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Comissão especial de volta às aulas aprova plano de trabalho

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Foi aprovado nesta segunda-feira (18) o plano de trabalho da Comissão Especial que vai discutir a retomada das atividades escolares nas redes estadual e municipal de ensino de Mato Grosso. O cronograma inclui a realização de seminários, reuniões para apresentação de proposições relacionadas aos temas de cada uma das quatro sub-relatorias criadas e apresentação do relatório final da comissão, no dia 13 de julho.

Segundo o presidente da Comissão Especial, deputado estadual Valdir Barranco (PT), os seminários contarão com a presença de especialistas, com o objetivo de subsidiar a comissão com informações precisas para elaboração de seu relatório final. “Buscamos avançar, construir os relatórios com clareza e poder retomar as aulas com muita segurança do ponto de vista sanitário e econômico. Essa comissão quer tirar uma boa lição da Covid-19. Não dá para conduzirmos as atividades escolares da maneira como conduzíamos antes da pandemia”.

O vice-presidente da comissão, deputado Dr. João (MDB), pediu que as medidas definidas para retorno das aulas também se estendam às escolas da rede privada, para que todas as unidades iniciem as atividades simultaneamente e não haja um desalinhamento do calendário escolar. Já o deputado Sebastião Rezende sugeriu que seja oferecida uma linha de crédito às unidades privadas.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, fez um apelo às secretarias estaduais e municipais de educação e saúde, bem como ao Ministério Público Estadual (MPE), para que não permitam que os municípios e o Governo do Estado autorizem a reabertura das escolas sem a devida anuência da comissão.

O promotor de justiça do Ministério Público Estadual Gustavo Dantas Ferraz e a secretária de Controle Externo de Educação e Segurança do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Patrícia Leite Lozich, salientaram a importância da transparência dos gastos públicos gerados por conta da pandemia. “Alertamos tanto o estado quanto municípios para que esses gastos que realmente precisam ocorrer nesse momento sejam feitos com cuidado, com transparência, que sejam disponibilizadas todas as informações à sociedade organizada, aos órgãos de controle e ao TCE”, disse Gustavo.

Vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) de Mato Grosso, Eduardo Ferreira da Silva destacou a necessidade de emissão de nota técnica pela Secretaria de Estado de Saúde para que os gestores municipais possam preparar as escolas para retorno das aulas, bem como definir ações a serem tomadas se forem confirmados casos da doença dentro das unidades.

Valdeir Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), chamou a atenção para a necessidade de contratação de profissionais para possibilitar o retorno às aulas. “Temos preocupação com relação aos contratos temporários que não foram efetivados. Além disso, o período eleitoral se avizinha e isso cria um problema para contratação de pessoas”, observou

EAD – Em relação à plataforma de Ensino à Distância utilizada pela governo do estado, a secretária-adjunta de Gestão Educacional da Seduc, Rosa Maria Luzardo, explicou que a carga horária não será contabilizada para efeito de cumprimento de calendário escolar e que o mesmo material está sendo disponibilizado impresso aos estudantes que não tem acesso à ferramenta digital. A gestora informou ainda que o governo do estado entregou kits semelhantes a cestas básicas a 55 mil estudantes da rede estadual que dependiam da merenda escolar e deixaram de ter acesso a ela com a suspensão das aulas.

Covid-19 em MT Levantamento apresentado pelo deputado Lúdio Cabral (PT) apontou que na última semana houve um crescimento de 40% de casos novos de Covid-19 no estado. Caso as taxas observadas na última semana sejam mantidas e considerando novos leitos de UTI anunciados pelo estado, a projeção, segundo o parlamentar, é que 100% deles estejam ocupados até o fim de junho.

Unesco – Durante a reunião, o ex-deputado federal e professor, Carlos Abicalil (PT), apresentou informações acerca dos procedimentos recomendados pela Unesco, do fechamento de escolas em diversos países e das consequências negativas causadas pela medida.

 

Fonte: ALMT

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Por 17 votos a 6, Assembleia aprova em primeira votação, reforma da previdência dos servidores estaduais

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Com 17 votos favoráveis, seis contrários e uma ausência, os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram em sessão extraordinária nesta quinta-feira (2), em primeira votação, o Projeto de Emenda Constitucional 06/2020, a PEC da previdência do funcionalismo público. Votaram contra a matéria governamental os deputados Dr João (MDB), Paulo Araújo (PP), Elizeu Nascimento (DC), Janaína Riva (MDB), Lúdio Cabral (PT) e Valdir Barranco (PT).

Na votação da PEC em primeira, os deputados votaram em destaque duas emendas, as emendas 10 e 13, as duas foram rejeitadas. Outras duas emendas, que deveriam ter sido votadas, as emendas 9 e 24, foram descartadas pelo fato de já estarem inseridas na PEC.   A proposta da previdência do funcionalismo público aumenta a idade mínima para aposentadoria voluntária de 55 para 62 anos para as mulheres e de 60 para 65 anos para os homens. As regras de transição ainda estão em discussão e devem ser definidas para a segunda votação da matéria.

