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Comissão de Meio Ambiente irá ao Pantanal definir ações após queimadas

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Foto: Ronaldo Mazza

A reunião remota da Comissão Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa desta segunda-feira (30) contou com as participações da secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, do tenente coronel do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Dércio Santos da Silva e do presidente da empresa Energisa de Mato Grosso, Riberto José Barbanera, quando fizeram um balanço sobre as queimadas no Estado e, principalmente, apontaram os problemas ocorridos no Pantanal e as constantes quedas de energia registradas na área.

Na próxima quinta-feira (3), a Comissão inicia uma série de visitas ao Pantanal, com a presença do presidente da Energisa e representantes do governo do estado, buscando alternativas para reposição de cabos elétricos, assim como as bitolas nos postes de iluminação danificados durante os incêndios.

“Temos que recuperar todos os danos causados pelas queimadas na parte elétrica e a empresa tem esse compromisso com a população pantaneira”, garantiu Barbanera.

Após as explicações iniciais, ficou decidido que no dia 7 de dezembro, Mauren Lazzaretti participará novamente da reunião da Comissão, vai apresentar a minuta completa de revisão do Pantanal, elaborada a pedido da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) aos deputados para buscar propostas de recuperação das áreas queimadas.

“Entendo que vamos ter uma resposta dos trabalhos que foram entregues pela Embrapa Pantanal à Sema, sobre a possibilidade de limpeza de pasto e outros avanços na vegetação, para que a gente possa evitar os incêndios futuros dessa proporção”, revelou o presidente da Comissão, deputado Carlos Avallone (PSDB).

“Um grupo de trabalho finalizou uma minuta preliminar desse relatório na última sexta-feira para que possamos apresentar à Comissão. Nele constam exclusivamente propostas para recuperar a área queimada. Vamos fazer uma análise jurídica com a procuradoria para apresentar propostas de melhorar a fauna e a flora do local”, explicou Mauren Lazzaretti.

Dados do Prevfogo, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos incêndios florestais do Ibama, mostram que, em 2020, a área queimada no Pantanal já passa de 2,3 milhões de hectares, sendo 1,7 milhão em Mato Grosso e  1,1 milhão em Mato Grosso do Sul. Esse número corresponde a 18,66% do Pantanal que, segundo o IBGE, ocupa 15.169.200 hectares — ou seja, 1,78% do território nacional.

“Temos que começar a preparar as ações para o próximo ano para evitarmos o desastre que aconteceu em 2020. No primeiro momento, em cima dos estudos feitos pela Embrapa Pantanal a Sema apresentou uma proposta que vai autorizar a limpeza de pasto eliminando as plantas invasoras. É o primeiro passo para avançarmos na recuperação”, apontou Avallone.

Outra proposta do presidente da Comissão é a instalação de duas torres de comunicação no local, possibilitando a conversação entre os moradores. “Temos que começar a preparar as ações para o próximo ano para evitarmos o desastre que aconteceu nesta temporada, onde tivemos seca, ventanias e queimadas”, disse o deputado.

 Avallone destaca que o bioma enfrentou sua fase mais crítica das últimas décadas. Segundo um levantamento do Estado, feito a partir de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Pantanal queimou entre janeiro e agosto de 2020 o equivalente ao total queimado nos seis anos anteriores, entre 2014 e 2019.

“O Pantanal queima mais do que os outros biomas, em muitas vezes, o fogo é apagado e feito rescaldo da parte superficial, mas lá embaixo ainda tem muito calor. E um tempo depois, nesse período da seca, o fogo pode reacender. Isso é um agravante em comparação a outros biomas”, lembra o deputado.

Conforme documento elaborado pela Sema, a região queimada completa é maior do que a área do estado do Sergipe, por exemplo, que tem 2.191.000 hectares. A área danificada do Pantanal também é maior do que os 2.776.800 hectares que demarcam o estado do Alagoas.

Fonte: ALMT

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Senadores garantem R$ 16 milhões em emendas para saúde e pavimentação em Várzea Grande

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Senadores Wellington Fagundes e Jayme Campos com o prefeito Kalil Baracat e o secretário Gonçalo Barros

