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Política Nacional

Comissão do Senado aprova ida a regiões afetadas por fogo no Pantanal

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A comissão temporária externa, formada por senadores de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso para acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal, aprovaram a realização de diligência para acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios. 

Os senadores vão conversar com as equipes na região e sobrevoar áreas afetadas. A diligência ocorrerá no próximo sábado (19), nas cidades de Poconé e Porto Cerrado, em Mato Grosso.

Os membros da comissão devem visitar o posto fiscal e espaço de acolhimento dos animais; conversar com representantes de proprietários de fazendas e pousadas, ONGS e cientistas. Também está previsto um sobrevoo de helicóptero na região afetada pelas queimadas. Está prevista ainda uma outra visita, na próxima semana, a Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em data a ser definida.

A comissão foi instalada na tarde de hoje, em sua primeira reunião, realizada virtualmente. Os membros são Simone Tebet (MDB-MS), Soraya Thronicke (PSL-MS), Wellington Fagundes (PL-MT) e Nelsinho Trad (PSD-MS). Fagundes foi eleito presidente da comissão e Trad o relator.

“O Pantanal arde e pede socorro. Faremos o que for preciso para que esta tragédia não se repita. Os grandes incêndios estão colocando em risco a flora e a fauna”, disse Fagundes. “O enfrentamento aos incêndios de forma articulada deve ser apenas uma das ações que pretendemos construir. Para dar certo, esse debate precisará contar com a participação da sociedade civil, especialmente do povo pantaneiro”, acrescentou.

O prazo de funcionamento da comissão é de 90 dias. A comissão também observará a transparência das atividades coordenadas pela Operação Pantanal, deflagrada pelo Ministério da Defesa em 25 de julho – inicialmente para combater os incêndios no Pantanal sul-mato-grossense, mas ampliada, no dia 5 de agosto, para o bioma mato-grossense.

Segundo dados do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), cerca de 20% do Pantanal já foi destruído pelo fogo. Trata-se de uma área de quase 3 milhões de hectares. O presidente do colegiado também informou que satélites que vigiam a região detectaram 12.703 focos de incêndio ativos.

“Essa comissão é pequena porque tem que ser proativa, rápida e emergencial. Neste momento temos centenas de animais e nossa flora sendo destruídos”, disse Simone Tebet. Também participou da reunião a pesquisadora Cátia Nunes da Cunha, do Centro de Pesquisa Pantanal. Ela lembrou que as soluções para os incêndios, mais comuns em época de seca, devem considerar as diferenças do ecossistema pantaneiro. Segundo ela, a região é de áreas úmidas e tem período de inundação e uma fase seca, terrestre.

“Não podemos traçar políticas ignorando uma dessas fases. Vemos que houve uma situação, que isso ocorre no Pantanal. Sabemos que é cíclico, de uma questão de oscilação de temperatura da água dos oceanos e que traz essa consequência para o Pantanal. Temos que estar organizados para atender a questão do fogo ou grandes enchentes”.

Edição: Aline Leal

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Política Nacional

Pelo segundo ano, Amazônia será tema de Bolsonaro em discurso na ONU

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Em meio à pandemia do novo coronavírus, a 75ª edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) será realizada este ano de forma virtual.

Nesta terça-feira (22), em Nova Iorque, começa o debate com a participação de líderes mundiais. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a fazer um pronunciamento. O presidente Jair Bolsonaro enviou uma declaração gravada. 

Assim como em 2019, quando discursou pela primeira vez na ONU, Bolsonaro deve falar sobre a Amazônia e as políticas ambientais do seu governo.   

“O presidente vai tocar na Amazônia. A princípio vai mostrar aquilo que estamos fazendo. Temos ainda a criação do Conselho [da Amazônia], a criação da operação Verde Brasil 2, um esforço do governo em combater as ilegalidades, o que não é simples, não é fácil e elas continuam a ocorrer, infelizmente”, afirmou a jornalistas, nesta segunda-feira (21), em Brasília, o vice-presidente Hamilton Mourão. Ele coordena as ações do governo brasileiro no combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia.  

Transmissão pela TV Brasil 

A abertura oficial da Assembleia Geral será transmitida pela ONU, e pode ser acompanhada no link, a partir das 10h. O discurso do presidente Bolsonaro será transmitido pela TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Pela ordem dos pronunciamentos informados pelo Palácio do Planalto, a primeira declaração será do novo secretário-geral da ONU, Volkan Bozkir. 

Em seguida, o atual secretário-geral, Antonio Guterres, apresentará o relatório anual sobre as atividades da organização. O tema do encontro este ano é “O futuro que queremos, as Nações Unidas que precisamos: reafirmar nosso compromisso coletivo com o multilateralismo – enfrentando a covid-19 por meio de uma ação multilateral efetiva”.

Outro ponto a ser abordado no discurso de Bolsonaro será a pandemia do novo coronavírus. O presidente deve reiterar sua posição de que as consequências econômicas da crise devem ser tratadas com a mesma prioridade das questões de saúde. 

 

Edição: Kleber Sampaio

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Política Nacional

Senado: sessão semipresencial sabatina e aprova novos embaixadores

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O primeiro dia de sessões semipresenciais no Senado foi movimentado, mais especificamente na Comissão de Relações Exteriores (CRE). Foram 34 sabatinas ao longo de todo o dia. Estiveram no plenário, além do presidente da comissão, Nelsinho Trad (PSD-MS), os senadores Fernando Collor (Pros-AL), Espiridião Amin (PP-SC), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Antonio Anastasia (PSD-MG) e Kátia Abreu (PP-TO), dentre outros. Outros senadores participaram por videoconferência.

Os senadores que não estiveram no plenário do colegiado puderam votar nas indicações dos embaixadores em totens instalados na garagem do Senado. Foi feito um esquema drive-thru. O senador parava o carro na garagem, votava no totem logo ao lado, voltava para o carro e ia embora. Os nomes ainda precisam ser aprovados pelo plenário do Senado, o que está previsto para ocorrer ainda esta semana, com o mesmo sistema semipresencial.

Para conseguir sabatinar e votar tantos nomes em um só dia, os embaixadores tiveram tempo de fala limitado a cinco minutos. Nesse tempo, eles puderam falar um pouco sobre os aspectos políticos e de relações internacionais do país para o qual foram indicados e as relações desse país com o Brasil. Nelsinho Trad classificou a sessão como “histórica” assim que a última votação foi realizada.

“Encerrada a histórica reunião. Solicito a presença, desde que observado o distanciamento, para uma foto oficial, que é uma praxe da nossa comissão para os embaixadores aprovados presencialmente”, disse o presidente da comissão.

Foram aprovadas na comissão as indicações de embaixadores para os seguintes países: Trinidad e Tobago, Zâmbia, Filipinas (acumulando com Palau, Micronésia e Ilhas Marshall), Dinamarca (com Lituânia), Países Baixos, Geórgia, Kuwait (com Bahrein), Ucrânia (com Moldávia), Cabo Verde, Irlanda, Myanmar, Iraque, Congo (com República Centro-Africana), Botsuana, Senegal (com Gâmbia), Angola, Benim (com Níger), Costa do Marfim, Burkina Faso, Irã e África do Sul (com Lesoto e Maurício), Israel, Argentina, Chile, Guiné, Timor-Leste, Estônia, Mali, Suriname e Nepal. Também foram aprovadas indicações para representantes do Brasil na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e na Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

Edição: Liliane Farias

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