O deputado Paulo Araújo (PP), que votou conta a matéria governamental, destacou que “os deputados precisam legislar para garantir menos injustiças com os servidores”. Segundo ele, o servidor é o segmento que mais tem representatividade em plenário. “Somos o segmento que mais tem representatividade na Assembleia Legislativa, mas não temos 15 votos necessários para impedir a votação dessa matéria”, afirmou.

O deputado Sílvio Fávero (PSL), afirmou que a votação da PEC “é um remédio amargo, mas temos que tomar. Quem for votar contra a previdência, tem que deixar bem claro, não tem como apresentar emenda depois. Fazer plateia e bater palmas, é fácil. Nesse momento, agora, precisamos aprovar em primeira votação. Daí vamos buscar os entendimentos para que fique da melhor forma possível para as partes, governo e servidores”, declarou.

Os deputados também aprovaram, durante a sessão legislativa, em primeira votação, o Projeto de Lei Complementar (PLC) 06/2020 que trata da Previdência complementar dos servidores. O PLC compõe o pacote da Reforma da Previdência, mas não entrou na PEC. Seguindo a estrutura que foi aprovada no Congresso no âmbito federal, o Governo do Estado enviou a proposta separada. A votação teve 18 deputados favoráveis e 6 contrários. Votaram contra o PLC 06/20 os deputados Dr Gimenez, Paulo Araújo, Elizeu Nascimento, Janaína Riva, Lúdio Cabral e Valdir Barranco.

 

 

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Em reunião com governador, Maluf mostra orientações elaboradas pelo TCE para os municípios no combate ao coronavírus

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Guilherme Maluf e Mauro Mendes em encontro no TCE no mês passado [F – Arquivo]

Em reunião por videoconferência com o governador Mauro Mendes, na segunda-feira (29), o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Guilherme Antonio Maluf, listou as dezenas de orientações elaboradas para auxiliar os municípios e o Estado no enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19).
Mesmo cumprindo o dever constitucional de fiscalizar os gastos públicos, o TCE-MT, desde o início da pandemia, se preocupou em orientar os gestores estaduais e municipais, exemplo disso foi a criação, em 27 de março, de uma força-tarefa para auxiliar e acompanhar as ações do Estado e dos municípios no enfrentamento à Covid-19.
No âmbito da força-tarefa, criou a Comissão Especial de Apoio para orientar as ações e políticas públicas adotadas pelos fiscalizados em decorrência do coronavírus.
“Durante a reunião online com o governador, reforçamos todas as ações do Tribunal de Contas no período da pandemia, orientando e flexibilizando, inclusive, na estimativa de preços para aquisição de insumos. Antes da pandemia atingir Mato Grosso, da forma acelerada como está atualmente, a Corte de Contas se antecipou para orientar os municípios”, explicou Maluf.
Todas as orientações e recomendações do TCE-MT neste período foram encaminhadas aos fiscalizados estaduais e municipais, além de a Corte de Contas promover a divulgação para conhecimento da população por meio do site oficial, do hotsite exclusivo da Covid-19 e pelas mídias sociais (clique aqui).
“O Tribunal de Contas entende o momento de extrema dificuldade que vivemos na saúde pública, por isso está fazendo o controle externo, mas com muito equilíbrio, dando destaque a orientação, como anunciamos desde o início da nossa gestão que seria o nosso foco, de estar perto das gestões estaduais e municipais, orientando para que os prefeitos, secretários e gestores estaduais possam tomar decisões com embasamento”, completou Maluf.
Durante o encontro, Maluf listou as flexibilizações nos procedimentos de compras públicas em tempos de pandemia que foram feitas pelo Governo Federal e outras orientações elaboradas pelo próprio TCE-MT.
O presidente do TCE-MT citou a flexibilização de procedimentos de compras públicas com base na Lei 13.979/2020 que, em síntese, dispensou temporariamente a licitação para aquisição de bens, serviços, inclusive de engenharia, e insumos, quando destinados ao enfrentamento do coronavírus e que, inclusive, admite a contratação de empresas declaradas inidôneas ou impedidas de participar de licitação ou contratar com o Poder Público, quando for a única fornecedora do bem ou serviço a ser adquirido.
Também foi mencionada a fixação do parâmetro de valores das modalidades e limites de dispensa de licitação por pequeno valor, com base nas regras do Decreto Federal 9.412/2018, no tocante a valores de modalidades e limites de dispensa por pequeno valor, além da admissibilidade de dispensa excepcional da estimativa de preços na dispensa de licitação trazida pela Lei 13.979/2020 e todas as suas hipóteses.
Outros temas citados na reunião e que foram orientados pelo TCE-MT durante a pandemia foram a flexibilização de exigências para habilitação de empresas em licitação, em sede de homologação de medida cautelar; admissibilidade de recebimento de documentação para habilitação de participantes de licitações públicas por via eletrônica, admissibilidade de apresentação de documentos de empresas licitantes sem o arquivamento prévio nas juntas comerciais, até o prazo definido na MP 931/2020, divulgação de modelos de documentos para uso em licitações públicas, para facilitar para pregoeiros e servidores e exigência de divulgação das despesas relativas ao combate ao coronavírus na internet.

 

 

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