corrigir as patologias no pavimento ao longo do 1,32 quilômetro de extensão da trincheira (parte inferior), entre os bairros Jardim Leblon e Bosque da Saúde.

“Esse material retirado da camada asfáltica vai servir para misturar e ganhar mais resistência. Vamos usá-los nas camadas de subleito e reforço de subleito, porque as camadas de sub-base e base não há necessidade desse reforço, pois será de brita graduada, que é um material muito nobre. Vamos aproveitar esse material retirado e que iríamos jogar fora e colocar nessas camadas de subleito e reforço de subleito”, explicou.

Com isso, segundo o adjunto, o novo pavimento terá mais resistência e rigidez, o que vai assegurar maior qualidade e evitar possíveis defeitos, como afundamento, buracos e rachaduras, que são recorrentes em vias onde há grande circulação de veículos. Hoje a Avenida Miguel Sutil, onde está  localizada a trincheira Jurumirim, é considerada uma das principais vias da mobilididade urbana de Cuiabá.

“A estrutura do pavimento vai ser muito robusta. Ou seja, ela vai ter um colchão drenante, uma camada de reforço de subleito, de base e sub-base, de brita graduada e, por fim, a capa asfáltica. Como a brita graduada tem tamanhos diferentes, as pedras vão se encaixando que nem um mosaico e isso fica muito firme. Então estamos trabalhando para executar um asfalto de alta qualidade”, disse Isaac Nascimento Filho.

A previsão de conclusão de todos os serviços é de até sete meses e estão estimados investimentos de R$ 14,2 milhões para a execução dessas obras. Esse investimento será custeado, neste primeiro momento, pelo Estado. Porém, o governo vai buscar ressarcimento dos valores junto à construtora responsável, uma vez que as melhorias são realizadas devido à má execução do projeto de engenharia à época em que foi executada.

A construção da trincheira Jurumirim, idealizada para a Copa do Mundo de 2014, foi entregue e liberada para o tráfego naquele ano, apesar de a obra não estar totalmente concluída, com 97,8% dos serviços executados. Na época, faltavam somente serviços complementares de paisagismo, mas o contrato foi encerrado em razão de embaraços jurídicos e administrativos.

Porém, em vistorias posteriores, o Governo identificou falhas e patologias na obra e, agora, está executando as correções. Tão logo a obra seja concluída, ela será repassada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), uma vez que a via é federalizada, embora esteja atualmente sob responsabilidade do Estado.

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Fase de pavimentação é iniciada na obra de duplicação da Avenida Dante Martins de Oliveira

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As equipes também atuam no levantamento do muro de gabião nas paredes do córrego que passa pela via [Foto – Luiz Alves]

A Prefeitura de Cuiabá iniciou nesta segunda-feira (21) a etapa de pavimentação na Avenida Dante Martins de Oliveira (Av. dos Trabalhadores). A via é considerada uma das mais importantes da cidade e responsável por garantir o acesso de moradores das regiões Leste e Norte ao centro da Capital. Desde o segundo semestre de 2020, por meio da Secretaria de Obras Públicas, a avenida recebe o trabalho de duplicação.

A cobertura da via com a massa asfáltica foi iniciada a partir do encontro entre a via e a rotatória de acesso ao bairro Planalto e segue até próximo ao córrego que passa pelo local. Neste trecho, já foram concluídas as fases de construção de rede de drenagem de águas pluviais e terraplanagem. Além da drenagem e pavimentação, o projeto abrange ainda construção de meio-fio, calçada, sinalização e uma nova iluminação.

“Somado ao asfaltamento, neste momento, as equipes atuam também no levantamento do muro de gabião nas paredes do córrego. “Nosso planejamento é concluir a obra até o fim deste ano. Diante disso, para dar mais agilidade, dividimos a atuação em várias frentes. Essa forma de trabalho nos permitiu já executar a pavimentação em determinados trechos”, explica o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa.

O percurso total do projeto compreende uma extensão de mais de dois quilômetros de duplicação, situado entre o Residencial Santa Inês e a Travessa Vicente, no bairro Planalto. A intervenção faz parte do programa Minha Rua Asfalta, desenvolvido desde 2017, e recebe um investimento de R$ 2.329.558,39. Todo o recurso tem como origem uma operação de crédito formalizada, em 2019, com o Banco do Brasil.

Na última semana, em entrevista concedida à imprensa, o prefeito Emanuel Pinheiro destacou todo trabalho de articulação feito para garantir a continuidade na duplicação da Dante Martins de Oliveira. Segundo relatado pelo chefe do Executivo, além da realização de uma nova licitação, readequação no projeto básico, a gestão do Município teve ainda que se empenhar para assegurar o investimento.

“Recebemos a obra paralisada há cerca de 8 meses. Pegamos um processo com muitos problemas técnicos e burocráticos, que fizeram com que levássemos cerca de dois anos de muita articulação para poder resolvê-los e salvar o recurso que estava direcionado para aplicação nessa via. Tivemos problemas também no projeto básico da obra, que precisou ser refeito por nossa equipe”, disse Pinheiro.

 

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