Demonstrando relação institucional com todos os parlamentares federais, sejam senadores ou deputados federais, o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, recebeu em audiência os senadores Wellington Fagundes e Jayme Campos para traçar uma série de estratégias de atuação visando obras e ações para fomentar o desenvolvimento local e preparar a segunda maior cidade de Mato Grosso para um novo momento proporcionado pelo crescimento econômico decorrentes do agronegócio.
Várzea Grande foi contemplado com outros R$ 16 milhões em emendas parlamentares, sendo R$ 11 milhões já depositados para a área de saúde de autoria do senador Jayme Campos e outros R$ 5 milhões do senador Wellington Fagundes para obras de pavimentação e drenagem com galerias pluviais.
“É sempre importante ter uma boa relação com todos os parlamentares, sejam senadores, deputados federais e estaduais, além do governador do Estado, para que os benefícios sejam carreados para Várzea Grande, contemplando as necessidades por obras e medidas de impacto que permitam aquecer a economia local, gerando emprego e renda”, disse o prefeito Kalil Baracat.
Os senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes sinalizaram como importante ao prefeito Kalil Baracat colocar em prática projetos que assegurem a Várzea Grande atender as demandas decorrentes do crescimento económicos com formação de mão de obra técnica e profissional além de receber empresas e indústrias decorrentes do Parque Tecnológico que tem que se tornar realidade.
“Acredito em projetos como ampliação e melhoria da Orla da Alameda, novos corredores comerciais e inclusive com a cobrança da Rota Oeste para a duplicação, os trevos e três viadutos que cortam a Rodovia dos Imigrantes”, disse o senador Wellington Fagundes.
Já para Jayme Campos, as obras estruturantes como um anel viário permitindo a integração da Rodovia dos Imigrantes, Rodovia Ministro Mário Andreazza, Avenida Governador Júlio Campos, com as saídas para o Norte e Sul de Mato Grosso e do Brasil, permitirá a instalação de um novo Distrito Industrial, mais moderno, eficiente e principalmente volta para as
necessidades de Várzea Grande e do agronegócio e as empresas e indústrias que se instalaram por aqui.
Enquanto gestor municipal, Kalil Baracat, relatou que está focado em duas questões prioritárias, mas sem descuidar das demais, que são a questão da água e a necessidade de ampliar o leque de obras que já tem em andamento as obras de uma nova Estação de Tratamento e Abastecimento (ETA) de 26 milhões de litros de água por dia que se somará com outros duas ETAs de mesma capacidade e outra de 2.592 milhões, o que soma 80 milhões de litros dia ou quase 30 bilhões de litros de água por ano.
Segundo o secretário de Assuntos Estratégicos, Gonçalo Barros, “este montante atende cada um dos quase 300 mil cidadãos de Várzea Grande com mais de 400 litros de água por dia, quando a necessidade segundo a OMS –
Organização Mundial de Saúde seria de 100 até 150 litros dias, dependendo da região do mundo quando a sua temperatura, portanto, além de resolvermos o problema da água, temos que encontrar solução para a perda que oscila entre 50% até 68% de tudo que é produzido, então iremos enfrentar o problema da água com hidrometração, para medir consumo de todos os consumidores, novas redes de captação e distribuição e a inadimplência de consumidores que mesmo com medições não pagam suas contas”, disse o secretário.
Segundo ele e o prefeito, a ideia é resolver os problemas em definitivo e não mais paliativos, mas a população tem que ajudar e cumprir sua parte, pois o desvio prejudica a rede toda e dos demais consumidores e a inadimplência inviabiliza a empresa por completo que não consegue então fazer os investimentos necessários e de rotina para melhorar o atendimento para a própria população.

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Xuxu Dal Molin cobra aquisição de patrulhas mecanizadas para recuperação de estradas de MT

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Foto: Miro Ribeiro / Assessoria de Gabinete

Durante audiência com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira e Silva, o deputado estadual Xuxu Dal Molin(PSC) voltou a apontar a necessidade urgente da aquisição de patrulhas mecanizadas para serem utilizadas na recuperação de rodovias não pavimentadas de Mato Grosso.

As patrulhas compostas por caminhões-caçamba, motoniveladoras, caminhões-pranchas e veículos dotados de estrutura para abastecimento e lubrificação de comboios, os chamados caminhões “melosas”, serão entregues aos consórcios e associações responsáveis pela manutenção dessas rodovias.

“Nós temos hoje em obras, mais de mil quilômetros sendo pavimentados e outros mais de mil quilômetros com ordem de serviço para o início da pavimentação. Mesmo assim, temos muitas rodovias não pavimentadas que são importantes para madeireiros, produtores, pecuaristas e chacareiros. São pessoas que precisam trabalhar, estudar e se locomover. Por isso estamos tratando junto à SINFRA e ao governo a aquisição dessas patrulhas”, disse.

Logo após o encontro, Xuxu Dal Molin informou que obteve resposta positiva do secretário quanto a essa reivindicação. “Este ano ainda o governo fará uma grande aquisição de equipamentos a serem repassados a todas as regiões de Mato Grosso que é um estado gigante. O Estado está arrecadando bem, com boa gestão, estamos acompanhando, cobrando e fiscalizando e se Deus quiser, teremos esta grande novidade que é a aquisição dessas patrulhas”, finalizou. 

Fonte: ALMT

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