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Política Nacional

Comissões aprovam 20 autoridades em primeiro dia de esforço concentrado

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No primeiro dia de esforço concentrado no Senado para votação de autoridades, com a realização de sessões semipresenciais, foram aprovadas 20 indicações da Presidência da República: 15 na Comissão de Infraestrutura (CI), quatro na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e uma na Comissão de Meio Ambiente (CMA). Todas as mensagens com as respectivas indicações seguem para a deliberação do Plenário do Senado, onde as votações devem ocorrer até quarta-feira (21).

A Comissão de Infraestrutura (CI) fez duas reuniões nesta segunda-feira (19) para sabatinar os indicados pela Presidência da República para ocuparem cargos distribuídos em seis agências reguladoras.

Quatro indicações foram aprovadas para ocupar diretorias da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): Juliano Alcântara Noman para o cargo de diretor-presidente e, para os cargos de diretores, Rogério Benevides Carvalho, Ricardo Bisinotto Catanant e Tiago Sousa Pereira. Já o nome de José Luiz Povill de Souza foi aprovado para o cargo de ouvidor dessa estatal.

O oficial da reserva da Marinha Rodolfo Henrique de Saboia foi aprovado na CI como o novo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), órgão responsável pela regulação dos setores de petróleo, gás e biocombustíveis. Essa comissão também aprovou a indicação de Symone Christine de Santana Araújo para exercer o cargo de diretora da ANP.

Para ocupar o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), foi aprovada a indicação de Eduardo Nery Machado Filho.

O indicado Carlos Manuel Baigorri foi aprovado para integrar o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A CI também votou a favor da indicação de Hélvio Guerra para a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).  

Proteção de dados

Além disso, outros cinco indicados pelo governo federal para ocupar os mais altos cargos na Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANDP) foram sabatinados na Comissão de Infraestrutura (CI). Será a primeira composição da diretoria da ANPD. A nova agência foi criada com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei 13.709, de 2018). Seus diretores terão mandato de quatro anos, mas, nessa primeira composição em análise no Senado, os mandatos vão variar de dois a seis anos.

Alguns dos principais desafios da nova agência serão, além de mostrar à sociedade seu papel e o impacto dela para a vida do cidadão, regulamentar a LGPD, com a execução de uma política nacional de proteção de dados pessoais de privacidade.

Waldemar Gonçalves Ortunho, aprovado para assumir o cargo de diretor-presidente da ANPD, destacou que a intenção também é dar publicidade à norma, para que a população conheça seus direitos e os requisitos da lei. A agência deverá estabelecer um canal para denúncias, reclamações e acompanhamentos de demanda.

Foi admitido ainda o nome de Miriam Wimmer para o conselho diretor da nova agência, e foram aprovados os três indicados para ocupar diretorias da ANPD: Arthur Pereira Sabbat, Nairane Farias Rabelo Leitão e Joacil Basilio Rael. Essas indicações ainda terão de ser confirmadas pelo Plenário do Senado.

O senador Carlos Viana (PSD-MG) ressaltou o papel do Senado e da Presidência da República junto ao setor de informações para a proteção dos dados cibernéticos do Brasil com a criação de um sistema de defesa.  

— Uma guerra se faz hoje nas informações. Uma guerra se faz, principalmente, quando você consegue fazer com que o sistema de defesa do inimigo entre em colapso, e assim você torna as defesas menores e consegue vencer com um custo muito menor. As guerras modernas serão feitas dessa forma. Se você consegue desarticular um sistema de defesa aérea, se você consegue desarticular um sistema de defesa do abastecimento de água, do abastecimento de energia elétrica, você cria uma facilidade muito maior de caos para que você possa vencer e, inclusive, até levar narrativas diferentes à população. Daí a importância de nós discutirmos essa Agência Nacional de Proteção de Dados, que não trata apenas da proteção ao se guardarem questões na área cível — apontou o senador.  

Anvisa

Outra comissão a fazer votação de autoridades nesta segunda-feira foi a de Assuntos Sociais (CAS), que sabatinou quatro indicados para ocupar diretorias na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foram aprovados os nomes de Antônio Barra Torres para o cargo de diretor-presidente dessa agência, além de Meiruze Sousa Freitas, Cristiane Rose Jourdan Gomes e Alex Machado Campo. Esses nomes ainda terão de ser confirmados pelo Plenário do Senado. 

CMA

Ainda nesta segunda-feira, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) também se reuniu, com o objetivo de sabatinar Vitor Eduardo de Almeida Saback, indicado para exercer o cargo de diretor da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O nome dele foi aprovado e será submetido ao Plenário. 

Esforço concentrado

Nesta terça-feira (20), dando prosseguimento à semana de esforço concentrado, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) deve sabatinar Jorge Oliveira, indicado para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e Alexandre Costa Rangel, indicado para a diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A sessão semipresencial da CAE deve começar às 9h e tem caráter interativo (com possibilidade de participação popular). E a partir das 16h está previsto o início da sessão deliberativa do Plenário do Senado, visando à votação das indicações aprovadas nas comissões.   

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Política Nacional

Bolsonaro participa da formatura de cadetes da Aman

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O presidente Jair Bolsonaro participou neste sábado (5), em Resende, no Rio de Janeiro, da formatura de 447 cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman).

A cerimônia foi transmitida pela TV BrasilGov

Em discurso, Bolsonaro relembrou a própria formação na academia e exaltou o papel dos militares na garantia da soberania brasileira. “Me orgulho de ser o primeiro presidente da República eleito por voto popular que passou por essa Academia Militar das Agulhas Negras, a nossa eterna casa”, disse.

“A emoção que vocês sentem hoje é exatamente igual a minha já há 43 anos. O nosso peito quase não suporta a felicidade da formação e do último dia. Foram longos quatro anos em que vocês superaram obstáculos os mais variados possíveis, e isso é uma prova de que vocês podem, além até da carreira militar, conseguir os objetivos que assim desejarem”, afirmou o presidente.

Bolsonaro ressaltou a importância da defesa da soberania nacional e da liberdade. “Todos sabemos o papel do militar, além daquele garantido e definido na nossa Constituição, e temos uma preocupação muito maior, que é a nossa soberania e garantir a nossa liberdade, tão ameaçada nos últimos tempos.”

Ele disse que “o Brasil é um só” e acrescentou: “nós respeitamos a Constituição e temos a liberdade como nosso bem maior. Isso é mais que um compromisso, é o dever de qualquer soldado para com a sua pátria.”

A Academia Militar das Agulhas Negras forma oficiais da linha bélica do Exército. Para ingressar, é necessário passar no concurso público para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas (SP). Lá, os aprovados cursam o primeiro ano e, em seguida, são promovidos a cadete e transferidos para a cidade de Resende, para mais quatro anos de curso.

Este é o segundo ano em que Bolsonaro participa, como presidente da República, da cerimônia de formatura dos militares. O presidente retorna nesta tarde a Brasília.

Edição: Nádia Franco

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Política Nacional

“Não digo uma coisa nem outra”, diz Maia sobre candidatura para novo mandato

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Deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ)%2C presidente da Câmara
Najara Araújo/Câmara dos Deputados

Deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a desconversar se será ou não candidato à reeleição para o comando da Casa em entrevista deste sábado (5) ao jornal O Globo . “Não digo uma coisa nem outra”, afirmou o parlamentar ao ser questionado se entrará na disputa para uma recondução ao cargo. A eleição para presidente da Câmara está prevista para fevereiro de 2021.

“No meio de um processo como esse, eu preciso me resguardar, não digo uma coisa nem outra. Gosto de dar resposta para tudo. Mas no meio de um processo como esse, darei minha opinião sobre o assunto depois”, comentou Maia.

Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) começou o julgamento sobre a legalidade da reeleição no comando do Legislativo dentro de um mesmo mandato. Dependendo do resultado, a decisão pode favorecer tanto Maia quanto Davi Alcolumbre (DEM-AP), que atualmente é presidente do Senado.

Maia também se recusou a falar sobre o assunto até que o julgamento termine. “Eu não acho correto me manifestar sobre esse assunto enquanto o julgamento estiver ocorrendo. A única coisa que eu tenho certeza é que a Câmara precisa ter um presidente com alguma independência dentro da instituição, priorizando as agendas de reforma do país. O próximo presidente terá que ter o perfil de ser liberal na economia”, disse.

No caso do presidente da Câmara, ele tem participado de articulações para escolher o nome de um sucessor e negado que vai disputar novamente o cargo. Apesar disso, não é possível diminuir a possibilidade de que ele realmente não vá tentar um quarto mandato consecutivo.

Na entrevista, Maia ainda comentou os cenários que se desenham para as eleições de 2022, tanto no plano nacional quanto no governo do Rio.

“O caminho de centro continua aberto. O que é necessário é uma grande aliança de centro. Que haja maturidade. Acho que temos nesse campo uma grande convergência em grandes assuntos. O importante é que consigamos discutir a questão econômica. Há nomes como (João) Doria, (Luciano) Huck, Paulo Câmara (governador de Pernambuco)”, afirmou.

Questionado sobre as chances de ele ser candidato a governador do Rio de Janeiro, Maia disse, aos risos, que “hoje é zero”. “Como a eleição não é hoje… No curto prazo não tenho essa certeza. O Rio é fundamental para que o Brasil volte a crescer. O DEM tem que valorizar os melhores quadros. E nunca governou o Rio”, concluiu.

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